Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Zezão Bar - 13/12/2011


A intenção era tomar uma cerveja rápida em algum bar perto de casa, já que naquele final de tarde o sol era no mínimo escaldante. Assim sendo, decidimos por uma breve passada no Pé de Goiaba, e ao chegarmos na esquina das Ruas Alpes e José de Alencar, foram duas as surpresas. A primeira delas se deu por não termos visto qualquer mesa no passeio daquele bar, espanto este que não durou muito tempo, já que minutos depois avistamos o seu novo ambiente, agora ampliado, com uma porção mais chique.

A segunda surpresa foi a grande faixa que avistamos do outro lado da rua, exatamente em frente ao Pé de Goiaba, que dizia “Bar do Zezão, inauguração dia 13/12”. Daí o dilema: conheceríamos a parte nova do velho conhecido, mas nem tão admirado Pé de Goiaba, ou nos aventuraríamos pelo novo bar, inexistente até ontem? Pelo título da resenha, o nobre amigo do outro lado da tela deduziu, por certo, que se trata de uma charada pronta. E assim atravessamos a rua, dispostos a conhecer o mais novo bar da cidade.

Chegando por lá escolhemos uma das mesas ao ar livre, que era tudo o que desejávamos naquele momento. Em seguida nada melhor do que uma cerveja no ponto, e dentre as três ou quatro opções fomos de Brahma, deveras gelada e custando R$ 4,70 cada garrafa de 600 ml. Há também Original e Bohemia por R$ 5,70, além de refrigerantes e água, mas nada de sucos para a Vivian.

Resolvemos petiscar, e ao desbravar o cardápio avistamos não mais que meia dúzia de espetinhos, cujos preços variam de R$ 3,90 a R$ 7,90, além de Filé com Fritas, porção esta anunciada pelo dono pessoalmente em nossa mesa, a R$ 25,00. Não queríamos nada muito farto, afinal estava quente e por certo nem aguentaríamos. Assim sendo, pedimos dois espetinhos, um de muçarela (R$ 3,90) e outro de picanha (R$ 7,90).

O primeiro a chegar foi o de muçarela, cujos gomos foram assados somente pela metade. Comemos uma parte e pedimos ao garçom que levasse o restante para terminar de assar. Nesse meio tempo levaram-nos aquele que deveria ser o espetinho de picanha, salvo tenha sido desenvolvido novo tipo deste corte sem a gordura. Chamei novamente o garçom e lhe informei sobre o engano no pedido. Na sequência passa por nós o dono, que me prometeu uma picanha da boa.

À nossa mesa voltara o espetinho de muçarela, aliás, os quatro gomos que haviam retornado à churrasqueira. Além de não terem sido assados, chegaram desmanchando, um fiasco. Nessa altura eu não questionava mais nada, e com a chegada da nova “picanha” tratamos de comer o que demos conta, afinal o Zezão só se enchia de novos clientes, e não queríamos estragar aquela entusiasmada inauguração de bar. Em minha última resmungada sobre a situação, apostei que em três meses de funcionamento encontraremos dos dois quadros um: ou reformularão o cardápio, retirando dele as picanha que inexistem por ali; ou descartarão os fornecedores atuais, uma vez que inaugurar um bar de porte considerável servindo espetinho congelado a R$ 7,90 é um tiro no pé.

Como pagamento recebem qualquer tipo de cartão, e não teríamos mais nenhum problema, salvo a necessidade de lembrar o garçom que o espetinho de muçarela não foi relacionado na conta. Depois de tudo saímos de lá refrescados pelas Brahmas geladas, e com a certeza inequívoca de quem é o tal Zezão aludido na faixa provisória do Bar estreante.


Serviço:
Bar do Zezão
Rua José de Alencar entre Rua Alpes e Rua Monte Branco - Nova Suissa
Tel: Em breve
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Varanda 1103 - 07/12/2011



Há não mais do que um ano seria inaugurado, com a abertura do Varanda 1103, o primeiro “espaço gourmet” do sempre movimentado Shopping Del Rey. Até então o centro de compras contava apenas com uma praça de alimentação única, recém-reformada, porém sem grandes alterações, além de um quiosque da Backer sob as esteiras rolantes, local este nada aprazíavel, ou ainda duas ou três lanchonetes nas proximidades do Boliche Del Rey. Praticamente todas elas padronizadas ao estilo das grandes redes de fast food, com requintes de aconchego passando longe daquelas bandas do Caiçara.

Devo dizer, antes de dar sequência a esta resenha, que não sou nenhum apreciador de Shoppings Centers e suas lanchonetes nos moldes convencionais. Todavia, se a proposta da nova casa é que ignoremos estar dentro de um antro do consumo, é possível que os não adeptos gostem do lugar. E foi assim que decidi conceder uma oportunidade ao Varanda 1103, da mesma forma como já havia experimentado, anos atrás e sem nenhum arrependimento posterior, os modernos cinemas de Shopping, que apesar de toda a tecnologia nem sempre são frequentados por pessoas que saibam se portar em suas salas, mas isto já seria uma outra história.

Localizado no piso térreo daquele Mall, o Varanda 1103 possui dois ambientes. O primeiro deles, que é por onde se entra no restaurante, possui vista para um corredor cheio de lojas, e portanto não apresenta qualquer vista diferenciada. Já do outro, nos fundos da casa, pode-se avistar um pequeno jardim disposto ao lado de uma das portarias do Mall, aspecto que o torna mais convidativo e aconchegante. Escolhemos uma das poucas mesas disponíveis por lá, e enquanto aguardávamos pelo atendimento nos distraíamos com algum show musical reproduzido nas LCD’s da casa. Com a chegada do garçom pudemos fazer a nossa escolha: Chopp Heineken para experimentar, a R$ 4,70 cada tulipa de 300 ml, e o costumeiro suco natural para a Vivian.

Pedimos uma boa polenta frita (R$ 16,80) como tira-gosto assim que os amigos Cacá e Jana por lá aterrissaram, petisco este que vem acompanhado por molho tártaro e um discutível ragu de calabresa. Mais tarde jantaríamos, e como a opção daquela noite seria pelo filé mignon em cama de fettuccine com molho branco (em torno de R$ 20,00 cada prato individual), mudamos para o vinho chileno Leon de Tarapacá, pelo qual se paga não mais do que R$ 25,00 em cada garrafa de 375 ml.

O vinho caiu bem a este paladar amador, tal qual a refeição principal, saborosa apesar de não apresentar qualquer diferencial. Entretanto, por motivo da sua avantajada porção, acabara por esfriar no prato antes que o jantar terminasse. Já as sobremesas ficaram para outra oportunidade, visto que as atividades da cozinha haviam encerrarado quando enfim terminamos.

O atendimento simpático e profissional do garçom Maurício merece destaque, assim como deve ser reverenciada a existência de toaletes próprios dentro daquele estabelecimento, aspectos estes que, aliados à boa qualidade geral da cozinha e do serviço de bar, deixam-me mais tranquilo para visitas vindouras ao Del Rey. Na verdade recebo a inauguração do Varanda 1103 como se fosse um Oásis surgindo em meio ao deserto. Nem tanto pela casa em si, que naturalmente não deixa de ter os seus méritos, mas por se tratar de uma fórmula até então inexplorada no maior Shopping da região da Pampulha.


Serviço:
Varanda 1103
Av. Presidente Carlos Luz, 3001 (Shopping Del Rey) - Caiçara
Tel: 3658-1103
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Bar do Dedinho - 04/12/2011




O Bar do Dedinho eu conheço há alguns anos, já que quando o visitei pela primeira vez ainda não tinha completo o primeiro aniversário. Não, eu não sou um velho, e nem ele é um boteco antigo ou alguma instituição da Pampulha. Ocorre que o bar fora inaugurado há não mais do que cinco anos e, meses depois, já figuraria dentre os participantes do Festival Comida di Buteco, com a nossa habitual presença para experimentar o quitute preparado por motivo do evento.

Apesar da pouca idade, o Dedinho já passou por pelo menos uma reforma, e hoje ocupa todas as três lojas de uma pequena galeria na Av. Anuar Menhen, contando ainda com um salão de sinuca piso superior, que até hoje não explorei. Seja como for, pelo piso térreo é possível verificar que o Dedinho dispõe de uma considerável infraestrutura, tendo instalado três televisões de LCD neste ambiente, as quais reproduzem variados DVD’s musicais quando não estão transmitindo os jogos dos times mineiros. O ponto negativo desse pavimento fica por conta dos toaletes, que julgo ser menores do que deveriam.

Para fazer uma boquinha, sugere-se ao cliente que escolha qualquer das variadas chapas que são a especialidade da casa, as quais correspondem a no mínimo metade dos pedidos que chegam à cozinha. Há a Chapa do Dedo (linguiça coberta com queijo, contra filé e torresmo, muito torresmo...), a Trinca Mineira (contra filé ao shoyu, chips de jiló e batata recheada assada) e o Dedinho do Norte (escondidinho de carne de sol com purê de batatas), mas nesse dia fomos de Dedinho de Minas (R$ 27,00), que é uma chapa constituída por filé de frango em cubos com catupiry e orégano, escoltados por batata noisette. O último item do petisco estava “em falta”, e por não haver outra opção tivemos de aceitar as fritas convencionais. Improvisos a parte, considero que seja um dos melhores frangos com catupiry da cidade.

Do freezer saem as mais comerciais cervejas da AMBEV, tais quais a Brahma, a Skol, a Original e a Bohemia, vendidas por cerca de R$ 5,00 cada garrafa de 600ml. Há ainda alguns sucos de polpa, cujo copo de 300 ml custa R$ 3,50. Vale destacar que este bar sempre alcançou posição de destaque em venda de bebidas nos meses em que acontece o Comida di Buteco.

O atendimento, que em minha opinião sempre foi o calcanhar de Aquiles do bar, se manteve bom durante a nossa estada. Devo registrar que num passado não muito distante já tivemos problemas sérios com relação a este quesito, e fomos inclusive agredidos verbalmente por um Gerente que, ao que parece, não consta mais nos quadros do estabelecimento. Por outro lado, fico procurando entender as lamentações compartilhadas ano após ano pelo Dedinho, dono do bar e de quem não tenho nada a reclamar, sobre a dificuldade de encontrar e manter bons funcionários, que de acordo com ele são escassos no mercado, mas que não deixam de ser essenciais para que episódios como este não se repitam.

Mais recentemente, há cerca de dois anos, seria aberta a segunda unidade do Bar do Dedinho, que fica próxima ao Supermercado Via Brasil, no bairro Itapoã. Por lá a mesma fórmula e o mesmo cardápio, porém em um ambiente diferente do primeiro, já que conta com uma espécie de quintal onde são dispostas várias mesas, e ainda com a possibilidade de apresentações de samba conforme o dia da semana. Enfim, se gosta de chapas e não se importa em correr o risco do atendimento, o Bar do Dedinho será uma boa opção.


Serviço:
Bar do Dedinho
Av. Deputado Anuar Menhen, 232 - Santa Amélia
Tel: 3047-1012
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Espeto do Manoel 2 - 03/12/2011




O Espeto do Manoel 2 faz parte da minha história de cronista de boteco, uma vez que o visitamos, pelo saudoso Site Butekage, poucos dias após ter sido inaugurado, ainda nos idos de 2005. Seja como for, as lembranças que mantenho deste período não seriam suficientes para uma nova visita caso não estivesse numa tremenda vontade de comer batatas fritas. Logo me lembrei que, por lá, o petisco já chega temperado à mesa. Apesar de ter na unidade da Av. Guarapari a minha favorita, esta ganha por reduzir pela metade o meu deslocamento.

Chegando, uma surpresa quanto à dimensão da casa, que foi multiplicada por três em apenas seis anos de existência. O Espeto do Manoel II agora dispõe de um convidativo quintal, com mesas ao ar livre e playgroud para as crianças, além de um piso superior que, conforme o garçom, é destinado a eventos fechados. Garçom este que, despretensiosamente, trabalhou bem ao longo de toda a nossa permanência, levando à mesa cerveja Skol sempre gelada (R$ 5,00) e sucos de laranja com acerola bem preparados por R$ 3,50 cada copo.

Chegada a hora de petiscar, pedimos as aguardadas fritas, pelas quais pagamos R$ 13,90, mas que desta vez foram servidas exageradamente salgadas. Para compor, os não menos famosos espetinhos de Kafta (R$ 7,90 a unidade), estes sim ótimos como sempre, sobretudo quando acrescidos do caldo de limão.

A casa peca por manter televisões ligadas em volume muito alto, que junto ao barulho das crianças torna o ambiente pouco silencioso. Por outro lado, isso demonstra a vocação familiar do bar, que até onde sei é um dos raros a fazer o estilo nas imediações da Rua Jacuí.


Serviço:
Espeto do Manoel 2
Rua Salgueiro, 20 – Ipiranga
Tel: 3422-9849
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Choperia Devassa - 02/12/2011



A Choperia Devassa, cuja matriz funciona no Rio de Janeiro, abriu sua primeira franquia belo-horizontina em 2009, na Getúlio Vargas esquina com Professor Morais. Dois anos depois inauguraria a sua segunda unidade por aqui, esta situada no disputadíssimo bairro de Lourdes. Entretanto, conforme especuladores do meio gastronômico, a expansão da rede na capital dos bares não para por aí, já que estão previstas uma filial para a Região da Pampulha, já para 2012, e outra no Belvedere, que seria aberta em 2013.

Logo quando inaugurada, a Choperia passara a chamar a atenção de quem freqüenta a Savassi, já que ocupa um considerável imóvel, dentro do qual distribui os ambientes em dois pisos e três varandões. Infelizmente não foi apenas por este motivo que a empreitada se fez notar, haja vista que pesadas reclamações sobre o atendimento foram relatados por um cliente, através de um e-mail que circulou fortemente a partir de março de 2010. A mensagem fazia referência a um antigo Gerente, denominado Índio, que conforme a “assessoria de imprensa” da Devassa seria demitido após terem tomado conhecimento do episódio. Tendo compartilhado esta lenda urbana, tratemos de fazer aqui uma avaliação contemporânea do estabelecimento em questão, afinal foi neste mês de dezembro que enfim conheci a comentada choperia.

Já passava das 21h quando chegamos àquele bar, e como a noite estava chuvosa optamos pelo primeiro piso em detrimento de qualquer das varandas. Ao nos sentarmos tivemos de esperar por não menos de dez minutos, até que algum garçom fosso caridoso o suficiente para nos atender. Eu fui de chopp tradicional, que por lá recebe o apelido de Loura, custando R$ 5,30 cada tulipa de 300 ml. Já Vivian pediu um suco de laranja com acerola, que se fosse bom seria caro por R$ 6,50. Porém se trata de uma verdadeira água aromatizada, como diria o Rodrigo do Blog Turista Amador, e assim sendo o preço do copo se torna um deboche.

Na hora de petiscar demos umas boas folheadas no cardápio, que apesar de extenso não apresenta opções que fujam muito do trivial. Fomos de Piu Piu, que é o frango a passarinho da casa, e através do mesmo foi possível constatar que a cozinha se destaca perante aos demais quesitos. São recortes de variadas partes do frango, temperados com generosa quantidade de alho e muito bem fritos, tornando saborosa inclusive a crocante pele da ave. Pela porção, que atende duas pessoas, pagam-se honestos R$ 22,00.

A decoração de toda a choperia é de encher os olhos, remetendo aos tradicionais botequins cariocas, e os banheiros são razoáveis, porém disponíveis apenas no segundo piso. Na hora de encerrar a conta um novo teste de paciência junto aos garçons, que nem de longe remete ao malfadado conto do Índio, claro, mas que por outro lado me dá tranqüilidade quando atribuo o conceito REGULAR à afamada choperia.


Serviço:
Choperia Devassa
Av. Getúlio Vargas, 809 - Funcionários
Tel: 3223-2356
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Pomodori Pizza - 26/11/2011




A Pizzaria Pomodori, cuja matriz foi inaugurada na Savassi há cinco anos, abriu sua segunda unidade em 2010, no bairro Gutierrez. Seu formato, com a venda das redondas em fatias, não é novidade por aqui, uma vez que a Pizza Pezzi lançaria esta moda ainda no final dos anos noventa, sendo copiada por várias outras desde então. Todavia nenhuma das anteriores pode ser enquadrada como uma pizzaria tradicional, onde é possível permanecer por horas papeando, comendo e bebendo. Pizza Pezzi e suas congêneres estão muito mais para o fast food, e a partir desta constatação é que a Pomodori se mostra inovadora.

Antes de dar seqüência às minhas considerações, gostaria de esclarecer ao leitor o porquê da escolha de uma pizzaria para figurar em um blog sobre botecos, e a explicação vai de encontro à sua já referida originalidade: a combinação de chopp com pizzas em fatia, que certeiramente são os dois itens mais vendidos da casa, dão liberdade àquele cliente que prefere petiscar e bebericar ao invés de jantar, deixando-lhe a vontade tal qual em um boteco. Além disso, o preço único dos dois itens (R$ 3,90 e R$ 4,90, respectivamente), aliado à possibilidade de cartelas individuais, simplificam sobremaneira a vida da freguesia, seja na hora de pedir ou de pagar.

Falando propriamente da unidade Gutierrez, não é raro encontrar as suas dez ou doze mesas tomadas já ao anoitecer, tornando visível a necessidade de uma ampliação. Aliás, a abertura de novas pizzarias da rede também cairia muito bem à cidade, que julgo ter caixa para, no mínimo, umas 10 filiais da Pomodori. Seja como for, é esta que tenho hoje perto de mim, e confesso que a ela tenho dado boa prioridade nos últimos meses, justamente por me ser concedida a opção de pizzas de qualidade em fatias.

Na hora de escolher dentre as opções do dia não basta que a sua pedida esteja listada no quadro. Para que ela chegue à mesa em seu máximo sabor, deve-se averiguar com o garçom qual das pizzas tenha acabado de sair do forno, ou então esteja prestes a isso. Por meio desta dica simples você evitará que lhe sejam servidas fatias mornas ou requentadas.

De todas as escolhas que já fiz, destaco a pizza Napolitana (que por lá nada mais é do que uma Margherita acrescida de alho crocante), a de Rúcula, a Portuguesa e a Rústica, todas elas podendo ser acompanhadas não apenas pelo chopp Backer, como também por cervejas diversas da mesma marca, ou ainda por Skol em lata a R$ 3,50. Se não for beber, há Sucos Valle e Schweppes Citrus, ambos custando R$ 3,80 cada lata.

O atendimento heterogêneo, que varia muito de acordo com o garçom que lhe atenda, talvez seja o ponto que mereça maior atenção. Alguns já se esqueceram de informar previamente sobre a última fornada de pizza, que por sinal jamais passa das 23h, enquanto outros nos deixam absolutamente ciente sobre cada um dos horários. Já o banheiro, condição primeira a um estabelecimento que se proponha a vender chopp, apresenta estrutura compatível à uma demanda de cinqüenta pessoas, e no geral estão sempre limpos.


Serviço:
Pizzaria Pomodori
Rua Almirante Alexandrino, 38 - Gutierrez
Tel: 3291-2888
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Chico & Alaíde - 14/11/2011



O Bar Chico & Alaíde foi inaugurado no Leblon há pouco mais de dois anos, e em curto tempo se transformou num dos referenciais de cozinha da cidade maravilhosa. Situado na esquina da Dias Ferreira com Bartolomeu Mitre, o seu ambiente nos remete a um botequim português com décadas de história, como se o bar já tivesse nascido maduro.



Achegando, pudemos ver que o seu atendimento não brinca em serviço, tendo rapidamente levado à mesa uma rodada do chopp Brahma Black, cuja caldereta custa R$ 6,50. Interessantíssimo, seja pelo sabor diferenciado, pelo belíssimo efeito visual no copo, ou ainda por nos ser uma novidade, já que o mesmo simplesmente inexiste em BH.



Minutos depois nos foram servidos os primeiros dos vários quitutes que experimentaríamos naquela tarde: pastel de siri e tijolinho de bacalhau, custando respectivamente R$ 4,30 e R$ 4,70 cada unidade. A partir daquele momento entendemos que o seu amplo cardápio merecia ser explorado ao máximo, e para darmos conta da maratona que se iniciava mudamos para o Chopp Brahma tradicional a partir da segunda rodada, pagando R$ 4,90 por cada tulipa de 300 ml.


A sequência de petiscos que viria teve início pelo “totivendo de jerimum com camarão e catupiry” (R$ 14,00), que é uma pequena abóbora recheada cuja apresentação é interessantíssima, seguido pelo “tovendo tudo de bacalhau” (R$ 16,50), que é um escondidinho com o peixe em fartura, além dos bolinhos da Alaíde (aipim com camarão e catupiry) e dos bolinhos de abóbora com carne seca para todos, a R$ 3,60 cada unidade.



Dá-lhe chopp Brahma tirado pelo Chico e dá-lhe “Choquinho” (camarão grande empanado com catupiry) para acompanhar, que é outra fantástica invenção da Alaíde, e pela qual se paga R$ 7,60 a unidade. Não, ainda não era suficiente, e o Chico sabia disso quando nos mandou servir meia dúzia de espetaculares bolinhos de tutu a título de cortesia, que no balcão custam R$ 3,60 cada. O porquê de eu ainda não ter encontrado algo parecido na terra do tutu é o que eu definitivamente não consigo entender.



Como aquela tarde já entrava em sua reta final e ainda não tínhamos almoçado, se é que se pode dizer isso, decidimos por encarar alguns sanduíches, tendo sido o de filé com queijo (R$ 15,00) a escolha de todos. E eis que surge o primeiro quitute indigno de nota 10 como todos os anteriores. Não que seja ruim, mas o escasso recheio em meio a um pão de sal não chegava perto do sanduíche do Cervantes. Talvez tivéssemos ficado muito exigentes nesse quesito depois de desvendar o Bar da Rua Barata Ribeiro, só isso.


Acreditem ou não, esta aventura teve um fim. E não foi sem antes da Camila, nossa amiga que nutre paixão por doces, experimentar a goiabada com queijo preparada pela Alaíde como homenagem ao seu estado natal. Mais uma bela e saborosa invenção.


Sendo assim, caros amigos, é com muito entusiasmo e saudade que recomendo fortemente o Bar Chico & Alaíde para quem estiver em terras cariocas. Este sim, muito bem representa a tradição secular de cozinha e serviços de qualidade do Rio de Janeiro. Quando voltar certamente passarei mais umas seis horas pecando em alguma de suas mesas.


Serviço:
Chico & Alaíde
Rua Dias Ferreira, 679 - Leblon - Rio de Janeiro - RJ
Tel: 21.2512-0028
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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Verdim - 20/11/2011

Sim, fomos até o Verdinho no Domingo dia 20 para almoçarmos, mas no fundo motivados pelos seus famosíssimos caldos, sobre os quais já obtive inúmeras referências. E chegamos tarde, para variar, naquele horário em que o serve-serve, em torno de R$ 20,00 o quilo, aguarda pelos últimos desesperados. A fome nos assolava, é bem verdade, mas optamos por pedir meia porção de carne de sol na chapa com mandioca cilíndrica (R$ 15,00) enquanto esperávamos um espaguete a bolonhesa, pelo qual se paga não mais do que R$ 13,00, e cujo avantajado prato alimentou a duas pessoas com sobra.

Após aquele repasto estaríamos mais do que preparados para suportar as fortes emoções de Atlético X Corinthians, cujo bom resultado aos mineiros fora azedado ao final pelo atacante Adriano. Como no mesmo horário deste jogo acontecia também o do rival Cruzeiro, a casa destina dois dentre os vários ambientes para atender a cada uma das maiores torcidas de Minas, tendo o dono permanecido vibrando e sofrendo do nosso lado.

Ao longo do jogo foram várias rodadas de chopp da Ashby, pelo qual se paga R$ 1,99 a tulipa de 300 ml. Isso mesmo, caro leitor, você não leu errado: se conseguir tomar 10 tulipas não desembolsará R$ 20,00 por elas. Há ainda as cervejas da AMBEV, custando a partir de R$ 4,50 com a Brahma, e também sucos naturais e de polpa, que não passam de R$ 3,50 cada copo.

Indo da varanda ao interior do bar, onde ficam os banheiros, a passagem se dá sobre um lago com algumas carpas. A ornamentação embeleza, mas também melhora o ambiente na medida em que reduz a sensação de calor. Somando-se todas as alas, imagino que a casa não comporte menos do que trezentas pessoas, as quais podem contar com o honesto atendimento dos garçons.

Depois de sofrida mais uma derrota no futebol, quando já passava das 19h, só mesmo experimentando o famoso caldo, pra reconfortar. Se não me engano são 16 as variedades dispostas no fogão de lenha, podendo ser adicionada a quantidade de torresmo e cebolinha que caiba sobre o caldo, além de pão a vontade no pratinho que dá base à cumbuca. Salvo engano, se paga R$ 5,50 pela tigela menor e R$ 7,00 pela maior. Eu misturei o caldo de feijão com uma das especialidades do Verdinho, o caldo de pinto, e por meio destes posso dizer que a fama é mais do que justificada. Da próxima vez que desejar um bar tranquilo para assistir ao futebol, e que sirva dos melhores caldos da cidade, já tenho destino certo.


Serviço:
Verdim
Av. Santa Terezinha - 1000 - Bairro Santa Terezinha
Tel: 3476-4141

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Barracão Butiquim - 19/11/2011

Fazendo uma pausa nos relatos das andanças do Rio, falo aqui de mais um legítimo “quintal bar” da nossa cidade, que é o Barracão Butiquim. Situado no bairro Pompéia, Zona Leste de BH, o boteco me foi apresentado pelo amigo Raul há dois anos, e salvo engano, integra pela terceira vez consecutiva o Guia Veja Comer & Beber como um dos melhores happy hours da cidade. Já na visita de estréia o amigo pediu uma de suas batatas rostie, que pode ser preparada com variados recheios, e viria a se tornar “carro chefe” da casa.

No sábado dia 19, minha última vez por lá, levei a família para experimentar qualquer das novas e antigas criações do Chef. O quintal da casa é realmente a porção mais charmosa e aconchegante do botequim, mas estava completamente tomado naquela ocasião, o que nos forçou a permanecer em uma das mesas do corredor que serve como entrada, de ambiente excessivamente iluminado e menos aprazível.

Ao sentarmos, uma surpresa quanto aos R$ 6,50 cobrados pela Brahma, que acrescidodos 10% de serviço ultrapassa os sete barões! Assim sendo, passei a mão no cardápio de cervejas especiais, e eis que me aparece a ótima Paulistânia Pilsen por R$ 7,90 agarrafa de 600ml. Não tive outra escolha, a não ser deixá-la me acompanhar até a meia noite.

A garçonete única, cujo nome me foge, esbanjava a usual simpatia em seu tradicional modelito “short mais avental”. Entretanto a demanda daquele sábado acabara por sobrecarregar o atendimento, e para amenizar esta situação foi necessário ao dono fazer as vezes de segundo garçom. Correrias a parte, foi dela a ótima dica para que experimentássemos um petisco recém incorporado ao cardápio, qual seja o Espetinho de Frango Empanado com Gergelim e acompanhado de Geléia de Pimenta, que custa em torno de R$ 20,00 a porção que serve até três pessoas.

Para mimar ainda mais o paladar não nos seria conveniente esquecer do Rostie, que conforme norma mandatória do cardápio, deve ser pedido até as 22:30h. Dentre várias opções, escolhemos a que recebe recheio de carne de sol com requeijão e cebolinha(R$ 32,00). Depois de algum tempo ele chega, repleto de sabor e envolto por delicioso aroma. Servindo duas pessoas como jantar ou quatro como petisco, o prato permanece como a minha indicação primeira, e se trata de pedida segura para outro fim de semana chuvoso que está por vir.



Serviço:
Barracão Butiquim
Rua Antônio Justino, 438 – Pompéia
Tel: 3481-0624
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domingo, 27 de novembro de 2011

Bracarense - 12/11/11



O Bracarense, ou Braca para os íntimos, é um dos mais tradicionais botecos da Cidade Maravilhosa. Situado no peculiar bairro do Leblon, sua fama atrai pessoas de todas as partes da cidade e do Brasil, o que torna disputadíssimos os seus poucos metros quadrados.




Por lá nada de hostess ou fila de espera, mas tão somente os garçons cumprindo tudo quanto é papel. Portanto, para conseguir o seu lugar ao sol, trate de conquistar a simpatia de algum deles, pois do contrário tomará chopp de pé por horas e horas.

O dia e horário em que lá estávamos coincidiu com a troca dos barris de chopp por empregados da Ambev, cujo descarregamento do caminhão foi responsável por verdadeiro alvoroço no local, tendo aumentado ainda mais o barulho característico do bar. São cerca de 50 tonéis consumidos por semana, o que definitivamente não é pouca coisa. Dois destes são do chopp Brahma Black, que por sinal aguardava recarregamento para que voltasse a ser servido.



Apesar da enorme fama do chopp do Bracarense, devo dizer que não vi nada de espetacular no mesmo, pelo qual se paga não mais do que R$ 4,30 pelo copo (isso mesmo, nem tulipa nem caldereta, mas copo) de 300ml. Também não me agradou tanto a empada de camarão, pela qual criei enorme expectativa, e na minha avaliação não passa de razoável. Por certo a receita da "era Alaíde" se destacaria mais.

Críticas feitas, entremos agora na parte boa. Falo do bolinho de bacalhau do Bracarense, que é simplesmente o melhor que já comi na minha vida. De tempero ímpar e demonstrando equilíbrio entre o bacalhau e a batata, é ainda muito bem frito, o que lhe torna um quitute no mínimo primoroso. E é por este salgadinho que voltarei outras vezes ao Braca, que julgo constituir verdadeira instituição carioca.


Serviço:
Bracarense
Rua José Linhares, 85 - loja B - Leblon - Rio de Janeiro - RJ
Tel: 2294-3549
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Cervantes - 11/11/2011

 
A saga dos “botequeiros de Beozonte na Cidade Maravilhosa” teve início pelo tradicional Cervantes. Este sim, pode ser chamado de “Bar e Restaurante”, já que entrando pela Rua Barata Ribeiro nº 7 é um legítimo botecão, com direito ao letreiro característico e o garçom montando, sem luvas, os sandubas com as mãos. Já pela Av. Prado Júnior, 335, podem ser avistadas as mesas e cadeiras do ambiente restaurante.
 

No bar pudemos conversar um dedo de prosa com alguns dos garçons, bem como conhecer a estufa onde ficam as carnes e queijos que irão rechear as centenas de sanduíches vendidos diariamente. Lá degustamos algumas calderetas de chopp Brahma, a R$ 5,00 cada, que devem ser bebidos de pé como no Mercado Central de BH, haja vista não existirem cadeiras ou banquetas, mas tão somente uma bancada que rodeia o bar. Canelas devidamente adoçadas, o mais recomendável foi nos dirigirmos à ala restaurante, sobretudo para sermos gentis com as três representantes da beleza mineira que nos acompanhavam.


O acesso pelo corredor interno, que estabelece comunicação entre os dois ambientes, é restrito aos funcionários, e portanto tivemos de dobrar a esquina das duas conhecidas vias para chegar ao restaurante. Na entrada desta ala uma pequena fila, desfeita na rápida medida em que os clientes foram se acomodando. Por dentro, um salão de restritas dimensões, aspecto este que, em conjunto com o ar condicionado de eficiência duvidosa, acabam por tornar o ambiente sobremaneira encalorado.

 


Mas enfim, era para beber e comer que lá entramos, e enquanto aguardávamos pelo último casal que iria compor o bonde dos mineirinhos, resolvemos consultar ao garçom, o paraibano Antônio, sobre algum petisco como entrada, culminando na pedida dos “croquetes do alemão”, que custam R$ 26,00 a poção. Combinado com mostarda escura fica razoável, mas longe do que esperávamos dos verdadeiros acepipes cariocas.


Depois do time devidamente completo, quando já beirava a meia noite, partimos com toda a vontade para cima dos afamados sanduíches. Experimentamos o de tender com queijo e abacaxi (R$ 15,00), e o de pernil com abacaxi (R$ 13,00). Composto por pão de leite e farto recheio de primeira qualidade, ambos são memoráveis, mas o segundo ainda mais saboroso. Sem sombra de dúvidas o melhor sanduíche do Brasil, que por si só vale um retorno àquela capital.


Serviço:
Cervantes
Av. Prado Júnior, 335 - Copacabana - Rio de Janeiro - RJ
Tel: 2275-6147
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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Patorroco - 29/10/2011


Pelo Bar Patorroco eu mantenho considerável estima, e portanto nele compareço com alguma frequência. Entendo que o seu menu ofereça das mais inventivas receitas de boteco, e dentre as quais eu destaco duas obras primas em sabor e criatividade: o acarajé mineiro e o caviar da roça.

O primeiro é uma reconstrução do acarajé baiano, preparado com o bolinho de feijão frito em óleo de soja no lugar de dendê, e recheado com creme de milho no lugar do vatapá e lingüiça desconstruída substituindo os camarões. No ano em que foi elaborado levava ainda mamão verde refogadinho fazendo as vezes do vinagrete, mas não o tenho visto recentemente. É servido em porções de quatro ou oito unidades, em recipiente de madeira especialmente preparado para tal, ou ainda individualmente, custando cerca de R$ 4,00 cada. Já o segundo petisco, o caviar da roça, é uma porção de chouriço desconstruído e retemperado com alho, cebola, cheiro verde e tomate picadinho, acompanhado por torradas com pasta de queijo.

Compartilhei cada uma dessas receitas apenas para que entendam o quanto é difícil preterir os dois “carros chefe” da casa, haja vista que pretendíamos experimentar o prato lançado em 2010 como homenagem ao Comida di buteco, naquele ano em que o bar não participou do evento: o “Tô Fora”. São seis unidades de um quitute composto por ragu de carne, requeijão e jiló desidratado sobre tiras de pastel (mentirinhas), acompanhado pela pimenta da casa. O melhor de tudo é que pela saborosa porção se paga a ninharia de R$ 9,00.

O cardápio, que ainda relaciona várias outras boas opções, é ilustrado por fotos de jipes em meio a trilhas, hobbie do proprietário do bar e de seus primeiros clientes. Para acompanhar qualquer dos acepipes, algumas rodadas do bom chopp da Krug Bier (R$ 3,90), servidos com simpatia pelo garçom por nós apelidado de salsicha, que é uma figuraça.

As mesas do passeio são maioria, e permanecem como as mais disputadas. Entretanto o bar foi todo reformado em 2009, e o diminuto espaço interno comporta alguns clientes a mais. Mesmo com as restrições quanto ao tamanho, o ambiente é bem agradável, com direito a meia luz e teto forrado por tecido de chita.

O banheiro, que em nada desaponta quanto a higiene, também foi agraciado com um novo projeto, bem aproveitando todo o seu espaço. E é por tantas características favoráveis que o Patorroco se mantém, ano após ano, no rol dos melhores botecos da cidade.


Serviço:
Patorroco
Rua Turquesa, 865 – Prado
Tel: 3372-6293
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Rio de Janeiro - 11/11 a 15/11/2011




Amigos e leitores,


Uma pequena pausa por aqui, para que finalmente possa conhecer os legítimos botequins cariocas.

Na volta conto tudo!

Saudações,

Pedrão

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Cantina do Lucas - 27/10/2011





Falar em restaurantes tradicionais de BH sem mencionar a Cantina do Lucas, como diriam meus conterrâneos Chico Amaral e Samuel Rosa, “é improvável, é impossível”, já que a casa representa verdadeira instituição da boemia local. Apesar de tamanha notoriedade, a visita que aqui relato foi a primeira que fiz em minhas três décadas de vida. Por tamanha demora eu não sei se culpo a meu pai, que durante minha infância tinha preferência pelo filé a parmegiana da saudosa Cantina do Ângelo, se culpo a minha falta de grana durante os tempos de faculdade, que sempre me empurravam para o seu vizinho Xok Xok, ou se culpo ainda a minha estada de três anos fora da cidade. Seja como for, neste momento isso pouco importa, uma vez que o restaurante permanece no mesmo lugar de cinqüenta anos atrás, e pode ser visitado quantas vezes se queira.

Minha ida que aqui compartilho aconteceu em plena quinta-feira, durante o meu horário de almoço, o que acabou por impossibilitar que eu bebericasse uma Bohemia das mais geladas, pela qual não se paga mais do que R$ 6,00 a garrafa de 600ml. Foi a base da Água Tônica (R$ 2,50 a lata) que experimentamos o seu famoso filé a parmegiana (R$ 49,00), que conforme o garçom só perde em pedidos para o Filé a Surprise (R$ 54,00). O prato é para duas pessoas, mas éramos três, e acompanhado de mais uma porção de arroz com brócolis e alho (R$ 6,75), comemos muito bem!

O ambiente da Cantina do Lucas, reconhecida como patrimônio cultural de Belo Horizonte, tem toda a sua peculiaridade, que vai do teto decorado por várias garrafas de vinho aos azulejos portugueses que revestem a fachada e o balcão, além de quadros que estampam diferentes momentos da cidade. O serviço é à moda antiga, com garçons trajados como tal e munidos de todas as informações necessárias para que os clientes façam boas escolhas. Por todas essas afirmo que a casa faz jus ao título recebido, e merece muitas e muitas re-visitações.



Serviço:
Cantina do Lucas
Av. Augusto de Lima, 233 - loja 18 (Edifício Maletta) – Centro
Tel: 3226-7153
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domingo, 6 de novembro de 2011

Peixe Frito - 22/10/2011



O Peixe Frito já foi mais boteco, ocupando menor espaço antes de ser reformado e ampliado. Já foi de outro dono, que após ter passado o bar ao atual proprietário inauguraria o Peixe Boi. Apesar de todas as mudanças acontecidas em apenas sete anos de existência, a qualidade no atendimento permanece como a sua principal característica.

Desde que ingressou no Festival Comida di Buteco, no ano de 2007, já acumula cinco participações no evento, quatro destas concorrendo com o típico prato que dá nome à casa: peixe frito. Ocorre que estes pratos não são meras cópias um do outro, mas sim peixes diferentes recebendo acompanhamentos diferentes. De repetição apenas a forma de preparo, todos “a dorê”. Tem tilápia a dorê com molho de cupuaçu, surubim a dorê ao molho da tia, filé de cascudo a dorê aos molhos de taioba e pé de pimenta e o pintado a dorê aos molhos de manga e gengibre, acompanhado de chips de jiló, todas as porções custando em torno de R$ 25,00. Notar a diferença entre um peixe e outro talvez seja trabalho para especialista, cabendo a este amador apenas assegurar que os cozinheiros do lugar dominam a técnica da fritura.

No Comida di buteco 2011 o bar inspirou-se no mote do evento, que foi o Norte de Minas, e ousou pela primeira vez mexer em time que está ganhando, tendo ofertado a “Munheca do Velho Chico”, que é uma espécie de moqueca de surubim em cubos engrossada com pedacinhos de mandioca. Era sim uma moqueca o que procurávamos naquele dia, mas ficamos com o formato tradicional, em que o peixe, em postas, não recebe o acompanhamento das mandiocas, mas sim do pirão. É servida em pratos executivos (R$ 25,00), o qual atende com fartura a uma pessoa, ou razoavelmente a um casal se acrescida de mais meia porção de arroz com brócolis (R$ 4,50).

Vale ressaltar que nem só dos peixes vive o bar, que trabalha ainda com carnes grelhadas, a exemplo da ótima picanha. Tudo acompanhado por cerveja sempre gelada, como a Skol ou a Brahma, pelas quais se paga R$ 5,30 a garrafa. Comprando o Peixe Frito a outros botecos, os preços não são dos mais camaradas. Mas ao considerar todos os seus predicados, dentre os quais eu incluo ainda a facilidade na hora do pagamento, que pode ser realizado inclusive com cartão de crédito, o investimento acaba dando um BOM retorno.


Serviço:
Peixe Frito Bar e Petisqueira
Rua Juiz de Fora, 1242 - Santo Agostinho
Tel: 3291-1046
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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Curtas de Outubro



- Tem início no dia 03 de novembro o Festival Bar em Bar, promovido pela Abrasel. No site do evento é prometido que todos os pratos custarão R$ 10,00, mas eu vi alguns tabelados a R$ 20,00, por exemplo. Quem souber o porquê desta diferença pode compartilhar neste blog, para que todos nós entendamos. A relação completa dos participantes pode ser encontrada aqui.

- Na última quinta-feira estive participando de encontro promovido pela representação local do Site Kekanto, que aconteceu no Bangkok Royal Thai Cuisine, restaurante tailandês que funciona em Lourdes, no número 1054 da Rua Fernandes Tourinho. A confraternização, organizada pela Cláudia Villas Boas e patrocinada pela empresa e seus parceiros, visa premiar os usuários que mais colaboraram com o Kekanto no último mês. Como o site é, além de um guia dos mais úteis, também uma rede social, o evento busca ainda promover a interação de seus membros, ultrapassando assim os limites do virtual.
Inspirado no Site estadunidense Craiglist, muito popular por lá, o Kekanto foi concebido por alguns colegas daquela que é a maior universidade da América Latina, a USP, e dentre eles se destacam os hoje empresários Fernando Okumura e Bruno Yoshimura. É “o boca a boca online”, e no que se refere à Gastronomia e Diversão, assume larga vantagem sobre os guias da Veja e da Encontro, publicações estas limitadas na medida em que se balizam pela opinião de meia dúzia de jurados, enquanto o Site pode conter infinitas impressões diretas de todo e qualquer consumidor, muitos dos quais notórios conhecedores do assunto.


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domingo, 30 de outubro de 2011

Parrillero - 21/10/2011


O Restaurante Parrillero, como o próprio nome diz, é especialista em carnes à moda platina, ou seja, preparadas na parrilla. Nela os cortes são assados em brasa incandescente, o que faz da técnica diferente daquela aplicada ao churrasco nosso de cada dia, cujo fogo é essencial. Não é a primeira visita que faço ao local, mas pela primeira vez não consideramos irretocáveis o serviço e a comida.

Situada em região nobre da Pampulha, há dois quarteirões da Lagoa, a casa dispõe de quatro ambientes, e nas sextas-feiras oferece aos clientes música ao vivo, destacando-se no repertório a MPB e o Pop Rock. Soubemos também que às quintas-feiras há apresentações de stand up, e nos finais de semana, quando abre durante o dia, o restaurante proporciona atrações aos pequenos, com seus viveiros e passeios de pônei.

O atendimento em geral é dos mais profissionais, mas dessa vez erraram feio ao não nos informar previamente sobre o encerramento da cozinha. Quando nos demos conta, por volta de meia noite e meia, nossa mesa estava ladeada por absoluto vazio, e o garçom já anunciava o encerramento do bar. Dessa forma, tivemos de deixar para outra ocasião novas rodadas do bom chopp da Backer (R$ 4,50), ou ainda experimentarmos alguma das cervejas artesanais da mesma marca, a partir de R$ 8,00, e muito menos poderíamos bebericar uma garrafa de Antarctica Original a R$ 5,90 cada.

Logo em nossa chegada havíamos devorado uma porção de asinhas de frango recheadas com bacon e salteadas com muçarela (R$ 28,50), cujo recheio passou longe. Também petiscamos uma razoável carne de sol na parrilla com mandioca cozida, muito regrada pelos R$ 36,60 que foram dispensados.

Como os pratos iniciais não foram suficientes para suprir as nossas expectativas naquela noite, arriscaríamos minutos depois com a morcilla (ou morcela). Como nem todos se apeteceram por aquele salsichão deveras feio, recheado principalmente por sangue coagulado, uma prosaica travessa de fritas como acompanhamento, vá lá. Mas a grande novidade do dia era a morcilla, que contudo foi devolvida na primeira prova, por estar demasiadamente fria. Na segunda tentativa pelo menos chegou morna, porém um pouco menos consistente do que esperávamos. Seja como for ainda me faltam parâmetros para avaliar essa iguaria típica, e por certo terei que visitar outras casas especializadas para então proferir o meu veredicto sobre a dita cuja. Considerando tão somente esta experiência no Parrillero, avalio que o patamar da morcila seja REGULAR, assim como é a cotação atual da casa.

Serviço:
Parrillero
Av. Portugal, 180 – Pampulha
Tel: 3496-9966
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domingo, 23 de outubro de 2011

Albanos - 12/10/2011


O Albanos é uma das mais premiadas choperias de Belo Horizonte, tendo arrematado não menos do que dez troféus da Veja como a número 1 da cidade. O chope, da Antarctica, é servido na tulipa de 300ml e oferecido em meia dúzia de versões, todas custando R$ 4,70. É bem tirado e levado à mesa com maestria pelos garçons, inteiramente profissionais. Aliás, devo dizer que o serviço foi bem conduzido desde a nossa recepção, quando a hostess nos levou a um simpático “banco de praça” que disponibilizam aos que aguardam vagar mesa.

A filial de Lourdes, escolhida para passarmos o final de tarde do dia 12 de outubro, fica instalada em um charmoso casarão de esquina no coração do bairro. Por lá um agradável ambiente, seja no amplo salão interno ou nas mesas dispostas no recuo do passeio. Também os banheiros, apesar de só existirem no segundo andar da casa, são modernos e razoavelmente limpos.

Dentre chopes claros e cariocas, resolvemos desbravar melhor o cardápio para escolhermos algum petisco. E foi a partir de então que o conto de fadas começara a desandar. Não que tenha acontecido alguma surpresa negativa, longe disso. O fato é que não fomos surpreendidos da maneira alguma, já que as opções que o Albanos oferece não encantam. São combinados, canapés e bolinhos, tudo aparentemente pasteurizado, e sem um quê de originalidade. Mas enfim, falemos da nossa escolha.

Em meio a folheadas e re-folheadas no cardápio, começamos a considerar desde o primeiro prato. Avistamos o item 1: batata frita, e logo em seguida o item 2: “batata do chef”, gratinada com queijo, bacon e orégano (R$ 17,00). Sim, uma porção nem frita e nem pesada seria perfeita àquele final de feriado em plena quarta-feira, e foi o que pedimos. Ocorre que, apesar de não descrito, as batatas (processadas, diga-se de passagem) são fritas antes de serem levadas ao forno para gratinar. O resultado é um frustrante trivial, típico de bares cuja cozinha não está dentre as prioridades.

A nossa expectativa não suprida lembrou-me de crônica que li certa vez sobre os botecos de BH, por sinal muito bem escrita por um paulistano (?), o JB. E é nesta altura que abro um parêntese, para ressaltar o quanto aprecio as impressões de forasteiros sobre os nossos bares e restaurantes, já que através das mesmas enxergamos, não raro, o lado cômico da nossa mineiridade. Vejo isto no blog
Cia dos Botecos, da paulista Vânia; no blog Cidade dos Bares, da amiga Suellen, que apesar de mineira morou a maior parte da sua vida em Curitiba; e no próprio blog Boteco do JB, cujos interessantes comentários sobre o Albanos e outros bares segue aqui.

Voltando à vaca fria, entendo haver em nossa mais famosa choperia um fosso entre a qualidade de serviço, bebidas e instalações, e a criatividade da sua cozinha. Como já ressaltei em
outro post, saio de casa e vou aos bares para, além de bebericar algumas, também comer bem. E quando não encontro cozinha que me satisfaça, tomo o rumo do próximo. Seja como for, faço questão de ressaltar mais uma vez as várias qualidades do Albanos, e de afirmar que farei novas visitas, na clara expectativa de escrever vários adendos às críticas que hoje teço.

Serviço:
Albanos
Rua Rio de Janeiro, 2076 - Lourdes
Tel: 3292-6221
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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Bar Particular - 11/10/2010

Não é de hoje que passo de frente à pequena loja ocupada pelo Bar Particular, à Rua Estácio de Sá, no coração do Gutierrez. Da última vez, lá pelas dez e tantas da noite, parei ao invés de seguir, afinal já me causavam vergonha tantos flertes sem uma boa investida.

As mesas de fora, tomadas, enquanto no interior a maior parte delas desocupada, mostra a clara preferência dos clientes pelo passeio, apesar da tempestade que se dera poucas horas antes. Como já havíamos nos molhado o suficiente para aquela véspera de feriado, optamos por ficar em uma das mesas da fileira defronte à TV, que exibia o último show dos Rolling Stones no Rio. Enquanto houve energia no bairro, é claro.

Para beber fomos de Original (R$ 5,50) em detrimento de Brahma e Skol (R$ 4,90) e da Backer long neck (R$ 6,00). A cerveja, bem gelada, assim se manteve até o final de cada garrafa, haja vista a cortesia do bar em nos oferecer o porta-garrafas térmico, a popular “camisinha”, hoje em desuso na maior parte dos bares e restaurantes.

Seja como for, o certo é que a cerveja gelada pedia um petisco, e dentre as opções listadas no cardápio foi o nhoque a palito recheado com requeijão (R$ 17,00) que, por sua originalidade, mais nos chamou a atenção. Principalmente depois de ter sido assegurado não se tratar de porção massuda, daquelas que empanzina quando combinada à cerveja. Casando o nhoque com o ragu da casa, servido em uma tigelinha e pelo qual se paga mais R$ 3,00, temos um ótimo petisco. Apesar de todos os seus predicados, o prato deve ser evitado pelos mais famintos, já que mal atende duas pessoas.

Vale destacar que a direção do bar mudou há não mais do que dois meses, tendo sido assumida por três biólogos que se lançaram no ramo. Para não frustrar a fiel clientela do Particular, o carioca Fábio, que atendeu a nossa mesa, garantiu que o cardápio foi mantido em sua maioria. A contar por essa minha boa primeira visita, não estranharei se na nova fase o local permaneça tão disputado quanto antes.

Serviço:
Bar Particular
Rua Estácio de Sá, 10 - Gutierrez
Tel: 3292-7692
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domingo, 16 de outubro de 2011

Alambique Cachaçaria - 08/10/2011


Não ia ao Alambique há bons anos, e pude ver o quanto a casa cresceu desde a minha última visita. Não sou nenhum expert em bares com música ao vivo, mas tenho visto que a organização é vital para a sobrevivência deste tipo de estabelecimento. Talvez seja este o motivo de tantos anos de sucesso por ali.

Na entrada, a recepção por seguranças com detectores de metal, seguidos de uma breve parada no caixa para o validamento da comanda de papel, depois da devida conferência de identidade. Tudo preparado para que o cliente possa relaxar e desfrutar daquilo que é oferecido pela casa.

Nos sábados há apresentações de cantores sertanejos, estilo este que é marca registrada do lugar, quando homens pagam R$ 36,00 e mulheres R$ 20,00 pela entrada. São vários os ambientes, mas a escolha preferencial da clientela é pela pista de frente ao palco, onde o som é mais alto e a paquera rola solta.

Para beber há Itaipava Fest long neck a R$ 7,00, ou Whisky Red Label custando R$ 12,00 a dose. Só que em terra de Alambique quem reina é a cachaça (no caso a Germana), que é servida em dose, a R$ 5,00, ou compondo algum dos variados drinks e coquetéis, como a Caipirinha da Maracujá, a R$ 7,00.

Se der vontade de petiscar algo em meio à agitação, os bares do Alambique oferecem petiscos custando a partir de R$ 13,00. E com o final das apresentações musicais, os DJ’s assumem o comando das pistas, mandando ver no Funk, Pop Rock e, claro, mais Sertanejo.

Serviço:
Alambique Cachaçaria
Av. Raja Gabaglia, 3200 - Estoril
Tel: 3296-7188
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Bar do Caixote - 07/10/2011 (Estabelecimento fechado)

O Bar do Caixote foi inaugurado em 1991, e em função da sua originalidade foi adquirindo fama ao longo dos vinte anos de existência, recebendo inclusive menção no New York Times em matéria sobre os botecos de BH. Por lá nada de cadeiras, mas somente os seus tradicionais engradados de madeira. Na verdade até introduziram algumas banquetas para quem preferir os balcões próximos à entrada, é bem verdade. Mas são poucos, e os caixotes permanecem hegemônicos.

Em vários dos dias da semana, dentre os quais as sextas-feiras, há apresentações de cantores de bar, que mandam ver no samba, MPB e cia. Neste dia o interior do boteco fica tomado, e o passeio mais ainda. Depois das 23h, quando vence o prazo do cantor, uma jukebox é disponibilizada aos clientes, e daí em diante o repertório varia do pagode ao tecnobrega. Alguns clientes mais animados dançam em meio ao aperto, e os poucos garçons, que parecem também se divertir em meio ao furdunço, se desdobram para dar conta da demanda.

Para beber, o cardápio lista a Antarctica, que como na maioria dos bares inexiste na prática, além de Brahma, Skol (ambas a R$ 4,90), Bohemia e Original (R$ 5,50). Há também refrigerantes e sucos de variadas polpas (R$ 3,00). Tudo servido em temperatura ideal, o que se torna um verdadeiro incentivo a se tomar várias, mas acaba por virar problema quando é chegada a hora de conhecer o banheiro. A estrutura do mesmo não condiz com o tamanho da clientela, e além do mais não há freqüência na limpeza e reposição de sabonete e papel toalha, forçando os clientes a enxugarem as mãos em suas próprias roupas.

Da cozinha saem pratos como o lombo na chapa com fritas ou o fígado com jiló acebolado, ambos a R$ 20,00 em porções que servem de duas a três pessoas. No primeiro petisco o destaque são apenas as batatas, crocantes por serem corretamente fritas depois de cortadas pelas próprias cozinheiras. Já o segundo desaponta pelo exagerado tamanho dos cubos de fígado, que mal cabem à boca se não forem previamente diminuídos com garfo e faca.

Ao final considero que a cotação REGULAR é garantida pelo curiosa atmosfera do boteco. Este é o principal ingrediente da receita de sucesso do Bar do Caixote, e de certa medida compensa tanto a cozinha quanto a higiene, ambas necessitando de ajustes.

Serviço:
Bar do Caixote
Rua Nogueira da Gama, 189 - Bairro João Pinheiro
Tel: 3376-3010
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Atualização: O Bar do Caixote encerrou as suas atividades em 2012.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Diva Gourmet - 03/08/2011



Fui a este bar poucos dias após a sua inauguração, na primeira semana de agosto. No mesmo ponto funcionava antes o Carioca Beer, que não resistiu ao pouco movimento, e então cedeu lugar ao Diva, cuja proposta, a primeira vista, nos pareceu mais original que a do anterior.

De cara o garçom nos informou que não estavam aceitando qualquer tipo de cartão. Entendemos, já que a casa havia sido recém aberta, apesar de que não poderíamos prolongar nossa estada, uma vez que eu estava sem o talão de cheques e com pouco dinheiro em espécie.

Pedimos algumas bebidas, a exemplo do chope Krug Bier, que não custa mais do que R$ 4,00, e também sucos naturais. Depois de conhecermos o cardápio, escolhemos uma das variedades de carne na brasa, opção prontamente rechaçada pelo garçom, o qual alegou que a mesma não demoraria menos do que 50 minutos para ficar pronta.

Partimos então para a seção de peticos, onde encontramos uma porção de fritas em formato chips com molho a bolonhesa e queijo minas ralado, custando algo em torno de R$ 13,00. Uma descarada cópia da famosa e saborosa Fritas 3 em 1 do Silvio's Bar, mas diante das limitações da casa naquele dia, optamos por ela. Alguns minutos depois o garçom deixa em nossa mesa a porção, e para nosso absoluto espanto, a batata é industrializada. E nem ao menos são Ruffles ou Pringles, mas alguma marca inferior.

Ficamos muito desapontados e pedimos a conta tão logo a porção foi experimentada. Manifestamos ao garçom a nossa chateação, mas infelizmente ele não fez nada além de proferir um rosário de desculpas. O detalhe é que o dono (ou dona) estava presente, e portanto a cozinha não serviu o sofrível petisco sem o conhecimento deste.

Após o pagamento, rumamos diretamente para o Silvio's Bar, a fim de me reencontrar com a sua original cozinha, e já aproveitei para desabafar do ocorrido com algum dos garçons que conheço. A cotação REGULAR que atribuo ao Diva serve como um incentivo, pois apesar de tudo quero crer que os lapsos se deram em função da correria dos primeiros dias de funcionamento.

Serviço:
Diva Gourmet
Av. Vicente Risola, 725 - Santa Inês
3309-0600
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Autêntico's Bar - 30/09/2011



O Buritis é um bairro que, apesar de já tomado por grandes prédios, teve seu crescimento em um período mais recente, e este traço acaba por refletir em seus bares e restaurantes. Nele nada dos botequins de esquina, mas tão somente um mundo de “espetinhos” e pizzarias, cujo movimento é garantido pelos alunos das várias faculdades ali existentes, ou pelos jovens casais que habitam a região.

Foi pensando nisso, certamente, que o proprietário do Autêntico ’s abriu um bar com cara de boteco e lhe batizando este nome. Dentro dele nada de perfuminhos no banheiro ou mesinhas de madeira com a logomarca da cerveja Sol ou da Itaipava. Ao contrário, para lembrar os nossos legítimos botecos de esquina, tem que faltar o papel toalha no banheiro, para que as mãos depois de lavadas deslizem na maçaneta por alguns minutos, até que finalmente seja possível abrir a porta emperrada.

Partindo do banheiro para a cozinha, o cardápio do Autêntico’s lista não mais do que 10 opções de petiscos, destacando-se os quatro pratos que concorreram no Festival Comida di Buteco, que custam de R$ 27,00 a R$ 30,00. Além destes, há também porções triviais, como as fritas ou bolinhos de queijo, que variam de R$ 15,00 a R$ 26,00.

Avaliadas as possibilidades, fomos de “Atola Coxa” (R$ 26,90), prato composto por doze coxinhas da asa de frango fritas, acompanhadas pelos molhos de mostarda e de manga. O fato do Caldo Knorr (ou similar) ter sido o gosto mais evidente no molho de maga foi uma derrapada, que apesar de tudo não comprometeu sobremaneira o petisco, haja vista a correta fritura das coxinhas.

A cerveja Original, apesar de gelada durante toda a minha estada, é vendida pelo boteco a R$ 6,38 com os 10% do serviço, preço este comparável ao de barzinhos da moda em Lourdes. Já dentre os sucos, o único preparado no próprio bar é a limonada, oferecida a R$ 3,50 cada copo.

A cozinha com algum diferencial, assim como o bom atendimento de garçons e proprietário, fazem do Autêntico's um bar REGULAR, cotação esta que melhoraria não fosse o apressado horário de funcionamento da cozinha, que em plena sexta se encerra às 23h, e a fraca higiene no banheiro. Seja como for não há como negar que o boteco faz jus ao seu nome, sobretudo quando comparado aos demais do Buritis.

Serviço:
Autêntico's Bar
Av. Prof. Mário Werneck, 895 - Buritis
Tel: 3378-3215
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sábado, 1 de outubro de 2011

Curtas de Setembro




- Certos bares eu visito com alguma frequência, e dentre os quais eu destaco o Amarelim do Prado. Muitos vão dizer que o boteco não raramente peca pelo atendimento ou pela higiene, o que vou concordar. Por outro lado, é dos poucos que salva aquele almoço extemporâneo de domingo, ou seja, uma boa janta para os que se esqueceram de almoçar. Nos domingos de clássico na Arena do Jacaré eu evito, afinal aquele quarteirão da Av. Francisco Sá se transforma em refúgio dos milhares de órfãos do Mineirão. Não sendo este o caso, a sua inconstante galinhada atende fartamente duas pessoas por R$ 22,00. Se os famintos estiverem em maior número, é possível que todos se saciem por R$ 28,00 (refeição para quatro), o que faz da panelada ótima pedida aos glutões de plantão.

- Impressionante como em Belo Horizonte não é possível indicar estabelecimentos, haja vista a irregularidade dos serviços. Além da queda observada no Surubim no Espeto, assunto de nosso último post, dias desses voltamos em duas casas onde o atendimento e a qualidade da comida apresentaram alguns deslizes: Bar & Boi e Dona Margherita, que até então andava sugerindo como referência na Fleming e como referência em rodízios de pizza, respectivamente.

- Desde o dia 6 de setembro acontece o Circuito Gastronômico da Pampulha, que vai até 20 de novembro. Tenho conversado com alguns dos vários amigos que habitam a região sobre o festival: como seria interessante uma condução mais agressiva deste evento, a fim de torná-lo páreo aos festivais que simplesmente ignoram a charmosa Região da Pampulha, verdadeiro patrimônio dos belo-horizontinos.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Surubim no Espeto - União - 17/09/2011




Ao longo das minhas andanças em busca do melhor PF da cidade, durante o mês de julho, descobri que o Surubim no Espeto serve ótimos pratos executivos, a preços que variam entre R$ 16,00 e R$ 20,00. Tomando esta experiência como base, voltamos à mesma unidade do União em um sábado, para almoçar o prato que dá nome à casa.

Nos finais de semana nada de pratos executivos, mas tão somente refeições completas, destinadas a servir duas ou três pessoas. Conforme as informações do cardápio, o surubim no espeto que atende duas pessoas é o de 600g (R$ 65,90) e o que serve três é o de 750g (R$ 79,90). O peixe, antes de ser assado na brasa junto a cebolas inteiras, é untado por uma espécie de molho de tomate semelhante a um catchup. Quando em exagero, como em nosso espeto, acaba por interferir no sabor do surubim.

Como acompanhamento, além do arroz branco, também batata sautée, pirão e molho de ervas. No último se observou um predomínio absoluto da maionese, tornando pouco perceptível o sabor das ervas. Já o pirão é servido em quantidade irrisória e em recipiente inadequado, e além do mais não conseguimos pensar numa forma de casá-lo com o molho de ervas, de modo que um dos dois teria de ser descartado.

Como éramos quatro e a porção se destinava a três pessoas, decidimos por acrescer uma salada ao pedido, tendo sido escolhida a mista (R$ 23,00), até por ser a maior delas. Sua descrição lista mais de 10 itens, mas na prática muitos enlatados de milho e ervilha, muita cebola e pimentão fatiados e muita batata cozida, que foi renegada em favor das sautées que já acompanham o prato.

Prontamente aprovado só mesmo os bolinhos de bacalhau sugeridos como entrada (R$ 16,00 a porção), que junto a limão e azeite cumpriram bem o papel de nos abrir o apetite. Tudo acompanhado por cervejas Original 600ml a R$ 5,20, sucos naturais variados e Pepsi Cola em lata, cuja imposição simplesmente toma de ódio os bebedores profissionais de refrigerante, dos quais a grande maioria prefere a Coca. Aliás, o malfadado contrato de exclusividade com a AMBEV é o mesmo que fez sumir do bar as garrafas verdes da Heineken, outrora vistas aos montes por ali.

Mesmo com alguns desestímulos nesta última visita pretendo retornar em outras ocasiões, até para desfazer a impressão REGULAR que tive da casa, cotação esta restrita aos finais de semana, devo dizer. Durante a semana os pratos executivos são ofertados a preços mais do que honestos, e as mesmas quatro pessoas certamente não dispensariam outros R$ 160,00 pagos pelo almoço de sábado, ainda que a refeição fosse precedida por novas garrafas de Original.

Serviço:
Surubim no Espeto
Rua Alberto Cintra, 265 – União
Tel: 3486-0167
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sábado, 24 de setembro de 2011

Rima dos Sabores - 16/09/2011




Do hoje consagrado Rima dos Sabores soube da existência pouco após ter sido inaugurado, através do amigo Douglas. Entretanto demorei alguns meses para então conhecer o bar e abrandar a minha voracidade por cozinhas inventivas. Foi há exatamente um ano que lá estive pela primeira vez, motivado pelo Festival Bar em Bar, da Abrasel, ocasião em que participou com o seu Boi Pingado. No mesmo dia ainda experimentamos os pasteizinhos mistos de rã, búfalo, avestruz e jacaré, além de bolinhos de mandioca com parmesão escoltando algum tipo diferenciado de linguiça de porco. De cara deu pra ver que a casa não tinha vocação para a mesmice.

Desta primeira vez ficamos na varanda, que comporta não mais do que umas vinte pessoas. Já em nossa última visita, na semana passada, o frio nos forçou à espera por uma das mesas internas. Isso nos permitiu conhecer melhor o interior do bar, cuja atmosfera, devo confessar, é muito mais aconchegante. As mesas criadas a partir de materiais reciclados dão o tom da decoração, e a luz indireta convida o cliente a degustar alguma das variadas cervejas Premium e Artesanais, relacionadas em carta própria. Optei pela ótima Paulistânia Pilsen, ao razoável preço de R$ 6,38 cada garrafa de 600ml.

Além das muitas cervejas, há no cardápio principal opções raras de refrigerante, vindos de todas as partes do país, tal qual o maranhense Guaraná Jesus, vendido a não mais do que R$ 5,00, e o único indisponível na ocasião. Há também a Cajuína, do Ceará, a Itubaína, de São Paulo, e o Guaraná Mineiro, de Goiás, mas o escolhido da noite foi o Guaraná Artêmis (R$ 2,39), até para que Vivian pudesse relembrar o gostinho da sua infância.

Falemos então dos novos pratos experimentados, quitutes estes responsáveis pelo prêmio de melhor cozinha de bar em 2011 conforme o júri da revista Veja. Em meio às opções compostas por carnes exóticas como avestruz, javali, jacaré ou rã, também o filé mignon e a linguiça de porco preparados de variadas e inusitadas formas. Após consultar a garçonete sobre as porções que seriam adequadas a duas pessoas, resolvemos experimentar as almôndegas de avestruz recheadas com queijo minas, que custam R$ 23,00 a porção. Uma boa escolha, que pecou apenas no excesso de nervuras encontradas nas pelotas, mas cuja combinação dos pãezinhos frescos com o molho de tomate merecem destaque. Aos que apreciam um tempero extra, a casa põe sobre as mesas três das pimentas by Chef Tulio: Anjinho, Caliente e Capeta.

Ao final da estada um pequeno deslize quanto à conta, que chegou à mesa relacionando R$ 100,00 a mais do que o consumido. Conforme o garçom o descontrole teve origem em nossa transferência para o interior do bar, que de fato aconteceu, e após as suas explicações o equívoco foi prontamente solucionado. Acidentes a parte, encerro avaliando que houve certa precipitação da Veja quanto ao troféu, mas admito que o Rima dos Sabores é hoje uma das boas opções de bar na cidade, e caminha a largos passos para o ótimo. Isto se confirma não apenas pela criatividade da sua cozinha, como também pelo solícito atendimento, pela boa carta de cervejas e pelo agradável ambiente.

Serviço:
Rima dos Sabores
Rua Esmeralda, 522 – Prado
Tel: 3243-7120
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Kambebas Bar - 11/09/2011



Uma das boas lembranças que eu trazia sobre o Kambebas, desde a última vez que lá estive anos atrás, é a boa qualidade dos seus caldos. E foi este o mote para a nossa última visita, ao final de um domingo destes, que além de tudo me permitiria fugir da sofrível programação dominical da TV.

Trata-se de um boteco legítimo, situado no Coração Eucarístico em uma via de sugestivo nome: Av. Ressaca. Para ser ainda mais legítimo só faltou a velha e boa Antarctica Pilsen, cujo nome se faz presente no cardápio da maior parte dos bares, mas em seus refrigeradores simplesmente inexiste. Fomos de Brahma então (R$ 4,60), geladinha do início ao fim.

Para petiscar, a idéia original seria partir logo para algum dos caldos, mas quando me deparei com charuto e abobrinha recheada no cardápio, ambos custando R$ 5,00, tive que pedir um deles para abrir o apetite. E o suculento charuto de repolho mandou o seu recado, destacando-se o molho de tomate que o acompanha. Na sequência uma caneca de dobradinha com feijão branco, que concorre com o Maneco com Jaleco (canjiquinha com costelinha) e com a Vaca Atolada como o campeão de pedidos do bar. Custam de R$ 6,50 a R$ 7,00 cada uma das tigelinhas, e tornam o domingo a noite no mínimo reconfortante.

Minha ressalva quanto ao Kambebas se restringe apenas ao banheiro masculino, não pelo seu restrito tamanho, mas pelo botão da descarga, que naquele dia teimou em não funcionar. Mas isso é de fácil resolução, e portanto não serão raras outras cervejas geladas na pequena pracinha que margeia o bar.

Serviço:
Kambebas Bar
Av. Ressaca, 163 – Coração Eucarístico
Tel: 3413-3161
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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Buffet Bhagwan - 11/09/2011



Há tempos o Buffet Bhagwan deixou de ser um mero desconhecido, até pela difusão que recebeu da crítica gastronômica belo-horizontina. Ainda assim o restaurante não perdeu o ar de inusitado, seja por se situar em um bairro fora do eixo gastronômico, por funcionar em uma casa que poucas alterações sofreu para acolher a sua nova vocação, por não estampar uma mínima placa em sua fachada ou por se caracterizar como um verdadeiro negócio familiar, estes cada dia mais escassos em nossa capital.

As referências ao país de origem do Chef e proprietário Bhagwan Sinh se reservam aos ambientes internos, destacando-se decoração e música características, aspectos que contribuem para nos transportarmos àquela atmosfera. Todavia, uma simples ida ao banheiro traz o cliente de volta à Belo Horizonte de outrora.

Dando partida à experiência gastronômica, pedimos as deliciosas Samosas mistas (R$ 11,00), que são pastéis típicos com recheio de legumes e de frango (meio a meio), acompanhados por três variedades de chutney (mamão, tamarindo e coentro com hortelã). Também experimentamos o pão indiano Naan (R$ 4,50), cuja forma de preparo lhe confere sabor e textura indescritíveis. Dentre as duas opções de Naan (gergelim ou alho) escolhemos a primeira opção.

Partindo para os pratos principais, ficamos com o Tandoor Mix Grill, que nada mais é do que um combinado de quatro tipos de carne assados no Forno Tandoor, equipamento este que além de assar também defuma o que nele for preparado. A seleção de carnes contém cordeiro, frango, peixe e camarão, todas marinadas no iogurte natural antes de serem levadas ao forno.

Para beber, além de várias Bavárias Premium (R$ 3,00) e Kaiser Gold (R$ 3,50), ambas na versão long neck, também o Lassi (R$ 5,00), que é uma bebida típica a base de iogurte com uma fruta a escolher, como o abacaxi. E também o vermelhíssimo refresco de rosas, a R$ 3,50 cada copo.

A experiência, para ser completa, não poderia se encerrar antes da sobremesa. E foi com chave de ouro que fechamos, pois o Gulab Jamum (R$ 7,00), que são bolinhas de leite com essência de rosas acompanhadas por sorvete de creme, é ótimo.

Ao final uma satisfação explicada não apenas pela qualidade da cozinha, como também pela boa relação de custo-benefício praticada pelo restaurante. E também a sensação de que se deve comparecer com alguma freqüência a este indiano, no meu caso não apenas para experimentar as outras dezenas de pratos, mas também pelo orgulho de ver um dos mais autênticos restaurantes da cidade cravado dentro de um bairro que faz parte da minha história.


Serviço:
Buffet Bhagwan
Rua Conselheiro Lafaiete, 771 - Sagrada Família
Tel: 3653-3000
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Tradição do Churrasco - 09/09/2011




O Bar e Restaurante Tradição do Churrasco é uma das boas pedidas do Padre Eustáquio. De ambiente rústico, funciona em um amplo galpão coberto por telhado colonial, e dispõe de dois grandes ambientes. Um é mais iluminado e fica no fundo do bar, onde há alguns brinquedos para as crianças. O outro é o primeiro a ser visto por quem entra pela porta principal, e tem um ar mais reconfortante. Nos grandes televisores dispostos dentro do salão os últimos DVD's musicais de Pop Rock, Sertanejo e etc, exibidos num volume que não importuna quem prefere conversar.

A casa oferece estacionamento aos clientes, o qual deve comportar de 15 a 20 veículos, e cuja entrada é pela Rua transversal, a Franciso Bicalho. O banheiro, como as demais dependências, também é amplo, evitando que se forme filas na porta. E o atendimento é de primeira qualidade, com garçons simpáticos e bem dispostos.

As bebidas são vendidas a um bom preço, indo de R$ 4,10 (Antarctica e Devassa) a R$ 4,20 (Skol e a Brahma). Fomos de Devassa neste dia, que estava geladíssima. E os sucos naturais, em sabores variados, custam a partir de R$ 2,50.

O cardápio de petiscos e carnes na brasa é também dilatado, dispondo do pão de alho às várias opções de carnes no quilo. Ou ainda opções mais substanciosas, como a chapa mista, que é composta por carne de sol (ou contra filé), linguiça, batatas fritas e mandioca cilíndrica. Pela porção cujo peso certamente ultrapassa um quilo não pagamos mais do que R$ 30,00.

No Bar Tradição do Churrasco nada do aconchego de um boteco ou da inventividade de um chef. Seja como for, o dinheiro que se dispensa pela boa qualidade da cozinha e do serviço colocam a casa em um patamar acima das outras de proposta similar, e fazem-na merecedora da cotação BOM.

Serviço:
Tradição do Churrasco
Rua Padre Eustáquio, 2705 - Padre Eustáquio
Tel: 3464-2705
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