Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
Traduzir para ChinêsGoogle-Translate-Portuguese to FrenchGoogle-Translate-Portuguese to GermanGoogle-Translate-Portuguese to ItalianGoogle-Translate-Portuguese to JapaneseGoogle-Translate-Portuguese to EnglishGoogle-Translate-Portuguese to RussianGoogle-Translate-Portuguese to Spanish Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Curtas de Agosto / 2011



- Assim como o Trupico do Zezé é uma grande opção para os sábados, o Galeto do Bar Temático tem sido uma boa pedida para os domingos. O detalhe é que ele pode ser consumido em duas versões de preparo, dependendo da unidade onde se vá almoçar. Na matriz de Santa Tereza o galeto é frito, e acompanhado por arroz, salada, fritas e uma deliciosa farofa de ovos. Já na filial do União, a ave é muito bem preparada no grill, e vai à mesa acompanhada por arroz, fritas, farinha torrada e vinagrete de pimentões vermelhos. Na primeira custa em torno de R$ 32,00, e na segunda R$ 36,00. Importante acrescentar que este prato, que serve duas pessoas, faz parte do cardápio fixo, e pode ser pedido também a noite.

- Fim de noite desses fui experimentar o sanduíche do Sam's Burger, que fica na Av. do Contorno ao lado do Bar Pimenta com Cachaça (Bairro Gutierrez).
Seguindo a linha de preparo artesanal das carnes, a lanchonete não deixa de ser opção ao consagrado Eddie Fine Burgers. Pelo razoável sanduíche Sam's (hamburger de 160g, queijo cheddar, cebola caramelizada, bacon e salada) paguei R$ 17,40 com as fritas, acompanhamento este que dispensarei da próxima vez por não ser de primeira (apenas o sanduíche me custaria R$ 12,90). Para beber há opção de coca cola nas versões Vanilla, Strawberry, Cherry e Chocolat, custando R$ 4,80 o copo de 400ml. Também oferece milk shakes premium (R$ 13,60) e o delicioso Sam's Putino, que custa R$ 9,80 e é preparado com sorvete de capuccino batido com leite, chantily, cobertura de chocolate e canela em pó.

- Assim como já anunciei na postagem anterior que o Leo do Boteco da Carne abrirá a sua terceira casa, conforme divulgado na Revista Encontro Gastrô 2011, também o Doca inaugurará nova filial de seu bar ainda em 2011, conforme a Veja Comer & Beber 2011/12. A nova unidade será no luxuoso bairro São Bento.

- Falando nas revistas Veja e Encontro, vale ressaltar a falta de criatividade na escolha de ambas quanto ao melhor boteco. Em meio à cidade dos 10 mil bares, as duas publicações parecem fazer rodízio entre o bom Pé de Cana e a ótima Mercearia Lili. Novidade mesmo só a escolha do Rima dos Sabores como melhor cozinha de bar, pela revista Veja. Fica a dúvida se o troféu foi entregue pela qualidade ou pela variedade, já que a casa é especializada em carnes exóticas.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Butiquim da Carne - 19/08/2011 (Estabelecimento fechado)




Funcionando no mesmo casarão que abrigou até o início do ano o Boteco da Carne, transferido para Lourdes no início do ano, o novo bar usou a estratégia de se aproveitar de um nome semelhante ao anterior, certamente imaginando que os clientes não percebessem a mudança. Outra parecença é a estranha arquitetura de sempre, com um pequeno ambiente isolado abaixo, e outros dois escadas acima, sendo um interno e outro externo. Contudo as semelhança param por aí, já que a qualidade da cozinha e da churrasqueira não chegam perto daquela verificada no verdadeiro Boteco da Carne, que aliás pode ser conferida a qualquer momento na Rua Alvarenga Peixoto, 551.

De início, como aperitivo, solicitamos uma porção de provolone com abacaxi (R$ 16,00) e dois pães de alho (R$ 3,90 cada). A primeira, apesar do acanhado tamanho, é razoável no sabor, o que não pode ser dito sobre os pães de alho, que infelizmente estão muito aquém daqueles encontrados no Chico do Churrasco, que é referência neste assunto. O fato é que disfarçamos a fome, mas não a vontade de encontrar aquilo que seria a especialidade da casa.

Como o bar faz menção a carne até no próprio nome, partimos para este quesito imaginando que pudesse ser a salvação da lavoura. Pedimos fraldinha com batatinha picante (R$ 25,90) e as Kaftas recheadas (R$ 12,00 com duas). Os pratos são tão fracos que a ala feminina quis algo para disfarçar a decepção, talvez a bela sobremesa estampada em um colossal banner logo da entrada do bar. Como resposta ao clamor das mulheres somente um garçom com as mãos cheias de chocolates Lacta e Diamante Negro.

Poucos meses depois da mudança do Boteco da Carne, o bar atual já passa pela sua segunda administração, e isso se reflete na qualidade da casa. Assim como falta-lhe alma, sobra astúcia ao Leo Marques, que conseguiu trocar este ponto ruim por outro melhor arquitetado e localizado. Hoje o empresário planeja a abertura de mais um restaurante, o terceiro no badalado bairro de Lourdes. Estaria emergindo um dos novos donos do pedaço?

Serviço:
Butiquim da Carne
Rua São Romão, 56 – São Pedro
Tel: 2516-3203
.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Cantina Piacenza - 18/08/2011




Depois de duas edições do Belo Horizonte Restaurant Week, uma em agosto do ano passado e outra em fevereiro deste ano, eis que em sua terceira versão experimento, enfim, um menu promocional do festival. Contudo a minha estréia só foi possível por algumas razões. A primeira delas é a possibilidade de comparecer aos restaurantes participantes na semana que antecede o início oficial, o que infelizmente é restrito aos clientes da Mastercard, bandeira esta que patrocina o evento.

Considero-me um butequeiro, e como tal alimento certa aversão às reservas e outras formalidades dos restaurantes. Prefiro alguma dose de improviso ao protocolar, mas entendo que isto não me faz menos apreciador das boas cozinhas e de um serviço qualificado. Frequento os botecos porque admiro muito a competência dos seus cozinheiros, que não raro criam verdadeiras obras primas dos mais corriqueiros ingredientes da culinária mineira. Diferentemente de muitos, vou para comer, e se não encontro cozinha boa procuro outro bar, afinal estamos em Belo Horizonte e opções não me faltam. Se me tornasse rico da noite pro dia certamente frequentaria os restaurantes de São Paulo, de Paris e do resto do mundo. Mas não sei se abandonaria os botecos de BH, com os quais mantenho relação de afeto.

Falando em dinheiro, este é o outro motivo pelo qual decidi conhecer o Restaurant Week, pois o que se paga pelo almoço (R$ 30,00 por cada menu) considero deveras razoável. Para efeito de comparação, no horário do jantar um casal dificilmente irá dispensar menos do que 100 pratas, desconsiderado deste valor as bebidas. Como estavámos em meio ao expediente, tomamos apenas água mineral em nossa visita à Cantina Piacenza, fazendo com que a conta do casal não ultrapassasse os R$ 70,00.

Duas saladas são as opções de entrada. A ótima Salada de Quatro Grãos com maçã (Arroz Selvagem, Centeio, Cevadinha, Trigo, Brotos, Maçã e Molho de limão) é a primeira pedida. A segunda, não menos interessante, é composta por Folhas com Pêra, Castanha de Caju e Molho Gorgonzola. Considero que as combinações tenham sido harmoniosas e destaco os saborosos molhos.

Como prato principal se escolhe entre o Fagotine de Carne de Sol com Requeijão de Raspa e Crocante de Couve, o Rondelli Quatro Queijos ao Molho Funghi ou o Rondelli de Frango. Optamos pelas duas primeiras, que além de manter a excelente qualidade da entrada, nos tornou mais afeitos à cozinha italiana.

Já para a etapa da sobremesa o menu lista a Mousse de Chocolate com Crocante de Nozes, e a Salada de Frutas Especiais com Mimosa (Espumante com Suco de Laranja), ambas interessantes, apesar de não considerá-las excepcionais como a entrada e o prato principal.

No geral eu considero que a nossa visita à Cantina Piacenza tenha sido uma ÓTIMA experiência. Já havia lido resenhas a respeito da casa, em jornais e em outros blogs, mas foi a sua proximidade com o meu trabalho que determinou a escolha desta em detrimento das outras. Naturalmente não é o tipo de estabelecimento que costumo listar neste espaço, mas ainda assim compartilho, até por estar ciente da ocasionalidade da coisa.


Serviço:
Cantina Piacenza
Rua Aimorés, 2422, Santo Agostinho
Telefone: 2515-6092


.

domingo, 21 de agosto de 2011

Egrégoras Bar - 04/08/2011 (Estabelecimento fechado)



O Bar é novo e fica nos fundos de uma simpática galeria a céu aberto situada na Av. Fleming, anexa às quadras de tênis que ali funcionam. De um trocadilho da localização peculiar com o carro chefe do cardápio surgiu seu slogan: “O escondidinho da Fleming”.

Diferentemente dos points da Região, não é um lugar para quem quer ver e ser visto, mas sim para se desfrutar de um atendimento atencioso e de um criativo cardápio. A trilha sonora é obrigatória de quinta a sábado, dias em que o bar recebe cantores e bandas de estilos que variam do samba ao pop rock. Já a cozinha é conduzida pelo Chef Thales de Castro, responsável pela criação de pratos e acepipes.

Como entrada pedimos as tulipas fritas acompanhadas por molhos picante e agridoce, a R$ 20,00 a porção. Ótimas para petiscar com o chope Krug Bier (R$ 4,20) ou com a cerveja Brahma (R$ 5,00), apesar de uma ou outra coxinha ligeiramente crua por dentro. Na sequência uma farta porção de fígado acebolado na chapa acompanhado de chips de jiló (R$ 22,00), divino, destacando-se o correto tempero da carne e a crocância dos chips.

A cada prato aumentava o nosso apreço por aquela cozinha, e seria no mínimo frustrante sair do ÓTIMO bar sem degustar o seu já famoso escondidinho, para o qual há versões de cogumelo, rabada, bacalhau ou camarão. Custa de R$ 20,00 a R$ 25,00, dependendo do recheio, e serve duas pessoas. Como éramos quatro, pedimos um de bacalhau e um de rabada, ambos bons, mas o primeiro melhor que o segundo.

Depois de plenamente servidos, a única insatisfação foi ter deixado, até pelos nossos próprios limites, os escondidinhos de camarão e de cogumelo para uma outra oportunidade. Naturalmente não sem antes experimentar outros dois ou três petiscos, é claro.

Serviço:
Egrégoras Bar
Av. Fleming, 900 - Ouro Preto
Tel: 3658-8312
.

sábado, 20 de agosto de 2011

Mercearia Lili - 02/08/2011



Fiquei sabendo hoje que o Bar Mercearia Lili foi eleito o melhor boteco de 2011 pela Revista Encontro. Confesso que até duas semanas, quando lá estive depois de uns 10 anos, não concordaria com este resultado. Tinha poucas lembranças da minha única visita até então, durante um dos primeiros Comida di Buteco. Na ocasião não foi possível conhecer muito bem este tradicional bar, o que finalmente consegui fazer desta vez.

O atendimento é muito simpático, mas é no cardápio que reside o maior tesouro do bar. Dentre os inúmeros petiscos para acompanhar a Brahma gelada (R$ 4,35), optamos pela boa costela desossada com mandioca cozida, cuja porção caprichada custa R$ 25,00. Em meio a uma cerveja e outra o olhar atento do Dias, dono do bar, que percorre as mesas em busca das impressões dos clientes, e ao contrário do dizem é uma figura das mais cordiais.

A Mercearia Lili estampa em suas paredes prateleiras que justificam o nome do bar, remetendo-o aos armazéns de secos e molhados que outrora foram muito comuns no interior do estado, talvez o embrião dos botecos de hoje. Mas o “ambiente mercearia” é apenas um dos quatro, já que há mesas internas e externas no nível da rua, além de outro mais tranqüilo nos fundos do bar, de onde é possível desfrutar de alguma vista.

Ao final da estada, para curar a bebedeira, nada melhor do que um bom caldo. Todas as dezenas de opções custam R$ 6,90, e a minha pedida foi o Tia Vanda, que é de feijão preto batido com bacalhau desfiado e um ovo frito por cima. Além de criativo é muito saboroso, coroando a proveitosa visita a este ÓTIMO boteco, que por sinal é mesmo um dos melhores da cidade.


Serviço:

Mercearia Lili
Rua São João Evangelista, 676 - Santo Antônio
Tel: 3293-3469
.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Filé Espeto e Cia - 30/07/2011




O Filé mantém clientela considerável, que se distribui pelas áreas cobertas e descobertas do amplo espaço da casa. Mas por certo não é a qualidade da churrasqueira e do serviço que atrai o movimento, pois em ambos aspectos a casa é limitada. Acredito que a procura se deve mais à sua tradição, até por ser a pioneira da Av. Fleming no segmento, o que fez do restaurante uma referência na região quando o assunto é paquerar ou reunir a turma. Hoje vemos, nos arredores bares e restaurantes com melhores cozinha e atendimento.

Em minha última visita fomos de cerveja Bavaria Premium (R$ 5,00 a garrafa de 600ml) e sucos a R$ 4,00. Para petiscar iniciamos pelas fritas com parmesão (R$ 13,00), que são do tipo processadas, e cujo queijo excessivamente ralado não pôde ser aproveitado.

O mesmo não aconteceu com os espetos que sucederam a entrada, os quais sequer vestígios deixaram. O primeiro é um empanado de frango e queijo levado à fritura batizado como “Galo Doido”, que custa R$ 16,00. Já o “Picanha do Norte” (R$ 25,50) é composto por carne de sol na brasa e mandioca na manteiga de garrafa a parte. Francamente, não acho que o preço do seu espeto condiz com o que se cobra na praça. É possível encontrar bons churrasquinhos por menos de R$ 5,00.

De segunda a sexta o restaurante oferece refeições executivas em seu cardápio, a preços que giram em torno dos R$ 15,00, o que me parece mais interessante em termos de custo-benefício. Madrugadas a parte, o Filé é das poucas opção para qualquer dia e horário na Pampulha, espécie de coringa da Região. Não fosse o fato de permitirem fumar inclusive nas áreas cobertas, até o frequentaria de forma esporádica.


Serviço:

Filé Espeto e Cia
Av. Fleming, 271 - Bairro Ouro Preto
Tel: 3498-4554


.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Qual o melhor Prato Feito de BH - Parte Final



Depois das minhas seis primeiras experiências com PF’s, já relatadas neste Blog no dia 26 de julho, desbravei outros cinco para então encerrar a saga. São eles: Café Palhares, Bar do Ferreira, Casa Cheia, Pé de Cana e Bolão.

No Café Palhares fui de KAOL, o campeão de vendas da casa. Pedi que não viesse nenhuma das últimas invencionices no prato, como molho, farofa, ou outra carne que não seja a linguiça. O garçom foi desatento, e só não errou com relação à carne, já que o molho de tomate por cima da linguiça e a farofa de feijão se fizeram presentes. Além destas também o torresminho, que devo admitir, caiu bem no KAOL, por conferir-lhe maior crocância.

Mesmo com os incrementos duvidosos, a quase octogenária refeição do Café Palhares, que custa R$ 9,40, permanece uma BOA pedida. Isto se deve à combinação das quatro principais iguarias que dão nome ao prato, destacando-se a linguiça de ótima qualidade. E o serviço em geral é rápido e convidativo, oferecendo ao cliente aconchego em um bar cujo espaço é restrito.

No Bar do Ferreira estive numa quinta-feira, dia em que servem o seu disputado feijão tropeiro. Tão concorrido que levei quinze minutos para conseguir uma mesa e mais uns vinte para que a refeição chegasse, totalizando no mínimo meia hora de espera.

O prato é servido com arroz, feijão tropeiro rico em carnes de porco, couve, ovo frito e um colossal bife de lombo. É bem farto, mas seria melhor se servido em temperatura mais adequada. Apesar do preço razoável (custa em torno de R$ 9,00), se não fosse a boa quantidade a cotação BOM lhe seria exagerada, já que falharam no atendimento e por não servir um PF quentinho.

Julgando ser necessário um representante do Mercado Central nas minhas avaliações, estive no Casa Cheia certa segunda-feira. A qualidade da cozinha é inquestionável, mas o preço de R$ 21,00 foi o mais caro que paguei por um PF, comparando-o inclusive ao prato executivo do Surubim no Espeto.

Na ocasião optei pelo delicioso cozido de cordeiro, que é acompanhado por arroz com brócolis e fritas. Trata-se de um dos tradicionais quitutes da casa adaptado para PF, preparado com o cordeiro marinado ao vinho e cozido junto com costelinha suína, linguiça e legumes. Ao final da montagem as imprescindíveis folhas de hortelã. Sem dúvida um ÓTIMO prato e um dos melhores PF’s da cidade.

Dois dias após fui almoçar naquele que seria eleito o melhor boteco de BH pela Veja, o famoso Pé de Cana. Diariamente há três opções da refeição além do convencional bife com fritas. Às quartas-feiras, a primeira opção é um filé de frango empanado que recebe o nome de Kiev, o qual havia acabado às 13:30h e portanto não pude conhecê-lo. A segunda opção é costelinha de porco com feijão tropeiro, e o terceiro, batizado de Sertanejo, é carne de sol com feijão tropeiro. Aliás, neste dia todas as refeições da casa são acompanhados pelo tropeiro.

Optei pelo Sertanejo, cujas tiras de carne de sol são passadas na manteiga de garrafa, e acompanhadas por arroz, feijão tropeiro, couve crua (que aprecio menos do que a passada na manteiga) e mandioca cozida, acompanhamento este que foi o destaque do prato. Custa R$ 14,00 mais os dez por cento de um serviço que infelizmente é o ponto negativo do Bar do Antônio, e que contribui na avaliação REGULAR do seu PF.

Por fim fui comer aquele que considero o mais famoso e copiado PF da cidade, o Rochedão do Bolão. Entretanto admito que a tradição, por si só, desta vez não sustentou o nome do prato. Foram três visitas recentes, e em nenhuma delas o prato estava bom, o que me permite cotá-lo como REGULAR sem medo de errar.

Arroz comum e feijão razoável, ambos em boa quantidade. As fritas são boas, caseiras, mas o bife é insosso e com exagero de óleo. O ovo frito na verdade é cozido, que nem de longe lembra aqueles passados na gordura quente, com a gema molinha. Coroando a decadência do prato, é o único a não oferecer nem uma mísera rodela de tomate como salada.

Segue abaixo o meu ranking pessoal. Os três primeiros são ótimos pratos, mas o primeiro lugar foi concedido ao prato que custa quatro vezes menos do que o segundo e o terceiro, acredito que não poderia ser diferente. De hoje em diante saberei onde ir quando quiser comer um bom PF, e espero que minhas andanças – e comilanças – tenham de alguma forma contribuído com os amigos e leitores.


1º lugar: Quase Nada
Rua Caraça, 402 - Serra

2º lugar: Surubim no Espeto
Rua Alberto Cintra, 265 – União (outras duas unidades)

3º lugar: Casa Cheia
Av. Augusto de Lima, 744/loja 167 (Mercado Central) - Centro

4º lugar: Café Palhares
Rua Tupinambás, 638 - Centro

5º lugar: Cantina da Ana
Av. Silviano Brandão, 2109 - Horto

6º lugar: Bar do Ferreira
Rua Pinheiro Chagas, 473 - Barreiro

7º lugar: Pé de Cana
Rua Flórida, 15 - Sion

8º lugar: Clube de Quem Bebe
Rua Castro Alves, 216 - Gameleira

9º lugar: Bolão
Praça Duque de Caxias, 288 – Santa Tereza

10º lugar: Chopp da Fábrica
Av. do Contorno, 2736 – Santa Efigênia

11º lugar: Dona Pimenta
Av. Cristiano Machado, 1896/2º andar (Feira dos Produtores) – Cidade Nova

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Clube de Quem Bebe - 29/07/2011




O Clube de Quem Bebe faz jus ao seu nome, visto que a clientela aparenta ser profissional na arte de bebericar. Como é frequentado por casais de variadas idades e turmas de velhos amigos, acaba por realmente compor um Clube.

Para petiscar fomos de espeto de alcatra com bacon, que é composto por quatro generosos cubos da carne e mais um do bacon, assados à brasa e acompanhado por ótimos vinagrete e farinha temperada. Pelo quitute se paga R$ 13,90, e o mesmo serve com fartura duas pessoas. A cerveja é igualmente barata, já que por cada garrafa de Brahma foram desembolsados R$ 3,90. O suco de laranja a R$ 2,50 não foge à regra.

O bar abre mais cedo, por volta das 11h, a fim de servir o seu tradicional PF e dar abrigo aos seus “sócios” mais impetuosos. De atendimento simpático e interessado, o Clube de Quem Bebe representa bem a nossa legítima cultura de boteco, e constitui ÓTIMA opção para o happy hour de cada dia. É daqueles que oferece, além das carnes da churrasqueira, também as opções do dia, como rabada, dobradinha, etc. E ao final recebe cartões de crédito e débito como pagamento.


Serviço:
Clube de Quem Bebe
Rua Castro Alves, 216 – Gameleira
Tel: 3334-1426

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Sobre a Butecage





Era março de 2004, quando em uma butecage no Pé de cana Pablo e eu tivemos a idéia de criar um site sobre os botecos de BH. Dias depois sugeri o nome Butekage (assim mesmo, com K), prontamente aceito pelo amigo. E passamos a convocar outros companheiros para que também participassem do projeto, cada um contribuindo naquilo que fosse melhor.

Foram quatro os que responderam à convocação, mas dentre idas e vindas, a condução do projeto ficou por conta dos amigos Pablo, Sólon e eu. O primeiro seria o responsável pelo marketing e contatos junto aos bares; o segundo, técnico em informática, responsável pela estrutura do site; e sob a minha batuta ficariam as resenhas e o restante do conteúdo escrito. Em momentos diferentes também participaram dessa estória o Fred, a Joana, o André e o Gustavo.

Definidos os papéis, em abril de 2004 estava no ar o site Butekage. Dois meses depois conseguiríamos a logomarca do Site junto ao grande chargista Son Salvador. Criamos comunidade no Orkut e em outras redes sociais, e assim, com a torcida de vários amigos, o projeto foi sendo tocado até o final do ano, quando por interesses distintos dos membros, o site foi encerrado.

A marca informal Butekage foi cedida ao Pablo, que anos depois criaria o Blog http://www.butekage.blogspot.com/ . Eu, em contrapartida, me mudaria para Paracatu em 2006, onde permaneci até 2009. Fiquei três anos fora da cidade, vindo apenas para rápidas visitas, e quando retornei em definitivo senti a necessidade de voltar a escrever sobre os bares que percorria. Na ocasião o Pablo me oferecera o Blog Butekage, que vinha sendo pouco alimentado por ele. Contudo, naquele momento eu entendi que um nome mais abrasileirado cairia melhor, e lhe agradeci pela oferta.

E eis que em agosto de 2009 foi criado, por meio da plataforma Blogspot, o Blog Butecage. Foram dois anos “chocando” a idéia até entender se me seria possível levá-la em frente, lendo cadernos gastronômicos de jornais e Blogs do gênero, além de participar da comunidade Comida di Buteco no Orkut. Fato é que no momento tenho gostado de escrever para este espaço, que é informal e tocado adiante por puro prazer. E para que alcance vida longa, conto desde sempre com as críticas de todos os amigos e leitores.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Bar do Júnior - 27/07/2011



A proposta inicial era aproveitar uma tarde de férias no Mercado Central, em companhia de outros dois amigos que também curtiam ócio. Um deles, o Diogo, disse que da última vez esquecera da vida em nosso Mercado maior, e ao final da sua estada pagou mais de R$ 40,00 de estacionamento. A situação me lembrara que o Mercado Central é, cada dia mais, um ponto turístico de nossa cidade. Propus então irmos ao Mercado do Cruzeiro, sugestão prontamente aceita pelos demais. Por lá são outros quinhentos, haja vista a inexistência de vagas rotativas em seu entorno e a primeira hora gratuita no estacionamento próprio.

Dia desses li no jornal que a prefeitura planeja revitalizar este mercado, criando um mundaréu de vagas de estacionamento para atender aos alunos da Fumec, sobretudo. Os críticos do projeto advertem que seria a morte de um dos últimos mercados de bairro da cidade, a exemplo do que já aconteceu aos distritais de Santa Tereza e da Barroca. O certo é que a nova crise de modernização da prefeitura motivou a escolha do local, até para ver a quantas anda o bravo sobrevivente.

Logo na entrada a tal Parrila Del Mercado, cujos carrões importados parados à porta nos espantaram. A proposta era respirar o mercado, de forma que nos acomodamos nas únicas três banquetas do Bar do Júnior, cravado no meio daquele Distrital.

Na quarta-feira não há cardápio, mas somente o seu afamado pernil se exibindo na estufa, junto a pastéis e pães de queijo. Como às 13h ainda não havíamos almoçado, tratamos de pedir logo três sanduíches do pão de queijo com o pernil, que nos permitiriam apreciar as nove Brahmas vindouras sem maiores preocupações. Tudo custou R$ 42,00, mas dos preços de cada item não ficamos sabendo.

Ao longo da nossa permanência um dedinho de prosa com o Júnior, que ao mesmo tempo marinava costelinhas e dessalgava bacalhaus. São as opções que, ao lado do afamado pernil, sustentam a numerosa clientela de sábado. Dando como certo o seu palpite, de que o projeto da prefeitura não sairá do papel, voltarei em breve final de semana para experimentar dos demais pratos.


Serviço:
Bar do Júnior
Rua Ouro Fino, 452 (Mercado do Cruzeiro) - Cruzeiro
Tel: 3223-5822
.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Curtas de Julho / 2011





- Têm sido frequentes os nossos almoços de sábado no Bar do Zezé, e dentre todas as boas opções o Trupico Mineiro merece destaque. Passados cinco anos desde que me foi apresentado, o prato continua uma obra prima de boteco. Muito pezinho, costelinha e lingüiça caipira submersos em um suculento e bem temperado feijão carioquinha. Para acompanhar, uma ótima farinha torrada, torresminho crocante e a cereja do bolo: mostarda refogada, que confere ao prato um ardor na medida certa e um sabor indescritível. Só em julho foram três sábados com trupico, e em breve voltarei à noite para uma resenha completa.

- Aos apreciadores de carnes de caça, o Köbes Bar (já blogado por aqui em março) tem oferecido aos clientes a sua “picanha de javali”. Mas vá preparado, pois pelo quilo do corte se paga R$ 150,00, e ao que parece o tamanho da peça reduz bastante depois de passar pela grelha. Os 450 gramas que chegaram à nossa mesa mal seriam suficientes para duas pessoas, e a experiência só vale mesmo aos aficionados por carnes exóticas.

- Como é difícil encontrar boa comida nos serve-serve depois de certa hora. Dia desses cheguei no Chalé Mineiro da Av. Silva Lobo às 13h e a situação já estava precária. De outra vez, quando fui às 14h (em tese servem almoço até às 15h), cheguei a pensar que uma Lasanha congelada da Sadia poderia ser a melhor refeição do mundo, já que as opções que ainda não estavam frias se apresentavam esturricando no bufê ou na churrasqueira. Ah se não fossem os raros PF’s, que nadam heroicamente contra a maré e dão escolha de comida vinda diretamente da panela.

Via Cristina - 16/07/2011


Sabe aquele caminhão de elogios que se ouve falar do torresmo de barriga na brasa do Via Cristina? Pois é, tudo verdade. Mas o bar não se resume ao ótimo petisco.

Com atendimento cordial e eficaz, oferece-nos uma grande variedade de acepipes e cervejas, além de uma enorme carta de cachaças, que conforme os entendidos é das melhores da cidade.

De início nos deliciamos com os ótimos pastéis de mandioca recheados com carne seca e catupiry, o famoso Rauzito, a R$ 12,80 a porção com 8 unidades. Depois pedimos 250 gramas do afamado torresmo, que custa R$ 53,00 o quilo, e ainda uma porção do original jiló da casa para acompanhar. São três unidades do fruto recheadas com tomate, muçarela e orégano, e depois assados na brasa, a R$ 7,00. Como o garçom teimou em comandar 100g a mais do torresmo, nosso petisco se transformou em um jantar para duas pessoas. Tudo regado à Brahma gelada, pela qual pagamos R$ 5,00 em cada garrafa.

O resultado é que saímos do bar com ótima impressão da sua cozinha e da sua bem bolada arquitetura, que conseguiu tornar o ambiente arejado e ao mesmo tempo aconchegante, mesmo com a casa dispondo todas as suas mesas no salão interno.

No BOM Via Cristina eu pretendo voltar outras vezes, mesmo sabendo ser vital a conferência minuciosa da conta, já que além do torresmo a mais, fomos brindados também com a cobrança em duplicidade dos pastéis. O “se colar colou” infelizmente não é raro em Belo Horizonte, e no momento mais inoportuno para tanto é necessário bancar o auditor contábil de boteco.


Serviço:
Via Cristina
Rua Cristina, 1203 - Santo Antônio
Tel: 3296-8343
www.viacristina.com.br

.