Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Surubim no Espeto - União - 17/09/2011




Ao longo das minhas andanças em busca do melhor PF da cidade, durante o mês de julho, descobri que o Surubim no Espeto serve ótimos pratos executivos, a preços que variam entre R$ 16,00 e R$ 20,00. Tomando esta experiência como base, voltamos à mesma unidade do União em um sábado, para almoçar o prato que dá nome à casa.

Nos finais de semana nada de pratos executivos, mas tão somente refeições completas, destinadas a servir duas ou três pessoas. Conforme as informações do cardápio, o surubim no espeto que atende duas pessoas é o de 600g (R$ 65,90) e o que serve três é o de 750g (R$ 79,90). O peixe, antes de ser assado na brasa junto a cebolas inteiras, é untado por uma espécie de molho de tomate semelhante a um catchup. Quando em exagero, como em nosso espeto, acaba por interferir no sabor do surubim.

Como acompanhamento, além do arroz branco, também batata sautée, pirão e molho de ervas. No último se observou um predomínio absoluto da maionese, tornando pouco perceptível o sabor das ervas. Já o pirão é servido em quantidade irrisória e em recipiente inadequado, e além do mais não conseguimos pensar numa forma de casá-lo com o molho de ervas, de modo que um dos dois teria de ser descartado.

Como éramos quatro e a porção se destinava a três pessoas, decidimos por acrescer uma salada ao pedido, tendo sido escolhida a mista (R$ 23,00), até por ser a maior delas. Sua descrição lista mais de 10 itens, mas na prática muitos enlatados de milho e ervilha, muita cebola e pimentão fatiados e muita batata cozida, que foi renegada em favor das sautées que já acompanham o prato.

Prontamente aprovado só mesmo os bolinhos de bacalhau sugeridos como entrada (R$ 16,00 a porção), que junto a limão e azeite cumpriram bem o papel de nos abrir o apetite. Tudo acompanhado por cervejas Original 600ml a R$ 5,20, sucos naturais variados e Pepsi Cola em lata, cuja imposição simplesmente toma de ódio os bebedores profissionais de refrigerante, dos quais a grande maioria prefere a Coca. Aliás, o malfadado contrato de exclusividade com a AMBEV é o mesmo que fez sumir do bar as garrafas verdes da Heineken, outrora vistas aos montes por ali.

Mesmo com alguns desestímulos nesta última visita pretendo retornar em outras ocasiões, até para desfazer a impressão REGULAR que tive da casa, cotação esta restrita aos finais de semana, devo dizer. Durante a semana os pratos executivos são ofertados a preços mais do que honestos, e as mesmas quatro pessoas certamente não dispensariam outros R$ 160,00 pagos pelo almoço de sábado, ainda que a refeição fosse precedida por novas garrafas de Original.

Serviço:
Surubim no Espeto
Rua Alberto Cintra, 265 – União
Tel: 3486-0167
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sábado, 24 de setembro de 2011

Rima dos Sabores - 16/09/2011




Do hoje consagrado Rima dos Sabores soube da existência pouco após ter sido inaugurado, através do amigo Douglas. Entretanto demorei alguns meses para então conhecer o bar e abrandar a minha voracidade por cozinhas inventivas. Foi há exatamente um ano que lá estive pela primeira vez, motivado pelo Festival Bar em Bar, da Abrasel, ocasião em que participou com o seu Boi Pingado. No mesmo dia ainda experimentamos os pasteizinhos mistos de rã, búfalo, avestruz e jacaré, além de bolinhos de mandioca com parmesão escoltando algum tipo diferenciado de linguiça de porco. De cara deu pra ver que a casa não tinha vocação para a mesmice.

Desta primeira vez ficamos na varanda, que comporta não mais do que umas vinte pessoas. Já em nossa última visita, na semana passada, o frio nos forçou à espera por uma das mesas internas. Isso nos permitiu conhecer melhor o interior do bar, cuja atmosfera, devo confessar, é muito mais aconchegante. As mesas criadas a partir de materiais reciclados dão o tom da decoração, e a luz indireta convida o cliente a degustar alguma das variadas cervejas Premium e Artesanais, relacionadas em carta própria. Optei pela ótima Paulistânia Pilsen, ao razoável preço de R$ 6,38 cada garrafa de 600ml.

Além das muitas cervejas, há no cardápio principal opções raras de refrigerante, vindos de todas as partes do país, tal qual o maranhense Guaraná Jesus, vendido a não mais do que R$ 5,00, e o único indisponível na ocasião. Há também a Cajuína, do Ceará, a Itubaína, de São Paulo, e o Guaraná Mineiro, de Goiás, mas o escolhido da noite foi o Guaraná Artêmis (R$ 2,39), até para que Vivian pudesse relembrar o gostinho da sua infância.

Falemos então dos novos pratos experimentados, quitutes estes responsáveis pelo prêmio de melhor cozinha de bar em 2011 conforme o júri da revista Veja. Em meio às opções compostas por carnes exóticas como avestruz, javali, jacaré ou rã, também o filé mignon e a linguiça de porco preparados de variadas e inusitadas formas. Após consultar a garçonete sobre as porções que seriam adequadas a duas pessoas, resolvemos experimentar as almôndegas de avestruz recheadas com queijo minas, que custam R$ 23,00 a porção. Uma boa escolha, que pecou apenas no excesso de nervuras encontradas nas pelotas, mas cuja combinação dos pãezinhos frescos com o molho de tomate merecem destaque. Aos que apreciam um tempero extra, a casa põe sobre as mesas três das pimentas by Chef Tulio: Anjinho, Caliente e Capeta.

Ao final da estada um pequeno deslize quanto à conta, que chegou à mesa relacionando R$ 100,00 a mais do que o consumido. Conforme o garçom o descontrole teve origem em nossa transferência para o interior do bar, que de fato aconteceu, e após as suas explicações o equívoco foi prontamente solucionado. Acidentes a parte, encerro avaliando que houve certa precipitação da Veja quanto ao troféu, mas admito que o Rima dos Sabores é hoje uma das boas opções de bar na cidade, e caminha a largos passos para o ótimo. Isto se confirma não apenas pela criatividade da sua cozinha, como também pelo solícito atendimento, pela boa carta de cervejas e pelo agradável ambiente.

Serviço:
Rima dos Sabores
Rua Esmeralda, 522 – Prado
Tel: 3243-7120
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Kambebas Bar - 11/09/2011



Uma das boas lembranças que eu trazia sobre o Kambebas, desde a última vez que lá estive anos atrás, é a boa qualidade dos seus caldos. E foi este o mote para a nossa última visita, ao final de um domingo destes, que além de tudo me permitiria fugir da sofrível programação dominical da TV.

Trata-se de um boteco legítimo, situado no Coração Eucarístico em uma via de sugestivo nome: Av. Ressaca. Para ser ainda mais legítimo só faltou a velha e boa Antarctica Pilsen, cujo nome se faz presente no cardápio da maior parte dos bares, mas em seus refrigeradores simplesmente inexiste. Fomos de Brahma então (R$ 4,60), geladinha do início ao fim.

Para petiscar, a idéia original seria partir logo para algum dos caldos, mas quando me deparei com charuto e abobrinha recheada no cardápio, ambos custando R$ 5,00, tive que pedir um deles para abrir o apetite. E o suculento charuto de repolho mandou o seu recado, destacando-se o molho de tomate que o acompanha. Na sequência uma caneca de dobradinha com feijão branco, que concorre com o Maneco com Jaleco (canjiquinha com costelinha) e com a Vaca Atolada como o campeão de pedidos do bar. Custam de R$ 6,50 a R$ 7,00 cada uma das tigelinhas, e tornam o domingo a noite no mínimo reconfortante.

Minha ressalva quanto ao Kambebas se restringe apenas ao banheiro masculino, não pelo seu restrito tamanho, mas pelo botão da descarga, que naquele dia teimou em não funcionar. Mas isso é de fácil resolução, e portanto não serão raras outras cervejas geladas na pequena pracinha que margeia o bar.

Serviço:
Kambebas Bar
Av. Ressaca, 163 – Coração Eucarístico
Tel: 3413-3161
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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Buffet Bhagwan - 11/09/2011



Há tempos o Buffet Bhagwan deixou de ser um mero desconhecido, até pela difusão que recebeu da crítica gastronômica belo-horizontina. Ainda assim o restaurante não perdeu o ar de inusitado, seja por se situar em um bairro fora do eixo gastronômico, por funcionar em uma casa que poucas alterações sofreu para acolher a sua nova vocação, por não estampar uma mínima placa em sua fachada ou por se caracterizar como um verdadeiro negócio familiar, estes cada dia mais escassos em nossa capital.

As referências ao país de origem do Chef e proprietário Bhagwan Sinh se reservam aos ambientes internos, destacando-se decoração e música características, aspectos que contribuem para nos transportarmos àquela atmosfera. Todavia, uma simples ida ao banheiro traz o cliente de volta à Belo Horizonte de outrora.

Dando partida à experiência gastronômica, pedimos as deliciosas Samosas mistas (R$ 11,00), que são pastéis típicos com recheio de legumes e de frango (meio a meio), acompanhados por três variedades de chutney (mamão, tamarindo e coentro com hortelã). Também experimentamos o pão indiano Naan (R$ 4,50), cuja forma de preparo lhe confere sabor e textura indescritíveis. Dentre as duas opções de Naan (gergelim ou alho) escolhemos a primeira opção.

Partindo para os pratos principais, ficamos com o Tandoor Mix Grill, que nada mais é do que um combinado de quatro tipos de carne assados no Forno Tandoor, equipamento este que além de assar também defuma o que nele for preparado. A seleção de carnes contém cordeiro, frango, peixe e camarão, todas marinadas no iogurte natural antes de serem levadas ao forno.

Para beber, além de várias Bavárias Premium (R$ 3,00) e Kaiser Gold (R$ 3,50), ambas na versão long neck, também o Lassi (R$ 5,00), que é uma bebida típica a base de iogurte com uma fruta a escolher, como o abacaxi. E também o vermelhíssimo refresco de rosas, a R$ 3,50 cada copo.

A experiência, para ser completa, não poderia se encerrar antes da sobremesa. E foi com chave de ouro que fechamos, pois o Gulab Jamum (R$ 7,00), que são bolinhas de leite com essência de rosas acompanhadas por sorvete de creme, é ótimo.

Ao final uma satisfação explicada não apenas pela qualidade da cozinha, como também pela boa relação de custo-benefício praticada pelo restaurante. E também a sensação de que se deve comparecer com alguma freqüência a este indiano, no meu caso não apenas para experimentar as outras dezenas de pratos, mas também pelo orgulho de ver um dos mais autênticos restaurantes da cidade cravado dentro de um bairro que faz parte da minha história.


Serviço:
Buffet Bhagwan
Rua Conselheiro Lafaiete, 771 - Sagrada Família
Tel: 3653-3000
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Tradição do Churrasco - 09/09/2011




O Bar e Restaurante Tradição do Churrasco é uma das boas pedidas do Padre Eustáquio. De ambiente rústico, funciona em um amplo galpão coberto por telhado colonial, e dispõe de dois grandes ambientes. Um é mais iluminado e fica no fundo do bar, onde há alguns brinquedos para as crianças. O outro é o primeiro a ser visto por quem entra pela porta principal, e tem um ar mais reconfortante. Nos grandes televisores dispostos dentro do salão os últimos DVD's musicais de Pop Rock, Sertanejo e etc, exibidos num volume que não importuna quem prefere conversar.

A casa oferece estacionamento aos clientes, o qual deve comportar de 15 a 20 veículos, e cuja entrada é pela Rua transversal, a Franciso Bicalho. O banheiro, como as demais dependências, também é amplo, evitando que se forme filas na porta. E o atendimento é de primeira qualidade, com garçons simpáticos e bem dispostos.

As bebidas são vendidas a um bom preço, indo de R$ 4,10 (Antarctica e Devassa) a R$ 4,20 (Skol e a Brahma). Fomos de Devassa neste dia, que estava geladíssima. E os sucos naturais, em sabores variados, custam a partir de R$ 2,50.

O cardápio de petiscos e carnes na brasa é também dilatado, dispondo do pão de alho às várias opções de carnes no quilo. Ou ainda opções mais substanciosas, como a chapa mista, que é composta por carne de sol (ou contra filé), linguiça, batatas fritas e mandioca cilíndrica. Pela porção cujo peso certamente ultrapassa um quilo não pagamos mais do que R$ 30,00.

No Bar Tradição do Churrasco nada do aconchego de um boteco ou da inventividade de um chef. Seja como for, o dinheiro que se dispensa pela boa qualidade da cozinha e do serviço colocam a casa em um patamar acima das outras de proposta similar, e fazem-na merecedora da cotação BOM.

Serviço:
Tradição do Churrasco
Rua Padre Eustáquio, 2705 - Padre Eustáquio
Tel: 3464-2705
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domingo, 11 de setembro de 2011

Quinto do Ouro - 04/09/2011



Não tenho propriedade para falar da chamada alta gastronomia, até porque me aventurei pouco na arte de se degustar refeições apuradas. Entretanto me julgo capaz de opinar sobre propaganda enganosa ou atendimento ruim. E são exatamente estes dois pontos que mais me chamaram a atenção quando estivemos no Quinto do Ouro, sito dentro do Hotel Ouro Minas.

No site oficial e através de consulta telefônica propaga-se que a cozinha do restaurante é comandada pelo Chef Juliano Marques, que sugere aos clientes um menu com entrada, prato principal e sobremesa, ao preço único de R$ 60,00. A refeição poderia ser degustada no piano bar, que é um dos ambientes do Quinto do Ouro. Todavia, na prática não vimos Chef, nem menu promocional e nem piano, fazendo com que o termo propaganda enganosa não se pareça inadequado ao caso.

Que o pene ao pesto de manjericão e nozes (R$ 35,00) é bom não me resta dúvidas. Igualmente saboroso é a meia lua recheada com peito de pato e foie gras (R$ 46,00), até porque apreciara pela primeira vez os dois componentes do recheio, me faltando por absoluto qualquer parâmetro de comparação. Para acompanhar uma garrafa de 375 ml do vinho Chileno Santa Carolina, pelo qual paguei R$ 35,00. Aliás, gostaria muito que algum entendido de gastronomia explicasse a este leigo se o preço cobrado pelas bebidas é superfaturado em todo e qualquer restaurante internacional.

Com relação ao serviço, acredito que poderia ter sido mais interessado. Alguma explicação sobre a ausência do pianista e do Chef por certo amenizaria o equívoco. Fazer com que a televisão ligada na Rede Globo substitua a bela sonoridade do piano está longe de ser a melhor solução, e acaba por descortinar o que existe entre o serviço do restaurante e os demais serviços prestados pelo ótimo Hotel. Este contraste talvez explique a preferência de muitos hóspedes por uma casa de proposta menos requintada na hora do jantar, como o vizinho de frente Baby Beef.

Serviço:
Quinto do Ouro
Av. Cristiano Machado, 4001 – Ipiranga
Tel: 3429-4001
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Varanda do Prado - 26/08/2011



O Bairro Prado é notadamente um reduto dos bons botecos de BH, muitos dos quais fazendo analogia do bairro em seu próprio nome. Assim acontece com o Amarelim do Prado (que antes era só Amarelim, mas adotou o sobrenome para diferenciá-lo do finado Amarelim da Contorno e do movimentado Amarelim Bonabrasa), com o Esquina do Prado e com o Quintal do Prado. Mas desta vez o bar visitado foi o Varanda do Prado.

Situado na Avenida Francisco Sá, junto a vários outros que coabitam aquela região, a varanda do bar é justamente o que mais chama atenção à primeira vista, já que transmite a sensação de um ambiente agradável. Logo ao subirmos a rampa que dá acesso ao boteco uma boa recepção do Gerente, que nos providenciou uma mesa do interior da casa, já que a varanda estava tomada.

De início uma Brahma (R$ 4,80) não muito gelada, trocada em seguida pela Original (R$ 5,20) bem mais refrescante. Para aguardar a porção de alcatra na chapa acompanhada por mandioca na manteiga de garrafa (R$ 5,90 cada 100 gramas), um pão de alho a R$ 3,30 que é razoável e nada mais. Tudo servido com agilidade e simpatia pela esforçada equipe de garçons.

É verdade que o interior do bar por certo é menos aconchegante do que a varanda, além de um tanto quanto barulhento. Seja como for, pretendo voltar mais faminto para experimentar outros pratos do cardápio, tais como as inventivas asas recheadas, o farto Varandão, que é uma chapa com itens diversos, ou o convidativa costelinha ao molho barbacue.

Serviço:
Varanda do Prado
Av. Francisco Sá, 738 – Prado
Tel: Não encontrado
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