Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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domingo, 27 de novembro de 2011

Bracarense - 12/11/11



O Bracarense, ou Braca para os íntimos, é um dos mais tradicionais botecos da Cidade Maravilhosa. Situado no peculiar bairro do Leblon, sua fama atrai pessoas de todas as partes da cidade e do Brasil, o que torna disputadíssimos os seus poucos metros quadrados.




Por lá nada de hostess ou fila de espera, mas tão somente os garçons cumprindo tudo quanto é papel. Portanto, para conseguir o seu lugar ao sol, trate de conquistar a simpatia de algum deles, pois do contrário tomará chopp de pé por horas e horas.

O dia e horário em que lá estávamos coincidiu com a troca dos barris de chopp por empregados da Ambev, cujo descarregamento do caminhão foi responsável por verdadeiro alvoroço no local, tendo aumentado ainda mais o barulho característico do bar. São cerca de 50 tonéis consumidos por semana, o que definitivamente não é pouca coisa. Dois destes são do chopp Brahma Black, que por sinal aguardava recarregamento para que voltasse a ser servido.



Apesar da enorme fama do chopp do Bracarense, devo dizer que não vi nada de espetacular no mesmo, pelo qual se paga não mais do que R$ 4,30 pelo copo (isso mesmo, nem tulipa nem caldereta, mas copo) de 300ml. Também não me agradou tanto a empada de camarão, pela qual criei enorme expectativa, e na minha avaliação não passa de razoável. Por certo a receita da "era Alaíde" se destacaria mais.

Críticas feitas, entremos agora na parte boa. Falo do bolinho de bacalhau do Bracarense, que é simplesmente o melhor que já comi na minha vida. De tempero ímpar e demonstrando equilíbrio entre o bacalhau e a batata, é ainda muito bem frito, o que lhe torna um quitute no mínimo primoroso. E é por este salgadinho que voltarei outras vezes ao Braca, que julgo constituir verdadeira instituição carioca.


Serviço:
Bracarense
Rua José Linhares, 85 - loja B - Leblon - Rio de Janeiro - RJ
Tel: 2294-3549
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Cervantes - 11/11/2011

 
A saga dos “botequeiros de Beozonte na Cidade Maravilhosa” teve início pelo tradicional Cervantes. Este sim, pode ser chamado de “Bar e Restaurante”, já que entrando pela Rua Barata Ribeiro nº 7 é um legítimo botecão, com direito ao letreiro característico e o garçom montando, sem luvas, os sandubas com as mãos. Já pela Av. Prado Júnior, 335, podem ser avistadas as mesas e cadeiras do ambiente restaurante.
 

No bar pudemos conversar um dedo de prosa com alguns dos garçons, bem como conhecer a estufa onde ficam as carnes e queijos que irão rechear as centenas de sanduíches vendidos diariamente. Lá degustamos algumas calderetas de chopp Brahma, a R$ 5,00 cada, que devem ser bebidos de pé como no Mercado Central de BH, haja vista não existirem cadeiras ou banquetas, mas tão somente uma bancada que rodeia o bar. Canelas devidamente adoçadas, o mais recomendável foi nos dirigirmos à ala restaurante, sobretudo para sermos gentis com as três representantes da beleza mineira que nos acompanhavam.


O acesso pelo corredor interno, que estabelece comunicação entre os dois ambientes, é restrito aos funcionários, e portanto tivemos de dobrar a esquina das duas conhecidas vias para chegar ao restaurante. Na entrada desta ala uma pequena fila, desfeita na rápida medida em que os clientes foram se acomodando. Por dentro, um salão de restritas dimensões, aspecto este que, em conjunto com o ar condicionado de eficiência duvidosa, acabam por tornar o ambiente sobremaneira encalorado.

 


Mas enfim, era para beber e comer que lá entramos, e enquanto aguardávamos pelo último casal que iria compor o bonde dos mineirinhos, resolvemos consultar ao garçom, o paraibano Antônio, sobre algum petisco como entrada, culminando na pedida dos “croquetes do alemão”, que custam R$ 26,00 a poção. Combinado com mostarda escura fica razoável, mas longe do que esperávamos dos verdadeiros acepipes cariocas.


Depois do time devidamente completo, quando já beirava a meia noite, partimos com toda a vontade para cima dos afamados sanduíches. Experimentamos o de tender com queijo e abacaxi (R$ 15,00), e o de pernil com abacaxi (R$ 13,00). Composto por pão de leite e farto recheio de primeira qualidade, ambos são memoráveis, mas o segundo ainda mais saboroso. Sem sombra de dúvidas o melhor sanduíche do Brasil, que por si só vale um retorno àquela capital.


Serviço:
Cervantes
Av. Prado Júnior, 335 - Copacabana - Rio de Janeiro - RJ
Tel: 2275-6147
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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Patorroco - 29/10/2011


Pelo Bar Patorroco eu mantenho considerável estima, e portanto nele compareço com alguma frequência. Entendo que o seu menu ofereça das mais inventivas receitas de boteco, e dentre as quais eu destaco duas obras primas em sabor e criatividade: o acarajé mineiro e o caviar da roça.

O primeiro é uma reconstrução do acarajé baiano, preparado com o bolinho de feijão frito em óleo de soja no lugar de dendê, e recheado com creme de milho no lugar do vatapá e lingüiça desconstruída substituindo os camarões. No ano em que foi elaborado levava ainda mamão verde refogadinho fazendo as vezes do vinagrete, mas não o tenho visto recentemente. É servido em porções de quatro ou oito unidades, em recipiente de madeira especialmente preparado para tal, ou ainda individualmente, custando cerca de R$ 4,00 cada. Já o segundo petisco, o caviar da roça, é uma porção de chouriço desconstruído e retemperado com alho, cebola, cheiro verde e tomate picadinho, acompanhado por torradas com pasta de queijo.

Compartilhei cada uma dessas receitas apenas para que entendam o quanto é difícil preterir os dois “carros chefe” da casa, haja vista que pretendíamos experimentar o prato lançado em 2010 como homenagem ao Comida di buteco, naquele ano em que o bar não participou do evento: o “Tô Fora”. São seis unidades de um quitute composto por ragu de carne, requeijão e jiló desidratado sobre tiras de pastel (mentirinhas), acompanhado pela pimenta da casa. O melhor de tudo é que pela saborosa porção se paga a ninharia de R$ 9,00.

O cardápio, que ainda relaciona várias outras boas opções, é ilustrado por fotos de jipes em meio a trilhas, hobbie do proprietário do bar e de seus primeiros clientes. Para acompanhar qualquer dos acepipes, algumas rodadas do bom chopp da Krug Bier (R$ 3,90), servidos com simpatia pelo garçom por nós apelidado de salsicha, que é uma figuraça.

As mesas do passeio são maioria, e permanecem como as mais disputadas. Entretanto o bar foi todo reformado em 2009, e o diminuto espaço interno comporta alguns clientes a mais. Mesmo com as restrições quanto ao tamanho, o ambiente é bem agradável, com direito a meia luz e teto forrado por tecido de chita.

O banheiro, que em nada desaponta quanto a higiene, também foi agraciado com um novo projeto, bem aproveitando todo o seu espaço. E é por tantas características favoráveis que o Patorroco se mantém, ano após ano, no rol dos melhores botecos da cidade.


Serviço:
Patorroco
Rua Turquesa, 865 – Prado
Tel: 3372-6293
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Rio de Janeiro - 11/11 a 15/11/2011




Amigos e leitores,


Uma pequena pausa por aqui, para que finalmente possa conhecer os legítimos botequins cariocas.

Na volta conto tudo!

Saudações,

Pedrão

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Cantina do Lucas - 27/10/2011





Falar em restaurantes tradicionais de BH sem mencionar a Cantina do Lucas, como diriam meus conterrâneos Chico Amaral e Samuel Rosa, “é improvável, é impossível”, já que a casa representa verdadeira instituição da boemia local. Apesar de tamanha notoriedade, a visita que aqui relato foi a primeira que fiz em minhas três décadas de vida. Por tamanha demora eu não sei se culpo a meu pai, que durante minha infância tinha preferência pelo filé a parmegiana da saudosa Cantina do Ângelo, se culpo a minha falta de grana durante os tempos de faculdade, que sempre me empurravam para o seu vizinho Xok Xok, ou se culpo ainda a minha estada de três anos fora da cidade. Seja como for, neste momento isso pouco importa, uma vez que o restaurante permanece no mesmo lugar de cinqüenta anos atrás, e pode ser visitado quantas vezes se queira.

Minha ida que aqui compartilho aconteceu em plena quinta-feira, durante o meu horário de almoço, o que acabou por impossibilitar que eu bebericasse uma Bohemia das mais geladas, pela qual não se paga mais do que R$ 6,00 a garrafa de 600ml. Foi a base da Água Tônica (R$ 2,50 a lata) que experimentamos o seu famoso filé a parmegiana (R$ 49,00), que conforme o garçom só perde em pedidos para o Filé a Surprise (R$ 54,00). O prato é para duas pessoas, mas éramos três, e acompanhado de mais uma porção de arroz com brócolis e alho (R$ 6,75), comemos muito bem!

O ambiente da Cantina do Lucas, reconhecida como patrimônio cultural de Belo Horizonte, tem toda a sua peculiaridade, que vai do teto decorado por várias garrafas de vinho aos azulejos portugueses que revestem a fachada e o balcão, além de quadros que estampam diferentes momentos da cidade. O serviço é à moda antiga, com garçons trajados como tal e munidos de todas as informações necessárias para que os clientes façam boas escolhas. Por todas essas afirmo que a casa faz jus ao título recebido, e merece muitas e muitas re-visitações.



Serviço:
Cantina do Lucas
Av. Augusto de Lima, 233 - loja 18 (Edifício Maletta) – Centro
Tel: 3226-7153
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domingo, 6 de novembro de 2011

Peixe Frito - 22/10/2011



O Peixe Frito já foi mais boteco, ocupando menor espaço antes de ser reformado e ampliado. Já foi de outro dono, que após ter passado o bar ao atual proprietário inauguraria o Peixe Boi. Apesar de todas as mudanças acontecidas em apenas sete anos de existência, a qualidade no atendimento permanece como a sua principal característica.

Desde que ingressou no Festival Comida di Buteco, no ano de 2007, já acumula cinco participações no evento, quatro destas concorrendo com o típico prato que dá nome à casa: peixe frito. Ocorre que estes pratos não são meras cópias um do outro, mas sim peixes diferentes recebendo acompanhamentos diferentes. De repetição apenas a forma de preparo, todos “a dorê”. Tem tilápia a dorê com molho de cupuaçu, surubim a dorê ao molho da tia, filé de cascudo a dorê aos molhos de taioba e pé de pimenta e o pintado a dorê aos molhos de manga e gengibre, acompanhado de chips de jiló, todas as porções custando em torno de R$ 25,00. Notar a diferença entre um peixe e outro talvez seja trabalho para especialista, cabendo a este amador apenas assegurar que os cozinheiros do lugar dominam a técnica da fritura.

No Comida di buteco 2011 o bar inspirou-se no mote do evento, que foi o Norte de Minas, e ousou pela primeira vez mexer em time que está ganhando, tendo ofertado a “Munheca do Velho Chico”, que é uma espécie de moqueca de surubim em cubos engrossada com pedacinhos de mandioca. Era sim uma moqueca o que procurávamos naquele dia, mas ficamos com o formato tradicional, em que o peixe, em postas, não recebe o acompanhamento das mandiocas, mas sim do pirão. É servida em pratos executivos (R$ 25,00), o qual atende com fartura a uma pessoa, ou razoavelmente a um casal se acrescida de mais meia porção de arroz com brócolis (R$ 4,50).

Vale ressaltar que nem só dos peixes vive o bar, que trabalha ainda com carnes grelhadas, a exemplo da ótima picanha. Tudo acompanhado por cerveja sempre gelada, como a Skol ou a Brahma, pelas quais se paga R$ 5,30 a garrafa. Comprando o Peixe Frito a outros botecos, os preços não são dos mais camaradas. Mas ao considerar todos os seus predicados, dentre os quais eu incluo ainda a facilidade na hora do pagamento, que pode ser realizado inclusive com cartão de crédito, o investimento acaba dando um BOM retorno.


Serviço:
Peixe Frito Bar e Petisqueira
Rua Juiz de Fora, 1242 - Santo Agostinho
Tel: 3291-1046
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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Curtas de Outubro



- Tem início no dia 03 de novembro o Festival Bar em Bar, promovido pela Abrasel. No site do evento é prometido que todos os pratos custarão R$ 10,00, mas eu vi alguns tabelados a R$ 20,00, por exemplo. Quem souber o porquê desta diferença pode compartilhar neste blog, para que todos nós entendamos. A relação completa dos participantes pode ser encontrada aqui.

- Na última quinta-feira estive participando de encontro promovido pela representação local do Site Kekanto, que aconteceu no Bangkok Royal Thai Cuisine, restaurante tailandês que funciona em Lourdes, no número 1054 da Rua Fernandes Tourinho. A confraternização, organizada pela Cláudia Villas Boas e patrocinada pela empresa e seus parceiros, visa premiar os usuários que mais colaboraram com o Kekanto no último mês. Como o site é, além de um guia dos mais úteis, também uma rede social, o evento busca ainda promover a interação de seus membros, ultrapassando assim os limites do virtual.
Inspirado no Site estadunidense Craiglist, muito popular por lá, o Kekanto foi concebido por alguns colegas daquela que é a maior universidade da América Latina, a USP, e dentre eles se destacam os hoje empresários Fernando Okumura e Bruno Yoshimura. É “o boca a boca online”, e no que se refere à Gastronomia e Diversão, assume larga vantagem sobre os guias da Veja e da Encontro, publicações estas limitadas na medida em que se balizam pela opinião de meia dúzia de jurados, enquanto o Site pode conter infinitas impressões diretas de todo e qualquer consumidor, muitos dos quais notórios conhecedores do assunto.


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