Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Brothers Beer - 01/11/2012

Há cerca de três anos atrás estivemos no Brothers Beer, a fim de conhecer o então recém-inaugurado bar. Com a proposta inicial de ter na carta de drinks o carro chefe dentre as bebidas, de início a nova casa disponibilizava mesas em seu interior e na varanda de frente à porta. Antes da primeira visita já haviam me sugerido a mandioca brothers, que até hoje é o carro chefe da casa, mas preferimos alguns espetinhos. Estes não estivavam tão bem executados como o esperado, mas compreendemos, já que o bar poderia estar em fase de ajustes.

crédito desta foto: www.guiabh.com.br

Recentemente, em novembro deste ano, propus aos amigos que retornássemos ao Brothers Beer para ver a quantas anda o já consolidado estabelecimento. Atualmente o bar tem nas cervejas o seu maior volume de vendas dentre as bebidas, e disponibiliza mesas também no passeio da Avenida Francisco Sá, que foi onde conseguimos nos achegar, pois quando aterrissamos por ali já passava das 22h. Fui o último a chegar, e os amigos já bebiam Brahma, que por estar em temperatura inadequada logo foi trocada pela Bohemia, a não mais de R$ 6,00 cada uma delas. Cada garrafa obtida com muito sacrifício, há que se dizer, já que os garçons daquela “área” não raramente desapareciam.


Para petiscar, dessa vez não titubeamos, e finalmente experimentamos a mandioca Brothers, que é a mandioca cozida e gratinada com bacon e maionese, dentre outros temperos. Interessante no sabor e mediana na quantidade, talvez tenha sido a salvação da noite, visto que o atendimento permaneceu em desacerto ao longo de toda a estada, forçando-nos inclusive a recusar o pagamento dos 10% usualmente entregues ao garçom como gorjeta. Aos que ainda não conhecem o bar e desejam fazê-lo, sugiro optar por um dia menos movimentado do que uma véspera de feriado.


Notas:

Ambiente: 2
Bebida: 2
Comida (peso 2): 3
Serviço: 1
Custo-benefício: 1

Média final: 2 estrelas


Brothers Beer
Rua Cuiabá, 202 – Prado
Tel: 2515-0801
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domingo, 16 de dezembro de 2012

Bar do Magal - 28/10/2012


Conheci o Bar do Magal em 2008, ocasião em que nele estivemos para experimentar o prato criado para o Comida di Buteco daquele ano. Consideramos o “Carcunda de boi com batata na garupa ao molho Shakespeare” apenas razoável, assim como o próprio bar. Quatro anos depois voltaríamos em dois domingos distintos, o primeiro deles motivado pela transmissão de um dos jogos do Galo, e o segundo para aproveitarmos a música ao vivo. A exemplo do seu vizinho de frente, o Bar Temático Grill, neste dia da semana o Magal fecha as portas mais cedo, no caso às 18h.

O boteco fica em uma privilegiada esquina, e dispõe mesas internas, no passeio da rua Alberto Cintra, e também na “varanda” voltada para a Rua Bernardo Sayao. A dupla de músicos, que executou clássicos do Rock e baladas românticas dos anos 80, se posicionou em lugar estratégico da calçada, onde poderiam ser vistos pela maior parte da clientela.

Diferentemente da primeira visita, quando a cerveja não estava tão gelada quanto o desejado, dessa vez fomos agraciados com garrafas de Brahma (R$ 5,60) como manda o figurino. Mais tarde quisemos petiscar, e de cara o garçom anunciou a indisponibilidade dos dois pratos que concorreram ao Comida di Buteco, que apesar disso permanecem ilustrados no cardápio. Decidimos então arriscar na maçã de peito com mandioca, que custa R$ 24,90. Servida em uma panela de pedra, a carne não apresentava o sabor característico do corte anunciado, e o caldo estava menos espesso que o desejado. Paramos neste prato, até porque já nos anunciavam o encerramento da cozinha.

Pagamos a conta com o cartão de débito, já que o recusam na modalidade crédito, e tomamos o rumo do próximo bar. O horário de verão apenas iniciara, e o sol das 18h pedia no mínimo mais duas saideiras.


Notas Pedrão

Ambiente: 3
Bebida: 3
Comida (peso 2): 2
Serviço: 3
Custo-benefício: 2

Ambiente: 3
Bebida: 2
Comida (peso 2): 2
Serviço: 2
Custo-benefício: 3

Média Final: 2,5 estrelas


Bar do Magal
Rua Alberto Cintra, 322 - União
Tel: 2515-6490
.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Bistrô de Crepes - 27/10/2012

O sábado era quente, e depois de termos passado o dia em um churrasco de confraternização, tudo o que desejávamos era um refrescante suco de frutas. Foi quando me lembrei do recém inaugurado Bistrô de Crepes, do qual tive conhecimento por matéria da Revista Veja BH e por indicação de amigos. Acresce-se às indicações o fato da creperia não nos ser longe, o que contou a favor já que a sede era muita.

Chegando ao Buritis, nos deparamos com a difícil missão de estacionar no bairro, tendo esta durado quase uma hora! Depois de percorrer várias ruas e também estacionamentos privativos, os quais apresentam restrito horário de funcionamento, encontramos vaga em uma rua que dista duas quadras do estabelecimento. Fato é que o bairro apresenta um trânsito ainda mais caótico que o encontrado no restante da cidade, cujo excesso de veículos e escassez de gentileza já são nacionalmente conhecidos.

Entrando, uma surpresa quanto ao tamanho da creperia, que ocupa apenas uma pequena loja da Rua Walter Guimarães Figueiredo, já perto da esquina com a Av. Professor Mário Werneck. O passeio por ali é largo, com a galeria recuada, porém não foi disposta qualquer mesa externa. Todas elas – que não são muitas – situam-se no ambiente interno, onde o ar condicionado é quem refresca a clientela.

De início pedimos o suco que desejávamos, sendo um de morango com laranja para a Vivian e outro de pitanga para mim (R$ 5,20). Como não tenho muita experiência nesse ramo, a escolha dela foi mais acertada do que a minha, mas de toda forma a nossa sede foi solucionada.

Terminado o suco, percebi uma torneira de chopp da Kaiser junto ao balcão. Não resisti, e incentivado pelo amigo André Malveira, pedi uma tulipa enquanto escolhíamos o crepe. Geladinho e custando na faixa de R$ 4,50, seria ainda sucedido por mais alguns.

Dentre as dezenas de crepes listados no cardápio, escolhemos um de filé mignon com lascas de parmesão e crisp de alho-poró (R$ 22,90). Sem termos notado nem lascas e nem crisp, em nossa avaliação o consideramos regular, em sabor e em quantidade.

Como fizemos um bom uso do barril de chopp, não tendo nos restringido aos crepes, a casa se torna mais do que uma alternativa para a alimentação, e até por isso figura neste blog. Em meio ao sem número de lanchonetes franquiadas que podem ser vistas nos arredores, faço votos para que o Bistrô de Crepes se afirme como uma opção original dentro do Buritis.


Notas Pedrão:

Ambiente: 3
Bebida: 3
Comida (peso 2): 3
Serviço: 3
Custo-benefício: 3

Notas Vivian:

Ambiente: 3
Bebida: 3
Comida (peso 2): 3
Serviço: 3
Custo-benefício: 3

Média final: 3 estrelas


Bistrô de Crepes
Rua Walter Guimarães Figueiredo, 25 - Loja 8 - Buritis
Tel: 3024-1282
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Pinguim - 21/10/2012

Em Belo Horizonte, terra dos botecos e das cervejas em garrafas de 600ml, o chopp é deixando em segundo plano pela maioria dos nativos. Assim sendo, é possível se contar nos dedos das mãos as choperias por aqui estabelecidas, sobretudo quando a variável qualidade é acrescida. Foi ciente das poucas opções deste segmento na cidade que, em 2006, a tradicional choperia Pinguim decidiu abrir a sua única filial fora dos limites de Ribeirão Preto, onde funciona há mais de sete décadas.

A nossa visita se deu com a unidade de BH já consolidada, afinal seis anos de funcionamento não é pouca coisa para o ramo de bares. Antes disso, recebemos as mais distintas opiniões sobre o lugar, e um dos aspectos mais elogiados sempre foi o estacionamento conveniado ao lado, inclusive pela disputada localização do estabelecimento. Por ali se paga, no horário noturno, um valor único pela permanência, que é de R$ 7,00.

Chegando de fronte ao casarão tombado onde o Pinguim funciona, uma ótima primeira impressão quanto às instalações da choperia, que oferece variadas atmosferas de acordo com a preferência do cliente. Escolhemos uma mesa no ambiente ao fundo, que é aberto e conforme a hostess se destina aos fumantes, os quais não compareceram ao bar naquele dia. Refrescado por uma cascata artificial, seria ainda mais interessante não fosse o sem número de televisões espalhadas ao redor, que apesar de tudo não incomodaram por estar em volume razoável.

Sentados, pedi um chopp ferrugem para dar início, migrando para o chopp claro a partir do segundo, todos eles a R$ 5,90 cada tulipa de 300 ml. Bem tirado como poucos, torna-se ainda melhor por ser da marca Antarctica, uma absoluta raridade em Belo Horizonte.

Como o bom chopp sempre pede um tira-gosto para acompanhar, tratamos de escolher algo no cardápio. Dentre algumas opções de petiscos, outras de pizzas, mais algumas de sanduíches e ainda outras de refeições completas, preferimos a porção de costelinha defumada com mandioca frita (R$ 42,00). Esta levou cerca de quarenta minutos para chegar à mesa, e não se mostrou satisfatória como esperávamos. A carne não estava saborosa, e a mandioca apresentou um nítido gosto de óleo, impossibilitando-nos de comer toda a porção, por mais que estivéssemos com fome.

Falando do atendimento, a má impressão causada pela demora de 10 minutos até a primeira abordagem melhorou ao longo da estada, e a minha avaliação é que este seja razoável. Quanto ao pagamento, admitem cartões de crédito e débito, inclusive para o estacionamento.


Notas Pedrão

Ambiente: 4
Bebida: 4
Comida (peso 2): 1
Serviço: 2
Custo-benefício: 2


Notas Vivian

Ambiente: 5
Bebida: 3
Comida (peso 2): 2
Serviço: 3
Custo-benefício: 3


Pinguim
Rua Grão Mogol, 157 - Carmo
Tel: 3282-2007
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sábado, 1 de dezembro de 2012

Bar Urca - Rio - 15/11/2012


Bar Urca é tradicional no Rio de Janeiro, e ao longo dos anos de fama já faturou alguns prêmios da Veja, tendo recebido em 2011 o caneco pelo "melhor visual do Rio". Muito bem situado e com uma vista realmente encantadora, naturalmente apresenta algumas outras qualidades.

Falando da nossa experiência, foi em um dia não muito ensolarado que lá estivemos. O vento que batia literalmente "esfriou" os presentes, e a nossa permanência junto à mureta foi mais breve que o desejado. A intenção era subir para o ambiente restaurante e nele almoçar, porém uma mesa para seis pessoas se mostrou impraticável para aquele feriado de 15 de novembro.

Durante a nossa estada no ambiente boteco, bebemos cerveja Original (R$ 8,00) e experimentamos saborosos quitutes, a exemplo do bolinho de bacalhau e do pastel de camarão (na faixa dos R$ 2,50 cada), além de empadas de carne seca e de palmito (em torno de R$ 4,50 cada). Além das refeições, deixamos para outra oportunidade também o famoso caldinho de frutos do mar.

A atenção dos balconistas é disputada pelos clientes, e da mesma forma são concorridos cada um dos raros metros quadrados ao redor do balcão. Ao visitar o toalete, tenha cuidado para não pisar no pé dos butequeiros que preferem bebericar sua cerveja no estreito corredor que lhe dá acesso.

Para o consumo de qualquer item do bar, o pagamento deve ser realizado previamente, podendo este ser feito inclusive com o cartão de crédito. Para chegar, vá de táxi e pague R$ 18,00 em bandeira 2 partindo de Copacabana, ou de ônibus, sendo a linha 512 a opção para o mesmo trajeto (R$ 2,85).


Notas Pedrão

Ambiente: 4
Bebida: 4
Comida (peso 2): 4
Seviço: 3
Custo-benefício: 4

Notas Vivian:

Ambiente: 5
Bebida: 4
Comida (peso 2): 5
Serviço: 4
Custo-benefício: 3

Média final: 4 estrelas


Bar Urca
Rua Cândido Gaffrée, 205 - Urca - Rio de Janeiro - RJ
Tel: 21.2295-8744
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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Eventos gastronômicos de BH - 2012

O Concurso Comida di Buteco, com suas qualidades e defeitos, é o melhor evento gastronômico que temos em BH. E reafirmo isso mesmo após a chegada do Restaurante Week em nossa capital, festival este que, em tese, busca a democratização da chamada alta gastronomia. Entretanto, quem já esteve em algum restaurante durante o evento, ou mesmo por uma simples análise dos menus oferecidos, sabe que não é bem assim. Infelizmente grande parte das casas, quando da elaboração dos pratos participantes, lança mão de ingredientes distintos dos utilizados nas criações habituais, o que faz com que o público continue desconhecendo a essência de cada uma das cozinhas. Além disso, os restaurantes mais renomados da cidade, a exemplo de Vecchio Sogno, Taste Vin, A Favorita e O Dádiva, dentre outros, simplesmente não abraçam a proposta, aspecto que também desconstrói o discurso de democratização. A exemplo de outras modalidades publicitárias de gosto duvidoso que vemos por aí, o que parece é que os restaurantes adeptos do festival da alta gastronomia o integram mais no intuito único de obter lucro, já durante o evento, do que qualquer outra motivação. Aí poderão dizer que os bares do Comida di buteco também lucram, o que é bem verdade. Entretanto esse lucro se dá pelo volume de vendas, já que no seu caso, o esmero observado na criação dos pratos tem sido maior a cada ano. Essas manifestações de criatividade são, inclusive, motivo de críticas pelos butequeiros mais tradicionalistas, que dispensam sistematicamente qualquer tipo de invencionice. A moela deve ser ensopada, e o torresmo, frito. Que a cozinha do bar não pense em inverter essa ordem ou misturar os dois ingredientes, pois ganhará um cliente a menos.

Outro festival que busca, há alguns anos, se afirmar na cena local, é o Festival Gatronômico da Pampulha. Com o foco regional acima de qualquer outro, é composto, na sua maioria, por restaurantes. A exemplo do Restaurant Week, é também desdenhado por casas de grande renome, que tem no Xapuri o exemplo único no caso da Pampulha. Em 2012 o Circuito em questão optou, pela primeira vez, por eleger o melhor prato, mostrando que ainda não se definiu entre ser um concurso ou um festival. Vale dizer que o resultado não foi divulgado, até hoje, no site oficial. Apesar disso, um avanço no que tange à sua transparência, que foi a distribuição prévia de dois mil dos guias que permitem a participação no evento, até 2011 concedidos apenas a uma lista fechada. Aconteceu de 12/09 a 28/10, e teve 15 integrantes.

Dentro do Circuito Gastronômico da Pampulha, o representante visitado, em 22/09, foi o Paladino. Se autodenominando “restaurante fazenda”, a casa faz jus ao rótulo, já que ocupa uma área de vários hectares, e oferece à clientela muita paisagem e boa estrutura, sobretudo para os encontros familiares. A decoração do ambiente onde nos acomodamos, com inspiração rústica e um chamativo lustre, também não desaponta. Chegamos por volta das 20:30h, horário em que as reservas já haviam vencido, mas por sorte ainda restavam duas mesas neste salão, onde acontecia apresentação de MPB ao vivo. Estávamos famintos e, de cara, pedimos um torresmo de barriga (R$ 22,00), que chegou acompanhado de limão. Carnudo e otimamente executado, acompanhou muito bem a Serramalte gelada (R$ 6,90), e fechou com chave de ouro a nossa boa primeira impressão sobre a casa.

Bem mais tarde, já ao final da nossa estada, pediríamos o representante da casa no Circuito, que foi a truta grelhada com ervas, servida com dois molhos e acompanhada de risoto de queijo caipira e pupunha. E foi justamente este, o tão aguardado prato, a maior derrapada da noite. Nele, o peixe estivera mais passado e menos espesso do que o desejado. O risoto infelizmente pouco ajudou, já que seu sabor e sua textura não agradaram. É bem certo que o guia dá direito a uma segunda porção, mas o preço de cardápio (R$ 39,00) coloca a refeição em um patamar próximo ao dos restaurantes mais sofisticados da cidade, tornando justificável a nossa expectativa.



O serviço estivera razoável, pecando apenas por uma ligeira demora dos pedidos. Porém o couvert de R$ 8,00 por pessoa, preço este não informado no cardápio, está acima do que cobram outros estabelecimentos que também oferecem o “banquinho e violão”. Até pelas restrições quanto a dias e horários de funcionamento, nos reservamos a esta única visita dentro os integrantes do Circuito Gastronômico da Pampulha.

Outro evento gastronômico do qual falamos aqui é o Bar em Bar, este promovido pela Abrasel-MG. Em 2011 a organização do festival fez uma infeliz parceria com um site de compras coletivas, formato este que já havia se corrompido com menos de um ano de Brasil. Já para 2012, uma honrosa evolução, notadamente quanto ao teto de R$ 10,00 para os petiscos participantes que forem solicitados no horário de happy hour (entre 18h e 21h). Nem todo estabelecimento que participou desta última edição pode ser considerado um bar, é bem verdade. Por outro lado, admito que apenas não visitamos outros integrantes em função da curta duração do evento, que aconteceu entre 1º e 18/11.

Foi motivado pelo Bar em Bar que voltamos ao Rima dos Sabores, a fim de experimentarmos o seu “coma suíno, mas use filtro solar”, criado especialmente para o festival. Trata-se de porção de carne de sol suína servida com redução de aceto com tangerina e rapadura, acompanhada por minibatatas com bacon. Prato criativo, composto por ingredientes selecionados, mas que pecou na temperatura da carne e na restrita quantidade das inventivas minibatatas. Aos que desejarem mais informações sobre o diferenciado Rima dos Sabores, sugiro um acesso às nossas impressões sobre o bar.

Finalizo voltando à discussão que abriu esta resenha, sobre a pouca expressão dos eventos gastronômicos de BH ante o maior deles, qual seja o Comida di Buteco. E não é por torcer contra os eventos que surgem ano após ano que o faço, e muito menos por ignorar as distorções do CdB, evidentes sobretudo quando se fala dos forçosos patrocínios, que com o aval da organização impõem as mais desvirtuantes regras. Mas é justamente por desejar o sucesso das novas empreitadas que teço as ditas críticas, afinal acredito, por mais difícil que possa ser em uma cidade provinciana, que Belo Horizonte ainda atrairá pessoas de todo o mundo pela sua gastronomia.


Paladino
Av. Gildo Macedo Lacerda, 300 - Braúnas
Tel: 3447-6604

Rima dos Sabores
Rua Esmeralda, 522 - Prado
Tel: 3243-7120
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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Chef Túlio - 13/10/2012

Tenho o privilégio de acompanhar, há quase vinte anos, a história do Bar Chef Tulio. Fui vizinho da praça Estevão Lunardi por 15 anos, e naquela região, onde o Horto chega perto de Santa Tereza e da Sagrada Família, criei gosto pelos bares e pela boemia. Lembro-me que celebramos ali o tetracampeonato do Brasil, em 94, quando no imóvel ainda funcionava o Pipou’s, do Sr. Ademar.

Um ou dois anos depois surge o Chef Tulio, um lugar muito diferente do anterior, que quando muito fritava algumas batatas para fazerem papel de tira-gosto. Já o novo bar, com um cardápio inovador para a época e instalações mais aconchegantes, de início foi confundido por muitos como um restaurante. Boteco naquele tempo só vendia cerveja, e o simples amendoim torrado dos ambulantes poderia ser o melhor petisco da noite.

No novo bar eu experimentaria coisas que para mim eram inimagináveis, como o chili ou a maionese de abacate, iguaria esta que acompanha o surubim na pedra. Diferentemente dos botecos de então, seu objetivo não era só vender as nossas bebidas favoritas, quais sejam a cerveja e a cachaça, mas também oferecer ao cliente os seus saborosos e criativos pratos.

Hoje o bar é maior e melhor decorado, e essa visita que aqui relato foi motivada por um jogo de futebol no Estádio Independência, onde acabamos não comparecendo. Ficamos por ali mesmo, tomando uma Original (R$ 6,00) e acompanhadno o movimento dos arredores.

Para petiscar demos início pelo “De volta às raízes” (R$ 34,90), prato que concorreu no Comida di Buteco 2007. Trata-se do tradicional filé com fritas, porém com acréscimo de ervas sobre as batatas, e de um creme de palmito a parte. Atendendo bem a duas pessoas, é a pedida certa aos clientes de paladar mais conservador.

Os Nachos (R$ 21,90), por sua vez, revelam ao cliente a influência norte americana da casa, o que se explica pelas boas temporadas do Tulio nos Estados Unidos. Mesmo que no dia da visita as tortilhas estivessem menos crocantes do que o desejado, trata-se de um petisco que atende inclusive aos vegetarianos, além de acompanhar muito bem uma cerveja gelada.

Além dos dois pratos mencionados, uma série de outros petiscos e refeições merecem ser provadas. E também as opções sazonais da casa, criadas a cada novo verão e novo inverno.

O atendimento é realizado por garçons que já nos são velhos conhecidos, a exemplo do Paulinho e do PC. Experientes, assim como as cozinheiras, a equipe do Chef Tulio é capaz de segurar as pontas do bar inclusive na ausência do dono. A higiene também não desaponta, e o ambiente, privilegiado por ter uma praça quase exclusiva, é dos mais agradáveis da cidade.

Vale lembrar que, de uns anos pra cá, o Chef Tulio passou a servir almoços executivos de segunda a sexta, mantendo as opções a la carte aos sábados e domingos. Como pagamento admite cartões de crédito e débito, e nos dias de jogo do Atlético e do Cruzeiro vende aos torcedores a cerveja e o mexidão em recipientes descartáveis.


Notas:

Ambiente: 5
Bebida: 4
Comida (peso 2): 3
Serviço: 4
Custo-benefício: 3


Média final: 3,5 estrelas


Chef Túlio
Praça Estevão Lunardi, 24 - Horto
Tel: 3482-7724
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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Rota 85 - 08/09/2012


Como já é sabido pelos leitores, o foco principal deste blog são os bares de BH. Outros já devem ter notado que se trata de um blog de gastronomia, pois para que a visita se torne resenha, a cozinha há que ter sido provada. Entretanto, vez por outra nos arriscamos em territórios que não são a nossa especialidade, ou casas em que a cozinha é mera coadjuvante. Foi o que aconteceu quanto conhecemos o Rota 85, uma balada rock’n roll situada na Pampulha.

Longe das três mais conhecidas casas que se dedicam a este segmento, no caso a Circus Bar, o Jack Rock Bar e o Lord Pub, por ali nada da badalação do chamado “circuito do rock”. Mesmo com uma fachada discreta e se situando em um quarteirão menos movimentado da Av. Guarapari, que é um dos polos de bares da região, o Rota 85 mantém clientela fiel.

No dia em que fomos o ingresso custou R$ 20,00 o masculino, e R$ 18,00 o feminino, e este deu direito à apresentação de duas bandas. A primeira delas, muito boa, é cover do Foo Fighters, e a segunda, melhor ainda, interpretou clássicos do rock dos anos 80 e 90.


Para beber, um grande diferencial mediante outras casas do gênero, que é a venda de cervejas em garrafas de 600ml. Fomos de Brahma, servida gelada e ao preço de R$ 6,50 cada unidade. Mais tarde pediríamos uma porção de costelas suínas ao molho barbecue, que nos foi uma grata surpresa por não termos nela depositado qualquer expectativa. Naturalmente não é a melhor da cidade, mas ainda assim encontra-se acima da média.


Em meio a um feriadão, quando os belo-horizontinos preferem viajar e a cidade se torna ainda mais pacata, a casa deixou de contar com muitos de seus habitués. Por outro lado, isso permitiu que desfrutássemos das apresentações e do serviço com melhor qualidade. Da próxima vez que desejar uma noite ao som de rock’n roll, sem ter de me preocupar com trânsito ruim ou vaga de estacionamento, já sei aonde ir.


Notas Pedrão:

Ambiente: 3
Bebida: 4
Comida (peso 2): 4
Serviço: 3
Custo-benefício: 4

Notas Vivian:

Ambiente:5
Bebida:4
Comida:3
Serviço:4
Custo-benefício:3

Média final: 4 estrelas


Rota 85
Av. Guarapari, 85 - Santa Amélia
Tel: 3441-4501
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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Baobar - 29/09/2012

Chegando, avistamos a Casa África, cuja fachada é pintada em algum tom de vermelho. Recebemos nossas comandas e seguimos pelo corredor lateral até o quintal, conforme orientado pelo porteiro. É lá, nos fundos do Consulado de Senegal, que funciona o Baobar. Era uma agradável noite de setembro, e o convite para que eu conhecesse o bar partiu da minha irmã, que mora próximo.

Já de início percebemos o cuidado quanto à decoração, que pode ser notada apesar da pouca luminosidade do ambiente, a qual cria dificuldade inclusive para que se leia o cardápio. Não que eu aprecie ambientes excessivamente iluminados, que fique claro. Mas no caso em questão faltou o necessário equilíbrio.


Fomos acomodados pela garçonete em uma grande mesa ao fundo, de onde é possível avistar todo o quintal. De um lado o bar, onde são preparados os drinks e armazenadas as demais bebidas. Do outro o palco, em um ambiente rebaixado, espécie de arena. E ao fundo os banheiros, que como o restante da casa, apresenta uma decoração peculiar.


Fiquei curioso pelos drinks do Baobar, e acatei a sugestão da garçonete para que experimentasse o Marelo (R$ 10,00). Composto por rum, mexerica, limão e manjericão, estava mal executado e pouco saboroso, tendo agradado apenas pelo visual. Pior ainda seria o aguado suco de abacaxi pedido pela Vivian.


Depois do drink migrei para a cerveja Brahma (R$ 6,00), que foi servida em temperatura inferior ao ideal. Quis trocar para a long neck, mas não havia disponibilidade desta no dia da visita. Todas as informações obtidas com muito custo junto à garçonete, que além de única, não fora treinada para desempenhar tal função.

Resolvemos petiscar alguma coisa, na expectativa de que as nossas impressões melhorassem, e de início pedimos o Nam, que é uma porção com dois rolinhos senegaleses de massa de arroz preparados com recheio de carne e legumes (R$ 6,00). Um petisco curioso, que poderia ser mais do que regular se não estivesse encharcado.


Após, perguntamos à garçonete do que era feito o “mix de tubérculos fritos” (R$ 12,00), tendo ela esclarecido que é composto por batata inglesa, batata doce e mandioca, todos fritos. Lamentável a predominância das malfadadas fritas processadas, assim como o indiscreto sabor de caldo Knorr no molho de cebola pedido à parte (R$ 2,00).


O próximo quitute seria o Fataya, pastel senegalês que pode receber o recheio de carne, legumes ou peixe. Custando R$ 12,00 e sendo composta por oito unidades, pedimos metade de carne e a outra metade de legumes. Infelizmente foi outra que não agradou aos presentes, já que algumas unidades estavam muito pequenas, e outras além do ponto de fritura.


Minha irmã pediu uma dentre as cinco opções de refeição disponíveis, no caso o Yassa (R$ 12,00), que é o frango ao molho de cebola com mostarda dijon, acompanhado de arroz branco e salada. Este teria sido o mais saboroso prato da noite, já que ao tempero no “Dim de carneiro” (R$ 36,00), que é a carne de carneiro a passarinho, também foi acrescentado caldo Knorr ou algum similar.

Falando da música ao vivo, a dupla que tocou algo de samba e MPB iniciou a sua apresentação por volta de 21h. Entretanto às 22h já anunciavam o encerramento desta, tornando quase um assalto o couvert de R$ 10,00.


Ao final tivemos de nos dirigir ao interior da casa para efetuar o pagamento, onde notamos existir a venda de artesanato e roupas africanas. Antes de passar o meu cartão de débito, já que o crédito é recusado por ali, tive de corrigir a conta feita à mão pelo Cônsul honorário de Senegal, que a modificou prontamente.

Caso o leitor more perto ou tenha curiosidade pela cultura e gastronomia africana, visite o Baobar, e depois nos conte se os devidos ajustes aconteceram.

Notas Pedrão:

Ambiente: 4
Bebida: 1
Comida (peso 2): 2
Serviço: 1
Custo-benefício: 2

Notas Vivian:

Ambiente: 3
Bebida: 2
Comida (peso 2): 2
Serviço: 2
Custo-benefício: 2

Média fina: 2 estrelas


Baobar - Casa África
Rua 28 de Setembro, 476 - Esplanada
Tel: 3653-4244
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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Xanadu Delícias do Mar - 11/10/2012


Seguindo a linha das postagens sobre os pratos feitos de BH, falo hoje de mais uma honesta opção de almoço na cidade, que é o Xanadu Delícias do Mar.


Diferentemente dos bares e restaurantes que compartilhei anteriormente, a casa de pescados não trabalha com o PF, mas oferece diariamente interessantes opções de pratos executivos e refeições para duas pessoas. Todas elas precedidas pela salada do dia, que varia dentre folhas, legumes ou batatas com maionese.

Da primeira vez que estivemos no pequeno e aconchegante estabelecimento, optamos pelo bacalhau assado com batatas (R$ 30,00). Servido em farta porção para duas pessoas, trata-se de uma interessante pedida, e é acompanhado por um razoável arroz com brócolis.



Já na segunda oportunidade, esta mais recente, experimentamos o camarão gratinado ao molho de catupiry (R$ 35,00), em que se destaca o cuidado do chef no preparado do molho de requeijão. Assim como o prato degustado na primeira visita, também vai à mesa acompanhado de arroz branco ou com brócolis, e neste caso também com batatas sauté.


Para os que almoçam sozinho, há sempre o filé de tilápia servido em prato executivo, e eventualmente outras opções, todas elas custando de R$ 15,00 e R$ 25,00. À noite e nos finais de semana o cardápio é outro, e inclui pratos como a moqueca e a paella, os quais ainda não experimentamos.

Para beber, o restaurante oferece cervejas em garrafas de 600 ml, que custam na faixa de R$ 7,00, além de sucos como o de laranja, e ainda uma diminuta variedade de vinhos. Já o serviço trabalha a contento, apesar da minha discordância quanto à taxa de serviço cobrada durante o almoço executivo.

Funcionando há mais de uma década no mesmo lugar, precisamente no quarteirão que abrigou por muitos anos o Usina Unibanco de Cinema, o Xanadu é uma das poucas casas de pescado já consolidadas em BH. Seu almoço diário, com qualidade e bom preço, faz valer a visita, sobretudo aos que trabalham e habitam suas redondezas.


Notas Pedrão:

Ambiente: 3
Bebida: 4
Comida (peso 2): 4
Serviço: 4
Custo-benefício: 3


Notas Vivian:

Ambiente: 4
Bebida: 4
Comida (peso 2): 5
Serviço: 4
Custo-benefício: 4

Média final: 4 estrelas


Xanadu Delícias do Mar
Rua Aimorés, 2474 – Santo Agostinho
Tel: 3261-1757
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