Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Via Geraes - 12/01/01



Até o ano de 2006, ocasião em que me mudei da casa dos meus pais, comparecia ao Via Geraes com alguma frequência. O motivo das constantes visitas, porém, se deve tão somente ao bar me ser vizinho até então, já que não consigo puxar na memória uma única vez que tenha deixado o local satisfeito com o serviço e com a comida.

Decorridos bons anos, eis que me surge um convite para a comemoração de um aniversário por lá. Como passo sempre pela avenida onde o Via Geraes se localiza, observei que o mesmo havia sofrido algum tipo de reforma, aspecto que acabara por me deixar curioso para retornar àquele estabelecimento. A festividade do dia acabara puxando o gatilho que faltava ser acionado, e assim sendo, tratamos de rumar para o bairro Santa Inês.

Não foi possível conhecer o novo ambiente interno tão logo chegamos, já que a aniversariante optou por uma mesa no passeio. Porém de cara observamos que as surradas mesas de PVC da Skol foram substituídas por mesas e cadeiras retráteis de madeira. Vimos também que o Via Geraes passou a comercializar o chopp da Brahma, que por custar R$ 3,99 a tulipa de 300 ml, passaria a me acompanhar ao longo daquela noite. Como opção as clássicas cervejas da AMBEV, tais quais Skol e Brahma, a R$ 5,40 cada garrafa de 600 ml.

Com a chegada do momento de visitar o toalete, aproveitei para avaliar as novidades, que aliás foram bem modestos no meu entendimento. A maior alteração, que foi a troca do antigo cercado de madeira por um novo de blindex, pode ser vista sem que ao menos se entre no bar. Claro que aliado a isso acresceram duas ou três TV’s de LCD, a fim de alçá-lo à tendência das casas do gênero, tais quais o ditado pelo seu concorrente Xico da Carne. Voltando aos banheiros, permanecem básicos como sempre foram.


Tão logo retornei à nossa mesa, decidimos petiscar alguma coisa. Para a entrada fomos pelo caminho óbvio, tendo escolhido um pão de alho, além de outro com recheio de tomate seco, os dois medianos como em minhas visitas de seis ou sete anos atrás. No momento de escolher algo mais substancioso pedimos 300g de picanha, que nos custaram pouco mais do que R$ 20,00, além de uma porção de mandioca cozida na manteiga de garrafa. A primeira não é a melhor das picanhas, mas ainda assim saborosa, característica que não posso atribuir à mandioca (R$ 9,00), cujos pedaços ensoados predominaram.

O atendimento até que se esforçou o quanto pode, porém permanece limitado como antes. As entregas em geral foram demoradas, e para cada novo pedido era necessário explicar ao garçom o que desejávamos no mínimo duas vezes. Apesar de todas as restrições, fico daqui procurando razões para a, cada vez maior, disputa por mesas naquele bar. Concluo que o preço seja o seu maior diferencial, já que no imponente Xico da Carne por certo pagaríamos um bocado a mais pela mesma farra.


Notas Pedrão:

Ambiente: 3
Bebida: 3
Comida (peso 2): 3
Público: 3
Serviço: 2
Custo-benefício: 3

Notas Vivian:

Ambiente: 3
Bebida: 2
Comida: (peso 2) 2
Público: 2
Serviço: 1
Custo-benefício: 2

Média final: 2,5 estrelas


Via Geraes
Av. Contagem, 567 - Santa Inês
Tel: 3467-2052
.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Migliori Pizzaria - 11/01/2012 (Estabelecimento fechado)



Estivemos na Migliori Pizzaria por sugestão dos amigos Leo Koscky e Olga, do Blog Gourmet City BH, que além de indicarem o lugar foram também os companheiros da nossa primeira visita. Trata-se de um restaurante que de fora chama a atenção, pois como foi construído em um terreno íngreme, a sua bela fachada é bem diferente das de outras pizzarias que vemos por aí.

Logo ao passar pela porta o cliente se depara com o playground da criançada, onde o pequeno Mateus, filho da Olga, pôde se divertir por horas a fio. Se por um lado os referidos brinquedos são uma grande opção aos pais que levam as crianças, por outro se destaca em demasia ao ser disposto logo na entrada, colocando as mesas e a modesta decoração do interior em segundo plano. Todavia é coisa que um simples re-arranjo possa solucionar.

O atendimento da casa é bom, tendo cometido apenas um pecado, no momento em que o garçom encheu os copos para além do necessário. Em contrapartida, a entrega dos pedidos se deu de forma ligeira durante toda a nossa estada.

A infraestrutura no geral é muito boa, com banheiros bons e bem estruturados. Há ainda um segundo piso, que conforme o gerente Carlos, é destinado a atender os casais, razão esta que já motivou a presença de velas sobre cada uma das mesas. Naquela quarta-feira de pouco movimento não houve demanda para este novo ambiente, porém quando isto acontecer os clientes terão de descer a considerável escadaria cada vez que desejarem ir ao toalete, pois ao que parece eles inexistem no segundo pavimento.

Para beber fomos de Serramalte, pela qual se paga R$ 5,50 por cada garrafa de 600 ml, mesmo preço das demais cervejas “Premium” da AMBEV. Se o cliente optar por Skol ou Brahma desembolsará R$ 4,90 pela mesma quantidade de cerveja, preço que considero razoável para a atualidade. Há ainda sucos naturais, que não se destacam mas também não comprometem.

Para petiscar não fomos de pizza, que seria o caminho óbvio em uma pizzaria, porém julgamos que não seria o mais conveniente para acompanhar a cerveja. Vivian e eu experimentaríamos as carnes, tão bem recomendadas pelo Leo, mas não sem antes provar o pão de alho e a muçarela na chapa como entrada. O primeiro em pouco lembra os melhores da cidade, tais quais o do Chico do Churrasco, e o segundo ficou interessante quando acrescido de azeite.

Chegara o momento de conhecermos a aguardada porção, que no caso seriam os 500 gramas de baby beef solicitados pelo Leo, ao preço de R$ 38,00 (ou R$ 76,00 o quilo, como queiram). Trata-se de uma boa carne, preparada à chapa com manteiga, porém entendo que poderia ser levada à mesa em algum recipiente que dê conta de conservar o seu calor, os quais são por demais úteis sobretudo nos dias frios.

Ao final ainda experimentaríamos a porção de frango com catupiry na chapa (R$ 18,00 por 300 gramas), que não se põe em evidência tal qual o prato servido no Bar do Dedinho, expert neste petisco, e também as Batatas da casa (R$ 10,00 a porção), estas sim diferenciadas e, no meu entendimento, o grande destaque da noite. Temperadas com pimenta calabresa e ervas tais quais o alecrim, são capazes de acompanhar quaisquer das carnes, ou ainda fazer as vezes de uma boa entrada. Da farta porção sequer vestígios sobraram.

Pelo bom happy hour cada casal morreu em oitenta pratas, valor que posiciona a Migliori Pizzaria dentro do aceitável quanto ao custo-benefício. Aliando este aspecto a algumas comodidades, tais quais a facilidade em se estacionar nos arredores e as amplas portas corrediças de vidro, ideiais para dias quentes, o tranquilo lugar torna-se uma das opções do Castelo para aquela boa butecage.


Notas Pedrão:
Ambiente: 3
Bebida: 3
Comida (peso 2): 3
Público: 3
Serviço: 4
Custo-benefício: 3

Notas Vivian:

Ambiente: 5
Bebida: 3
Comida (peso 2): 3
Público: 3
Serviço: 4
Custo-benefício: 3

Média final: 3,5


Migliori PizzariaAv. Miguel Perrela, 259 – Castelo
Tel: 3473-8000
.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Família Paulista - 07/01/2012



Conheço o Bar Família Paulista há bons anos, e não foram uma ou duas vezes que por lá estive. Quando comparado a outros da região, seus preços sempre se mantiveram acima da média, e emparelham mais com os valores praticados na Zona Sul. Entretanto inauguraria o segmento “bar bistrô” naquelas bandas, já que além de ter recebido um projeto de ambientação diferenciada, os seus donos sempre estiveram à frente do negócio, destacando-se a simpática figura do Nicola, que é anfitrião pra ninguém botar defeito.

O banheiro masculino aproveita muito bem o seu pequeno espaço, de modo que atende a demanda do local, além do que está sempre limpo e perfumado. E a existência de quatro ambientes distintos, cada um destinado a certo tipo e quantidade de público, foi o que nos permitiu transferir a mesa para uma ala mais silenciosa quando alguns vizinhos de mesa gritavam literalmente. Novo ponto para a ambientação da casa, que não canso de dizer, aprecio sobremaneira.

Desta última vez que lá estive foi para que meus pais conhecessem o bar, e na ocasião tomamos uma Original (R$ 6,40) gelada como de praxe. Além deste rótulo, comercializam Bohemia e Brahma Extra pelo mesmo preço, e agora também Skol e Brahma por R$ 5,90. Outro ponto que sempre deixou o Família Paulista a frente dos demais bares são os seu sucos naturais, vendidos em diversos sabores por cerca de R$ 4,00, mas que desta vez estavam menos consistentes do que o usual.

Apesar do atendimento nem sempre conseguir manter o “padrão Nicola”, também não costuma comprometer. Todavia nesta visita foi a cozinha quem cometeu dois graves pecados, tendo sido o primeiro a grande demora em nos servir duas porções de Rota do Sol (R$ 29,00 cada), espera esta que chegou a uma hora. E o segundo foi o petisco propriamente dito, que diferentemente do Comida di Buteco 2011, quando foi elaborado, chegou à mesa com o charque desfiado sem tempero, faltando-lhe as ervas de outrora, e com o creme de abóbora absolutamente insosso, que com o perdão da palavra, nos remeteu a papa de neném. Só não foi uma barrigada perdida em função dos bolinhos, que estavam quentinhos e saborosos.

Antes disso beliscamos duas porções mistas de pasteizinhos (R$ 15,00 com dez), cujos recheios de carne, queijo e frango permanecem bons. Porém a massa em pouco lembra aquela que anos atrás cheguei a propagar como a melhor da cidade, artesanalmente preparada pela esposa do Nicola, a Marisa.

Dando algumas folheadas no cardápio, observei que três das porções elaboradas para as suas sete participações no Comida di buteco não têm sido servidas. Pode ser em função de alguma dificuldade da casa em manter sua qualidade original, ou de conciliar tantos pratos ricos em detalhes, mas o certo é que são raros os bares que sustentam suas invenções por mais de um ou dois anos.

Ao final, quando passei a tomar sozinho o chopp da Brahma (R$ 4,50 cada tulipa de 300 ml), observei que os donos não se fizeram presentes em nenhum momento daquela noite de sábado, situação jamais vista por mim até então. Pensando em como as minhas últimas visitas contrastaram com tantas outras bem sucedidas, sobretudo até 2009, vejo que se o Família Paulista não retomar a sua conhecida excelência, terá de rever seus preços. E eu, por toda a estima que mantenho pelo bar, torço para que se decidam pela primeira alternativa, mesmo sendo a segunda mais conveniente ao bolso.


Notas Pedrão:
Ambiente: 4
Bebida : 4
Comida (peso 2): 2
Público: 3
Serviço: 3
Custo-benefício: 2

Notas Vivian:
Ambiente: 5
Bebida: 2
Comida (peso 2): 3
Público: 3
Serviço: 2
Custo-benefício: 2

Média final: 3


Família Paulista
Rua Luther King, 242 - Cidade Nova
Tel: 3484-4598
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Butiquim Ouro Preto - 05/01/2012 (Estabelecimento fechado)




O ano de 2011, por ter sido quando resolvi alimentar este Blog seguindo a frequência mínima de uma postagem por semana, é o nosso divisor de águas. Foram mais de cinquenta resenhas publicadas somente no segundo semestre, muitas das quais recebendo o valioso retorno dos amigos e leitores. Pensando justamente nas idéias recebidas, assim como em melhorar dia a dia este espaço, compartilho duas pequenas mudanças para as resenhas relativas ao ano de 2012.

A primeira diz respeito às fotografias, que passam a ser tiradas da minha câmera, e sobre este aspecto peço um cadinho de paciência no início, já que tanto o fotógrafo quanto o recurso são amadores. Todavia imagino que com o tempo, até por possibilitar uma relação do lido com o visto, esta opção poderá trazer mais personalidade ao Blog.

A segunda refere-se à quantificação de alguns aspectos, com notas a categorias pré-definidas, no intuito de possibilitar uma comparação entre os lugares visitados. Estas figurarão sempre ao final de cada postagem, até para não interferir no estilo mais solto e relativamente espontâneo que bem admiro.

Tendo divulgado as novas, começo destacando o ambiente do Butiquim Ouro Preto, que ao nosso ver é agradável e arejado, mesmo com a área coberta predominando. Assim como alguns outros de BH, esta casa também recebeu um aporte da Itaipava para a sua estilização. Naturalmente não sem firmar o acordo de comercializar os produtos da marca, bem como restringir os rótulos das concorrentes. Seja como for, o resultado agrada tanto aos olhos quanto aos traseiros, já que as tradicionais mesas e cadeiras de PVC da Brahma ou da Skol inexistem por ali.

O atendimento no geral é bom, mas o excesso de serviço que se observou no começo, com os garçons levando chopps à mesa com nossos copos ainda pela metade, foi se transformando na medida em casa ia enchendo. Assim, no final da nossa estada passou a ser necessário acioná-los uma ou duas vezes para cada nova rodada.

Até aí tudo pode ser relevado, porém o serviço apresentou uma falha que, além de imperdoável, hoje infringe as leis específicas: permitir aos clientes fumarem nas partes cobertas. Entretanto, a culpa pelo episódio não recai exclusivamente sobre o serviço, já que os clientes que fumavam poderiam ter desconfiado que incomodavam, e por essa razão tiro alguns pontos do público, que para lhes ser bem sincero, é um quesito que quase sempre me passa desapercebido. Desta vez observei mais, e vi também que muitos dos jovens e arrumadinhos presentes foram ao Butiquim movidos pela ótima possibilidade de paquera que a casa oferece.


O chopp da Itaipava, cuja caneca de início nos pareceu maior do que os 300 ml que comporta de fato, é saboroso, mas poderia ter ido à mesa um pouco mais gelado. Por cada caneca ou tulipa se paga R$ 4,00, e além destes há algumas cervejas de 600 ml, inclusive com uma ou outra opção da AMBEV.


Como entrada pedimos uma porção de pastéis de carne (R$ 3,00), que para nossa surpresa representou apenas metade dos quitutes, já que a outra parte seria de frango. São razoáveis, porém o grande destaque do Butiquim Ouro Preto, o qual definitivamente lhe coloca em um patamar superior dentre os bares da região, é a porção de língua defumada ao molho madeira (R$ 18,00). Faltou apenas um pouquinho a mais de pão no acompanhamento, obrigando-nos a pagar por uma porção extra, mas seja como for eu não me lembro da última vez que comi este petisco tão bem preparado como por lá.

Algum tempo depois experimentaríamos também a picanha na chapa (R$ 36,00 por 400g), que apesar de não alcançar a excelência da língua, é também muito boa. O vinagrete e a farofa bem que poderiam vir em recipientes maiores do que “copinhos de café”. Ou então a mandioca na manteiga de garrafa, pela qual pagamos R$ 10,00 em porção a parte, poderia se transformar em cortesia da casa, como acontece no vizinho Bar & Boi.

Ao final ficamos satisfeitos, o que não deixou de ter o seu preço. Foram R$ 96,00 referentes a 24 chopps e outros R$ 79,00 das comidas. Isto acrescido de uma ou duas garrafas de água e mais o serviço, totalizaram R$ 202,00, que divididos pelos três presentes chegaram a R$ 67,00 por pessoa. Um valor que só não considero ruim em função da fartura de bebidas e petiscos, mas que por outro lado é comparável ao que se gasta em barzinhos da moda em Lourdes ou na Rua Pium-í.

Há sim uma série de pontos que merecem atenção dos donos, mas quando o estabelecimento nasce sem uma boa cozinha dificilmente reage. E deste mal o Butiquim Ouro Preto provou que não sofre, pois nos apresentou um prato que sem dúvidas estará registrado em nossa memória, e que por si só faz valer as outras visitas que estão por vir.
Notas:
Ambiente (incluindo higiene): 4
Comida (peso 2): 4
Bebida: 3
Serviço: 3
Público: 2
Custo Benefício: 3

Média final: 3,5

Serviço:Butiquim Ouro Preto
Av. Fleming, 480 – Ouro Preto
Tel: 3492-5935
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Botequim Seu Jorge - 29/12/2011



O Botequim Seu Jorge, que até onde sei ainda não completou o seu primeiro aniversário, foi inaugurado com a proposta de reportar aos mineirinhos da capital um ambiente tipicamente carioca. Se algum dos habitues assim se imagina eu não sei, mas o certo é que a considerável movimentação diária mostra que o bar já fez a sua clientela.

A casa trabalha com os rótulos da cervejaria Krug Bier, e portanto há chopp da marca em quatro versões, tais como o Cristal e o Amber (R$ 3,90 cada tulipa de 300 ml), além de cervejas Austria nas suas diversas qualidades.

Para petiscar fomos de combinado 1, porção esta que custa em torno de R$ 34,00, e que é composta por picanha, frango, linguiça e fritas. A linguiça, por ser uma calabresa básica, só fez jogar contra o patrimônio, e voltou na mesma quantidade em que chegou. Os demais são razoáveis, com a ressalva da picanha, estranhamente magra, não passar perto das melhores da cidade e dos próprios bares da Fleming. O certo é que, pela comida em si, não voltaria ao Seu Jorge.

O atendimento é bom, mas torna-se um pouco confuso quando a casa atinge sua lotação máxima. No dia em que lá estivemos chegou a se formar uma pequena fila à porta, e tão logo a mesma foi desfeita, com os clientes devidamente acomodados, a porta foi fechada. Não passava das 23h, e portanto se a sua intenção é uma saideira por aquelas bandas, trate de descer um pouco mais pela Avenida.

Os banheiros situam-se exclusivamente no segundo andar, onde há também algumas saletas ainda não aproveitadas como ambientes diferenciados do bar. Já o jardim, que circunda a casa, não deixa de contribuir para que o botequim se torne mais aprazível e charmoso. No fim das contas é um dos bons lugares para se tomar um chopp a preços que não assustam, mas por hora ainda não pareia com os melhores da Pampulha.



Seviço:
Butequim Seu Jorge
Av. Fleming, 175 – Bairro Ouro Preto
Tel: 3498-4373
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Geraldim da Cida - 24/12/2011



O Bar Geraldim da Cida eu conheci nos idos de 2005, quando lá estivemos para provar a sua ótima costelinha de porco, prato com o qual concorreu no Comida di Buteco daquele ano. Na ocasião nem imaginava que viria a me tornar um de seus vizinhos tempos depois, o que me permitiria desfrutar de sua cozinha com maior frequência.

Fazendo o estilo botecão, tendo que praticamente atravessar a cozinha e o depósito para se alcançar os banheiros do segundo piso, o Geraldim da Cida vai mantendo a sua fiel clientela ano após ano. Aos sábados, por exemplo, é comum ver as mesmas pessoas, nas mesmas cadeiras e mesas a consumir os mesmos petiscos e bebidas. Fica até parecido com o antigo hino da Praça da Alegria, mas é bem por aí.

O cardápio atual lista no mínimo umas vinte opções, mas na prática a maioria delas não está disponível ou recebe algum tipo de adaptação. É uma pena não ser possível degustar hoje a farofa de abobrinha que outrora acompanhou a carne cozida, e nem as costeletas que fizeram história anos atrás. Da mesma forma, caso você chegue ao meio dia e peça uma porção de arroz para acompanhar qualquer dos pratos, também não encontrará. É para petiscar, no máximo, mas não sem beber bastante, é claro. Hoje o arsenal do Geraldim conta até com Stela Artois Litrão, algo inimaginável na maioria absolutos dos legítimos botecos.

Como já havia começado na Brahma horas antes, na Feirinha da Silva Lobo, resolvi continuar com ela. Pela garrafa de 600ml, em geral bem galadas, se paga R$ 5,00. Para acompanhar resolvemos repetir o prato das últimas duas visitas, que em virtude dos acompanhamentos, consegue fazer as vezes de almoço com maior facilidade. Trata-se da carne de lata acompanhada por tropeiro de feijão andu e carpaccio de jiló. Os dois pedaços de carne, que diminuíram sobremaneira em poucos meses, estavam bons como sempre, assim como o digestivo e criativo jiló. Porém o tropeiro de andu se transformou em feijão com farinha, que além de tudo recebera óleo a rodo. Queda considerável de um dos bons pratos do Comida di buteco 2011, que até pela sua pesada constituição nos deixou saciados por horas a fio.

O Geraldim é sempre muito simpático, e o serviço do bar é satisfatório, porém faço uma ressalva quanto ao aceite de cartões de crédito no pagamento, que em certos dias é bem vindo e em outros não. Dá a impressão de que o recebem dependendo do humor dos garçons ou da cara do cliente, e portanto vale ir prevenido com dinheiro ou débito.

Ao leitor que ainda não tenha conhecido o boteco, que presumo ser a grande maioria, informo que em menos de três meses será dada a largada da edição 2012 do Comida di Buteco. Na ocasião todos poderemos experimentar a receita com queijo minas elaborada pela Cida para o evento, quitute este que permanecerá como um segredo do casal até então.


Serviço:
Geraldim da Cida
Rua Contria, 1459 – Grajaú
Tel: 3334-9355
.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Bar do Zezé - 22/12/2011



Ao criticar os bares de BH, vez por outra me deparo com situações complicadas, a exemplo dos estabelecimentos cuja avaliação atinje um extremo, ou seja, quando o local é muito bom ou muito ruim. Dentro desse contexto o Zezé representa, na minha opinião, a elite dos botecos de Belo Horizonte, figurando certeiramente entre os dez melhores da cidade.

Participante do Comida di Buteco desde 2004, a pior colocação do único tri-campeão do Festival é um ótimo quarto lugar. Deixando de lado os subjetivos critérios de avaliação adotados pela organização do evento, não há como ignorar que os bons resultados, renovados ano a ano, reflitam a qualidade do bar. E depois de dezenas de visitas, posso atestar que todo o sucesso é mais do que merecido.

Logo de cara um grande diferencial perante aos demais, que é o seu preço, hoje não mais evidente quanto aos pratos, mas ainda ótimo com relação às bebidas, afinal onde é ainda possível encontrar Brahma e Skol por R$ 4,25? E claro, servidas sempre muito geladas, traço este de absoluta regularidade por ali.

Sobre o atendimento, vale ressaltar que é um empreendimento familiar, e talvez por isso os funcionários se envolvam tanto que, vez por outra, se torna quase impossível distinguir quem é ou não parente do Zezé. De forma que se recebe, desde as não raras filas de espera até o fechamento da conta, um tratamento simpático e honesto.

O bar, que em sua origem ocupava um terço do espaço atual, foi reformado anos atrás e triplicou de tamanho. Seguindo a mesma lógica, os banheiros também foram ampliados, e hoje comportam a demanda da casa. As mesas mais disputadas continuam sendo as da varanda, que é também o ambiente destinado aos fumantes.

O público do boteco é bem diversificado, variando desde pessoas em busca de happy hour e paquera durante a semana, até as famílias que procuram um substancioso almoço de sábado. Seja qual for o perfil da clientela, o Zezé sempre providenciará uma espera, sempre organizada e sem privilégios.

Compartilhados todos os bem avaliados aspectos secundários do bar, até para não parecer que o sucesso do Zezé se dê exclusivamente pelas mãos da Dona Alfa, entremos agora na mais saborosa porção da resenha: a cozinha do bar.

Não são menos do que vinte pratos oferecidos diariamente no cardápio, além das porções do dia, tais quais a galinhada da segunda, a canjiquinha da quinta, e a feijoada (executiva ou em prato feito) do sábado. Tem pelota frita para entrada, a R$ 4,50 cada, e também a costelinha com mandioca (R$ 26,00) para uma petiscada mais farta.

Tudo delicioso, é bem verdade, mas ainda assim este palpiteiro ousará elencar três pratos como os destaques da casa: A carne com angu e jiló recheado com bacon, que depois receberia a alcunha de Encontro Marcado (R$ 19,00 para três pessoas); o Bolinho Minas Lusitana (R$ 22,00 na versão com dez bolinhos), criação ímpar preparada com bacalhau e milho ralado no ralo grosso, e servido com geléia de morango; e ainda o magistral Trupico Mineiro (R$ 26,00), sobre o qual já falei outrora, servido em cumbuca que atende três pessoas, e coberto por mostarda refogada e torresmo, no mínimo divino.

Até um ano atrás o bar oferecia Pratos Feitos no almoço de segunda a sexta, que para a tristeza dos trabalhadores e moradores da Região do Barreiro, deixaram de existir. Zezé preferiu, até para manter a excelência de sua cozinha, focar nos petiscos que o público degustará de noite e aos sábados. O resultado definitivamente não decepciona, e se você ainda não conheceu este bar, trate de se programar.


Serviço:
Bar do Zezé
Rua Pinheiro Chagas, 406 - Barreiro de Baixo
Tel: 3384-2444
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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

La Crepe - 18/12/2011



Como aludido no próprio nome do bar, por lá os crepes reinam absolutos. Os maiores, que servem bem duas pessoas, custam na faixa de R$ 25,00. Já os individuais não saem por menos do que R$ 16,00.

Enquanto aguardávamos pela atração principal da noite, tomei algumas long necks da Heineken (3,50), mas há opções de cerveja 600ml a partir de R$ 5,00.

A nossa escolha foi pelo crepe São João Del Rei, cujo recheio é constituído por carne seca, purê de abóbora, parmesão, catupiry e cebolinha. Muito bom, apesar de certo exagero do parmesão, que acabou por lhe deixar um cadinho salgado.

A cozinha da casa não costuma errar, tornando-a pedida certa aos apreciadores de seu prato principal. Além do mais o aconchegante ambiente, bem decorado e com luz de velas às mesas, faz do La Crepe uma das boas opções para ir a dois.

Recentemente passaram por uma reforma, através da qual os toaletes masculinos e femininos se distanciaram, situando-se hoje em ambientes diferentes. Com relação a este quesito não há o que reclamar, já que os banheiros estão sempre limpos, e bem atendem as não mais de 100 pessoas que a casa comporta.

O atendimento é profissional e objetivo, porém a creperia não trabalha com cartões de qualquer espécie. Essa restrição me forçou a pagar com um cheque a conta de mais uma ótima noite em Santa Teresa, e me fez crer que a aposentadoria do velho talão levará mais alguns anos.


Serviço:
La Crepe
Rua Dores do Indaiá, 72 – Santa Tereza
Tel: 2552-1317
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Exclusivo Choperia - 16/12/2011



Inaugurada há não mais do que dois anos, a Choperia Exclusivo parece ter demorado um pouco para engrenar, o que pode ser atribuído tanto à sua localização, fora dos eixos gastronômicos, ou ainda por motivo de sua considerável capacidade, haja vista que não é nada fácil ocupar os seus 350 assentos. Seja como for, o movimento da casa desenvolveu junto com o daquela região, onde podem ser vistas estréias recentes e projetos para o futuro. Arrisco a dizer que está por se consolidar um novo eixo gastronômico naquela divisa de Santo Agostinho com Gutierrez, nos arredores do Marconi. E se assim for, as filas que hoje já vemos na Exclusivo Choperia por certo aumentarão.

Seja como for, nem só de aptidão do lugar floresceu o empreendimento. Para divulgar sua marca, tratou de oferecer um sem número de promoções em sites de compras coletivas, além de ter se transformado em um dos principais associados do cartão Dotz em Belo Horizonte. Pelo jeito, vontade de crescer não faltou.

Entrando na avaliação crítica que faço desta minha primeira visita, ressalto antes de tudo que o chopp teria sido, conforme amigos próximos, mais barato meses atrás. Hoje se paga R$ 4,70 por cada tulipa de 300 ml, nas versões cristal ou escuro da Krug Bier. Reflexos do recente sucesso, que apesar de tudo não inflacionou os preços para além da média da região.

Chopp vai, chopp vem, e a turma de 15 pessoas quis algo para beliscar. Seguindo a sugestão do garçom, pedimos três “Porções Mistas Exclusivo” (R$ 60,00), sendo cada uma delas composta por filé, frango, linguiça, batata e mandioca. O petisco é bem preparado e farto, servindo cada uma das chapas quatro pessoas ou mais. Porém não acho barato pagar R$ 200,00 por três porções, incluindo nesse cálculo também a taxa de serviço.

Antes disso, ainda quando o bar acabara de abrir, Vivian havia comido o sanduíche Exclusivo 1, composto por filé de peito de frango, molho exclusivo, presunto, muçarela, alface e tomate. De primeira linha conforme ela, destacando-se a qualidade do pão e do molho da casa. Por R$ 14,00 ainda foi possível dividir o quitute com uma amiga, e a mim caberá uma nova visita para matar a curiosidade que aqui compartilho.

Dividida em dois ambientes, a Choperia conta com uma grande varanda e uma área interna maior ainda. Todavia em nenhum deles se observa um algo a mais quanto à decoração, a fim de tornar o bar mais aconchegante e verdadeiramente exclusivo. Já o toalete, cujo projeto me parece demonstrar algum improviso, comporta no máximo duas pessoas, o que entendo não ser compatível àquela vasta clientela.

No fim das contas considero que a Choperia Exclusivo não consegue ultrapassar a barreira do prosaico. Se há pratos ou acepipes diferenciados eu não fiquei sabendo, até porque o garçom se limitou a sugerir o mais caro dos tira-gostos, demonstrando ser também o serviço trivial. A visita valerá naquele dia em que você estiver por perto e com muita vontade de um chopp gelado. Caso contrário, pesquise mais um pouco.


Serviço:
Exclusivo Choperia
Av. do Contorno, 8863 – Gutierrez
Tel: 2512-0551
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