Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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domingo, 25 de março de 2012

Tizé Bar e Butequim - 21/02/2012


Inicio esta resenha me desculpando com os leitores, que há duas semanas não encontram nada de novo neste espaço. Tenho tido pouco tempo ultimamente, mas sempre em busca de colocar as coisas em ordem. Isto se faz necessário inclusive pela proximidade do Comida di Buteco 2012, ponto alto da gastronomia local, que nos permitirá viver novas sensações a serem compartilhadas por aqui.

O bar do qual falo hoje, inaugurado em 1967, teve boas décadas de história como um verdadeiro botequim, período que precede em muito o momento quando seria engolido pelo tal “Grupo Be & Leave”, na década passada. Praticamente hegemônico naquela famosa esquina de Lourdes, este conglomerado está à frente também de O Dádiva, Maria de Lourdes, Braca (em reforma), Risoteria Sorriso, Rokkon, e mais recentemente o Gonzaga Butiquim. De forma que é hoje impossível se referir ao Tizé como um boteco legítimo, até porque simboliza, em verdade, o lugar para quem gosta de ver e ser visto, “esporte” preferido de grande parte do público belo-horizontino.
 Chegando ao local procuramos uma mesa no sempre disputado passeio, porém avistamos todas ocupadas como de costume. Entretanto, como a nossa visita aconteceu em plena terça-feira de carnaval, a espera seria mínima, e logo após termos nos acomodado já pedimos uma Budweiser (R$ 6,20), que chegaria à mesa em um balde com outra unidade desta. Geladas de início, mas cuja temperatura se tornou inadequada a partir do segundo balde, forçando-nos a migrar para a Antarctica Original a partir da terceira rodada. Já a Vivian foi de suco, preparado com polpas congeladas e que, por custar mais do que R$ 5,00, deveria ser mais encorpado.
Dentre o considerável número de petiscos ofertados pelo Tizé, devoramos de início, pelo preço de R$ 32,00, a saborosa porção de iscas de filé a milanesa com molho de queijo cheddar e batata frita. Uma pena que o padrão de qualidade não se manteve no segundo petisco, qual seja uma porção de joelho defumado acompanhado por batata cozida e molho de mostarda (R$ 42,00). Nela observamos um joelho não muito bem selecionado, haja vista o excesso de gordura nele encontrado, e um molho sobremaneira ácido, carecendo de maior equilíbrio. Já a batata, simplesmente cozida em água e sal, não cumpre o seu papel de fazer o contraponto a tanta gordura, até por ser escassa.

Pouco depois das 22h fomos informados de que a cozinha já se preparava para encerrar, e no dia seguinte li em algum jornal sobre o “toque de recolher” imposto pelo poder público aos bares daquela região. Dessa forma eximi o Tizé de qualquer culpa, já que de fato é a mais nova vítima de uma minoria conservadora que, por aqui, manda prender e manda soltar.

O atendimento, apesar de falho em alguns momentos, não chega a comprometer. Entretanto eu considero que o ambiente ainda seja o maior diferencial do Tizé, onde suas mesas se esparramam de encontro às do bar vizinho. Ocorre que, pelos demais aspectos, não considero valer a pena enfrentar uma fila de espera que por ventura surja ali, salvo quando movido por fatores subjetivos que não sejam comer e beber bem.


Notas Pedrão:

Ambiente: 4
Bebida: 3
Comida (peso 2): 3
Público: 4
Serviço: 3
Custo-benefício: 3

Notas Vivian:

Ambiente:4
Bebida: 3
Comida (peso 2): 4
Público: 4
Serviço: 3
Custo-benefício: 2

Média Final: 3,5 estrelas


Tizé Bar e Butequim
Rua Curitiba, 2205 – Lourdes
Tel: 3337-4375
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domingo, 11 de março de 2012

Outback - 19/02/2012

Depois de um bom tempo sem comparecer ao Outback, resolvemos voltar ao restaurante em meio ao carnaval belo-horizontino, na franca expectativa de não encontrar as costumeiras filas de espera. E foi exatamente o que nos aconteceu, pois apesar da casa quase tomada, ainda havia uma ou outra mesa a nos aguardar.


Na ocasião chegamos por volta das 21h, e logo após sermos conduzidos à mesa pela hostess, um dos garçons levou-nos a carta de bebidas. Foi um grande susto, devo dizer, me deparar com o Chopp Brahma de 300 ml por R$ 8,25. De outras vezes que estive por lá fora agraciado com uma rodada dupla de bebidas, a qual inexiste neste dia e/ou horário. Com o preço das cervejas long neck orbitando neste mesmo patamar, embarquei nas tais “canecas congeladas" de chopp Brahma, enquanto Vivian bebeu um delicioso suco natural de laranja com morango, que custa R$ 7,00.


Tão logo pedimos as bebidas chegou à mesa um ótimo pão australiano da casa, este quentinho e com o sabor do mel em evidência. Servido em uma tábua e acompanhado de manteiga, trata-se do couvert cortesia da casa.


Dentre chopps e sucos, pediríamos minutos após a Bloomin Onion (R$ 30,00), que é a famosa cebola empanada do Outback. Depois de cortada, temperada e frita inteira, seu aspecto lembra o de uma flor, da qual se retiram as "pétalas" para serem submersas em um ótimo molho que acompanha, por sua vez composto de maionese, catchup e especiarias. Sem dúvidas, uma original e apetitosa entrada, que deve ser inteiramente apreciada quando ainda quente.


Também na escolha do prato principal não inventamos, tendo sido novamente as Ribs on The Barbie (R$ 44,00) nossa escolha. As tais costelas de porco defumadas e grelhadas, regadas ao barbecue e servidas com fritas, constituem hoje um adorado petiscos, sendo encontrado inclusive em vários dos nossos butiquins. Entretanto, reconheço que a receita do Outback, onde recebe ainda a escolta de Cinnamon Apples (espécie de maçã em calda), esteja um pouco à frente das demais.


Para dar conta do batidão frenético a que se propõe o restaurante, uma turma de jovens garçons, bem ao estilo das demais casas do gênero. Apesar do tamanho esforço daquela moçada, fico ainda com o atendimento clássico, em que garçons se impõem com elegância, mostrando um bom conhecimento do seu produto.
 

O ambiente é agradável, com luz baixa sobre as mesas, muitas das quais redondas e apropriadas aos grupos maiores. Todavia estranhei a madeira rescendendo no salão, visto que o restaurante ainda não soprou a sua quarta velinha. O cheiro forte me lembrou, em dados momentos, do quase trintão Canapé Kneipe.


Ao final da brincadeira, cento e duas pratas para o casal, ante os trinta e poucos dispensados pelo amigo que nos acompanhava, o qual não consome bebidas alcóolicas e optou pelo refil de refrigerante (em torno de R$ 7,00). Assim sendo, julgo que o BOM Outback torna-se ainda mais vantajoso aos cocólatras (amantes de coca-cola), pois a este perfil de cliente destaca-se inclusive no quesito custo-benefício.


Notas Pedrão:

Ambiente: 4
Bebida: 4
Comida (peso 2): 4
Público: 4
Serviço: 4
Custo-benefício: 3

Notas Vivian:

Ambiente: 5
Bebida: 4
Comida (peso 2): 4
Público: 5
Serviço: 4
Custo-benefício: 3

Média final: 4 estrelas


 
Outback
Av. Do Contorno, 6061 - Loja 148 - Nível 1 (Pátio Savassi) - São Pedro - Belo Horizonte - MG
Tel: 3288-3763

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Atualizações:
1. Em 2013 os pratos tiveram os seguintes reajustes de preço: a Bloomin Onion foi para R$ 33,50, enquanto as Ribs on the barbie passaram a custar R$ 45,90.

2. Também em 2013, o bar Canapé Kneipe, citado nesta resenha, fechou as portas.
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quarta-feira, 7 de março de 2012

Baianeira - 18/02/2012


Curtíamos o Carnaval de bairro em BH quando, depois de algumas horas de pé, resolvemos ocupar uma das mesas externas do Baianeira, a fim de dar uma petiscada enquanto acompanhávamos os “finalmentes” do Bloco “Me empresta 10”. O Restaurante se localiza na mais conhecida esquina do Bairro Santa Teresa, e como o próprio nome diz, a Bahia exerce grande influência por ali.

Funcionando diariamente, inclusive no almoço de segunda a sexta quando trabalha com pratos executivos, a casa não raro participa dos festivais gastronômicos que acontecem na cidade, a exemplo do Restaurant Week. Aliás, era o penúltimo dia da edição 2012, mas em pleno sábado de carnaval um jantar não era o que procurávamos.

Ao pedirmos a primeira cerveja, a garçonete nos informara que a Brahma não estava gelada, empurrando-nos para a Original (R$ 5,50), em boa temperatura. Depois de algum tempo por lá observamos um freezer da Backer no interior do bar, e decidimos trocar para a Pale Ale, cuja garrafa de 600 ml custa R$ 7,00. Uma ótima cerveja, que lastimavelmente chegou pouco gelada à mesa, forçando-nos a voltar para a Original.

Na hora de “beliscar” não arriscamos, e fomos secos na porção de acarajé “meia a meio”, composta por camarões frescos e defumados em igual quantidade. Porém nem assim nos privamos de uma decepção, haja vista o gosto rançoso dos crustáceos frescos, e ainda o sofrível vatapá, cujo pão roubou a cena. E olha que o movimento da casa nem poderia ser usado como desculpa a esse desarranjo da cozinha, haja vista que a maior parte dos clientes apreciava apenas uma saideira depois de um dia de carnaval. Fato é que a sua cozinha baiana definitivamente não nos encantou.

Quisera eu, contudo, que esta tivesse sido a nossa maior decepção, já que a constrangedora sistemática adotada pelo restaurante para espantar os não clientes de seus banheiros conseguira ser ainda mais assustadora. Você vai ao banheiro, o funcionário lhe pede uma ficha, e você diz que não sabe de fichas. Ele lhe orienta a procurar pela garçonete, que por sua vez lhe solicita busca-la no balcão. A essa altura você já está mais do que arrependido de não ter procurado pelo poste mais próximo, mas em prol dos bons costumes segue todo o ritual, tentando compreender por qual motivo a garçonete não lhe explicou todo o fluxo logo que se sentou à mesa. 

Por volta de 21:30 outro garçom lhe pergunta se desejaríamos algo mais, e com espanto recebemos a notícia de que a casa, cravada justamente em uma esquina símbolo da boemia, desce as suas portas às 22h nos sábados. Não há bebum que resista a tanta regra, de sorte que rumamos para o maior curinga de nossa cidade, tomar as nossas saideiras e bater um Rochedão já de madrugada.


Notas Pedrão:
Ambiente: 3 
Bebida: 2 
Comida (peso 2): 2 
Público:3 
Serviço: 2 
Custo-benefício: 2 

Notas Vivian: 
Ambiente:3 
Bebida:2 
Comida (peso 2):1 
Público:3 
Serviço:2 
Custo-benefício:2 

Média Final: 2 estrelas


Baianeira 
Rua Bocaiúva, 3 – Santa Tereza 
Tel: 2552-0660 
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sexta-feira, 2 de março de 2012

Café Requinte - 18/02/2012


Ciente da fama do Café Requinte e do seu Feijão Tropeiro, voltei recentemente para experimentar o quitute deste bar e restaurante, onde em outras oportunidades já estive para almoçar. Situado dentro do Mercado Central, compõe o seleto grupo de três ou quatro casas que oferecem mesas e cadeira – no caso banquetas – aos clientes.Torna-se assim alvo fácil dos turistas que por ali circulam, os quais estranham o formato da maior parte dos botecos de corredor, onde se bebe e se come de pé.

Chegando por lá, em uma manhã de sábado, o lugar tomado como de praxe, tornando-nos praticamente penetras da boa prosa dos clientes mais próximos. Conhecendo bem este traço do nosso mercado maior, tratamos de pedir uma Heineken (R$ 7,00) para entrar naquele clima que nos é motivo de orgulho, que por sinal chegaria à mesa “vestida de noiva”.


Como já estávamos em nosso segundo bar daquela manhã, tendo sido a primeira parada motivada para que o chopp de trigo da Backer me fosse apresentado, tratamos de pedir o cardápio para uma petiscada, naturalmente dando início pelo tradicionalíssimo fígado com jiló (R$ 19,00), porção esta que honrou a importância do prato para o Mercado.

A clientela chegava e saia das mesas do Café Requinte, e a nossa turma firme no propósito de tomar boas rodadas da afamada cerveja holandesa da garrafa verde. Até que julgamos ter chegado o momento de experimentar o bem falado tropeiro do Café Requinte, que chega à mesa coberto por um ovo frito e escoltado por torresmo de barriga (R$ 21,00). E é justamente a honesta panceta o maior destaque do prato, deveras bom, mas não supera o Tropeiro do Silvio’s Bar como o melhor da cidade, seja no sabor ou pelo custo-benefício. Talvez o seu maior pecado seja a ausência de uma mineiríssima couve refogada a reboque, que particularmente considero indispensável aos tropeiros e às feijoadas.


O atendimento, diferentemente do encontrado em outros bares por ali, não é mais do que razoável. Porém nunca é demais lembrar que a tal taxa de serviço fica dispensada em qualquer dos bares do Mercado. Outro alerta que julgo pertinente, sobretudo aos que não tem o hábito de botecar por ali, é que se esteja preparado para ir embora cheirando a comida.

De segunda a sexta o Café Requinte oferece um bufê com o melhor da comida mineira, que alem do tropeiro inclui outros pratos da culinária mineira, tais quais o tutu de feijão e o leitão a pururuca. Na hora de pagar, um grande diferencial deste BOM boteco mediante aos seus pares, que é o recebimento de cartões de crédito e débito.


Notas:

Ambiente: 3
Bebida: 5
Comida (peso 2): 4
Público: 4
Serviço: 3
Custo-benefício: 3

Média Final: 3,5


Café Requinte
Av. Augusto de Lima, 744 – Mercado Central – Centro
Tel: 3213-8479
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