Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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sábado, 28 de julho de 2012

Boi & Birra - 22/06/2012

Com vistas a escrever resenhas cada dia mais justas e fidedignas, tenho buscado, sempre que possível, comparecer em cada um dos bares no mínimo duas vezes. E foi o que aconteceu no caso do Boi & Birra, onde realizei quatro visitas recentes.
Inaugurado há cerca de um ano, o novo bar do Gutierrez fica bem próximo à praça do bairro, e ocupa loja única de uma galeria na Rua Marquês de Valença. Como nenhum de seus pares funciona em período noturno, o Boi & Birra aproveita o considerável recuo de passeio existente por ali, onde distribui mesas que atendem a não menos do que 100 clientes.

Para o entretenimento destes, o bar disponibiliza duas LCD’s, que ficam estrategicamente posicionadas, podendo ser vistas de qualquer canto do bar. Logo, se é silêncio que o leitor procura, este boteco não será o mais apropriado. Por outro lado, a casa se torna uma boa opção quando se deseja assistir esportes em geral, destacando-se os jogos de Atlético e Cruzeiro, e também as lutas da emergente paixão nacional, o MMA.
Dentre as cervejas, o Boi & Birra trabalha exclusivamente com os rótulos premium da AMBEV, que patrocina a estrutura do bar, tendo fornecido de mesas a congeladores, passando por copos e letreiro luminoso. Os preços partem dos R$ 5,50 da Original, Bohemia e Brahma Extra, passando pelos R$ 5,90 de Serramalte e Budweiser, e chegando aos R$ 10,00 da Bohemia Confraria. Geralmente são servidas em boa temperatura, que por sua vez não perdura, haja vista a inexistência de “cervejelas” ou baldes com gelo. Oferece ainda um ou outro drink, além de refrigerantes e sucos em lata.
Falando da cozinha, esta funciona em um recinto de aproximadamente dois metros quadrados, que por sua vez ocupa quase a metade da loja. Daí a noção do espaço onde devem se virar um churrasqueiro e uma auxiliar de cozinha, o primeiro assando carnes já espetadas de antemão, e a segunda preparando os acompanhamentos e as frituras. Não há fogão ou fogareiro, mas tão somente uma churrasqueira, um microondas e duas fritadeiras.
O cardápio, que à primeira vista parece trivial, passa a ser considerado uma façanha depois de conhecida a minimalista estrutura do bar. Lista espetinhos de 200 gramas, cujos preços variam de R$ 8,00 (frango) a R$ 16,00 (picanha premium), todos acompanhados de vinagrete com farofa, ou algum dos cinco ou seis molhos sugeridos, como o barbacue e o madeira, dentre outros. Experimentei o último corte, que assim como o fraco molho chimichurri, não convenceu. Bem melhor foi a entrada de pão de alho, ao preço de R$ 6,00 com 4 mini unidades.
Além dos assados na brasa, também algumas frituras, seção essa batizada como petiscos. Uma boa linguicinha aperitivo (R$ 13,00), acompanhada por molho de mostada, ou as razoáveis fritas, pequenas no preço (R$10,00) e no tamanho. Há ainda quatro ou cinco combinados, que ao preço médio de 45,00, mesclam quatro ou mais variedades de carnes e acompanhamentos, e têm por pretensão atender no mínimo quatro pessoas.
Fora as opções acima listadas, também a carne de panela (R$ 13,00), e aqui vai uma dica: fuja dela, ali não é lugar para comer isto. Fique com os petiscos fritos e assados, e depois vá forrar em outro bar, se for o caso.

Falando sobre o atendimento, este se mantivera em um patamar razoável ao longo das minhas visitas. Mas se você é do tipo que gosta de rápidas reposições de cerveja, é possível que este aspecto não consiga a sua aprovação. Já os banheiros, tanto o masculino quanto o feminino, são individuais, e em dias mais cheios não será improvável a formação de filas à porta. Na hora do pagamento, a comodidade dos cartões de crédito e débito.

No fim das contas, é um bar mais para tomar cerveja gelada e menos para degustar petiscos originais, mais para assistir futebol e menos para ter conforto. Como nem todos estão procurando silêncio e cozinha inventiva, não duvido que mantenha a clientela já conquistada.

 
Notas:
 
Ambiente: 4
Bebida: 4
Comida (peso 2): 2
Público: 4
Serviço: 3
Custo-benefício: 3
 
Média final: 3 estrelas
 

Boi & Birra
Av. Marquês de Valença, 36 - Gutierrez
Tel: 2551-0069
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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Comida di Buteco 2012 - Bares do Prado

O bairro Prado, que propago sem medo de errar como um notável celeiro de botecos da nossa BH, tem aqui uma resenha específica para os seus dois representantes no Comida di Buteco 2012. E isso não se deve exclusivamente à qualidade dos seus bares, mas também aos pratos ímpares que Agosto Butiquim e Patorroco apresentaram no ano do queijo. Tão bons que ambos ficaram bem colocados no evento, o primeiro em sétimo, e o segundo no primeiríssimo lugar.

No disputado Agosto Butiquim conhecemos o “Julieta fez em trouxas Romeu embrulhadinho”, e para conseguirmos mesa aterrissamos por ali quando passava das 22h do feriado de primeiro de maio. Já no dia da divulgação da lista, este foi um dos três pratos que mais me chamou a atenção, e os seus inúmeros comentários favoráveis só fizeram que a minha expectativa aumentasse.

Por termos chegado tarde, receamos por um atendimento pouco amistoso, o que definitivamente não aconteceu. Ao contrário, fomos recebidos com um largo sorriso pela Joana, que como boa anfitriã, nos conduziu à mesa onde permaneceríamos sendo bem atendidos pelo garçom. Tratamos de ir pedindo o prato e uma garrafa de Original (R$ 6,00), que conforme já postado no grupo, chegara à mesa como canela de pedreiro.
Poucos minutos depois nos é servido o petisco, mas numa apresentação diferente da retratada na foto oficial. Ocorre que é com muita satisfação que digo isso, já que na verdade recebemos um prato muito mais caprichado do que o esperado. As fartas e carnudas costeletas suínas empilhadas, que podem ser regadas em um ótimo molho de goiabada a parte, fizeram com que eu me sentisse um verdadeiro ogro, tamanho o entusiasmo. O gosto de defumado é forte, é bem verdade, e os que não apreciam podem desagradar. Como este não é o nosso caso, tratamos de deixar apenas os ossos no prato.

Na mesma linha, é também insinuante o queijo canastra das trouxinhas, sabor que ao ser envolvido pela crocante casquinha torna este item outro ponto forte do prato. E é ai que entram as batatas, criticadas por muitos pelo suave tempero, mas que conseguem dar o necessário equilíbrio a um prato de sabores tão intensos.
Como já disse em outras oportunidades, em 2012 experimentei no mínimo uma dezena de ótimos pratos. Todavia o Agosto manteve-se um passo a frente dos demais não apenas por seu quitute, como também pela excelência impar adquirida ao longo dos anos. Por ali o ambiente é ótimo, a cerveja é gelada, o atendimento é primoroso, o banheiro é cheiroso, os preços são honestos e a cozinha dispensa comentários. Acho até bom que não recebam cartões de crédito, pois do contrário passaria até os meus arrochados finais de mês neste Botequim.

O segundo representante do Prado, que é justamente aquele que veio a se sagrar campeão, é um bar já consagrado no evento. Ousado, em 2012 o Patorroco retornou o estilo que lhe fez a fama, elaborando ao seu modo algum prato tradicional. Dessa vez a brincadeira teve como inspiração a culinária árabe, e para chegar ao seu quitute tratou de repaginar o chancliche, que é onde entra o queijo minas. Servido junto a finas fatias de lagarto na conserva agridoce e pãezinhos sírios, acompanha muito bem aquela cerveja gelada, e obteve inquestionável destaque dentre os 41 concorrentes. Atende bem a duas pessoas, ou a mais se a intenção for apenas petiscar.

Antes de nos sentarmos, uma fila de espera organizada, onde recebi a informação de que, caso desejasse cerveja antecipada, deveria me dirigir ao balcão para pedir. Depois de algumas informações desencontradas sobre a venda da bebida, consegui um geladíssimo copo de chopp, pelo qual paguei R$ 4,00 de antemão.
Já à mesa, recebemos cerveja gelada como nos bons botecos, porém vendida a preço de barzinho da moda em Lourdes (R$ 6,70), e ainda sem qualquer opção dentre os rótulos clássicos da AMBEV. Atendimento que não comprometeu e um ambiente bem agradável, com mesas no passeio e também junto à margem da rua. No fim das contas, estou certo de que a sua vitória tenha sido justa, e aos que ainda não foram conhecer o petisco eu sugiro que não demorem a fazê-lo!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Bar do Agostinho - 17/06/2012

A convite do Augusto Borges, responsável pelo Blog Augusto no Boteco, estivemos na casa do seu quase xará, o Agostinho. Digo casa porque é literalmente a residência do dono do bar, para não dizer anfitrião. Tanto que apenas na terceira passagem pelo local, depois de ter espiado pela greta e visto alguns engradados empilhados, acreditei que o pitoresco boteco poderia ser ali mesmo. Certo é que a velha Brasília, parada na garagem frontal, contribui bastante com o disfarce.

Depois de devidamente recepcionado pelo Sr. Agostinho, que me explicou os dissabores que lhe forçaram a manter fechada a porta, fui conduzido ao "ambiente bar", onde a cllientela não tem como se sentir mais em casa.
Nos unimos então ao Eugênio Raggi, notável seguidor do blog do Augusto, que já estava por ali com a sua família. Daí em diante pude tomar aulas de vários mestres da arte de botecar, todas elas regadas por Brahma a R$ 5,00 e Original a R$ 5,50.

Quando quisemos petiscar, o Agostinho nos passou as opções do dia, e demos início pela linguiça, que custa R$ 5,00 cada pedaço, de excelente qualidade vale dizer. Verdadeiro tira-gosto de boteco.
Mais tarde experimentaríamos o bifão a milanesa (R$ 25,00), certeiro como o primeiro quitute por também ser simples e saboroso.
Além da cerveja gelada e dos bons petiscos, o bar já foi palco de apresentações musicais em um período não muito distante. Aliás, conforme informação do cliente Eugênio, estávamos no segundo ponto do boteco, que ganhou fama, inclusive por meio da música ao vivo, em um primeiro endereço ali mesmo no Prado.

Como grande parte dos botecos legítimos, não tem maquinetas de cartão, porém recebe cheques. A conta no patamar das quarenta pratas por cabeça não se mostrou mais vantajosa que as de seus pares, mas por outro lado vivemos algumas horas de abundância.

Vale lembrar que o encontro foi o pontapé inicial para o Off CdB, em um segundo momento apelidado de CdB genérico, que visa justamente o resgate daquela butecage legítima, com menos regras e mais descontração. E que assim seja.


Notas:
Ambiente: 4
Bebida: 4
Comida (peso 2): 4
Público: 4
Serviço: 3
Custo-benefício: 3

Média final: 3,5 estrelas

Bar do Agostinho
Rua Calcedônia, 109 - Prado
Tel: 3334-5576
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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Ouro Beer - 09/06/2012

No Ouro Beer voltamos ainda na estréia de Ronaldinho Gaúcho no Galo, e lá chegamos com o jogo prestes a se iniciar. Aliás, li dia desses na nova Veja BH, cuja seção de Bares tenho apreciado bem, que esta casa seria reduto de cruzeirenses, mas ocorre que não foram uma ou duas vezes que lá estive para assistir a jogos do Galo. Sinceramente, não me vem à cabeça sequer um bar genuinamente azul, assim como para os alvinegros há o Bar do Salomão, o Bar do Mandruvá e o Maria da Fé Botequim, dentre outros. De toda forma, peço aos amigos e leitores cruzeirenses que, se possível, satisfaçam a curiosidade deste blogueiro.
Chegando por ali, conseguimos uma das últimas mesas disponíveis, de onde foi possível assistir o jogo e, claro, bebericar algumas garrafas de Brahma gelada, que custam em torno de R$ 5,00. Já a Vivian escolheu uma dentre as poucas opções de suco em polpa.
No intervalo da partida pediríamos dois pães de alho, honestos, e também uma chapa de contra filé com fritas, que ao preço médio de R$ 25,00, atende a não mais do que três pessoas. 
Antes deste trivial petisco havíamos perguntado sobre as comidas de boteco anunciadas no cardápio, como carne de panela ou moela ao molho, porém estavam todas em falta. E com o final do jogo, Vivian tomou um caldo de feijão com mandioca, também honesto.

O atendimento não é dos mais ágeis, carecendo que seja acionado vez por outra, o que apesar de tudo  não copromete. Já os banheiros são amplos e razoáveis quanto à limpeza. No pagamento recebe cartões de crédito e débito, e eventualmente a casa coloca alguns itens em promoção, sobretudo nos dias e horários de menor movimento.

De frente ao bar o recuo do passeio comporta na faixa de dez veículos, o que se caracteriza como uma ligeira vantagem frente aos bares da vizinha Avenida Fleming. Isto caso o leitor esteja a procura de um lugar mais familiar e menos glamouroso, para tão somente assistir o futebol ou levar as crianças. Do contrário, vale arriscar-se pelos points da badalada Avenida.


Notas Pedrão

Ambiente: 3
Bebida: 4
Comida (peso 2): 3
Público: 3
Serviço: 3
Custo-benefício: 3

Notas Vivian

Ambiente: 4
Bebida: 3
Comida (peso 2): 4
Público: 3
Serviço: 3
Custo-benefício: 3

Média Final: 3,5 estrelas


Ouro Beer
Rua Manoel Elias Aguiar, 140 - Ouro Preto
Tel: 3498-4329
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