Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Churrasquinho São Nunca - 11/07/2012

Estive, a convite de um amigo, no Churrasquinho São Nunca, que fica no número 1688 da Rua Platina, no Calafate. Seguindo a fórmula já conhecida, em que as fichas previamente adquiridas são trocadas por cervejas long neck e espetinhos, este bar não deixa de apresentar as suas peculiaridades. A principal delas é a música, ao vivo ou eletrônica, que é ofertada à clientela. Nos dias em que não há apresentações, os telões exibem clipes de sertanejo universitário e arrocha, e nos demais há shows de bandas de pagode e duplas sertanejas. Tudo contribuindo para um clima de azaração, que em meio à nossa provinciana capital, não se sabe até onde perdurará.
O segundo diferencial é a oferta de churrasquinhos não encontrados nos concorrentes da região, tais como os medalhões de kafta e de queijo, além do espetinho de frango com alho. Em meio à proliferação de botequins desse segmento, acho interessante que busquem a sua própria identidade. Ainda no que se refere aos petiscos, a única ressalva fica por conta da fraca estrutura da churrasqueira, o que torna necessário aguardar pelo preparo de cada espeto. 
A terceira e última vantagem do São Nunca é o ambiente da casa, que dispõe de uma área coberta e outra descoberta, muito interessante para os dias quentes. Entretanto cabe aqui mais um porém, no caso referente à exaustão da fumaça, que por ali é pouco eficiente. Isso acaba por enfumaçar até mesmo a porção ao ar livre, deixando a todos com aquele cheirinho característico. Assim, recomendo ao leitor que não permaneça, em hipótese alguma, na parte coberta do bar.
Falando das bebidas, estas nem sempre estão geladas, aspecto que acaba por se tornar o maior pecado do São Nunca. Servidas em long necks de 350 ml ou mesmo nos novos recipientes de 300 ml, dependendo da sorte do cliente, não ache estranho se em um dado momento da noite elas se transformarem em latas de Budweiser. É que, como os clientes são muitos e os congeladores são poucos, há que se recorrer ao improviso para saciar a sede da freguesia.
Se for ao banheiro, que também me parece improvisado, programe-se com alguma antecedência, já que as filas são comuns sobretudo no toalete feminino. Na compra das fichas, tanto o cartão de crédito quanto o de débito são aceitos, e na hora de embora muito cuidado, já que a segurança nos arredores daquela praça do Calafate não tem sido das melhores.


Notas:

Ambiente: 3
Bebida: 1
Comida (peso 2): 3
Público: 3
Serviço: 3
Custo-benefício: 3

Média final: 2,5 estrelas


Churrasquinho São Nunca
Rua Platina, 1688 - Calafate
Tel: Não encontrado
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domingo, 26 de agosto de 2012

Comida di Buteco 2012 - Grajaú e Gutierrez

Em um novo capítulo de nossas peripécias durante o Comida di Buteco 2012, compartilho hoje a nossa experiência nos últimos três bares da Região Oeste de BH, estes sitos nos bairros vizinhos Grajaú e Gutierrez.

No primeiro deles, que foi o Pimenta com cachaça, comparecemos para experimentar o "Di cumê rezano". Isso aconteceu em um sábado, e logo ao chegar pudemos ver, nas mesas vizinhas, como o prato chama a atenção pela irretocável apresentação, nota 10! Sentamos e pedimos um bom suco de maracujá e uma garrafa de Original, que chegou à mesa geladaça, mas é vendida ao exorbitante preço de R$ 6,70. No início da tarde a casa ainda não estava na lotação máxima, e o atendimento deu conta do recado, outro 10!

O prato chegou e observamos ser, no geral, fiel à foto, com a exceção do angu, que estava sobremaneira ralo e sem cor, bem diferente do divulgado. No que tange ao sabor, considero que tenha faltado um pouco mais de tempero, e um pouco mais do gosto característico no frango ao molho pardo. Penso que talvez tenham dado uma suavizada, visando não desagradar o sem número de clientes urbanóides que aparecem por ali neste período.
Por outro lado, os demais itens estavam todos dentro do esperado, destacando-se o ótimo molho de açafrão do segundo frango, o delicioso molho de ora-pro-nobis, e o marcante molho de pimenta, forte como deve ser e sem nenhuma descaracterização. O prato, com o acompanhamento de pão com azeite e ervas, atendeu bem a duas pessoas, e teve a nossa aprovação.

O segundo que visitamos naquele dia, este representante único do bairro Grajaú, fora o Geraldim da Cida. Apesar do agradável ambiente de sempre, com várias mesas espalhadas pelos dois lados da rua e comportando toda a clientela, foi o bar onde menos permanecemos. A breve estada foi devida ao vagaroso atendimento, nem tanto culpa dos garçons que ali trabalhavam, mas pelo restrito quadro de funcionários para um sábado de evento. Apesar disso a bebida estava gelada (R$ 6,00 a Original), porém sem qualquer opção da linha clássica da AMBEV. Já os banheiros poderiam estar um pouco mais limpos.
Depois de recebido o prato, observamos que a apresentação é completamente diferente do divulgado. Aliás, gostaria de saber o que acontece com este bar, que pelo segundo ano consecutivo não apresenta o que promete. Ano passado havia na descrição um molho de salsão acompanhando o petisco, que ao que me consta nunca foi servido a ninguém. E em 2012, os coloridos legumes da foto foram substituídos por batatas cozidas e regadas por um molho branco. Além disso, a quantidade de filé da fotografia oficial seria reduzida à metade, e o corte em diminutas iscas definitivamente não seria o adequado. O resultado foi um prato trivial, sem a harmonia esperada entre o filé e seus acompanhamentos. Isso torna claro, sobretudo às pessoas de paladar mais conservador, que a qualidade da carne, por si só, não faz um bom prato.

Por fim, o Bar do Doca seria a nossa última parada daquele sábado, e quando lá chegamos, às 22:30h, a hostess já sinalizava para o encerramento das atividades. Logo surgiram mesas, mas como a prosa estava boa, ficaríamos mais um tempo de pé tomando a nossa cerveja, que ali também é comercializada por valores acima da média (R$ 6,50 a Original), porém sempre geladas.

Apesar da boa vontade que os garçons demonstravam naquele dia, concordo que não possuem a destreza típica dos profissionais mais experientes do ramo, aspecto reconhecido pelo próprio Doca. Este, por sua vez, encarregou-se do nosso atendimento, tornando raro o nosso contato direto com a sua equipe, e não deixando nos faltar as bebidas. O banheiro limpo e o ambiente animado completam a minha avaliação dos itens secundários.
Falando do prato, é notável a diferença com a fotografia oficial. O original é servido com duas variedades de trouxinha, sendo a primeira cozida e composta por lombo suíno e recheio de tomate seco, e a segunda empanada e constituída de queijo envolto por bacon. Servidas em boa quantidade, ambas são criativas e saborosas, porém a cereja do bolo fica para o final: pastéis de vento para que se aproveite por completo a deliciosa cama de queijo ao molho, completando assim o retorno em grande estilo deste tradicional bar ao concurso.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Bar Mercado Central - 28/07/2012

Era um sábado em meio ao primeiro Fim de Semana de Olimpíadas, quando ao circularmos pelo Mercado Central, lá pelas onze da matina, observamos que no bar homônimo as pessoas estavam completamente vidradas nos seus televisores. Momentos depois, já na segunda cerveja, a confirmação: primeira medalha de ouro do judô feminino. Logo notamos que a clientela do Bar Mercado Central, onde predomina a meia idade, tem experiência e, por que não dizer, faro apurado.
Em meio ao aperto comum a todos os bares por ali, que se pontecializa em um sábado de manhã, bebericamos as duas primeiras garrafas de Original (R$ 6,50) geladíssimas, as quais seriam sucedidas por uma terceira em temperatura inadequada. Estávamos muito exigentes ou a magia da cerveja do BMC havia se esvairado junto com a proibição das “garrafas avuadoras” de outrora? Elucubrações à parte, migramos para a Brahma, que nos acompanhou até o fim da estada, mesmo que também não estivesse lá essas coisas.
Na hora de beliscar, o tradicional e certeiro fígado com jiló acebolado (R$ 17,00), é claro. Mas não sem antes relembrar de outra grande especialidade daquele boteco, qual seja o pastel de bacalhau (R$ 3,20 a unidade). O quitute, que acompanhado da boa pimenta servida na casa fica ainda melhor, mostrou porque continua fazendo a fama do bar.
Ao final, tivemos de nos dirigir ao caixa para acertarmos a conta, e aí o segundo desapontamento depois das cervejas apenas frias: por ali se cobra a taxa de serviço, que no meu entendimento é inapropriada tanto em função do diminuto espaço do boteco, quanto por ser uma prática não adotada pelos demais bares do nosso mercado maior. Nada que pedir o pastel de bacalhau para viagem não resolva, enfim.

Notas:

Ambiente: 3
Bebida: 2
Comida (peso 2): 4
Público: 4
Serviço: 3
Custo-benefício: 3
Média final: 3,5 estrelas

Bar Mercado Central
Av. Augusto de Lima, 744 - Centro (Mercado Central)
Tel: 3785-7444
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domingo, 19 de agosto de 2012

Comida di Buteco 2012 - Lourdes e Santo Agostinho

Em mais um capítulo da retrospectiva do Comida di Buteco 2012, falamos hoje dos pratos que experimentamos em dois dos bairros nobres de BH, em bares do Santo Agostinho e de Lourdes.

No Ali ba bar, o primeiro que fui, estive para conhecer o "Lagarto na moita", mas não sem antes beliscar uma boa xuranha (R$ 4,00 na ocasião, sendo aumentado posteriomente para R$ 5,00). Destaco que até conseguirmos a mesa, deixamos o nome na fila de espera, e ainda passamos por uma daquelas mesinhas altas, fluxo este muito bem organizado pelo Gerente, que vez por outra ainda auxiliava os garçons, os quais pareciam desorientados com o vultoso movimento daquele dia.

Cerca de meia hora depois, com a mesa já tomada pela turma, solicitamos o aguardado petisco, em que a carne é acompanhada por pimentão verde, pimentão vermelho, cebola e azeitonas, todos cortados em finas fatias e cobertos por queijo minas e tomates italianos. Boa criação, com a possibilidade de se aproveitar o suculento caldinho ao final do prato com o pão francês, que acompanha o petisco. Porém considero que o tamanho do prato, que atendeu a cinco pessoas, tenha sido o seu maior destaque na ocasião, sobretudo se comparado à concorrência. O ponto negativo fica por conta do sal, que apareceu em relativo exagero, por certo em função da combinação dos ingredientes.
Cerveja gelada, porém em consonância com a ditadura da AMBEV durante o festival, e ainda custando R$ 6,50 cada garrafa de Serramalte. Higiene satisfatória e o ambiente sem igual do Ali Ba Bar, que é um dos bares que mais frequento ao longo de todo o ano.

O segundo do Santo Agostinho, a três quarteirões dali, é o Bar Peixe Frito, onde também frequento com assiduidade. Trata-se de um butequim que beira à excelência nos quesitos atendimento e cerveja gelada, além do que sabem fritar um peixe como poucos.

Durante a minha visita para o Comida di Buteco, os quesitos acima voltaram a suprir as minhas expectativas, porém do prato "Tentação de Minas" (R$ 22,90) eu não gostei. Nele, os bolinhos de tilápia foram fritos um pouco além do necessário, aspecto este que, combinado com o recheio de queijo, tornou o sabor do peixe praticamente imperceptível. Penso que se a combinação tivesse sido feita com o seu já tradicional bolinho de bacalhau, cujo sabor é bem mais insinuante, o resultado poderia ter sido melhor.
Por ali cada garrafa de Budweiser custa R$ 6,30, e podem ser pagas no cartão de crédito ou débito. Recomendo a visita aos que ainda não puderam experimentar quaisquer dos pratos que dão nome a casa, estes sim imbatíveis.

Finalmente, aquele que seria o representante único de Lourdes na edição de 2012, qual seja o Chamego's Bar. Curiosos para conhecermos o "Uai Pode! Uai pede!", estivemos por ali em uma terça-feira, o que foi favorável já que a turma era grande. Quando chegamos havia uma pequena espera para uma mesa que fosse compatível, lista essa controlada pessoalmente pelo Ricardo, dono do bar, que nos recebeu muito bem.

Depois de acomodados, bebericamos de Serramalte a Original, ambas custando R$ 6,00 e servidas em boa temperatura. O atendimento não comprometeu, e a higiene estava dentro do esperado.

No que se refere ao prato, considero que seja um bom quitute, mas sem nada que surpreendesse. Os cubos de frango estavam bem temperados, e eu sugeriria apenas que o molho de queijo fosse um pouco mais encorpado. Os espetinhos que acompanham, de salsicha com queijo, deram alguma cor ao petisco, e as torradas com orégano permitem se aproveitar o molho até o fim.
Recentemente voltei para experimentar o seu afamado PF, experiência que compartilharei por aqui em breve. Por ora, registro o alerta quanto ao não recebimento de qualquer espécie de "dinheiro eletrônico" por ali, seja cartão de crédito, de débito ou tíquete. Assim, vá prevenido.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Odeon - 06/07/2012

O imóvel de esquina que hoje abriga o Odeon, em seu segundo pavimento, definitivamente não me é nenhum estranho, já que desde criança o observava ao ir brincar na praça. Na ocasião em que finalmente fui conhecer o interior do sobrado, levei o meu pai, que de cara me lembrou das peripécias do Tio Lilito. Pé de valsa inveterado, foi aquele um dos salões onde muito bailou durante a década de 50.

Sessenta anos depois, ao que parece pouco foi modificado na antiga construção. As escadas, apertadas e com degraus em alturas diferentes, levam a um salão de ambiente único, iluminado por luz indireta e refrescado pelo generoso vento daquela noite. Das poucas referências que consegui colher para a visita, apenas uma matéria on line do Estado Minas e uma resenha do colega Augusto Borges, ambas alertando para o cardápio enxuto da casa. Foi exatamente o que vimos depois que escolhemos a mesa e fomos atendidos pelo garçom, que vale ressaltar, esteve sempre atento.

Para dar início pedimos uma Backer Pale Ale, ao preço de R$ 10,00, substituindo por outra mais leve em seguida, no caso a Original (R$ 7,00). Suco para a esposa não tinha, mas a boa música ambiente fez pano de fundo para nossas divagações sobre o cinema homônimo na Floresta, que há uns 20 anos atrás cedera lugar a mais uma Igreja Universal. Tendências da época, por certo.

Mais tarde começamos a pensar em algo para beliscar, e em meio ao joelho de porco com maçã, de R$ 45,00, e o filé aos quatro queijos, de R$ 42,00, ficamos apenas na entrada, qual seja uma porção de seis pastéis por R$ 15,00. Com a metade deles preenchida por carne moída, e a outra metade por escarola, considero que seja uma ótima opção de petisco, ainda mais quando a massa é de primeira qualidade.

Pagamos com cartão de débito, já que a casa o recusa na modalidade crédito, descemos as escadas e tomamos o rumo de mais um bar em Santa Tereza. Pelo pouco que permanecemos no Odeon, foi possível entender que ali não é lugar para se fartar, ainda mais quando se tem um amigo ogro à mesa.


Notas Pedrão

Ambiente: 4
Bebida: 4
Comida: 5
Público: 4
Serviço: 4
Custo-benefício: 3


Notas Vivian

Ambiente: 4

Bebida: 3
Comida: 4
Público: 3
Serviço: 3
Custo-benefício: 3


Média final: 4 estrelas



Odeon
Rua Adamina, 125 - Santa Tereza
Tel: 2514-8487
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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Comida di Buteco 2012 - Serra e Funcionários

Dando sequência à retrospectiva do Comida di Buteco 2012, falamos hoje de dois tradicionais bares da Região Centro Sul, que são o Estabelecimento e o Barbazul.

O quitute do primeiro deles era um dos que eu mais desejava conhecer, expectativa esta motivada pelo prato do ano anterior, o delicioso e injustiçadíssimo “Falando Abobrinha”. Devo dizer, porém, que essa expectativa não foi superada, o que por outro lado também não exime de mérito o tira-gosto, sobretudo pela sua criatividade. Afinal, “costelinha de porco espinho” e “petit queijô” não são coisas que costumamos ver por aí.

Houve um cuidado no que se refere à apresentação das costeletas, que apesar de tudo não conseguiram o destaque que mereciam enquanto componente principal. Já o petit queijô, espécie de batata grosseiramente prensada e coberta por um molho de cor branca com limão e ervas, é suave e inovador, porém eu entendo que não tenha harmonizado perfeitamente com a carne. Assim sendo, atribuo o conceito bom ao prato.

Vale destacar o aprazível ambiente da casa, que faz a diferença. Já o atendimento se mostrou comprometido, mesmo com parte da equipe sendo temporária, e a Brahma, na ocasião vendida a R$ 5,50, se manteve gelada em praticamente toda a nossa estada.

Quanto ao Barbazul, diferentemente do que imaginei do prato pela foto, trata-se de uma porção farta em carnes, com apenas uma fina camada de queijo cobrindo a língua ao molho. Apesar disso, o aroma e o gosto de tempero industrializado roubaram a cena, tornando o prato muito menos interessante do que poderia ser. Na tentiva de suavizar o seu sabor lançamos mão do purê de batatas em forma de ratinho, que para tamanha missão acabou se mostrando pequeno.
Falando dos itens secundários, o atendimento foi satisfatório, o que não se pode dizer da temperatura da cerveja (Original a R$ 5,50 quando servida em um balde com 4). Pecou também por não estar oferecendo o seu famoso pernil no dia da nossa visita, mas ao menos o ambiente de bar permanece como um dos melhores da cidade.  


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Prato Feito, o famoso PF - Cinco opções em BH

Que este blog comparece com frequência aos bares e restaurantes de BH que comercializam Prato Feito, o conhecido PF, não é novidade para ninguém. Entretanto a lista de opções que descobrimos vem aumentando, e portanto compartilhamos aqui as boas novas desse segmento que tanto apreciamos.

Em julho de 2012 conhecemos e revisitamos vários lugares, e o primeiro deles foi um velho conhecido nosso, que é o Quase Nada. Há tempos queria retornar para ver a quantas anda, entretanto dei com a cara na porta em duas oportunidades, ambas por volta das 14h. Na terceira tentativa fui mais cedo, às 12:50h, e mesmo assim não consegui chegar à tempo de ter disponíveis todas as opções do dia. Aliás, as combinações daquela oportunidade eram as mais estranhas possíveis, a exemplo do frango ensopado com feijão tropeiro, ou da carne moída com batatas fritas.

Como naquele dia queria comer o tradicional feijão em caldo, optei pela segunda alternativa, cujo prato médio custa R$ 5,50, e já inclui o ovo frito. Pela salada, disponível em um bufê a parte, se paga R$ 1,00 para comer a vontade.
Como se vê, os preços continuam camaradas, e apesar do restrito horário e da insistência no tal óleo composto em substituição ao azeite, que me levam a crer que não leram a resenha onde reclamo disso, o Quase Nada, que aceita qualquer cartão como pagamento, se mantém como o PF de melhor custo-benefício da cidade.

Outro que visitei durante o mês de julho foi o Trem Gostoso, que fica na esquina de Silva Lobo com Xapuri, no bairro Grajaú. Em uma pequena loja, onde apenas cabem a cozinha e o caixa, são preparados diariamente dois tipos de pratos feitos, nos tamanhos pequeno (R$ 6,00) e grande (R$ 7,00). A clientela se acomoda em qualquer das mesas de plástico dispostas no recuo do passeio, algumas delas contando com guarda-sóis, indispensáveis para os dias de céu aberto.
Apesar do bife de porco bem passado, ponto de cozimento que não é o meu preferido, o PF do Trem Gostoso foi aprovado. Um dos seus maiores atributos é a farta salada, que no dia da visita era composta por cenoura e beterraba cozidas, além de alface e tomate. Pecou apenas por não ter sido servida à parte, mas apesar disso pode ser temperada com azeite de oliva. O atendimento é simpático, e como pagamento recebem cartões de crédito e débito.

Como já tem se tornado regra, em toda procura de pratos feitos que fazemos, encontramos também algum prato executivo. E dessa vez não foi diferente, pois é nessa categoria pretensamente mais sofisticada que se enquadra a refeição do Emporium União. Integrando um escasso rol de restaurantes especializados em pescados, é no horário do almoço que trabalham com essa modalidade, a um preço que varia de R$ 16,80 a R$ 23,80.

Já que trabalho e moro perto dali, compareci em três dias diferentes. Na primeira oportunidade experimentei a deliciosa tilápia acompanhada de arroz branco e purê de batatas (R$ 19,80), que segundo o garçom é o prato executivo que mais vende.
Depois voltei e conheci o ótimo risoto de camarões (16,80), que seria a melhor das três experiências.
Já na última visita fui de risoto novamente, porém desta vez de mexilhões, que esteve aquém do anterior.

Cabe ressaltar que todos os pratos são precedidos por um honesto mix de folhas, que como os pratos, são levados à mesa por um solícito garçom.
Apesar do bom serviço, a casa se diferencia de outras do segmento ao não cobrar os 10% de serviço no horário do almoço, prática esta pra lá de honesta. Como pagamento admite cartões de crédito e débito.

O quarto PF que compartilho aqui é o do Amarelim do Prado, bar tradicional localizado no número 658 da Avenida Francisco Sá. Lá compareci em duas oportunidades, sendo que na primeira experimentei o farto prato abaixo ilustrado. Composto por arroz, feijão, bife de fígado acebolado, mandioca ensopada e couve, trata-se de uma substanciosa refeição, que ao preço de R$ 7,50 (ou R$ 6,50 na versão “mini”) alimenta até os mais famintos.
Já da segunda vez optei pelo bife de porco acebolado, acompanhado por angu e quiabo, além de salada de alface e tomate. A casa peca por não receber o cartão de crédito no horário do almoço, e por não dispor ao cliente o azeite de oliva, porém oferece uma pimenta de boa qualidade.

Para a última visita que relato hoje, no caso ao Cheiro e Sabor, recebemos indicação do colega blogueiro Augusto Borges, e também do jornalista de gastronomia Rusty Marcellini. Neste restaurante fomos duas vezes, tendo maior sorte na primeira, quando degustei um delicioso prato composto por arroz, feijão, carne moída, quiabo, angu e mostarda, além de alface, tomate e cenoura cozida à parte.
Na minha segunda visita, ocasião em que a refeição estava apenas regular, fui de peixe frito com purê de batatas, que além dos indispensáveis arroz e feijão, chegou à mesa novamente acompanhado por três tipos de salada. O lugar, de clientela predominantemente masculina, tem cada um dos assentos disputados, e recebe todos os cartões como pagamento. Os pratos do Cheiro e Sabor, que fica no encontro da Rua Tupis com a Tenente Brito Melo, custam R$ 7,50 na versão maior, e R$ 6,50 na reduzida.

Em resenha futura, que postaremos em breve, serão compartilhadas outras cinco experiências recentes que tivemos. Por hora agradeço a todos os amigos e leitores que contribuem com suas valiosas dicas, estas indispensáveis ao blog. Naturalmente ainda não foi possível conhecer todas as indicações, mas ficamos satisfeitos ao encontrar, em cada canto de BH, um novo prato de comida quentinha e saborosa.



terça-feira, 7 de agosto de 2012

Comida di Buteco 2012 - Bares da Pampulha

Falando de mais três pratos criados para o Comida di Buteco 2012, compartilhamos hoje as nossas impressões sobres os representantes da Pampulha, todos eles estreantes: Botecão do Leão, Recanto da Macaca e Zoo Bar.
O primeiro que visitamos foi o Botecão do Leão, cujo ambiente considerei interessante ao conhecer. Para debutar no evento, inscreveu um prato cujo maior atributo é a fartura, já que a combinação de duas frituras tornou o tira-gosto pesado, além de não ter apresentado nada de inovador. Composto por medalhões de frango e pasteizinhos de milho com queijo, fora batizado pelo bar como Surpresinha Minheira.

O atendimento estivera razoável, não comprometendo, porém a cerveja poderia estar mais gelada. Vale registrar que o meu rótulo preferido sofreu um aumento de quase 30% para o início do festival (de R$ 3,90 para R$ 5,00), o que entendo como um disparate. Não recebe cartões de crédito, apenas os de débito.

O segundo da região que visitamos fora o Recanto da Macaca, onde estivemos pela primeira vez. Pelas breves passagens que fiz no ambiente interno, me pareceu mais um naquele estilo “bar bistrô”. Como bons butequeiros que somos, optamos pela última mesa disponível no recuo da calçada.
Ao perguntarmos sobre as cervejas disponíveis, nos informaram haver somente as da linha “premium” da AMBEV, recado seguido da ressalva de que a Bohemia era a mais gelada. Como macaco velho não põe a mão na cumbuca, recusamos a "cerveja oficial" até em protesto contra esse tipo de atitude, e fomos de Original ao preço de R$ 5,50, valor aceitável, assim como a sua própria temperatura.

Já o petisco não convenceu, seja pela pouca criatividade, pelo sabor previsível ou pela apresentação comedida. Definitivamente não considero justo dispensar R$ 20,00 por oito diminutas almôndegas, e a situação infelizmente pioraria um pouco, quando passamos a ser frequentemente “informados” de que o bar estaria encerrando o expediente.
Por fim, o último da Pampulha, mais precisamente na Avenida que circunda a Lagoa. No Zoo Bar estivemos em um domingo, e gostei muito do que vi. Ambiente dos mais agradáveis, atendimento bom e banheiros limpíssimos, recebendo ainda o cartão de crédito como pagamento.

Destaco que dentre os bares já visitados até o momento, este foi o segundo onde encontrei a cerveja Antarctica (R$ 5,50). Porém o rótulo não estava dos mais gelados, obrigando-nos a migrar para a "irmã" mais cara, a Original.
Sobre o prato, considero que seja o melhor tira-gosto com peixe dentre os três que participaram concorreram Tilápia saborosa e muito bem frita, acompanhada de bolinhos de mandioca com bacon razoáveis, e ainda molhos de queijo e de ervas. Pela combinação dos fatores, o Zoo Bar foi um dos que já garantiu presença para 2013.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O Rei Espetinhos - 03/07/2012

Em uma terça-feira dessas passava pela Av. Francisco Sá, indo do Bairro Santo Agostinho para os Churrasquinhos do Luizinho, quando de repente avisto um alvoroço no lado direito da rua. Seria alguma festa? Alguma casa de eventos? Foi o que imaginei ao notar que as pessoas tomaram, inclusive, metade da pista da Avenida, obrigando os motoristas a se desviarem pela contramão para que evitassem um atropelamento.

Chegando à mais tradicional casa de churrasquinhos de BH, ouço o murmurinho: O Rei dos espetinhos estava sendo reinaugurado naquele dia, agora ali também, na Francisco Sá. Na mesma hora me lembrei de que fora convidado para este evento, porém não havia associado o nome ao lugar, que em seus primeiros anos de vida funcionou também no Prado, porém em uma loja no alto da Rua Turquesa, próxima à igreja do Bairro. Pensei em esperar alguns meses para então conhecer o novo ambiente do bar, entretanto isso não foi necessário, haja vista que a lotação absurda se restringiu àquele 26 de junho. Assim, foi no mês seguinte, em julho, que realizei duas visitas ao “Rei”.

Há quase dez anos assisto bares inspirados no Luizinho abrindo e fechando por aí. Alguns duraram pouco, como foi o caso do Churrasquinho do Lero, na Rua Montes Claros, que desceu as portas em definitivo no ano de 2006. Outros, como o Espetim Lourdes, na Rua Santa Catarina, e o Churrasquinho do Primo, que ocupa o famoso imóvel na esquina de Turquesa com Chapecó, jamais foram sucesso de público como o precursor. Entretanto o Rei dos churrasquinhos parece ser diferente.

Em primeiro lugar porque já se transferiu para o novo endereço com uma clientela já fidelizada. Em segundo porque tem as suas armas para garantir o sucesso de público, como o samba do sábado à tarde, que é próprio dele. E em terceiro lugar, porque no geral trabalham bem, servindo espetinhos de qualidade e cervejas sempre geladas.

Falando das visitas em si, logo ao se entrar no bar é possível entender o motivo de tanta gente na rua: o espaço, apesar de maior que o anterior, ainda é bem restrito. Instalado em uma casa melhor acabada, com belas pias e um grande espelho, o Rei dos churrasquinhos peca pelo diminuto tamanho dos banheiros, e também pelo mau planejamento da churrasqueira, cuja fumaça simplesmente defuma toda a clientela que esteja escada acima. O atendimento, absolutamente informal, é bem camarada, mas a gerência peca em permitir que se fume no interior do bar, que é todo coberto. Sendo assim, nem pense em dizer à esposa ou marido que chegou tarde por estar fazendo hora extra no escritório, já que o cheiro de fumaça lhe desmentirá na hora.
Sobre os espetinhos, entendo que sejam bons, mas em sabor não superam aqueles oferecidos pelo bar que serviu de inspiração ao “Rei”. E aqui esclareço que se torna impossível não comparar os dois estabelecimentos, já que até o espetinho de frango envolto por queijo parmesão, criado pelo Luizinho para o Comida di Buteco 2005 e batizado como “Show do Milhão”, é imitado por ali. Sei que muitos dos clientes sequer petiscam, mas entendo que os seus donos devam trabalhar em alguma nova criação, até para conferir maior identidade ao bar.
Quanto às bebidas, serve-se refrigerante e suco em lata além das cervejas, que são oferecidas geladíssimas e no formato long neck. A maior parte dos rótulos é da AMBEV, a exemplo de Skol, Brahma, Budweiser, Brahma Extra e Stela Artois, porém há também a Heineken. Como os espetinhos, custam R$ 3,50 cada unidade, e as fichas necessárias para o seu consumo podem ser pagas inclusive no cartão de crédito, o que considero uma grande vantagem ante os concorrentes.

Dali a não mais do que um quilômetro se encontra a Estação Carlos Prates do metrô, e ainda mais perto é a Av. Amazonas, com diversas opções de ônibus. Porém, caso o leitor prefira ir de carro, a paciência terá de ser redobrada, já que assim como um cantinho dentro do Rei, as vagas de estacionamento são das mais concorridas.

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Atualização:

Retornei em setembro/2012, em uma segunda-feira. Com o término dos espetinhos na churrasqueira, pedi ao responsável pelo caixa que recebesse uma ficha em troca do dinheiro de volta. Infelizmente, e mesmo não havendo mais churrasquinhos disponíveis, me foi informado que por ali as fichas não podem ser devolvidas. Até onde me lembro, jamais tive qualquer problema dessa ordem no Bar que lhes inspirou, qual seja os Churrasquinhos do Luizinho.

Notas:

Ambiente: 4
Bebida: 5
Comida (peso 2): 3
Público: 4
Serviço: 4
Custo-benefício: 4

Média final: 4 estrelas


O Rei Espetinhos
Av. Francisco Sá, 383 - Prado
Tel: 3372-2759
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Comida di Buteco 2012 - Bares do Centro

Dando sequência à nossa retrospectiva do Comida di Buteco 2012, falo hoje sobre os bares do Centro de BH, onde estivemos em uma baita segunda-feira de recesso de feriado. Sito em uma de nossas instituições maiores, que é o Mercado Central, o Bar da Lora estava transbordando de gente às 16:30h, horário em que escorei no seu balcão. Tomamos algumas garrafas de Brahma (R$ 5,00), servida em temperatura razoável, e logo surgiria uma mesinha alta para que pudéssemos experimentar as “Coisas da Lora”. Confesso que, pela descrição e fotografia oficial, o tira-gosto não me atraiu muito de início. Entretanto, depois de algumas palitadas me despertei para o mesmo, e entendi que a Elisa estava novamente no páreo, tanto que faturou o terceiro lugar.
Composto por costelinha e cupim na chapa, molho de mandioca com queijo, “batata baby” e queijo minas temperado com tomilho, entendo que a substanciosa porção traduz a essência da verdadeira comida de boteco. As carnes são macias e suculentas, e a escolta de queijos e batatas faz um bom contraponto. Apenas o purê de mandioca não é novidade por ali, já que o mesmo acompanhou o vitorioso “Pura Garra da Lora”, de 2010.
Para nos atender contamos com a usual simpatia da garçonete Kátia, e para ir ao banheiro só mesmo percorrendo os corredores do Mercado até que se chegue ao mesmo. Quem é cliente habitual não apenas domina a “técnica”, como carrega um estoque particular de fichas na carteira. Afinal, esse é o espírito.
 
A segunda parada foi o Café Palhares, onde a criação de bons quitutes para o evento já virou tradição, apesar de sairem do cardápio no término de cada edição. Seja como for, em 2012 não foi diferente, e o tradicional botequim entra com o CEQCE, que é uma carne desfiada sobre molho de queijo acompanhado de cebolas crocantes. Pela composição dos ingredientes e diminuto tamanho, considero que não seja a melhor dos últimos petiscos, porém não deixa de ser saboroso, muito pelo contrário, já que as deliciosas cebolas crocantes conferem sabor e criatividade à receita.
Dentre as cervejas disponíveis apenas a Bohemia long neck, restrição essa que nos forçou a optar pelo bom chopp da Nova Schin (R$ 3,50), o qual é bem saboroso, mas acabou tornando a conta mais onerosa do que o normal. Naturalmente não foi o único culpado, pois apesar de termos permanecido de pé durante duas horas, tivemos de pagar os 10% a título de gorjeta. E olha que não foi por falta de banquetas, mas sim por estas serem incompatíveis aos clientes que ultrapassam 1,80 metro de altura. Reflexo da idade do bar, concebido numa época em que o comprimento médio da clientela era bem inferior a isso.
 
Por fim, chegamos ao Café Bahia, onde eu não comparecia a pelo menos uma década. Tanto que sequer me lembrava da fisionomia do Passarinho, um dos mais lendários garçons da cidade. Seja como for não seria difícil reconhece-lo, pois me bastou escutar de onde vinha o “canto característico”, que hoje não é mais sucedido pelas tampinhas voadoras de outrora.
Com a presteza que lhe é característica, o Passarinho nos arranjou a última mesa interna. Mas não, definitivamente não conseguiríamos permanecer muito tempo por ali, já que o calor era descomunal. Mostramos nossas camisas encharcadas e, alguns minutos depois, fomos conduzidos à primeira mesa externa que foi disponibilizada. Aí sim, estaríamos no céu, mas acabamos não chegando lá. Culpa da cerveja, que não estava mais do que fria, e mesmo depois de termos apelado à renegada Bohemia continuamos frustrados.
Diante desse quadro, a única solução que vislumbramos foi acelerar o pedido do prato que concorreu ao Comida di Buteco 2012, este composto por bolinhos de carne, bolinhas de queijo e bruschettas. Os primeiros são bons, os segundos razoáveis e as terceiras não contribuem muito, todos três em modesta quantidade na travessa. O ponto positivo vai para o preço, cujos cinco reais abaixo do teto de R$ 22,90 já pagam a saideira. Esta viria logo depois da conta, que por sua vez chegou antes do último assobio do dia.