Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Prato Feito, o famoso PF: Mais 5 opções em BH

Em mais um capítulo de nossas andanças em busca dos bons pratos feitos, o famoso PF, compartilhamos aqui outras cinco experiências que tivemos em bares e restaurantes de BH.

O primeiro bar do qual falamos hoje é um velho conhecido nosso, o Ali Ba Bar, que no horário do almoço dispõe também um bufê a quilo, (R$ 25,00), mas cuja procura maior continua sendo pelas suas boas refeições montadas. Ao preço de R$ 10,00 na versão pequena, e R$ 11,00 na versão maior, o bar ainda serve diariamente, em qualquer horário, o seu tradicional mexido, em preços e tamanhos similares aos dos pratos. Além das opções “do dia”, também pratos alternativos, com bifes acebolados. Todos acompanhados de salada de alface e tomate, com a exceção do tropeiro e da feijoada, que vão à mesa com couve e, no caso do último, também o vinagrete.

O PF com feijoada, ilustrado acima, é a especialidade das sextas-feiras. Nos demais dias o cardápio pode listar o peixe frito com purê de batatas ou o frango com quiabo e angu, dentre outros. Abaixo a foto de um prato que montei com bife de porco, quiabo e angu.

Dispondo de ótimas cozinheiras, que não regram em temperos essenciais como o alho e a cebolinha, o bar ainda oferece o azeite extra-virgem e uma pimenta de primeira qualidade em cada uma das mesas. Se você ainda não conhece o PF do Ali Ba Bar, sugiro que não perca mais tempo, pois além de tudo ainda permitem o pagamento com qualquer cartão ou tíquete.

O segundo PF sobre o qual falamos é o do Chamego’s Bar, refeição esta que também já virou tradição em BH. Com preços variando entre R$ 8,00 e R$ 11,00, dependendo do tamanho do prato e da qualidade da carne, os substanciosos PF’s costumam ser interessantes. Na foto abaixo, um prato com carne e mandioca ensopados, acompanhados por arroz, feijão e salada.

Ponto negativo para a inexistência do azeite neste bar, e também para a recusa do cartão, em qualquer das modalidades, sendo necessário ir prevenido em cada visita.

Falando de um terceiro bar que também aderiu aos PF’s diários, compartilho com os leitores a refeição do Bar do Bigode, no Prado. Localizado na Rua Esmeralda esquina com Cuiabá, este tradicional boteco oferece, de segunda a sexta, no mínimo uma opção de almoço. Disponível em tamanho único, que não é grande e nem pequeno, o seu preço varia de R$ 8,00 a R$ 10,00, valor que pode ser pago com cartões de crédito ou débito.

Em minha última visita fui de bife a rolê, retratado acima, que chega à mesa acompanhado por arroz, feijão e purê de batatas, além de salada a parte. Para acompanhar um refrigerante KS, ou mesmo a tradicional cerveja de 600ml, que por ali começa a ser comercializada, quando alguns dos clientes ainda comem um pão de queijo com cafezinho. Quanto ao almoço, no Bar do Bigode vale aquela máxima do “quem chega primeiro bebe água fresca”, e portanto nem pense em procurar uma refeição das 13h em diante, pois a comida já terá acabado.

O próximo prato feito que compõe essa nova lista me foi indicado pelo amigo Leonardo Koscky, do Gourmet City. Localizado em posição estratégica no coração da cidade, é do Restaurante Farofa que sai uma das melhores refeições do nosso Centrão. Dispondo de não menos do que 20 opções diárias, que variam entre R$ 10,00 e 20,00, o Farofa ainda oferece à sua clientela o “barato do dia”, ao preço camarada de R$ 9,00.

Em minha primeira visita fui de Caol Mineiro (acima), que custa R$ 12,00, variando para a carne cozida com legumes (abaixo) na última oportunidade, que por sua vez sai a R$ 13,00. Ao Caol faltou apenas que o ovo fosse mal passado, e no segundo prato senti falta do feijão, porém das duas vezes saí satisfeito com tamanho e tempero dos PF’s. Também o formato prático adotado pela casa, que trabalha com fichas pagas previamente, me agrada, sobretudo por dispensar o cliente das filas ao final de cada almoço.

Para beber comercializam sucos naturais geladinhas, estes acondicionados em recipientes que contribuem para o rápido resfriamento da bebida, aspecto que configura mais um capricho dentre tantos que podem ser observados na casa. Como pagamento admitem os cartões de crédito e débito, além dos tíquetes.

Fechando mais um capítulo sobre os pratos feitos de BH, falo agora sobre o Bar do Doca, que abriu as portas para o almoço há não mais do que um ano. Sob o comando da Denise, irmã do Doca, a cozinha do bar leva aos clientes pratos que se destacam pela fartura. Também recebendo generosa quantidade de alho e cebolinha, as refeições são servidas de segunda a sexta, ao preço de R$ 8,00.

Da primeira vez fui de feijoada completa (acima), enquanto Vivian almoçou a galinhada. Já em uma segunda oportunidade voltei sozinho, e experimentei o frango a parmegiana, que é acompanhado de purê de batatas. Todos os pratos vão à mesa com salada, e para beber há refrigerantes e sucos. Como pagamento do prato feito recebem apenas dinheiro ou tíquetes de papel, portanto vá prevenido.

Compartilhadas mais essas dicas, continuamos nos aventurando pelos bares e restaurantes que servem o velho e bom PF. Tão logo surjam novas descobertas volto a este assunto por aqui.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Comida di Buteco 2012 - Palmares e São Gabriel

O Barção Moreira foi o penúltimo bar que visitei no Comida di Buteco 2012, e por termos chegado em uma noite de sábado, tivemos de aguardar um pouco na fila de espera, porém não mais do que 20 ou 30 minutos. O boteco, que foi reformado e agora comporta um número maior de clientes, costuma atrair um grande público nos finais de semana, e naquele dia não seria diferente.

Depois de acomodados em uma de suas boas mesas do passeio, pedimos a primeira Original, já que não havia Brahma ou Antarctica, e por cada uma das geladas garrafas dispensamos o valor de R$ 5,00. Como estávamos famintos, na sequência já solicitamos duas porções de “R & J e seus convidados” (R$ 21,90 cada). Trata-se de um rocambole de carne recheado com queijo, acompanhado por um bom molho de goiabada, e outro a base de maionese que é dispensável. Vai ainda com os interessantes petiscos de abobrinha com queijo, cenoura em conserva, e linguiça com batata bolinha, os quais agregam na quantidade e na qualidade, e fizeram do “RJ” uma das boas opções da última edição do evento.
Durante a nossa estada fomos atendidos com empenho pelo meu xará, e na hora de ir ao banheiro não tive problemas pelo fato deste ser individual, faltando a ele apenas o papel para enxugar as mãos. Os preços que o bar pratica estão um pouco abaixo da média dos integrantes do festival, e como pagamento admitem os cartões de débito e crédito.

Por fim, e encerrando a longa rota de bares, cheguei ao Adega & Churrasco, ao final de uma manhã de domingo. Trata-se de um dos mais agradáveis botecos de BH, e os detalhes sobre o seu bom ambiente podem ser conferidos aqui.

Para o Comida di Buteco 2012 fugiram das carnes na brasa, que constituem o ponto forte do seu cardápio, e se inscreveram com a Carne ao Pupurri de Minas. Neste prato, os cubos de fraldinha preparados à chapa são acompanhados por batatinhas cozidas e temperadas no caldo da própria carne, e ainda cobertos por um saboroso creme de queijo. Apesar de dois pecados, quais sejam o excessivo cozimento das batatas e um ligeiro excesso de sal, o prato foi aprovado, até pela sua honesta quantidade.
Com o sol já a pino, foi necessário que trocássemos de mesa em duas oportunidades, até para conservar a Brahma (R$ 4,50) sempre em boa temperatura, já que a sombra mudava de posição com frequência. Tudo providenciado pela equipe de garçons, que ao final da visita já se mostrava muito reduzida para a considerável quantidade de clientes no dia. Ressalvas ditas, o Adega & Churrasco permanece em um bom patamar de qualidade, tanto que cada uma de suas mesas é alvo de de diputa.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Armazém Medeiros - 18/08/2012

Funcionando no ponto que abrigou até o ano de 2009 a Padaria Trigais, a inspiração para o nome surgiu justamente do primeiro comércio que existiu naquele imóvel, o qual manteve portas abertas por quase meio século antes da inauguração da Panificadora, em 1986. Apesar dos quase três anos de inauguração deste bar, ainda não havíamos estado por ali, o que finalmente aconteceu no último mês de agosto.
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Era um sábado e, como um milagre, conseguimos uma vaga bem ao lado, na Rua Antônio Aleixo. Do outro lado da Rua Rio de Janeiro já seria possível observar o quão chamativo é o projeto do Armazém Medeiros. Escolhido o nosso lugar, concluímos que nem apenas aos olhos são reservadas as boas sensações, já que as mesas de tamanho razoável e as cadeiras acolchoadas proporcionam um conforto nem sempre encontrado nos bares do segmento.
Dentre as cervejas, os principais rótulos “premium” da AMBEV, inclusive a Original (R$ 6,50), que foi a escolhida da noite. Já a Vivian experimentou alguns dos bons sucos naturais disponíveis do cardápio, que por ali custam na faixa de R$ 5,00. Há ainda opções de cachaças e drinks.

Falando dos petiscos, as sugestões da casa para aquele dia, expostas a giz em alguns dos quadros espalhados pelo bar, eram o bacalhau assado na brasa servido com batatas ao murro (R$ 49,00), e também a fraldinha grelhada com parrillada de legumes (R$ 28,80). Todavia negamos ambos em prol do bom lombo grelhado com palmitos (R$ 28,80), que como a maior parte dos tira-gostos, chega à mesa acompanhado por quatro diferentes molhos: molho chimi churri, molho picante de pimentões, molho de alho e molho oriental. Todos dispostos ao redor da chapa, em recipiente elaborado para tal função.
Mesmo com o Armazém Medeiros pertencendo a um dos grandes grupos de atuação na Zona Sul, no caso a Rede Gourmet, o seu atendimento é dos melhores. Ainda não estive em nenhuma das outras casas do grupo, quais sejam Olegário, Germano, Santa Fé, Vila Madalena e Udon, mas no bar em pauta o atendimento é próximo e eficiente. Tanto que, por não terem naquele dia o folder explicativo sobre o almoço executivo, nos ofereceram um desconto de R$ 5,00 em cada prato para quando formos experimentá-los.

Com as expectativas supridas, pagamos a conta com o cartão, já que recebem tanto o crédito quanto o débito. Na saída ainda passaram por nós, sobre a bandeja do garçom, algumas caprichadas batatas recheadas, e entendemos que motivos para voltar não faltam.
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Notas Pedrão:

Ambiente: 5
Bebida: 4
Comida (peso 2): 4
Público: 4
Serviço: 5
Custo-benefício: 4

Notas Vivian:

Ambiente: 5
Bebida: 4
Comida (peso 2): 5
Público: 4
Serviço: 5
Custo-benefício: 4

Média Final: 4,5 estrelas


Armazém Medeiros:
Rua Rio de Janeiro, 2221 - Lourdes
Tel: 3275-2665
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domingo, 16 de setembro de 2012

Comida di Buteco 2012 - Cidade Nova

Estivemos em uma sexta de maio no Butiquim du Filho para conhecermos o "Bão de Queijo", prato com o qual concorre no Comida di Buteco 2012. O Bar que fora uma boa revelação em 2011, quando ainda na Feira dos Produtores, agora se situa no Hot Point, uma galeria de lojas na Cidade Nova, cuja entrada se dá pela Avenida Cristiano Machado.

Ao chegar tive a sorte de conseguir uma vaga no pequeno estacionamento da galeria, mas nem tanta quanto à espera, que beirou as duas horas. Apesar de não ter o costume de aguardar em esperas, não tenho nada contra estas, pelo contrário, penso que só refletem o sucesso do evento e de seus bares. Porém entendo que aos clientes da fila poderia ser oferecida alguma bebida, nos moldes do que vemos no Agosto Butiquim.

Depois de acomodados pedimos um balde de Brahma long neck, formato único com o qual trabalham. Mesmo submersas no gelo, as mesmas chegaram em temperatura absolutamente inadequada. Foi quando o garçom informou que somente a Bohemia estaria gelada, ou seja, outro bar que durante o concurso tenta nos empurrar goela abaixo a dita cerveja. Por considerarmos que essa atitude seja um desrespeito ao cliente, agradecemos as Bohemias e fomos de chopp Brahma, a R$ 3,90 cada tulipa de 300ml, cuja temperatura estava melhor, mas ainda assim abaixo do esperado.


Falando do prato, trata-se de um combinado de linguiça com queijo, torresmo e lombinho em cubos, acompanhados por batatas ao molho e "mousse de pimenta biquinho". Como é muita informação, vamos por partes: a linguiça com queijo é de boa qualidade, e se destacou ante as demais carnes. O torresmo é regular, já que além de ter sido cortado em pedaços muito pequenos, diferente do mostrado na foto oficial, apresentava muitos pelos. Ao "filezinho" faltou um pouco de tempero, além do que não parecia ter sido flambado. O mousse de pimenta é criativo, e ao lado dele acrescentaram um molho de ervas, que por sinal teve maior saída. Por fim (ufa...), as batatas são interessantes, sobretudo quando acrescidas do molho de cheddar. Devo dizer que a foto apresentava um molho rosé, mas as batatas estavam boas, e pecaram apenas na reduzida quantidade. Entendo que uma pesada combinação de três carnes suínas carecia das batatas em igual porção, até para dar equilíbrio. Pelos mesmos motivos o limão já deveria compor o prato.

O atendimento fora regular, eu realmente não gosto que o garçom se omita quando questionado sobre a temperatura da cerveja, afinal é dele o parecer, e não meu. A higiene também deixou a desejar, já que o banheiro da galeria não cheirava bem, e o ambiente do novo bar, encurralado entre uma pizzaria e uma choperia, não é agradável como o da sede anterior. Assim, acredito que a soma dos fatores relatados fora responsável pelo descenso do Butiquim du Filho em 2012.

Já no Família Paulista, o segundo representante da Cidade Nova no evento, estivemos em um sábado, no intuito de desvendarmos o seu “Entre tapas e queijo”. O bar estava cheio como de costume, mas com um arranjo dos donos e garçons foi possível, combinando cadeiras altas e baixas, que todos nos sentássemos juntos. Aliás, chegamos num bom momento, pois logo em seguida aterrissariam por ali duas vans e até um ônibus, todos transportando butequeiros em caravanas, clientes estes que seriam saudados um a um pelo “patriarca” Nicola.

Tomamos boas garrafas de Original, que por lá são servidas no balde sobre um suporte desenvolvido especialmente para essa função, porém ao elevado preço de R$ 6,70 cada garrafa. Já a minha esposa foi de suco natural de abacaxi, que o Paulista nunca deixa faltar em seu cardápio, e que apresentava uma boa consistência.

O atendimento se mantivera regular, talvez em função do descomedido movimento daquele dia, mas devo admitir que o garçom Átila se esforçou a contento. Pior seria o banheiro, que apesar de cheiroso como de costume, não estava limpo como nas minhas visitas anteriores. O ambiente, por sua vez, é hoje o maior destaque da casa, e permanecer algumas horas neste bar é sempre uma prazerosa tarefa.

Falando do petisco concorrente, considero que o mesmo esteja aquém dos apresentados em edições anteriores. Particularmente prefiro as porções mais substanciosas, e essa não foi a pretensão do tira-gosto elaborado no presente ano. O meu destaque vai para os interessantes biscoitos de queijo, além dos pirulitos de frango, que apesar de muito bem preparados, realmente pedem um molho onde possam ser regados.


Para o pagamento da conta a casa aceita os cartões de débito, que estarão devidamente seguros quando nas bolsas femininas, já que até para as mesmas foi pensada uma sistemática antifurto, por meio da qual a bolsa é presa à cadeira. O público feminino, que representa dois terços da clientela, fica grato pela cortesia.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

João da Carne - 29/07/2012

No João da Carne eu voltei, depois de algum tempo sem comparecer, para assistir a um dos jogos do Brasileirão. Era um domingo, e quando aterrissamos no bar de 20 anos de tradição, o jogo das 16h estava prestes a ter início. Sentamos em uma mesa defronte àlguma das três LCD’s e pedimos uma Antarctica (R$ 4,50), pedido este prontamente atendido pelo garçom. Horas depois, o mesmo atendente nos compartilharia a oferta da Itaipava 600 ml (R$ 3,90), que consiste na quarta cerveja de brinde depois de três consumidas. Porém a essa altura, depois de meia caixa de Antarctica e dois jogos na TV, já seria mais conveniente tomar o rumo de casa do que trocar o rótulo da cerveja. De toda forma, faço questão de registrar a dica, interessante aos períodos de vacas magras. Voltando ao início da estória, falo aqui do ambiente do João da Carne, que apesar de espaçoso e relativamente arejado, é dos mais prosaicos quanto à decoração. Esta definitivamente não atrai, e no banheiro a simplicidade permanece. Naturalmente há que se ver o outro lado da moeda, pois se decidissem investir nesse aspecto, certamente não teríamos os bons preços que hoje são encontrados. Assim aconteceu com o Xico da Carne, depois que este recebeu um polpudo aporte da cervejaria Itaipava, e por ali não seria diferente. É bom termos opções de casas simples e baratas, e neste rol eu ainda incluo o Chico do Churrasco e o Chico do Peixe.

Falando dos petiscos, costumo dar início pelos pães de alho ou pela lingüiça de lombo na brasa. Dessa vez não foi diferente, e solicitamos 300 gramas da boa linguiça, que nos custou módicos R$ 10,00. Antes havíamos beliscado também uma porção de fritas com cheddar, esta uma sugestão de um dos companheiros de mesa, mas cujo creme com cor de cheddar e sabor de coisa alguma não me agradou. Uma pena que não tivemos fome suficiente para a selecionada picanha argentina, que ao preço de R$ 75,00 o quilo se mostra uma das mais baratas da cidade.O público do bar é composto, em sua maioria, por moradores do próprio bairro. Há clientes de longa data e também famílias inteiras, já que para a molecada o João da Carne oferece um pequeno playground. Como pagamento, o cartão de crédito é recusado, porém admitem o cartão de débito.

domingo, 9 de setembro de 2012

Comida di Buteco 2012: Sion e Anchieta

Falando de outros dois bares da Zona Sul que integraram o Comida di Buteco 2012, registramos aqui a nossa opinião sobre os petiscos apresentados pelo Bar do Antônio (Pé de Cana) e pelo Bar 222.

Iniciando pelo bar do Sion, foi pelo segundo ano seguido que o prato do Pé de Cana me passou uma impressão de pouco cuidado quanto à sua execução. Repetindo o agrião de outros anos no quitute "Costelinha embriagada", o pachá mineirinho que acompanha é saboroso, porém o componente principal derrapou feio. Servida já fatiada, em apresentação diferente da original, a costelinha é quase nada aproveitável, tornando desproporcional o valor de R$ 22,90 cobrado pelo petisco, que mais recentemente viria a ser reajustado para R$ 28,00.

No que tange aos itens secundários não tenho do que reclamar. O atendimento deu conta do recado, tendo o garçom nos servido Brahma gelada (R$ 5,00) durante toda a nossa permanência. A higiene também esteve dentro do esperado, e o ambiente agradável como de praxe. Ao que parece, são esses aspectos que vêm segurando a fama do Pé de Cana, hoje um dos mais famosos bares da cidade.

Sobre o outro bar daqueles arredores, admito que de início a visita ao 222 não constava nos meus planos. Porém, como já estávamos próximos, a mesma acabou acontecendo por uma questão de logística.

Logo ao chegar encaramos uma fila que beirou uma hora de espera, tendo passado por uma mesa que não comportava a todos antes de chegarmos à definitiva. Bebemos Original ao preço de R$ 6,00, servidas com cortesia pela equipe do Bar, e ainda experimentamos o shot (R$ 4,00), drink este que é uma das especialidades da casa.

Quanto ao prato, ressalto antes de tudo que não entendo bruschettas como comida de boteco, o que de cara já lhe tira alguns pontos. Apesar de não combinar com a cerveja gelada, considerei o sabor interessante, mesmo não tendo conseguido distinguir um ou outro dos ingredientes que foram prometidos. Já os espetinhos de queijo com goiabada são meros coadjuvantes.


No fim das contas considero que a visita valeu a pena, mas antes de tudo por termos tido a possibilidade de retornar a este bar de agradável ambiente. A quem ainda não conhece, vale a dica sobre o recebimento de cartões no pagamento, e também o alerta quanto à dificuldade para estacionamento no entorno.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Seu Romão - 14/08/2012

No Seu Romão nós chegamos quando já passava das 23 horas, porém em uma movimentada véspera de feriado municipal, com muitos dos nossos bares completamente tomados. Até chegarmos ao bar do qual falo hoje, passamos por alguns do Centro, por outros da Savassi, pela região da Rua Pium-í, e finalmente pelo São Pedro, todos sem mesas vagas. Isso me permite afirmar, sem medo de um equívoco, que a capital dos bares ainda comporta mais botecos. Seja como for, naquela noite encontraríamos a nossa sorte ao passar pela Rua São Romão, depois do São Pedro. Já prestes a explorar um terceiro Santo, no caso o Toninho casamenteiro, notei que algumas pessoas saiam do boteco escolhido, fato que nos pareceu uma boa oportunidade.
Do outro lado da rua, onde encontramos uma vaga, já seria possível notar que o Seu Romão não é um bar qualquer. Além de ser um dos que figurava em minha “lista de espera” pessoal, alguma coisa ali nos atraiu para além do que imaginávamos, fazendo com que o boteco suprisse bem a minha expectativa.

Entrando, observamos três ou quatro mesas vagas, porém todas em seu interior. Mesmo nos privando de uma estada na varanda do bar, ficamos satisfeitos pela aconchegante mesa interna em um dia frio. Ainda sobre o ambiente da casa, destaco toda a sua decoração e também a higiene dos banheiros.

Dentre as bebidas, o Seu Romão lista cerca de setenta rótulos de cervejas nacionais e importadas, que custam a partir de R$ 5,50 quando Brahma ou Skol. Fui de Austria Pilsen (R$ 7,35), geladinha, enquanto Vivian bebeu um honesto suco de laranja e abacaxi, a R$ 4,00.

Para beliscar, o cardápio oferece boa variedade de petiscos, que vão do trivial aos mais inventivos. Além disso, indica a quantas pessoas cada um dos pratos atende, além do tempo médio de preparo destes. Como sou daqueles que foge do trivial, tratei de estudar a seção “especialidades da casa”, até para compreender se o Seu Romão é um dos bares que tem alma. Encontramos então a “Moela na goela do Pidrim” (R$ 29,90), cuja descrição muito nos atraiu: “moela e pescoço de peru desfiado com purê de batata baroa servidas com pãozinho”.

Cerca de meia hora depois chega à nossa mesa aquela panela fumegante e perfumada, que tratamos de devorar. A deliciosa porção não apenas comprovou que o bar possui personalidade, como nos fez jurar que a próxima visita acontecerá em breve, até para conhecermos um pouco mais a sua cozinha.

Neste boteco, onde o atendimento trabalha a contento, é possível pagar a conta com cartão de crédito ou débito, e dependendo do dia há música ao vivo. Em meio a tantos bares pasteurizados que se proliferam por nossa Belo Horizonte, ficamos satisfeitos sempre que conhecemos um dos raros exemplares que remam contra a maré.



Notas Pedrão


Ambiente: 4

Bebida: 5

Comida (peso 2): 5

Público: 4

Serviço: 4

Custo-benefício: 4


Notas Vivian:


Ambiente: 5

Bebida: 5

Comida (peso 2): 5

Público: 5

Serviço: 5

Custo-benefício: 4


Média Final: 4,5 estrelas



Seu Romão

Rua São Romão, 192 – Santo Antônio

Tel: 3786-4929

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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Comida di Buteco 2012 - Região Noroeste

Compartilhamos hoje a nossa impressão sobre outros três bares que integram o Comida di Buteco BH, no caso os representantes da Região Noroeste da cidade. Vale ressaltar que o Bar do Véio também se localiza nesta região, entretanto ele recebeu uma resenha própria, ainda com o evento em curso.

Dentre os bares que passaram a integrar o Comida di Buteco em 2012, o Casa Velha, que é o primeiro a falarmos aqui, é um dos que eu mais desejava conhecer. Isso se deve, sobretudo, por se situar em uma região que diz muito da história de Belo Horizonte, a lendária Lagoinha. Logo ao chegar entendi que a minha expectativa seria suprida, e aqui parabenizo a organização do evento, que vez por outra nos brinda com verdadeiros achados.

Quanto ao atendimento, este apenas se manteve em um patamar aceitável pelo esforço do garçom Paulo. O quesito em questão, junto a enorme restrição dos rótulos de cerveja (R$ 5,50, apenas Brahma Extra ou Bohemia), seriam os dois únicos pontos de atenção observados naquela visita. Já com relação ao ambiente e à higiene, o Casa Velha se destaca tal como um veterano.
Sobre o prato “Nas tranças da imaginação”, que muito me atraíra pela foto, considero que o seu maior pecado seja o lombo, cujas tranças não são preparadas na própria casa, e por motivos óbvios, não nos permitiria conhecer o tempero do bar. Todavia é, no geral, um prato bom, destacando-se os palitos de queijo, as cebolas embriagadas e as batatas cozidas e fritas, formato este pouco usado pelos participantes que serviram batatas. Acredito que, pelo conjunto da obra, alcançou o excelente segundo lugar em 2012.

Tomando o rumo do segundo dos bares, qual seja o Carlão Rei do Churrasco, observei que desde o início do Comida di Buteco 2012, muitos foram os elogios ao seu prato, e até por isso cheguei ao restaurante com uma boa expectativa. Ao degustá-lo, porém, o sabor do componente principal não me agradou como o fez com a maior parte dos meus amigos. E, como o nosso propósito maior é o compartilhamentos das experiências vividas, cá estou para relatar a minha.

Falando primeiramente do prato, considero que a combinação proposta para o mesmo seja bem interessante, principalmente para acompanhar aquela cerveja gelada. Entretanto a carne que nos foi servida não era alcatra, corte este que conheço por degustar com frequência no Assacabrasa, onde é o carro chefe. Cortada grosseiramente, difere-se da carne prometida pelo excesso de nervuras e pela gordura presente. Além deste, o segundo ponto negativo vai para a inexistência de cápsulas para cerveja (a tal "cervegela") e também de cervejas em formato long neck ou lata, que combinado aos ventiladores dos salões, acaba por esquentar muito rapidamente as bebidas, gerando um certo desconforto para quando se bebe sozinho.
Tendo dito isso, no que tange aos demais itens sou todo elogios. Os acompanhamentos da "alcatra" são ótimos, destacando-se o molho de queijo COM gosto de queijo e as batatas envoltas por bacon, um espetáculo. A Original (R$ 5,95) chegara à mesa sempre gelada, e o sorridente atendimento da Elisângela é de dar gosto. Para finalizar a boa gama de aspectos positivos, que garantiram a permanência do Rei do Churrasco em 2013, um banheiro bem cuidado e o recebimento de cartões de crédito na hora do pagamento. 

Por fim, o segundo representante do bairro Caiçara além do Bar do Véio, que é o Mulão, onde estivemos para experimentar o prato de 2012 e não saimos arrependidos. Ressalto que é um dos bares que visito com alguma frequência, sobretudo pelo seu diversificado e saboroso cardápio. Assim, o "Muleira" não fugiu do costumeiro padrão.

Composto por fatias de batatas cozidas e regadas por um molho branco, é ainda coberta por cubos de linguiça calabresa e queijo, além de ser gratinada. Ao preço de R$ 14,90 o mais camarada do festival, e recebendo a escolta de algumas torradas e uma minúscula porção de pimenta calabresa, considero que seja uma boa pedida.
Para beber há cerveja Brahma, custando R$ 4,80, que de início estava gelada e foi se tornando apenas fria ao longo das várias rodadas. Banheiros limpos, atendimento razoável, e o legítimo ambiente de boteco.

Nota triste para a desproporcional redução de tamanho sofrida pelo Tetéia, o antes ótimo bolinho de carne com jiló que representou o Mulão no CDB de 2010. Seja como for, e sobretudo a quem ainda não conhece o bar, vale muito a visita.