Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Butecário Bar e Mobiliário - 08/09/2012

Quem frequenta a Região da Pampulha sabe que nela predominam os bares com apelo praiano, os restaurantes de estilo rústico e alguns botecos em seu formato tradicional. Fugindo das três receitas já consagradas por ali, o Butecário se mostra um estabelecimento diferenciado, até porque os chamados botequins ainda são incipientes nos arredores da lagoa.

Passando pela fachada do bar, pouco se observa de inusitado, salvo o fato de tambores fazerem as vezes de mesas para os que preferem o passeio. É entrando na casa, porém, que se torna nítida a quebra de ambientes. Decorado pelos mais variados e inesperados objetos, entendo que o exagero de adereços pode passar uma impressão de poluído , mas reconheço que a luz indireta seja bem agradável. A música em volume médio completa a atmosfera, e uma pequena pista não cairia nada mal ao lugar.


Quando chegamos, o grupo era pequeno e fomos conduzidos a uma das mesas para quatro pessoas. Depois de algum tempo mais amigos surgiram, e um dos garçons nos conduziu a uma das “salas”. Não que fossem cômodos a parte, mas recebem este nome justamente pelos sofás, mesa de canto e de centro que o compõem. A partir de então o clima de loft se completou, e lá permanecemos até o final da nossa visita.


Para beber, o Butecário oferece cervejas como Original e Heineken, ambas a R$ 6,50. Optamos pela segunda, cuja temperatura não decepcionou. Outras possibilidades são o vinho, exclusivamente em taça (R$ 7,50), além de bebidas em dose e sucos em lata.


Falando da comida, é na hora de tapear a fome que o estabelecimento confirma a sua vocação de boteco, já que privilegia os petiscos ante as refeições. Para dar início pedimos duas porções, sendo uma delas o carpaccio de joelho de porco (R$ 13,00), este defumado e fatiado em finas fatias, servido frio e acompanhado por limão. Mesmo sendo um prato criativo, a proporção de gordura acima do necessário lhe tornou uma opção apenas regular.


A segunda porção foi o Queijinho da Dona Kalil (tipo Bousin) com pão sírio (R$ 8,80). Nela, o queijo pode ser envolto por orégano, pimenta calabresa, castanha de caju triturada ou gergelim preto, de acordo com o gosto do freguês. Por sugestão dos colegas de mesa, todos os quatro foram acrescidos, o que conferiu ao quitute um sabor muito forte, e pediu uma porção extra de pãozinho sírio (R$ 2,00). De toda forma, pode ser uma boa entrada se bem harmonizada com os temperos.


Algum tempo mais tarde, já em nossa “sala de estar”, pedimos outras duas porções. Uma delas foi a de almôndegas ao sugo (R$ 17,50), que seria a melhor pedida da noite, sobretudo em função do interessante molho.


A outra porção foi a de iscas de frango com gengibre, também ao preço de R$ 17,50. Nela a raiz, que de início pareceu esquecida, se fez notar somente quando comemos a cebola que tempera o frango, já que não é adicionada diretamente à carne. Mesmo que tivéssemos sido avisados, o petisco não passaria de regular, dado que também não encantou.


O atendimento estivera bom, e a única ressalva que faço é quanto ao encerramento da conta, que chegou à mesa com alguns valores incorretos. Estes foram prontamente corrigidos pelo garçom, devo dizer, o que não torna menos necessário o alerta em questão. Às sextas e sábados a casa não fecha as portas antes de 01h da madrugada, e no pagamento admitem cartões de débito e crédito.


No fim das contas entendo que a curiosa atmosfera do Butecário justifica, inclusive aos que habitam outras redondezas, uma visita a este botequim.

Notas Pedrão:

Ambiente: 4
Bebida: 4
Comida (peso 2): 3
Público: 4
Serviço: 3
Custo-benefício: 4

Notas Vivian:

Ambiente: 4
Bebida: 3
Comida (peso 2): 4
Público: 3
Serviço: 3
Custo-benefício: 3

Média final: 3,5 estrelas


Butecário Bar e Mobiliário
Rua das Canárias, 1859 - Santa Amélia
Tel: (apenas celular do proprietário) 9779-6788 ou 9722-9042
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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Salumeria Central - 06/09/2012

A Salumeria Central ainda não completou o seu primeiro aniversário, mas em pouco tempo de existência já ganhou a simpatia da imprensa especializada. Tanto que foi contemplada com o troféu “Bar Revelação”, em Agosto último, pela revista Veja BH. Não fosse este prêmio certamente o “bar” não figuraria no Blog Butecage, dado que todas as resenhas que lemos até então se referiam à casa como um restaurante. Não apenas no intuito de desvendarmos essa contradição, como também movidos pelos elogiosos comentários de amigos, foi que decidimos conhece-la no setembro último. Porém a visita se deu depois de termos feito a nossa reserva, recomendação unânime dentre todos que lá já estiveram.

Chegando ao local, uma mesa que não poderia ter sido melhor. Posicionada à frente da porta, dela é possível avistar os arcos do Viaduto Santa Tereza, bem como parte do Centro. Sensação das mais agradáveis a quem tem o bairro Floresta nas veias, escutando desde criança as estórias do pai e da avó sobre a linha férrea, a Contorno, o parque e o próprio viaduto.

Sentados, recebemos as boas vindas do garçom, que se colocou a disposição e fez breve apresentação do cardápio. Pedimos uma jarra de vinho da casa, por óbvio sem qualquer expectativa, dado o preço mais que camarada de R$ 19,00. Foi o suficiente para todos da mesa brindarem antes de migrarmos para a nossa inseparável cerveja, que na ocasião foi a Bavaria Premium 600 ml (R$ 6,50), mas que poderia ter sido a igualmente interessante Heineken 600 ml (R$ 7,50) ou ainda a importada Edewlweiss 500 ml (R$ 17,00).

Depois de uma ótima porção de pães caseiros (R$ 12,00) para acompanhar o vinho, solicitamos a uma outra garçonete as opções para petiscar, tendo ela nos indicado as “entradas”. A partir dessa classificação do cardápio entendi que, a despeito da sua primeira premiação, a casa se propõe a ser um restaurante. O que não impede que se “buteque” por ali, sobretudo quando há cervejas em garrafas de 600 ml e pratos pra lá de inventivos.

Falando dos acepipes, foi pela “Burrata com tomatinhos marinados e paté de azeitona preta” (28,00) que demos início. Não conhecia este queijo, e gostei muito do seu sabor, da sua consistência e também dos acompanhamentos.

Na sequência fomos de “Linguiça de São Roque com mini cebolas ao vinagre balsâmico” (R$ 24,00), deliciosa porção que vai muito bem com a cerveja. Assim como a burrata, é destinada a duas pessoas.
Por fim, e algum tempo depois, experimentamos aquela que tem sido uma das mais recomendadas especialidades da casa, qual seja a “Panturrilha de porco ao forno com batatinhas”. Assada durante 5 horas, custa R$ 29,00, e pode atender até 3 pessoas. A carne é macia, e seu suave tempero pode ser complementado pela interessante salada de cenouras que acompanha. Já as batatinhas assadas não erram, são infalíveis.

Além da interessante vista do restaurante, o ambiente da Salumeria Central é outro aspecto que chama a atenção. A iluminação é bem dimensionada e a decoração rica em detalhes, o que se explica pela paixão à videoarte de alguns dos sócios da casa.

O único ponto negativo na noite da visita ficou conta do atendimento, que não deu conta da lotação máxima. Seja como for, não será este aspecto que desestimulará o nosso breve retorno, mesmo porque há no mínimo mais duas dezenas de convidativos pratos para se conhecer. E, para além da nossa avaliação, faço muito gosto da reocupação da Rua Sapucaí, patrimônio nosso como o bairro Santa Tereza, a Rua da Bahia e o bairro Lagoinha, dentre outros.

Finalizo informando que a Salumeria Central já está recebendo cartões de crédito, e que recentemente passou a oferecer almoços executivos de segunda a sábado, a preço e formato de Restaurant Week (R$ 32,00 com entrada e prato principal).


Notas Pedrão:

Ambiente: 5
Bebida: 4
Comida (peso 2): 4
Público: 4
Serviço: 2
Custo-benefício: 4

Notas Vivian:

Ambiente: 4
Bebida: 3
Comida (peso 2): 5
Público: 3
Serviço: 2
Custo-benefício: 4

Média Final: 4 estrelas


Salumeria Central
Rua Sapucaí, 527 - Floresta
Tel: 2552-0154
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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Chico do Peixe - Unidade Silva Lobo - 02/09/2012

Foi depois de um dia no Inhotim, este patrimônio ímpar da Grande BH, que chegamos ao Chico do Peixe. A fome era negra, o que se deve a termos ficado apenas em um lanchinho rápido no museu a céu aberto. Assim, fomos diretamente à seção de refeições no cardápio, deixando para uma outra oportunidade o cascudo frito, que tem preço camarada e é o carro chefe da casa (aproximadamente R$ 15,00), bem como os bolinhos de bacalhau.

Nas páginas que listam as refeições, não apenas pratos compostos por peixes, a exemplo da traíra frita, que vai à mesa acompanhada por arroz, batatas fritas e salada, como também algumas carnes, destacando-se a picanha, que é acompanhada de arroz, tropeiro e fritas. Todavia fomos de moqueca de surubim, prato acompanhado por arroz, pirão e salada (R$ 41,00). Todos destinam-se a duas pessoas, no caso da moqueca com muita fartura, tanto do item principal quanto das guarnições. Caso se deseje o acréscimo de camarões, o cliente dispensará R$ 57,00 pela moqueca.

Falando do seu sabor, definitivamente não é a melhor moqueca da cidade, o que se deve sobretudo à excessiva fragmentação das postas. Entretanto o tempero é honesto, há que se dizer, tornando-se ainda melhor quando acompanhado da razoável pimenta malagueta oferecida pela casa, a qual deve ser solicitada ao garçom.

Pela cerveja Antarctica paguei R$ 4,50 em cada uma das garrafas, geladíssimas, e além de comer e beber pudemos assistir um pouco de qualquer dos jogos do brasileirão que estava sendo transmitido no dia, o qual entretia inclusive os garçons.

Por mais perto de casa que esteja, era a nossa primeira visita ao Chico do Peixe da Av. Silva Lobo, mesmo eu já conhecendo todas as demais unidades. Além desta, há a matriz, no São Cristóvão, e outras filiais, no Bairro João Pinheiro, no Santa Inês e no Floramar. Todas elas adotando o mesmo padrão: comida farta, cerveja gelada, atendimento destreinado porém esforçado, preços bons e ambiente pouco convidativo.

Dito isso, entendo que comparecemos a este bar em uma ótima oportunidade: cansados e com fome. Bebi a minha cerveja, comemos bem e fomos embora saciados.


Notas Pedrão:

Ambiente: 2
Bebida: 4
Comida (peso 2): 3
Público: 3
Serviço: 3
Custo-benefício: 4

Notas Vivian:

Ambiente: 3
Bebida: 4
Comida (peso 2): 5
Público: 3
Serviço: 4
Custo-benefício: 4

Média final: 3,5 estrelas


Chico do Peixe - Unidade Silva Lobo
Av. Silva Lobo, 963 - Alto Barroca
Tel: 3334-3886
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Alquimia Cervejaria - 01/09/2012 (Estabelecimento fechado)


Depois de alguns meses de espera pudemos, enfim, conhecer o Alquimia. Inaugurado no início do presente ano, soubemos da sua existência por meio desta crítica. Como a reportagem faz menção a petiscos saborosos por valores honestos, duas características que entendo como essenciais aos melhores bares e botecos, nos sentimos incentivados a conhecê-lo tão logo surgisse a primeira oportunidade. E foi o que aconteceu no primeiro sábado de setembro, quando ali pousamos por volta das 20h.

Chegando, foi possível escolher uma mesa no recuo da casa que abriga a cervejaria, onde o ambiente é mais agradável do que o interno, o qual remete a um restaurante. Dispondo de um telão e de uma LCD em cada extremidade do dito recuo, a trilha sonora dos primeiros minutos fora a narração de qualquer jogo de pouca expressão, que daria lugar a um DVD do Grupo Sambô depois de termos pedido música ao garçom. Empregado este que, vale dizer, nos atendeu de forma profissional, o que nos faz relevar alguma dificuldade que tenha tido depois que o bar encheu.

O banheiro é pequeno e fica fora do bar, na galeria anexa, porém é mantido em boas condições. Como aquele primeiro quarteirão da Rua Leopoldina ainda não tem tradição de estabelecimentos noturnos, o estacionamento fica facilitado, já que é possível deixar o carro inclusive de frente para a cervejaria.

Dentre as bebidas, há alguma variedade de cervejas artesanais e importadas. Sugeri aos amigos a Paulistânia Loura, que custa R$ 9,30 e é servida em taças próprias. Já a Vivian foi de suco natural de laranja, que assim como a cerveja, não desapontou.

Para comer o cardápio lista, além das carnes no quilo, também petiscos típicos de boteco, como as porções de torresmo (R$ 10,90) e de queijo pachá (R$ 21,00). Todavia preferimos experimentar alguns dos quitutes elaborados pelo chef, dando início por uma saborosa porção de Bruschetta Mediterrânea, que por módicos R$ 6,00 se tornaria ainda melhor.

Na sequência o bom jiló bruto ao ouro, empanado e recheado, também vendido a um ótimo preço (R$ 9,90 com seis unidades), e que vai à mesa acompanhado de molho a base de mel e raiz forte. Enfim, deliciosos e inventivos petiscos a preços mais que convidativos.

Como tinhamos um compromisso em seguida, ficamos apenas nas entradas. Porém já está planejada uma segunda visita, ocasião em que poderemos experimentar as suas carnes, segmento este que é outra das especialidades do Alquimia.


Notas Pedrão:

Ambiente: 3
Bebida: 4
Comida (peso 2): 5
Público: 4
Serviço: 3
Custo-benefício: 4

Notas Vivian:

Ambiente: 4
Bebida: 3
Comida (peso 2): 4
Público: 3
Serviço: 4
Custo-benefício: 3

Média final: 4 estrelas


Alquimia Cervejaria
Rua Leopoldina, 161 - Santo Antônio
Tel: 2555-9899
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