Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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sábado, 21 de dezembro de 2013

Quermesse - 23/11/2013

Fui ao Quermesse por razão de um aniversário, mas desde que o bar foi inaugurado, em agosto, tinha vontade de conhece-lo. As convidativas fotos do lugar, que circularam em seus canais de divulgação e na imprensa, foram os motivadores. Pelas imagens, idealizava uma casa aconchegante, com música de qualidade e luz indireta. Excetuando-se a última característica, me enganei redondamente, já que na verdade o ambiente interno é abafado, e o botequim é todo muito barulhento. Não suficiente o alto volume das conversas, os diversos televisores transmitindo jogos de futebol, mesmo que no silencioso, acabaram por jogar um balde d’água fria em minhas expectativas. Vai ver era eu que não estava no clima, mas é bom deixar claro que o Quermese é o mais novo bar da galera na Rua Pium-í. E que recebeu um “banho de loja” depois de abrigar o Maná Fine Sandwiches, de ambiente despojado, e a Stela Maris Creperia, que não conheci.


Às cervejas de 600 ml é oferecida a opção do balde com cinco garrafas, vendido com desconto, e que também funciona como um chamariz para as turmas. Apesar de listada no cardápio, a Heineken não existe na prática, restando os rótulos da AMBEV. A Serramalte em garrafa avulsa, por exemplo, custa R$ 9,00, preço superior ao praticado por bares já consagrados.


Os drinks, que como as louras saem bastante, foram apelidados de caipira (R$ 12,50), e combinam uma fruta com uma variedade de bebida. Este pode ser o saquê, o vinho, o steinhaeger, a cachaça ou a vodka, enquanto aquela varia entre limão, morango, uva, kiwi e abacaxi. Iniciei pela mistura de kiwi com vodka, que deixou saudades!


Depois experimentei o mesmo destilado misturado ao morango, combinação que ficou menos interessante do que a primeira.


Em busca de algo para tapear a fome, vi que o “Caviar da Roça” e o “Frango Mafioso” se fazem presentes no cardápio. Não sei dizer se o Patorroco e o Chef Túlio receberam os seus “royalties”, mas a mesa preferiu iniciar os trabalhos com a “Corda Alemã”, que são fatias de salsicha tipo Viena (Bock e Branca) cozida, acompanhada de chucrute e mostardas escura e clara. É um prato que agrada aos olhos, porém a fina espessura das fatias compromete o sabor do embutido. Ademais, mostrou-se regrado pelas trinta pratas cobradas, obrigando-me a concordar com meu pai, presente à mesa, quanto à mesquinharia dos botequins belo-horizontinos ante os cariocas, por exemplo.


O segundo petisco, escolha da minha irmã, foi o “Bife sujo de alcatra”, que são iscas de miolo de alcatra preparadas na chapa, acompanhadas de fatias de pão francês e de mandioca cozida com manteiga de garrafa, que podem ser substituídas por fritas. Custando R$ 38,90, o prato levou à mesa a qualidade e a quantidade prometidas para a carne, e se revelou uma atraente pedida.


Mediante forte apelo da ala feminina da mesa, resolvemos encerrar com os mini-churros (R$ 19,00), sobre os quais já havia lido elogios. Pedimos que fossem recheados de doce de leite e acompanhados por nutella, como permite o cardápio, porém a garçonete voltou para informar que a nutella havia acabado, desculpa que expõe o pouco planejamento do estoque, bem como a falta de iniciativa para se adquirir o item em qualquer das dezenas de supermercados nos arredores.


Nova decepção com a chegada do prato, que na verdade são bolinhos de chuva, muitos deles sem o recheio, possivelmente por este ter vazado na fritura. Completando o fiasco da sobremesa, o doce de leite industrializado, servido à parte, é de baixa qualidade.


Finalizo dizendo sobre o mimo da casa para quem comemora lá o seu aniversário, de um espumante com vela, no melhor estilo “rei do camarote”. Mais um incentivo aos grupos, que têm no Quermesse um de seus destinos seguros.


Notas:

Ambiente: 3
Atendimento: 3
Bebida: 3
Comida (peso 2): 2
Custo-benefício: 2

Média final: 2,5 estrelas


Quermesse
Rua Pium-í, 1175 – Sion – Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 3284-9683
Pagamento: aceita cartão de crédito e de débito
Preço médio por pessoa: R$ 65,00*

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas e, quando houver, serviço e couvert/entrada. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Estabelecimento Bar - 15/11/2013

O Estabelecimento é um bar que, em quase dez anos de vida, alcançou considerável reconhecimento, sobretudo da imprensa especializada. Participou, neste interim, de oito edições do Comida di Buteco, tendo chegado ao seu auge criativo em 2011, quando homenageou o Norte de Minas com o prato “Falando abobrinha no sereno da madrugada”. Originalmente composto por carne de sereno cozida em especiarias, acompanhada de purê de moranga em anéis de abobrinha e bolinhos de mandioca crua, foi simplesmente a melhor criação dentre os 41 pratos do ano, por mais que não tenha figurado no pódio.

Foto oficial do Comida di Buteco 2011

A receita infelizmente fora descaracterizada no ano seguinte, tendo sido abolida do cardápio neste ano. Em 2012 e 2013 concorreu, principalmente no último, com quitutes que estiveram longe de um consenso.


Surgido de outra receita elaborada para o Comida di Buteco, o tradicional bolinho de arroz da casa recebeu jiló para compor o prato “Paleta em ninho de pelotas”, de 2010. Agradou tanto que passou a ser vendido em porção própria, além de ter sido o motivador da participação do Chef Olívio, proprietário da casa, no programa global Mais Você. Com oito unidades, a porção custa atualmente R$ 25,00, e seus bolinhos são muito menos generosos do que na origem. Já no quesito sabor, continuam agradando bastante.


No dia da nossa última visita acontecia o festival Bar em Bar, que pouca atração exerce sobre o público. O belo-horizontino foi, nos últimos 15 anos, habituado a ter a sua parcela de poder na escolha dos melhores e piores petiscos, bem como acostumado a porções saborosas e inventivas, e que custem valores dentro do razoável. É exatamente o observado no Comida di Buteco, que apesar da descaracterização sofrida nos últimos anos, permanecerá reinando absoluto enquanto não houver outro concurso com voto do cliente, estímulo à criatividade e preços convidativos.

Fechado o parêntese acima, digo que o Estabelecimento foi um dos participantes do adormecido festival da ABRASEL, por meio do prato “Com as coxas de molho”. Apesar do interessante caldo onde as dez coxinhas da asa são cozidas, por algum motivo o seu sabor não foi absorvido pela carne. Coube à simples farofa de abóbora salvar o petisco, que custou R$ 23,00 para duas pessoas.


Para acompanhar os quitutes, a freguesia tem preferência pela cerveja de 600 ml. A Serramalte, anunciada no cardápio, nem sempre existe nos congeladores, porém introduziram a linha Backer recentemente. Enquanto a Brahma custa R$ 7,00, pela Original se paga R$ 7,40.

Dentre os drinks e coquetéis, o que mais tem saída é o Mojito. De bom tamanho e muito bem executado, vale 15 pratas se preparado com rum nacional, ou 18 barões se levar o cubano Havana.


O atendimento nunca foi o forte do bar, e é justamente o garçom mais antigo da casa o que mais espanta pela cara amarrada. Mas, como sempre brinco com os amigos marinheiros de primeira viagem, é do tipo que “assusta, mas não morde”.


O ambiente do Estabelecimento Bar, por fim, é agradabilíssimo. O grande pecado observado, que não diz respeito ao ambiente em si, mas à gerência da casa, é a permissão para que se fume nas partes cobertas do botequim.


Notas:

Ambiente: 4
Atendimento: 2
Bebida: 4
Comida (peso 2): 3
Custo-benefício: 3

Média final: 3 estrelas


Estabelecimento Bar
Rua Monte Alegre, 160 – Serra – Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 3223-2124
Pagamento: aceita cartão de crédito e de débito
Preço médio por pessoa: R$ 65,00*

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas e, quando houver, serviço e couvert/entrada. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

La Tosqueria - 08/11/2013

La Tosqueria é um bar muito bem recomendado pela sua fiel clientela, mas que eu ainda não conhecia. Até que fizesse o “serviço de campo”, imaginava que fosse um barzinho maior e mais incrementado. Ao contrário, é um boteco, constatação esta que pode decepcionar a muitos, mas não a mim.


O mesmo endereço já abrigou redutos boêmios de outrora, como o Gibi e o Panorama. Hoje, o encerramento da cozinha é anunciado à meia noite, tal como acontece na grande maioria dos botequins da cidade. Isso parece não incomodar os clientes mais descolados, vários deles em clara preparação para a noitada.
 
Ainda que exista a opção de mesas ao ar livre, estas as minhas favoritas, nos acomodamos no ambiente interno, que é decorado com variados anúncios de bebidas.

 
Dentre as cervejas de 600 ml, a Heineken e a Serramalte são as melhores pedidas, a R$ 8,60 cada. Em formato long neck há outras opções, incluindo algumas especiais, como a Backer Pale Ale (R$ 6,50). Já os coquetéis não ficam de fora do cardápio, que oferece 15 opções.


Por engano meu, pedi um “Big Lebowiski a.k.a. White Russian” (R$ 10,90), quando na verdade pretendia experimentar o “Caipi La Tosca”, logo abaixo no cardápio. Preparada com vodca, licor de café e creme de leite, trata-se de bebida saborosa e bem apresentada, porém tenho preferência por drinks que não sejam tão doces quanto este.


Para quem não bebe, há alguma variedade de suco natural, como o de frutas vermelhas.


Quando fomos petiscar, já sabíamos o que pedir: pastéis abertos (R$ 17,90 com 12 unidades). Degustados todos os sabores, foram os recheados com gorgonzola, damasco e bacon aqueles que mais nos encantaram. Originais e deliciosos, são seguidos de perto pelos de alho-poró com catupiry.


Experimentamos também as iscas de frango TRETAS ao molho curry (R$ 28,90), cuja textura exageradamente cremosa deveria ser corrigida por algum acompanhamento crocante.


As garotas da mesa reclamaram, em coro, sobre a limpeza do banheiro feminino. Foi este o único grande pecado do boteco, que consegue satisfazer a sua freguesia com bom atendimento e aconchego.
 
 
Notas:
 
Ambiente: 2
Atendimento: 4
Bebida: 4
Comida (peso 2): 3
Custo-benefício: 3
 
Média final: 3 estrelas
 
 
La Tosqueria
Rua Cláudio Manoel, 329 – Funcionários – Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 2516-8680
Pagamento: aceita cartão de crédito e de débito
Preço médio por pessoa: R$ 55,00*
 
*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas e, quando houver, serviço e couvert/entrada. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

sábado, 16 de novembro de 2013

Nosso Botequim - 27/10/2013

Por mais que no papel a localização seja interessante, os empreendimentos anteriores pouco duraram. A Devassa Lourdes abriu em junho de 2011, mas em julho do ano seguinte o imóvel já abrigava o Empório Serafina. Este durou ainda menos que o antecessor, tendo fechado as portas em maio de 2013. Desde julho do ano presente, é o Nosso Botequim que ali funciona.


Ainda que a carta de drinks, as grandes mesas e os televisores juntos das paredes passem a impressão de um bar exclusivo da galera, o cardápio dá dicas de que todos são bem vindos. Tanto que não nos sentimos deslocados por ser o único casal presente naquele dia, e acredito que o vizinho de mesa também se sentiu confortável estando sozinho. Gostei de ter visto, ainda, duas grandes turmas de cinquentões, o que acaba por comprovar a frequência plural do bar.


Antes de falar da atmosfera, chamo a atenção para a escorregadia rampa de deficientes, muito usada pela clientela por ser mais facilmente avistada do que as escadas. Ao longo da noite, não foram dois ou três escorregões que assistimos, e o alerta é ainda mais necessário ao público feminino.

Assim como os demais bares da Marília de Dirceu, é a varanda do Nosso Botequim o primeiro ambiente a lotar. Da mesa onde ficamos, no interior do bar, tínhamos uma vista interessante do balcão onde trabalha o barman, porém o serviço pecou em não aproveitar melhor os aparelhos de ar condicionado.


Para beber, comecei pelo bem recomendado mojito, que custa R$ 14,90 no copo de 300 ml, e o considerei apenas razoável. Talvez fique melhor na versão de um (R$ 28,90) ou dois litros (R$ 36,90), chamados de “Nosso Mojitão”.


Se preferir a tradicional cerveja de garrafa, há opções de diversas fabricantes, como Austria Pilsen (R$ 8,50), Heineken (R$ 8,20) e Original (R$ 7,90), esta menos gelada que o ideal. Já o chopp, da Krug Bier, sai a R$ 5,60.

Dentre os petiscos, começamos com uma porção “pro cê” de bolinhos de feijoada, com 4 unidades. Achei caros os R$ 15,00 cobrados pelas diminutas unidades, mas trata-se de um quitute bem executado.


Na verdade a sua massa se assemelha à do tutu, e cada um deles vai recheado com um pequenino pedaço de calabresa. Na versão “pra nós”, com 8 bolinhos, custa R$ 27,00, e na “pra galera”, com 16 unidades, vale R$ 42,00.


Pedimos também a maçã de peito assada, na versão de 300 gramas (R$ 22,00), que ao chegar à mesa mais se pareceu com a carne cozida, também listada no cardápio. Não nos importaríamos caso estivesse saborosa, mas infelizmente não conseguimos comê-la em razão do excesso de sal.


Para a nossa sorte, o garçom se disponibilizou a trocá-lo por outro petisco, e optamos então pelo filé da casa (R$ 32,00). Trata-se de bifes de filé à milanesa acompanhados por encorpado – porém ácido – molho de tomates, e cobertos por queijo prato. Atende, no tamanho, muito bem a duas pessoas quando em meia porção (400 gramas).


O atendimento agradou, porém falta que a cozinha entre em melhor sintonia com os garçons. Esta se encerra às 21 horas no domingo, mas o bom movimento justifica um avanço de mais duas horas no horário de funcionamento, assim como fazem, não muito distantes dali, o Tizé e a Choperia Maria de Lourdes.


Notas:

Ambiente: 3
Atendimento: 4
Bebida: 3
Comida (peso 2): 2
Custo-benefício: 2

Média final: 2,5 estrelas


Nosso Botequim
Rua Marília de Dirceu, 192 - Lourdes - Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 3234-0262
Pagamento: aceita cartão de crédito e débito
Preço médio por pessoa: R$ 60,00*

*= Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas e, quando houver, serviço e couvert/entrada. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Bartiquim - 11/10/2013

Voltamos ao Bartiquim, tido por muitos belo-horizontinos como o melhor boteco da cidade, para uma happy hour de sexta. Cheguei às 18:30h e, até que o ponteiro dos minutos desse volta completa, era eu o único cliente no passeio do bar. Enquanto os parceiros de mesa não chegavam, tive como companhias a brisa agradável e o silêncio, este só interrompido pelo apito do trem. Trata-se de esquina privilegiada da cidade, como tantas outras do deleitável bairro de Santa Teresa.


Para me ajudar nos pensamentos, fui de Serramalte, a R$ 7,20 cada garrafa. Tive vontade de pedir uma das 15 ou 20 cachaças que o bar oferece, para acompanhar as azeitonas verdes (R$ 3,50), mas me lembrei dos compromissos do dia seguinte, e fiquei apenas nas rechonchudas.


Mais tarde, com o time já completo, experimentamos a porção de fritas com linguiça de frango (R$ 22,90). Foi uma boa recomendação do Bolinha, até porque há dias em que as trivialidades já satisfazem o paladar.


Depois quisemos nos reencontrar com nosso velho conhecido Boi molhado (R$ 27,40), que é a carne de panela ao molho Bartiquim. Bem mais miúdo que no passado, quando o delicioso molho recebia quantidade generosa de carne, restou-nos pedir um pãozinho extra (R$ 0,80) para aproveitar o caldo. Como carne de panela é coisa frequente na farta mesa do mineiro, tive dó de quem já deixou vinte pratas pela meia porção.

Ao longo da nossa estada, vimos o Bolinha recebendo vários fregueses pelo nome, demonstrando a fidelização da clientela. Por mais que o bar feche as portas pontualmente à meia noite, muita gente ainda chegava às dez e tantas, horário quando pedimos a saideira e a conta.



Notas:

Ambiente: 3
Atendimento: 3
Bebida: 4
Comida (peso 2): 3
Custo-benefício: 2

Média final: 3 estrelas

 
Bartiquim

Rua Silvianópolis, 74 – Santa Teresa – Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 3466-8263
Formas de pagamento: aceita cartão de crédito e de débito
Preço médio por pessoa: R$ 50,00*

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas e, quando houver, serviço e couvert/entrada. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Nova Capela - Rio de Janeiro - 15/11/2012

Conheci o bar motivado pelo guia “101 iguarias cariocas para comer antes de morrer”, listado por boêmios e gastrônomos a pedido da Veja Rio. Já no local, soube se tratar de um restaurante histórico, cuja casa foi tombada como patrimônio cultural há dois anos. Aos belo-horizontinos como eu, é impossível não compará-lo à Cantina do Lucas e ao Bolão, dois redutos boêmios similares da capital mineira, também especializados em comida farta e pesada.

Voltando ao prato que ocupa a posição número 1 das melhores iguarias cariocas, com 22% dos votos, falo do famoso cabrito assado, que vai à mesa escoltado por arroz de brócolis e batatas coradas (R$ 93 para duas pessoas). Comemos razoavelmente bem, minha esposa e eu, com meia porção, que custa de 60 a 70% do valor do prato. Trata-se da paleta do cabrito marinada por um dia, em vinho e temperos, antes de ir ao forno, processo que a deixa saborosa e muito macia. O verdíssimo arroz poderia ser melhor não fosse do tipo parboilizado, mas as batatas cozidas e fritas são um tiro certeiro!


 Na ocasião, algumas das companhias de mesa experimentaram o filé mignon, saboroso apesar de ligeiramente passado. Coberto por apetitoso alho frito, é guarnecido com arroz branco e batatas portuguesas, estas encharcadas.


Outros amigos preferiram não fugir do trivial, e foram de espaguete à bolonhesa.

O atendimento do restaurante Nova Capela não é diferente das outras casas do gênero, com muitos garçons que executam o mesmo serviço há décadas, sendo objetivos e eventualmente secos. Na condição de nos atenderem a contento, sem demoras ou insistências, a simpatia de garçom pouco irá me importar.


Para beber há chopp, na faixa das seis pratas, e algumas opções de vinho. O ambiente é simples, nos remetendo ao passado, e o horário de funcionamento, como manda o figurino, avança madrugada adentro!


Notas:

Ambiente: 3
Atendimento:3
Bebida: 3
Comida (peso 2): 3
Custo-benefício: 2

Média final: 3 estrelas

Nova Capela
Av. Mem de Sá, 96 - Centro (Lapa) - Rio de Janeiro - RJ
Tel: (21) 2252-6228
Pagamento: Aceita cartão de crédito e de débito.
Preço médio por pessoa: R$ 70,00

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas, serviço e couvert/entrada, quando houver. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Boteco, uma paixão - Parte final

Em uma bela noite no início de 2005, decidimos bebericar uma cerveja no Bar do Antônio, o famoso Pé de Cana. Entre uma gelada e outra, Pablo e eu tivemos a idéia de criar um site. As redes sociais, como o Orkut, atraiam mais gente a cada ano, e nós queríamos divulgar ali o produto da nossa paixão! Mas e o nome do site, qual seria? Butekage, eu sugeri. Assim mesmo, com K!

Convidamos outros amigos e então botamos o site no ar! Não entendo bulhufas de home pages, e a construção da nossa página ficou por conta do Sólon. Meu papel era escrever sobre os bares que visitávamos, sobre Belo Horizonte, sobre a falta de grana do grupo de amigos, sobre qualquer coisa. Nesse período conhecemos bares que existiram por pouco tempo, como o Lampião, na Sagrada Família, o Boteco Santa Tereza, na Rua Pouso Alegre, e acompanhamos o nascimento de alguns outros, como o Espeto do Manoel II, na Nova Floresta. Foi uma época de muitos sonhos, que duraram pouco, haja vista os diferentes objetivos dos seus integrantes.

No ano seguinte eu pensava em me formar na faculdade, e meus pitacos se restringiram ao grupo Comida di Buteco BHZ, então no Orkut. Já no final de 2006, fui chamado para tomar posse em concurso no interior, a 500 quilômetros de BH. Foi uma ótima experiência, que me permitiu refletir a relação que tenho com a nossa capital e seus botecos. Voltando, em 2009, criei este blog, que vou mantendo com muito gosto. Encerro aqui a “parte final” da minha relação com os botecos, que logo se chamará parte IV. Afinal de contas, quem boteca não fica sem estória!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Caçapa's Choperia e Snooker Bar - 29/09/2013

Inaugurado no início de 2013, o Caçapa’s fica na íngreme e movimentada via que dá acesso ao Buritis, e portanto isolado da área comercial do bairro. A falta de estacionamentos na própria rua é suprida, em parte, pelas poucas vagas disponíveis na galeria onde o mesmo funciona. Para ter acesso ao bar, que fica no terraço desta galeria, é possível subir pelas escadas ou através de elevador.

Já na entrada se observa o esmero da casa quanto à decoração, através da bela mesa de sinuca estilizada com lataria e pneus de um jipe Troller.

Escolhendo uma mesa para ancorar, notamos que no Caçapa’s Sul há ambientes para todos os gostos: um interno com televisores transmitindo jogos, outro sem TV e mais iluminado, um amplo varandão, e ainda dois ambientes superiores, que funcionam para celebrações e – creio eu – quando os demais já estão lotados. Em todos eles se faz presente a mesa de sinuca, deixando clara a proposta de ser um verdadeiro “snooker bar”, com cada ficha custando R$ 2,50.




Dentre todos, optamos pela varanda, que além de mais aconchegante oferece uma senhora vista do bairro.


Para beber, a escolha foi uma torre de chopp Kaiser (R$ 39,90), com 2,5 litros. Por mais que o gelo do resfriador tenha sido trocado pelo dedicado garçom Netinho tão logo o chopp chegou à sua metade, é um formato que só me agrada pela economia. Tirado de um recipiente plástico por um amador, como eu, jamais obterá o colarinho cremoso que deve ter. Aos que estiverem dispostos a pagar, há também tulipas de 300 ml, custando R$ 5,90 quando de chopp Kaiser, ou R$ 6,50 quando de Heineken. A casa não oferece a cerveja em seu formato clássico, de 600 ml, mas há long necks da cervejaria Heineken, como Bavária Premium e Gold, partindo de R$ 6,20 cada.


O cardápio de bebidas enumera também alguns criativos sucos, e ainda combos promocionais, como o balde de Red Label com 4 energéticos Burn (R$ 185,00). Outra oferta é a que acontece de terça a quinta-feira, quando a tulipa de chopp sai a R$ 3,99.

Dentre os poucos petiscos listados, escolhemos um contra filé na chapa, e solicitamos que o seu acompanhamento de batatas fritas cedesse lugar à mandioca cozida, pedido aceito pelo garçom. Recebemos, contudo, mandioca frita. A carne, por sua vez, é de boa qualidade, mas em quantidade não muito farta. A porção é acompanhada por dois “molhos especiais” que, em verdade, não passam de maionese e catchup, os quais foram inteiramente dispensados. Um prato que, no fim das contas, poderia ser mais caprichado pelos R$ 33,90 cobrados.


Volto ao quesito ambiente para dizer do banheiro, que é amplo e limpo.


Importante mencionar a existência de comanda individual, aspecto essencial ao que se propõe o Caçapa’s. No domingo seguinte ao da nossa visita teve início o “Samba Vip”, com apresentação de bandas e DJ a partir das 17h.


Notas:

Ambiente: 5
Atendimento: 4
Bebida: 4
Comida (peso 2): 3
Custo-benefício: 3
 
Média final: 3,5 estrelas


Caçapa's Choperia e Snooker Bar
Rua José Rodrigues Pereira, 640 – Buritis – Belo Horizonte
Tel: (31) 3378-3723
Preço médio por pessoa: R$ 65,00*

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas e, quando houver, serviço e couvert/entrada. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Circuito Gastronômico da Pampulha: Feijuada - 06/10/2013

É pelo segundo ano seguido que nos desapontamos com o Circuito Gastronômico da Pampulha, evento este cuja temática tanto admiramos. Desta vez, porém, o problema não se restringiu à execução do prato, como no ano passado. Por mais que a experiência abaixo relatada tenha sido das mais frustrantes, somos insistentes, e tendo em mente o delicioso cordeiro oferecido pelo Parrillero na primeira edição do festival, em 2010, visitaremos pelo menos outro restaurante neste ano.

Em meio à frente fria que estacionou em BH desde setembro, um domingo de sol se mostrava muito convidativo para o almoço em família. Para estrear no Circuito da Pampulha, meus pais já haviam sugerido o FeiJUada, que concordei ao me lembrar da agradável galeria onde o mesmo funciona. Chegando lá, observamos que as quadras de tênis ao lado da galeria cederam lugar a um estacionamento improvisado, e nos utilizamos do mesmo de bom grado. As boas impressões, contudo, se encerram por aí.

Ambiente proibido aos clientes do Circuito Gastronômico da Pampulha

Subindo para o restaurante, um funcionário pergunta se estávamos ali para o circuito. Acenei positivamente, e ele nos indicou uma área mais abaixo, para onde eram direcionados todos os clientes do evento. Isto mesmo, caro leitor, um descarado apartheid. Ocorre que esta área inferior, ao contrário da outra, estava tomada, só restando duas mesas onde o sol incidia fortemente. Solicitei a presença da proprietária, que nos conseguiu uma mesa no restaurante vizinho, no caso o Bistrô Vila Rica, e a partir de então imaginamos que estaria tudo resolvido.

Outros itens que não o prato do circuito, como as bebidas, deveriam ser escolhidos a partir do cardápio do Bistrô, conforme nos orientou o garçom, de forma que sequer tivemos a chance de conhecer o carta do FeiJUada. Estávamos participando do evento, mas não inteiramente, se é que me entendem, e assim nos deparamos com cerveja long neck da AMBEV a R$ 9,90, vinhos partindo de R$ 54,00 a garrafa, e bebidas não alcoólicas, como refrigerante, suco e a água, a R$ 6,50. Optei por uma caipirinha, bem feita, a R$ 12,50, e no mesmo momento pedimos também os pratos.

Transcorrido o absurdo prazo de uma hora, chegaram à mesa quatro porções individuais, que mostraram apuro na apresentação. No quesito sabor, contudo, derraparam feio, a começar pela horripilante, tenebrosa e desrespeitosa batata palha. Chegamos a ter saudades da duvidosa batata palha da Elma Chips, que certamente atenuaria um pouco a baixa qualidade notada inclusive no item principal. Mal temperado e mal encorpado, o cassoulet foi servido em temperatura inadequada, por maior que tenha sido o tempo de aguardo. Não custa lembrar que o prato custa R$ 54,00, valor que exige deste uma qualidade no mínimo razoável.


Ao final fomos questionados pelo garçom do Bistrô Vila Rica sobre a nossa satisfação, e a partir da resposta negativa, o mesmo pediu ao dono do Feijuada que fosse à nossa mesa. Este, muito simpático e cortês, explicou a história da casa, a concepção do prato, mas foi incapaz de nos retirar o gosto ruim da decepção. Pagamos a conta, de quase duzentos reais, com a nítida sensação de termos sido lesados.


Feijuada
Av. Fleming, 880 - Ouro Preto - Belo Horizonte - MG
Tel: (31)3427-1597
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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

815 Botequim - 27/09/2013

É interessante notar como a cidade vem se expandindo, gastronomicamente falando, para além dos seus eixos principais, quais sejam Lourdes e Savassi. Enquanto a Rua Pium-í, a Av. Fleming e as Seis Pistas – já em Nova Lima – reproduziam muito do que é visto nestes, bairros charmosos e tradicionais ao redor do Centro, como Santa Tereza, Prado, Santo Antônio e Serra, abrigavam botequins descolados e gastrobares. Isso sem dizer da renovação do Maletta, que joga luz no Centro da cidade, infelizmente ainda muito esquecido pelo empresariado e pelo poder público.

Ocorre que as boas novas gastronômicas não estão restritas ao Centro-Sul e seu entorno. Corredores mais distantes do Centro, que antes eram ocupados exclusivamente por trailers, botecos, pizzarias e bares com churrasqueira, agora recebem botequins de cozinha mais fecunda e sofisticada. É o caso da Avenida Guarapari, na Pampulha, do entorno da PUC, no Coração Eucarístico, e agora também da Av. Contagem, no bairro Santa Inês, que há duas semanas recebeu o seu primeiro gastrobar.

Funcionando em pequena loja, o bar dispõe a totalidade de suas mesas no passeio, e comporta não mais do que 25 pessoas sob o toldo. Para noites de vento frio, como a da nossa visita, extensões laterais deste toldo seriam ótima solução. O interior do bar, que é igualmente simples, abriga cozinha e balcão, além dos pequenos toaletes ao fundo.


Para beber, o 815 Botequim oferece cinco variedades de cerveja, todas em 600 ml. Skol e Brahma custam R$ 6,00, enquanto Brahma Extra, Budweiser e Original valem R$ 7,00, esta última geladinha. Falando de sua cozinha, que é o destaque do bar, alguém aí já ouviu falar em poutine? Pois é este sedutor petisco, que me fez delirar com batatas fritas como poucas vezes em minha vida, o carro chefe da casa. De origem canadense, é oferecido em quatro versões: Mexicano, Vegetariano, Bacon e Smoked Poutine. Embarcamos neste último, cujas fatias grossas de batata frita são cobertas por pernil de porco defumado, molho demi-glace, cebola caramelizada e queijo canastra. Uma verdadeira delícia, que ao preço camarada de R$ 19,90 fica ainda melhor!

 

Mais tarde experimentaríamos também a moela à moda do chef (R$ 11,90) que, por não ser uma exclusividade da casa, foge do padrão da poutine.
 

 Salivamos pelo frango frito crocante, oferecido em três tamanhos diferentes, e pela costelinha assada ao molho barbecue (R$ 37,90), onde o cliente pode escolher entre três versões do molho: banana barbecue, goiaba barbecue ou barbecue tradicional. Confiante na qualidade de suas criações, o dono afirmou que sequer as famosas costeletas do Outback batem na sua receita. Mau por não termos tido o suficiente apetite para prová-las, bom pela grande expectativa para a segunda visita. 


Notas: 

Ambiente: 3
Atendimento: 4
Bebida: 3
Comida  (peso 2):3
Custo-benefício: 4

Média final: 3,5 estrelas


815 Botequim
Av. Contagem, 815 - Santa Inês – Belo Horizonte – MG
Tel: (31) 9587-9592 / (31) 9259-0204
Pagamento: cartão de crédito ou débito 
Preço médio por pessoa: R$ 40,00 

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas, serviço e couvert/entrada, quando houver. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Porteño Central - 27/09/2013

E não é que agora podemos almoçar comida argentina, a preço razoável, diariamente? Falo do recém-inaugurado Porteño Central, que funciona na Rua Guajajaras, de frente a uma das portas do Minascentro.


Logo ao chegar, uma folha junto à vidraça do “Resto-Bar” avisa quais as opções do Menu Mediodia. Revelado também pelo Facebook da casa, o menu é modificado semanalmente.


De instalações pequenas, porém aconchegantes, o Porteño Central estampa em suas paredes quadros e flâmulas que fazem menção ao país dos donos.


Na semana quando lá estivemos, eram duas as opções, ambas a R$ 18,00: cação a la panela, que foi a minha escolha, e frango assado ao forno, optada pela Vivian. Há também refeições, como o guisado de lentilha com carnes, indisponível naquele dia, e o bife de chorizo (R$ 35,00), cuja fartura foi notada na mesa vizinha, onde duas comensais dividiam um prato.
Pensamos em pedir empanadas como entrada (R$ 5,00 cada), disponíveis na estufa sobre o balcão, mas fizemos bem em preteri-las, haja vista o bom tamanho de nossas refeições.


Acompanhado de arroz branco temperado com alho, que não sei dizer se existe na Argentina, o cozido de cação com legumes leva especiarias como a páprica, e é delicioso. Caso você goste de comidas ligeiramente apimentadas, apreciará ainda mais!


O frango assado ao forno, por sua vez, vai à mesa guarnecido por batatas fritas e pelo mesmo arroz branco. Aparentemente não marinado e com o tempero mais suave, o frango também agradou, apesar dos acompanhamentos triviais.


Para a sobremesa escolhemos o alfajor caseiro (R$ 5,00), mas há também flan (R$ 7,00) e torta do dia (R$ 6,50), cujo recheio de goiabada dá a impressão de um abrasileiramento.


O atendimento é feito por um dos donos, que tem todo o cuidado em explicar cada item oferecido. Costumo não retornar a estabelecimentos que cobram gorjeta em almoços executivos sem bebidas, porém pretendo abrir ao menos uma exceção, a fim de experimentar o bife de chorizo da casa.

Porteño Central
Rua Guajajaras, 1021 – Centro – Belo Horizonte – MG
Tel: (31) 3273-0658
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