Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Ponto de Prosa - 30/11/2012

Que o formato dos bares apelidados de espetinhos foi trazido a Belo Horizonte pelo Luizinho, dos Churrasquinhos homônimos no Prado, não é novidade pra nenhum botequeiro. Todavia essa fórmula prática, que atrai sobretudo as turmas em suas happy hours, vem se proliferando nos últimos dois ou três anos. Tanto que, no momento em que esboçava a presente resenha, tive notícia de mais um espetinho aberto na cidade, este na Avenida Petrolina, bairro Sagrada Família.

Falando das minhas recentes visitas ao Ponto de Prosa, logo ao conhecê-lo uma ótima primeira impressão, tanto pelo bar se localizar em uma praça, quanto pelas mesas e banquetas disponibilizadas na calçada.

O ponto é residencial, mas não deixa de ter a sua vocação noturna, o que se deve exclusivamente às três décadas de tradição da vizinha Pizzaria do Nino. Talvez seja essa proximidade que explique o perfil do público, que diferentemente do observado nos demais espetinhos, é predominantemente familiar.

Para beber há cervejas long neck, tais como Brahma, Budweiser e Stela Artois, todas a R$ 4,00, e nem sempre geladas como poderiam. As mesmas são buscadas diretamente no balcão, ou solicitadas a qualquer dos atendentes.

Dentre os petiscos, nenhuma criação que confira identidade ao Ponto de Prosa, mas sim os convencionais espetinhos de boi ou porco (ambos com o corte não identificado), além de muçarela, kafta, costelinha, medalhão de frango e pão de alho. Há ainda, como em quase todos do segmento, o frango com queijo copiado do Luizinho. Experimentei quase todos, e à churrasqueira do bar atribuo o conceito regular.

O atendimento, por mais que seja simpático, é amador, sem qualquer autonomia. Em um dado momento notei um inseto dentro da minha garrafa de cerveja, a qual tinha acabado de ser aberta. Expliquei a situação à garçonete, mas ela não trocou a cerveja, não chamou o Gerente, e não teve qualquer outra iniciativa. Como não iria bebê-la, tive de amargar o prejuízo e a chateação.

No final das contas, entendo que o aspecto merecedor de destaque no Ponto de Prosa seja o seu ambiente. Alia-se a isso o recebimento de cartões, características essas duas que, por si só, não são capazes de elevar o Espetinho à primeira prateleira.


Notas:

Ambiente: 3
Bebida: 2
Comida (peso 2): 2
Serviço: 1
Custo-benefício: 2

Média final: 2 estrelas


Ponto de Prosa
Praça Geraldo Torres, 35 - Padre Eustáquio
Tel: 9200-5594
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Salomé Bar - 24/11/2012 (Estabelecimento fechado)

No Salomé Bar eu já havia comparecido em Agosto de 2012, por ocasião do evento mensal do Kekanto. Trazia ótimas recordações do ambiente, mas queria tirar uma segunda prova da cozinha, que não me encantou naquela primeira visita. Fomos, Vivian e eu, no cair da tarde de um domingo de novembro.

Chegando ao estabelecimento, fiz o "reconhecimento" do lugar, começando pelo último pavimento. É lá onde se localizam os banheiros, que vale dizer, são amplos, limpos e agradáveis. Quanto ao ambiente em si, ao que parece este somente é ocupado pela clientela a partir da lotação dos demais, o que pode ser explicado inclusive pelo seu exacerbado calor.

O ambiente intermediário, que é uma espécie de sacada do primeiro pavimento, tem a preferência dos casais. Já o primeiro a ser avistado quando se entra no Salomé, por fim, é o escolhido pelas turmas em suas confraternizações ou happy hours. Como sou muito encalorado, sugeri à Vivian ficarmos neste, e nos assentarmos na última mesa disponível junto aos janelões que dão vista para a rua. A nossa escolha, porém, só foi possível depois de termos convencido o garçom disso, já que a mesma lhe obrigaria a enxugar o chão próximo. Ainda hoje estamos na espera de tal iniciativa.

Para dar início ao que nos levou a este bar, que foi a expectativa por beber e comer bem, chamamos um segundo garçom. Este, mais simpático e proativo, serviu-nos um balde com duas garrafas de Original (R$ 6,20 cada), que estavam na temperatura adequada. Já a Vivian pediu um suco de abacaxi com hortelã, que por sua vez era bem menos encorpado do que o desejado.

No intuito de desfazer o desapontamento quanto aos quitutes da primeira visita, que foram a carne seca acebolada, o filé ao gorgonzola, o medalhão de frango e as bolinhas de queijo, sendo apenas o último deles realmente bom, resolvemos pedir algum prato que tivesse indicação. Foi quando me lembrei que um amigo me havia sugerido, certa vez, o sanduíche. Dentre as doze opções de lanches quentes e frios, optamos pelo "Mignon com cheddar" (R$ 17,90), para dividir. Composto por filé mignon (infelizmente em iscas), cheddar, muçarela e vinagrete na baguete, após a segunda mordida reclamei com o garçom pela ausência do queijo processado que dá nome ao sanduíche. Ele concordou que a cozinha pode ter esquecido, e logo me trouxe uma porção extra do mesmo. Ao me deparar com o potinho do pálido requeijão, notei que o "cheddar" já existia dentro do nosso lanche, por mais que que não tivesse nem o sabor e nem a aparência do mesmo. Uma pena que tenha me esquecido de fotografá-lo, para compartilhar com os amigos e leitores a "nova variedade" de cheddar. Seja como for, e apesar desse porém, considero que o sanduíche seja regular.

Depois de mais algumas garrafas, decidimos experimentar também o escondidinho de carne seca, este recomendado por meio de uma grande fotografia na capa do cardápio. Chegando à nossa mesa, notei que o Salomé trabalha com o purê de batatas, que na minha opinião não harmoniza tão bem com a carne de sol quanto o purê de mandioca. 

Custando na faixa dos R$ 15,00, o seu recheio se mostrou tão insosso quanto a porção de carne seca experimentada em minha primeira visita.

O bar, há que se dizer, é uma franquia da rede paulistana com matriz em Sorocaba, e para que se posicione em um patamar mais elevado, talvez lhe falte justamente um acompanhamento mais efetivo dos proprietários da marca, sobretudo no que se refere à cozinha. O recebimento de todos os cartões, aliado a um interessante ambiente, e ainda uma invejável carta de cachaças, são aspectos que hoje representam os pontos fortes da casa. Acertados os demais quesitos, o Salomé terá plenas condições de competir com os inúmeros estabelecimentos existentes ao seu redor.


Notas Pedrão

Ambiente: 4
Bebida: 3
Comida (peso 2): 2
Serviço: 3
Custo-benefício: 3

Notas Vivian

Ambiente: 3
Bebida: 2
Comida (peso 2): 3
Serviço: 2
Custo-benefício: 3

Média final: 3 estrelas


Salomé Bar
Rua Passatempo, 335 - Carmo
Tel: 3654-5004
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Via Geraes Horto - 10/11/2012

Quem conheceu o Aconchego da Floresta, bar que em 2012 cedeu lugar a uma filial do Via Geraes, certamente sentirá alguma nostalgia ao entrar no novo empreendimento. No meu caso, logo veio à mente a farra que ali fizemos depois da minha colação de grau no colégio, ainda em 1999. Todavia essas lembranças logo se dissiparam, já que o bar atual promoveu uma reestilização para a sua inauguração. Hoje há um telhado colonial e mesas de madeira, que junto à substituição do muro por grades, também em madeira, dão a tônica rústica que é a recente marca da rede.

Era um sábado chuvoso o da nossa visita, e quando chegamos ao Via Geraes já se aproximava das 21 horas. A casa estava com metade das mesas ocupadas, e depois de assentados pedimos uma Brahma (R$ 5,70), tendo sido esta servida ao estilo canela de pedreiro.

Para petiscar, a nossa primeira escolha foi uma porção de carne de sol com mandioca na manteiga de garrafa (R$ 31,90), porém a mesma estava indisponível naquele dia. Reavaliamos o cardápio e nos decidimos pela carne de lata (R$ 30,90), cuja porção é escoltada por farinha temperada e molho agridoce de limão. Como bom mineiro, sou um apreciador de carne suína, tendo me agradado muito a descrição do prato, o qual foge da trivialidade que imperou por anos na matriz do bairro Santa Inês. A sua execução, porém, não se mostrou tão interessante quanto a criação, o que é devido exclusivamente ao exagero de sal na carne, já que os acompanhamentos eram corretos.

Eventualmente a casa oferece música ao vivo à clientela, mediante couvert artístico de preço honesto, e na data em questão se apresentou um cantor de pop rock. O atendimento do bar não compromete, e como pagamento recebem cartões de qualquer espécie. Como a Rua Alabastro é mais movimentada hoje, e também por funcionar um bistrô logo em frente, as vagas de estacionamento se tornaram escassas. Se optar pelo táxi, há um ponto junto ao Hospital São Camilo, na vizinha Silviano Brandão. Na mesma Avenida há boas opções de ônibus, e caminhando um pouco mais se encontra a estação Horto Florestal do metrô.


Notas:

Ambiente: 4
Bebida: 4
Comida (peso 2): 2
Serviço: 3
Custo-benefício: 3

Média Final: 3 estrelas


Via Geraes Horto
Rua Alabastro, 38 - Horto
Tel: 3582-4903
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Rio Scenarium - 16/11/12

Se o Rio Scenarium não tivesse sido apontado pelo jornal londrino The Guardian, ainda em 2006, como um dos 10 melhores bares do mundo, o leitor poderia achar que o adjetivo maravilhoso fosse um exagero. Porém este blogueiro de BH não encontrou palavra que melhor sintetizasse este bar carioca, o qual se intitula como um pavilhão de cultura.

Funcionando em uma bela casa de três andares, nos arredores do boêmio bairro da Lapa, é de saltar aos olhos a sua decoração. Os objetos de antiquário dependurados no teto e juntos da parede, tais quais relógios, lustres e até bicicletas, contribuem para uma atmosfera ímpar, que por si só já faz valer a visita ao lugar.

Para entrar, permanecemos meia hora na fila, e pagamos R$ 30,00 pelo ingresso masculino e R$ 20,00 pelo feminino em uma noite de sexta. Após o cadastro, é entregue a comanda individual que, por já conter o valor de cada item, facilita a vida do cliente.

Dentro do Rio Scenarium, são muitos os bares espalhados pelos três pavimentos, além dos   vários garçons que circulam por toda a casa. Há cervejas long neck de diversos rótulos, a exemplo de Heineken, Bohemia, Stela Artois e Itaipava Fest, todas elas custando na faixa dos R$7,00 cada. Além de drinks variados, e também opções de vinhos.

Para comer, oferecem quitutes e pratos. Em momentos diferentes, experimentamos dois petiscos, quais sejam a porção de pastéis de gorgonzola com nozes, acompanhado de geléia de damasco, e a porção de bolinhas de queijo. Ambas as frituras sequinhas e saborosas, e custando em torno dos vinte reais.

No palco principal, que fica no primeiro pavimento, se apresentou uma ótima banda de samba no dia da nossa visita, que foi sucedida por som mecânico com o fim do show. Já no salão do terceiro pavimento, foram o chorinho e o bolero os ritmos responsáveis por embalar os casais pé de valsa que ali se encontravam. Mais tarde, a dança de salão deu lugar às batidas eletrônicas dos DJ's, e a paquera rolou solta até o fim da madrugada.

Falando do público, por fim, este é composto por pessoas das mais variadas faixas etárias e regiões, do Brasil e do mundo. Todos a procura de experiências que só um bar da qualidade do Rio Scenarium pode propiciar.


Notas Pedrão:

Ambiente: 5
Bebida: 3
Comida (peso 2): 4
Serviço: 4
Custo-benefício: 4

Notas Vivian:

Ambiente: 5
Bebida: 4
Comida (peso 2): 5
Serviço: 4
Custo-benefício: 4

Média final: 4,5 estrelas


Rio Scenarium Pavilhão de Cultura
Rua do Lavradio, 20 - Centro Antigo - Rio de Janeiro - RJ
Tel: 21.3147-9005
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Duke'n'Duke - 03/11/2012

O Duke'n'Duke abriu as suas portas há cerca de dois anos, e já no primeiro mês em atividade conquistaria uma legião de fãs. Alguns virariam clientes em função do ambiente da casa, já que um pub intimista como este é coisa rara em BH. Outros se fidelizariam pelos ótimo sanduíches encontrados no bar, que por intenção ou não do dono, acabaram por se tornar uma das maiores referências de hambúrgueres na cidade.

Ciente de todo o renome do Duke'n'Duke, foi em um domingo de novembro que decidimos fazer a nossa primeira visita ao lugar. E esta aconteceu no horário de almoço, já que nem a Vivian e nem eu conseguiríamos vencer tamanha quantidade de comida em um jantar.

Chegamos por volta das 14 horas, e não tivemos qualquer dificuldade para se encontrar uma mesa. Logo que entramos pela porta, o host nos indicou o melhor lugar para nos assentarmos, e eu comecei a brincadeira pedindo um Imperial Dukes Pale Ale, que custa R$ 12,70 o pint com 568 ml. Cremoso e de sabor marcante, mostrou que o pub se esmera também quanto às suas bebidas artesanais.

Terminado o chopp, partimos para o "almoço". Além das nove variedades de hambúrguer listadas no cardápio, uma plaqueta sobre a mesa anunciava o combo de Burguer Getz, com o qual o Duke'n'Duke participou da última edição do BHRW. Essa foi a escolha da Vivian.

Composto por pão francês, hamburguer "dupla face" (metade bovina e metade de linguiça de lombo), queijo canastra, alface e molho de pimenta biquinho, nesta oferta o delicioso sanduíche vai à mesa acompanhado por refrigerante, e a sobremesa é servida na sequência.

Vale ressaltar que todos os sanduíches já recebem o acompanhamento de batatas, que podem ser fries (fritas em pedaços maiores, com casca) ou chips. Para qualquer dos dois tipos deve ser escolhido o tempero. Optamos pelo spicy em uma das batatas, e pelo cítrico na outra.

O outro sanduíche, escolhido por mim a partir de sugestão do garçom, foi o Montgomery's (R$ 26,90). Igualmente saboroso, é composto por hambúrguer de picanha (180 gramas), cebola caramelizada na Guiness e cheddar em pão convencional de hambúrguer.

Ao final a sobremesa do combo, que no dia foi uma taça de creme de goiabada cascão, com pasta de queijo cottage e chantilly. No mesmo padrão dos outros produtos da casa.

Por tudo dispensamos não mais do que R$ 80,00, valor este pago no cartão de crédito, e que considero honesto pelo bom conjunto da obra. Em meio ao agradável ambiente e ao interessante leque de chopes, são os irretocáveis hambúrgueres o maior destaque do pub. Já conhecíamos os sanduíches gourmet de outras casas de BH, a exemplo de Eddie Fine Burguers, Applebee's, Sam's Burguer, Bocca Hamburgueria Gourmet e Burgueria Pampulha. Entretanto, nenhuma das experiências anteriores se aproxima da que tivemos no Duke'n'Duke.


Notas Pedrão:

Ambiente: 5
Bebida: 5
Comida (peso 2): 5
Serviço: 3
Custo-benefício: 4

Notas Vivian:


Ambiente: 5
Bebida: 4
Comida (peso 2): 5
Serviço: 4
Custo-benefício: 4


Média final: 4,5 estrelas


Duke'n'Duke
Rua Alagoas, 1470 - Savassi
Tel: 3264-9857
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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Maria Lelé - 10/11/2012

Soube do Bar Maria Lelé através da Veja BH, em novembro último. Chegando ao boteco, uma feliz coincidência, já que o proprietário Felipe Mendes, referido na matéria, é um velho amigo. Muitos já sabem, mas repito que, apesar de hoje morar do outro lado da cidade, me fiz butequeiro na Região Leste de BH.

O sábado era chuvoso, em um final de tarde, e o grande movimento ainda não havia iniciado. Dessa forma, pudemos escolher uma boa mesa no passeio, de onde a vista para a rua se manteve obstruída por toldos retráteis durante toda a nossa estada. Nem tanto pela água, que deixou de cair tão logo nos sentamos, mas pela dificuldade do garçom em suspendê-lo. Além deste desconforto, nenhuma outra queixa sobre o atendimento, que se manteve dentro do esperado ao longo da noite.

As garrafas de Brahma, que no Maria Lelé são vendidas a um preço razoável (R$ 5,50), foram levadas à mesa em boa temperatura. Para acompanhá-las, pedimos uma porção de filé ao molho gorgonzola na panhoca, que se destina a duas pessoas, mas que serviu a três como um petisco. Senti falta de um pouco mais do dito queijo, mas o saldo do prato foi positivo, inclusive pelos convidativos R$ 21,00 cobrados pelo mesmo. Aliás, o bom preço parece ser uma marca do bar, que ainda oferece a vantagem do pagamento em cartão.

Em dezembro, na última quinta-feira antes do Natal, voltamos para experimentar a carne de panela com mandioca (R$ 21,00). Infelizmente demos com a cara na porta, pois antes mesmo de desembarcarmos, a proprietária, que é também namorada do Felipe, nos informou que não abririam ao público em função de falta de cerveja. Uma derrapada que acaba por tirar outro ponto do serviço, e que merece uma ligeira atuação, até para não comprometer um bar com cozinha, ambiente e custo-benefício já aprovados.

Falando um pouco mais sobre o interior do bar, chegam a impressionar as boas soluções que os proprietários conseguiram para a falta de espaço. Mas não sem imprimir a sua identidade ao Maria Lelé, observada nos pequenos detalhes.

Permaneço desejoso pela carne de panela, e da próxima vez apenas tomarei o cuidado de ligar antes. Por outro lado, talvez seja justamente esse espírito de informalidade a marca dos botecos, estes cada dia mais escassos em Belo Horizonte. Butequeiros são cheios de manias, e eu sou mais um deles. Caso eu encontrasse, por exemplo, cerveja morna ou um bar sem cozinha, seria mais intolerante. Mas, se não havia cerveja o suficiente, fico é grato por nos terem alertado de início.


Notas:

Ambiente: 3
Bebida: 4
Comida (peso 2): 4
Serviço: 3
Custo-benefício: 4


Média final: 3,5 estrelas


Maria Lelé
Rua Pouso Alegre, 1824 - Santa Tereza
Tel: 2512-2016
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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Petisqueira do Jacaré - 02/11/2012

Soube do novo bar através do amigo Dedé, que é vizinho do mesmo, e já nas primeiras semanas de funcionamento o desvendaria. Alguns meses depois, seguindo de uma visita frustrada a outro bar da região, fui então bebericar a minha primeira cerveja por ali. Na ocasião influenciado por outro amigo que também já conhecia o boteco, no caso o Gê.

Chegando, uma surpresa quanto à incomum disposição do bar, que ocupa uma porção não muito grande do amplo lote onde funciona. Situada ao fundo deste espaço, o restante da área serve como estacionamento, que fica à frente do mesmo e costuma suportar toda a clientela. Nele, porém, o chão é britado, o que pode causar algum desconforto ao público feminino.

Falando do ambiente onde são dispostas as mesas, este comporta quantidade razoável de mesas sob o telhado colonial, e também algumas ao ar livre. Como fiz duas visitas, até para que pudesse fazer uma avaliação mais justa, observei na última delas que a área coberta foi ampliada em torno de 50%, o que poderá garantir um bom movimento inclusive nos dias chuvosos.

Para beber, o bar oferece cervejas clássicas como Skol e Brahma, ao razoável preço de R$ 5,60. Dentre os rótulos premium, somente a Original, que por sua vez é vendida a preço de Zona Sul (R$ 6,80). Mais em conta, a Devassa custa R$ 4,80. Quanto à temperatura da bebida, esta é variável. Se mostrou interessante na primeira visita, dia de pouco movimento, porém decaiu bastante no meu retorno, quando a casa estava completamente tomada.

Além das cervejas, há drinks como a caipivodka (R$ 9,90) e meia dúzia de rótulos de cachaça, além de opções não alcólicas como o suco de laranja (R$ 4,00) e a limonada suiça (R$ 5,00).

Sobre os petiscos, estes são, ao lado do agradável ambiente, o maior tesouro do bar. Sugiro a porção de bolinhos de picanha ao molho barbacue, que ao convidativo preço de R$ 16,50, é composta por 8 saborosos e substanciosos bolinhos recheados com queijo minas.


Outra pedida de bom custo-benefício é a maçã de peito (R$ 13,90), que recebe o acompanhamento de batatas e é servida em uma panelinha de alumínio batido.

Experimentei ainda uma porção de linguiça defumada acebolada (R$ 17,90), que já estava pronta por ter sido comandada equivocadamente para outra mesa. Quebramos o galho do garçom, porém a linguiça, apenas razoável, fica aquém dos petiscos anteriores.

Falando mais do atendimento, considero que este seja, ao lado da temperatura da cerveja, o outro calcanhar de Aquiles da Petisqueira do Jacaré. Não que existam garçons pouco dispostos, mas simplesmente pelo mau dimensionamento da quantidade destes. Em meio à lotação encontrada da minha segunda visita, observei apenas dois empregados com a função de atender o público, número este mais do que insuficiente.

Voltando à cozinha, vale destacar que além da boa quantidade de porções, trabalham também com refeições completas para duas pessoas, servidas a qualquer horário. Aos sábados e domingos a Petisqueira do Jacaré abre mais cedo, às 11h, e como pagamento admitem cartões de crédito e débito.


Notas:

Ambiente: 4
Bebida: 2
Comida (peso 2): 4
Serviço: 2
Custo-benefício: 3

Média final: 3 estrelas


Petisqueira do Jacaré
Av. Francisco Negrão de Lima, 61 - Garças (Pampulha)
Tel: 3497-2669
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