Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Papo Legal II - 27/12/2012


O Papo Legal II é um espetinho que funciona na Avenida Silva Lobo, próximo à Faculdade Newton Paiva. A sua primeira unidade, que eu ainda não conheci, fica no bairro Santo Antônio. Para quem não é de Belo Horizonte, ou comparece a bares com pouca frequência, vale explicar que o termo espetinho é aqui utilizado para distinguir os demais bares daqueles que têm neste petisco o carro chefe da casa.

Diferentemente da maior parte das experiências que já compartilhei neste blog, ao Papo Legal II eu não cheguei através da indicação de amigos, e nem impulsionado por minhas próprias pesquisas. Avistei-o desde o primeiro dia que comecei a caminhar na dita Avenida, porém a primeira visita levou mais de dois anos para acontecer. Na verdade, e em meio aos meus exercícios físicos, me sentia um vitorioso em cada recusa àquele convidativo cheirinho que sai das suas churrasqueiras. Em dezembro, mês que tudo se pode, finalmente me sentei em uma das mesas daquele bar que fica à frente da quadra de esportes.


Já de início, alguma dificuldade quanto ao atendimento. Os garçons demoravam a voltar, e não nos forneciam informações precisas sobre os espetinhos disponíveis. Tanto que o espeto de provolone com abacaxi (R$ 5,50), “inexistente” de início, deu o ar da graça um pouco mais tarde. Mais leve do que as carnes, porém não menos saboroso, talvez tenha sido a melhor pedida do dia.


Mais tarde pedi um “brochetinho”, cuja indisponibilidade me empurrou para o churrasquinho de alcatra. Ao preço de R$ 5,00, mostrou-se menos suculento e pior temperado do que o mesmo espeto nos Churrasquinhos do Luizinho, bar este que entendo como referência no assunto.


Para encerrar, um espetinho de muçarela (R$ 5,00). Mal assado, chegou à mesa carbonizado por fora e frio por dentro.

Além dos espetinhos, também carnes no quilo e porções triviais, como batatas fritas e frango a passarinho. Para acompanhar qualquer dos quitutes, o Papo Legal II oferece cervejas, drinks e doses. Dentre as loiras listadas, nada da Antarctica, cujo preço de cardápio é 4,90. Mais uma vez tivemos de fazer nova escolha, e ficamos na Brahma (R$ 5,50). O cardápio ainda lista Original, Bohemia e Brahma Extra (R$ 6,00), Heineken (R$ 6,20) e algumas da cervejaria Krug Bier, como a Austria Weiss (R$ 8,20).

Falando do ambiente, este é típico de boteco, com a maioria das mesas de plástico dispostas no passeio. Fecha aos domingos, e admite pagamento da conta com cartão de crédito ou débito.


Notas:

Ambiente: 3
Bebida: 3
Comida (peso 2): 2
Serviço: 1
Custo-benefício: 2

Média final: 2 estrelas


Papo Legal II
Av. Silva Lobo, 1699 - Grajaú
Tel: 3371-0704
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Bar Ocidental - Rio de Janeiro - 17/11/2012


A busca pelo chamado triângulo das sardinhas, no Centrão do Rio de Janeiro, foi motivada pelo colega blogueiro Nenel Neto, que certa vez me contou da sua existência. Era um sábado, e quando chegamos à dita região, já passava do meio dia. De início pensamos ter tido azar, visto que apenas um dos vários bares daquele quarteirão estava aberto. Ocorre que este boteco, de nome Bar Ocidental, é justamente o pioneiro do formato copiado pelos vizinhos, e ali funciona há mais de seis décadas.

Legítimo representante do segmento de botecos, apresenta um ambiente interno de simplicidade extrema. Há também mesas externas, de plástico e sem forro como manda o figurino, e cobertas por uma lona que abriga a clientela do sol e da chuva.

O cardápio não existe, e o letreiro disposto em uma das paredes do bar lista sardinha (R$ 1,80 a unidade) e a pescadinha (R$ 13,00 cada), além do chope Brahma, ao preço de R$ 4,50 com 300 ml. Há ainda suco natural de laranja, além de refrigerantes e doses diversas.

Pedimos sardinhas para todos, peixe este que é muito bem frito depois de limpo e aberto. Empanados em fubá e apresentando o sabor marcante que lhe é característico, o quitute acompanhou muito bem o chope gelado.

Mais tarde, a pedido dos companheiros de mesa, experimentamos também a pescadinha, que infelizmente não me encantou tanto quanto o prato típico da casa. Aos que desejarem um almoço, basta solicitar guarnições à parte, como arroz com brócolis e batatas fritas.

Falando do atendimento, este é ligeiro e objetivo. O público de sábado é predominantemente familiar, e ao que parece se dirige àquela porção do Centro exclusivamente para se fartar de sardinhas, já que nos finais de semana não há nada funcionando na erma redondeza. O Bar Ocidental fecha aos domingos, e como pagamento admite cartões de crédito e débito.


Notas:

Ambiente: 2
Bebida: 3
Comida (peso 2): 3
Serviço: 3
Custo-benefício: 4

Média final: 3 estrelas


Bar Ocidental
Rua Miguel Couto, 124-C - Centro - Rio de Janeiro – RJ
Tel: 21.2253-4042
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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Silvio's Bar - 15/12/2012


Vaca atolada às segundas-feiras, canjiquinha com costelinha de porco nas terças, rabada com batatas e agrião nas quartas, polenta nas quintas, dobradinha com feijão branco nas sextas e feijoada aos sábados. O peixe com purê e o espaguete a bolonhesa são diários, e da mesma forma o espetacular feijão tropeiro, que é o melhor da cidade. Na estufa, “quando disponível” (mas quase sempre tem): costelinha frita, chouriço, batatinhas coradas e o “figuinho” (fígado de galinha ao molho), petisco este com o qual sempre inicio cada nova visita ao bar. No cardápio, porções tradicionais de boteco, como almondêgas ao molho, contra filé com fritas, carne de sol com mandioca, moela ao molho, bolinho de bacalhau e fígado com jiló acebolado. E, como se não bastasse, dois dos mais originais petiscos criados para o Comida di Buteco até hoje: o jiló a milanesa, que foi copiado aos baldes tanto na edição de 2010 do evento, ano em que o ingrediente obrigatório foi o jiló, quanto por outros estabelecimentos em momentos diversos; e as fritas três em um, também reproduzidas em toda a cidade, inclusive em barzinhos da moda na Zona Sul. Destacam-se ainda outras interessantes criações da sua cozinha por motivo do referido concurso, como a farofa de jiló e a bisteca com angu e taioba. Por fim, há bons caldos, e ainda o mexidão de tropeiro. Acredite caro leitor, já experimentei todas elas, e mais uma meia dúzia de pratos que não mencionei.



Quem bem conhece os bares de BH logo perceberia, a despeito do título desta resenha, que falo aqui do Silvio’s Bar. Um boteco que mereceria respeito pelo simples fato de ter quatro décadas de existência, mas cuja qualidade ímpar da sua cozinha faz com que continue se destacando, e não tome conhecimento de qualquer concorrência. O motivo para tanto tem nome e sobrenome: Maria Gonçalves, que é a víuva do Silvio, e que permanece conduzindo o bar com a excelência de sempre.

Foi em meados da década de 90, há quase vinte anos, que tive o prazer de conhecer este botequim. Nessa época ainda não existia o Comida di Buteco, que hoje joga luz em bares fora da Região Centro-Sul. Mesmo assim, aquela primorosa cozinha já atraia gente de toda parte da cidade. O Silvio’s Bar que conheci, nesse tempo, funcionava em outro endereço, mas distante poucos metros dali. O seu balcão em U, no melhor estilo puleiro, fazia tanto sucesso que foi reproduzido no novo endereço, este maior e melhor estruturado. Com o tempo eu também me contagiei, e em minhas duas únicas oportunidades de beber cerveja sozinho, foi naquele balcão que o fiz. Aliás, sozinho nada, já que eu estava muito bem acompanhado dos sempre agradáveis garçons.

Última participação do Silvio's Bar no Comida di buteco, em 2009

Tendo dito tudo isso, inicio a avaliação crítica da minha última visita, que aconteceu em um sábado de dezembro. Neste dia o bar abre às 12 horas, e foi pontualmente neste horário que lá cheguei. Estava acompanhado de amigos, e como o céu estava aberto, optamos pelo ambiente externo em detrimento dos outros dois, quais sejam o balcão e o anexo, sendo este último também a garagem dos donos. Como a prefeitura não conhece as nossas tradições de boteco e proibiu a disposição de mesas e cadeiras na calçada de frente, a solução dada foi o improviso de assentos a partir de engradados de cerveja.


Para não fugir da regra, demos início à butecage com meia porção de fígados de galinha ao molho (R$ 6,00). Esta foi acompanhada de Paulistânia Pilsen, rótulo este recém-incorporado ao cardápio, e que por ali custa módicos R$ 7,60. Há a opção de Brahma e Skol (R$ 5,50) e também Bohemia e Original (R$ 6,50). Outras opções de bebidas são os dezoito rótulos de cachaça, os drinks clássicos como a caipirinha e a caipiríssima, e o suco natural de laranja.


Como tínhamos em nossa roda pessoas que debutavam no bar, o jiló empanado e a fritas 3 em 1 também foram pedidas obrigatórias. Estas custam em torno de R$ 20,00, quando inteiras, e entre R$ 12,00 e R$ 15,00 quando meias porções. A primeira se trata do jiló fatiado longitudinalmente, ou “de cumprido”, empanado com ovo e queijo parmesão ralado grosseiramente, e frito.

Já o segundo são batatas chips, chamadas em outros lugares de batatas portuguesas, acompanhadas de uma travessa de queijo ralado e outra travessa de molho a bolonhesa. A mesma deve ser primeiramente regada no molho para depois receber o queijo, de forma que possa ser temperada por ambos. Qualquer das duas pedidas acompanha muito bem uma cervejinha.

Nessa visita preferimos não almoçar, e deixamos para outra oportunidade a feijoada, e também o tradicional tropeiro. Saboroso, foi o primeiro prato a fazer a fama do Silvio’s Bar anos atrás. Nele, o feijão é rico em linguiça, bacon e ovos. Na versão padrão, que custa R$ 25,00 e atende no mínimo duas pessoas, a porção chega à mesa acompanhado de torresmo, bife de lombo, arroz e couve. Se o cliente desejar, poderá pedir ovos fritos à parte.

Falando do ambiente, este é típico de boteco, e recebe reformas com frequência. Na última delas foram acrescidas banquetas e mesas de mármore ao lado direito do balcão, ambas chumbadas à parede, e que permitiram um melhor aproveitamento do espaço interno. O atendimento no balcão, como foi dito, é personalizado, mas os garçons que trabalham nos demais ambientes também seguem essa linha, de acolhimento e informalidade. O Silvio’s Bar fecha aos domingos, e como pagamento recebem cartões de qualquer espécie.


Notas:

Ambiente: 3
Bebida: 4
Comida (peso 2): 5
Serviço: 4
Custo-benefício: 5

Média final: 4,5 estrelas


Silvio's Bar
Rua Begônia, 199 - Esplanada
Tel: 3482-3001
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Bar da Neca - 01/12/2012

Localizado no encontro da Rua Pium-í com a Rua Passatempo, que hoje constitui uma das mais badaladas esquinas de BH, o Bar da Neca tem mais de uma década de tradição, e é o "boteco do coração" de muita gente que conheço. O bar começou menor, e o bom movimento de sempre permitiu que ele fosse se expandindo para as lojas adjacentes. Além disso, já teve uma filial em outro movimentado eixo da cidade, qual seja a Avenida Prudente de Morais, não tendo esta durado muito tempo.

No dia da última visita, que aconteceu no primeiro sábado de dezembro, optamos por chegar com o final da tarde, horário de entressafra entre o público diurno e noturno. Aliás, é notável a diferença entre ambos, já que o primeiro é constituído por famílias e pessoas de meia idade, enquanto as turmas e os solteiros em busca de paquera compõem o segundo "expediente".

Para beber fomos de Brahma, que no Bar da Neca é comercializada ao honesto preço de R$ 5,50. Há ainda cervejas premium da AMBEV, além de drinks e cachaças. Independente de qual seja a escolha, tudo será servido com discrição e agilidade pelo time de garçons.

Falando do cardápio, os petiscos são bem variados, e o mesmo ainda lista uma ou outra opção mais substanciosa. Demos início pela porção de bolinhos de mandioca recheados com carne moída. Com os quitutes bem fritos e custando não mais do que vinte reais, conquistou a simpatia dos presentes. Na mesma faixa de vinte pratas, o fígado acebolado com jiló é outra saborosa pedida, e inclusive se mostrou melhor executado do que as porções oferecidas pela maior parte dos bares do Mercado Central. Sem qualquer dúvida, um acompanhamento de primeira para a cerveja.

Mais tarde ainda experimentaríamos a porção mista de pasteizinhos, que fechou com chave de ouro a boa impressão da cozinha.

Por ali nada de pratos inventivos, como aqueles criados ano a ano pelos bares que participam do Comida di Buteco. Entretanto, considero que o trivial bem executado também mereça as suas palmas. Cravado numa região badalada, onde nem todos sobrevivem à concorrência, o despretensioso Bar da Neca surpreende, sobretudo pelo ótimo custo-benefício que oferece.


Notas:

Ambiente: 4
Bebida: 4
Comida (peso 2): 4
Serviço: 4
Custo-benefício: 5

Média final: 4 estrelas



Bar da Neca
Rua Pium-í, 690 - Carmo
Tel: 2555-9132
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