Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
Traduzir para ChinêsGoogle-Translate-Portuguese to FrenchGoogle-Translate-Portuguese to GermanGoogle-Translate-Portuguese to ItalianGoogle-Translate-Portuguese to JapaneseGoogle-Translate-Portuguese to EnglishGoogle-Translate-Portuguese to RussianGoogle-Translate-Portuguese to Spanish Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Ponto do Espetinho II - 23/06/2013

O Ponto do Espetinho existe há cerca de 10 anos, e a unidade da Av. Prudente de Morais recebe o número II ao final, para diferenciá-la da matriz, que fica dentro do bairro Santo Antônio, e da unidade III, situada na Avenida Brasil. O bar já teve outras duas filiais, que por algum motivo seriam rebatizadas como Ponto da Picanha, o que aconteceu há uns cinco anos atrás. Apesar do nome e da óbvia presença dos espetinhos, quem frequenta o Ponto do Espetinho sabe que o carro chefe é o churrasco no quilo.



Diferentemente do Amarelinho da Prudente, boteco este que desconfio ter servido de inspiração ao Ponto do Espetinho, por ali não é o brochete o campeão de vendas, que por sinal nem consta no cardápio, mas sim a alcatra com cheddar (R$ 39,90 com 400 gramas de carne). Não sou muito favorável a este tipo de combinação, mas cedi a partir de recomendação do garçom e apelo dos companheiros de mesa. Sorte que os amigos não optaram pelo cheddar sobre a picanha (R$ 44,50 com 400 gramas de carne), pois aí sim, estaríamos diante de verdadeiro crime.


Falando do sabor, confesso que não decepcionou. O farto cheddar derretido sobre a macia alcatra acompanhou bem a Budweiser gelada (R$ 7,50 cada garrafa), e a mandioca na mateiga de garrafa, que escolta todas as carnes no peso e pode ser substituída por fritas, é digna de palmas. Não sei se voltaria a pedir esta cobertura de cheddar, mas deixo a dica aos apreciadores da iguaria.



Além das carnes na brasa, outras duas marcas do Ponto do Espetinho são as mesas no passeio e as LCD’s transmitindo jogos de futebol. O atendimento, por sua vez, derrapou feio ao errar a conta duas vezes.



Além das convencionais cervejas da AMBEV, há algumas importadas, a exemplo das uruguais Norteña e Patrícia (R$ 14,90 o litrão). O preço dos espetinhos, pra não dizerem que me esqueci deles, varia entre R$ 4,50 (salsichão) e R$ 12,50 (picanha).




Notas:

Ambiente: 3
Atendimento: 1
Bebida: 4
Comida (peso 2): 3
Custo-benefício: 2

Média final: 2,5 estrelas


Ponto do Espetinho
Av. Prudente de Morais, 393 – Santo Antônio – Belo Horizonte – MG
Tel: (31)3296-3699
Pagamento: cartão de crédito ou débito
Preço médio por pessoa: R$ 60,00*


*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas, serviço e couvert/entrada, quando houver. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, ou quatro cervejas de 350 ml, ou dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

sábado, 22 de junho de 2013

Basin - 15/06/2013

Fomos nós ao Basin, que funciona na Praça Pedro Celso de Abreu, bairro Dona Clara. O amigo que nos indicou a casa, entusiasmado com uma visita anterior, chegou a apelida-lo de “Silvio’s da Pampulha”, inclusive por uma nítida inspiração no cardápio do tradicional bar do Esplanada. Esqueceu-se, porém, de informar que o estabelecimento é um misto de “serve-serve” (com opção de marmitex), pizzaria e bar.


Esta diversidade da proposta seria a nossa maior decepção, pois chegando ao boteco às 14h de um sábado, só nos seria possível experimentar os tira-gostos a partir das 17h, horário de chegada das cozinheiras do turno da noite. O dono até ofereceu algum prato com itens do bufê, lá pelas 15h, o que obviamente recusamos.



Às redondas 18 horas, depois de 16 geladas e baratas garrafas de Brahma (R$ 4,90), bem como porções de amendoins e frios da padaria ao lado, finalmente chega à mesa o primeiro petisco, que foi a carne de panela ao molho de cerveja preta acompanhada de batata tipo chips (R$ 19,90). Ressaltando que esta foi a nossa segunda opção, já que a carne de lata descrita no cardápio era representante do "tem mas acabou".


Falando do petisco em si, a carne, servida em pequena quantidade, estava regular no sabor, e com o molho bem menos espesso do que poderia ser. As abundantes fritas, por sua vez, se mostraram encharcadas.


O segundo prato que experimentamos foi o jiló a milanesa (R$ 14,90). Por estar tão encharcado quanto as batatas do primeiro, não pode ser totalmente aproveitado.


Depois de duas frituras mal executadas, solicitamos ao garçom uma adaptação na “costelinha defumada com mandioca e molho de jabuticaba” (R$ 19,90), que chegou com a raiz cozida ao invés de frita. Foi justamente ela o melhor do petisco, já que a costelinha estranhamente não tinha ossos, e no sofrível molho de jabuticaba, servido à parte, só se notou o gosto de Sazon. Me desculpo aqui pela foto, com a porção já consumida.


Por fim, e para mostrar que nem tudo está perdido, o saboroso ora-pro-nobis da Regina (R$ 7,00), que é uma espécie de polenta caprichada no molho de carne moída e coberta com a mineiríssima folha, servida em recipiente individual.


Além dos rótulos clássicos de cerveja, o Basin oferece uma ou outra variedade de importadas, e também cachaças em dose como a Salinas (R$ 5,00).


O atendimento dos garçons não comprometeu, os banheiros são muito limpos, e a estada em uma das mesas do passeio, com vista para a pequena praça, se revelou muito aprazível apesar dos deslizes da cozinha.


Notas:

Ambiente: 3
Atendimento: 2
Bebida: 3
Comida (peso 2): 2
Custo-benefício: 3

Média final: 2,5 estrelas


Basin
Rua Orozimbo Nonato, 1053 (Praça Pedro Celso de Abreu) – Dona Clara – Belo Horizonte – MG
Tel: (31) 2552-9083
Pagamento: cartão de crédito ou débito
Preço médio por pessoa: R$ 35,00*


*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas, serviço e couvert/entrada, quando houver. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, ou quatro cervejas de 350 ml, ou dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Gata Seca - 01/06/2013

Voltando ao segundo pavimento do lendário Edifício Maletta, que recentemente despertou a sua vocação gastroetílica, dessa vez visitamos outro de seus novos botequins: o Gata Seca Bar e Café.
 

Diferentemente dos primeiros bares que ali se instalaram, a exemplo do Café Biografias, do Arcângelo Café e do Dub, o Gata Seca funciona na sacada que dá vista à Avenida Augusto de Lima. Perde-se em visão, já que da outra sacada, sobre a Rua da Bahia, é possível avistar a bela arquitetura do Centro Cultural. Entretanto o ambiente é igualmente ventilado e agradável.
 

Internamente, o boteco expõe araras de roupas, que não sei dizer se estão à venda ou servem apenas como decoração, e ainda oferece uma espécie de lounge no seu segundo piso. O banheiro, por sua vez, é unissex, mas estava limpo no dia da visita.
 
Um grande diferencial deste bar sobre os seus pares é a oferta de cerveja nos tradicionais cascos de 600 ml, vasilhame este que retrata com exatidão o nosso espírito butequeiro. Apesar de prometidas no cardápio a Heineken, a Original e a Serramalte (R$ 6,50), nos freezers apenas a Austria Beer, partindo da interessante Larger (R$ 7,50) e sendo oferecida também nas versões Weiss, Ale e Amber, nenhuma delas ultrapassando as dez pratas. Há ainda boa variedade de drinks, partindo dos R$ 10,00.
 

Para beliscar, pedimos uma dica da sobrecarregada Jasmim, que foi logo nos advertindo sobre a inexistência da tábua de frios (muçarela, trança, provolone, palmito, azeitona, ovo de codorna e torradas, a R$ 20,00). Por nos ter informado que qualquer das porções de bruschetta (R$ 12,80) seria menos adequada a três pessoas do que a batata acompanhada (R$ 16,00), ficamos com a segunda opção. Nela, as batatinhas são cozidas com casca e depois partidas ao meio, e recebem cobertura de requeijão, ervas e castanhas. Um petisco simples, mas que agradou no sabor e na quantidade.
 

O atendimento é informal e, mesmo indo buscar as cervejas no balcão em duas ou três oportunidades, houve a cobrança dos 10% referentes ao serviço. Eventualmente há DJ’s embalando a clientela, mas não foi o caso deste sábado, quando a trilha sonora era um disco do Jorge Ben Jor.
 
 
Notas:
 
Ambiente: 3
Atendimento: 2
Bebida: 3
Comida (peso 2): 3
Custo-benefício: 3
 
Média final: 3 estrelas
 
 
Gata Seca Bar e Café
Av. Augusto de Lima, 233 – Centro – Belo Horizonte – MG
Tel: não encontrado
Pagamento: cartão de crédito ou débito
Preço médio por pessoa: R$ 40,00*
 
*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas, serviço e couvert/entrada, quando houver. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, ou quatro cervejas de 350 ml, ou dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.
 

terça-feira, 4 de junho de 2013

Adega da Cachaça - 31/05/2013

A Adega da Cachaça é um bar de ambiente literalmente caseiro, com uma mesa interna, em sala completamete decorada por prateleiras de cachaça, e seis mesas de plástico na varanda. À frente do botequim não há placa, e nos fundos ficam os banheiros masculino e feminino, ambos limpos.


 A cachaçaria irá completar 50 anos em 2014, e por ali é o Sr. Lima, o dono, quem toma conta de tudo. Da cozinha à limpeza, passando pela boa consultoria dos rótulos que oferece, é só dizer o que deseja que ele resolve. Como não há garçons, também não se cobra os 10% referentes ao serviço destes.


Algumas das cachaças são vendidas em garrafas fechadas, mas para beber em dose há no mínimo as 28 listadas no cardápio, custando entre R$ 5,00 e R$ 10,00. Experimentei e aprovei a Gameleira, de Pedra Azul (R$ 5,00), que me foi indicada pelo proprietário. Além das branquinhas, há cervejas como Antarctica, Brahma e Skol, a R$ 5,00, e Original, a R$ 7,00.


Os petiscos são a carne de panela com mandioca, a dobradinha com feijão branco e a linguiça assada, todos custando o mesmo preço: 10,00 no recipiente pequeno, 15,00 no médio e 20,00 no grande, atendendo a uma, duas ou três pessoas, respectivamente.
 

Comemos uma porção média de dobradinha, muito saborosa, e que poderia ir à mesa com um pouco mais de feijão branco. Para acompanhar, um pratinho com seis mini-pães (R$ 3,00), servidos quentinhos por serem aquecidos pelo dono. Sinal da gentileza deste para com a sua clientela.



Notas:

Ambiente: 3
Bebida: 4
Comida (peso 2): 4
Serviço: 3
Custo-benefício: 4

Média final: 3,5 estrelas


Adega da Cachaça

Rua Arthur Alvim, 110 - Horto - Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 3467-3511
Pagamento: recusa cartão de crédito, cartão de débito e cheque.
Preço por pessoa: R$ 30,00*

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas, serviço e couvert/entrada, quando houver. As bebidas podem ser duas cervejas, de 600 ml, ou dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.