Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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sábado, 31 de agosto de 2013

Odeon - Retorno - 16/08/2013

Do Odeon nós já falamos, há pouco mais de um ano, quando lá estivemos para a primeira visita. A estada tinha sido breve e, como o ambiente e a vista haviam nos agradado, decidimos voltar em uma sexta-feira de agosto. Quando chegamos já passava da meia noite, porém neste dia o botequim funciona até as 02h da manhã.

Dessa vez fui de Backer Pilsen, que custa R$ 9,50 na garrafa de 600 ml. Como chegávamos famintos do cinema, fomos logo fazendo as nossas escolhas, que foram uma polenta e um caldo de abóbora com gorgonzola, ambos em porção individual. A polenta é rica do suculento molho a bolonhesa, e o caldo de abóbora, que tem a consistência de um creme, parece ser feita com mogango ou abobrinha italiana.


Tanto um quanto outro são preparados com esmero, o que lhes torna boas pedidas. Acho caro, contudo, o valor de R$ 15,00 por cada um deles.



O atendimento, com garçons despachados, é um dos trunfos deste bar. Tanto que logo negociaram uma mesa junto a um grande grupo que ali se encontrava, já desfeito em parte. Talvez uma espera junto ao balcão, com venda de bebidas, fosse outra boa solução, e deixo registrada a minha sugestão. 

Termino com outro questionamento aos amigos e leitores, sobre segundas resenhas de bares já blogados: é interessante a publicação de novas impressões sobre estes lugares? 

Notas: 

Ambiente: 4
Atendimento: 4
Bebida: 3
Comida: 4
Custo-benefício: 3



Média final: 3,5 estrelas


Odeon
Rua Adamina, 135 - Santa Tereza - Belo Horizonte – MG
Tel: (31) 2514-8487
Pagamento: Recusa cartão de crédito e admite cartão de débito.
Preço médio por pessoa: R$ 65,00

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas, serviço e couvert/entrada, quando houver. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Bombshell - 15/08/2013

É bem interessante se deparar com a criatividade de alguns empresários, que transformam espaços diminutos em ótimos bares. É o caso do Bombshell, que mesmo tendo incorporado mais uma loja de igual tamanho, permanece abrigando no passeio a maior parte da sua clientela. Aos olhos do belo-horizontino, um passeio comum já seria agradável, porém se trata de calçada embalada pelo som de DJ’s, que animam a descolada freguesia.


Aberto no começo de 2012, o Bombshell tem na seção de drinks o seu ponto forte. Por recomendação do simpático garçom, experimentei o “Demônio”, que é preparado com limão capeta, canela, mel e vodka. Mais generoso do que as caipi-vodkas encontradas por aí, a agradável bebida vai à mesa em roupagem convidativa.


Há mais quinze opções de drinks, porém a cerveja não fica de fora. No tradicional recipiente de 600 ml, a Original (geladíssima) e a Skol custam R$ 6,80, mas há opções de long neck, variando entre R$ 4,50 e R$ 6,00 cada. À parte, também uma enxuta carta de vinhos, para quem não abre mão da bebida.

No dia da visita eu quis petiscar alguma coisa, porém não vi, no cardápio que muito se parece com o do Barracão Butiquim, nada que pudesse se conservar quente sob o vento frio da rua. A melhor pedida seria uma batata rosti (entre R$ 32,90 e 36,90), carro chefe da casa, mas como eu estava sozinho não teria apetite para tanto. Na próxima visita pretendo experimentar as coxinhas de frango fritas com chutney de banana (R$ 24,90) ou a porção de pastéis de queijo do reino com cebola (R$ 12,90, com seis unidades).


Encerro compartilhando uma dúvida pessoal, quanto à utilidade de uma resenha que não avalia a cozinha do estabelecimento. Vale a pena dividir experiências como esta, ou é mais favorável aguardar pela segunda visita, quando seja possível comer?


Notas:

Ambiente: 4
Atendimento: 3
Bebida: 4
Custo-benefício: 3


Média final: 3,5 estrelas


Bombshell
Rua Sergipe, 1395 – Savassi – Belo Horizonte – MG
Tel: (31) 8850-3627
Preço médio por pessoa: R$ 60,00

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas, serviço e couvert/entrada, quando houver. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Entre Folhas - 14/08/2013

O Bar Entre Folhas já está mais do que consolidado em BH, e até bem pouco tempo pareava com o vizinho Graças a Deus (ou GAD, para os íntimos) a preferência de quem sai para paquerar naqueles arredores. O segundo fechou recentemente, e atualmente o botequim da Rua Major Lopes reina soberano por ali.


Depois de uma primeira visita um tanto quanto rápida e inusitada, que aconteceu a convite do simpático garçom que encontrou nossas carteiras roubadas na Rua do Lord Pub, retornei à casa uns oito anos depois. Era véspera de feriado em BH, e às 22:30h, horário em que chegamos, a casa já estava devidamente tomada. Como não haviam mais mesas, encostamos no primeiro balcão avistado, substituído por outro balcão com banquetas disponíveis mais tarde.

O bar continua tendo no ambiente o seu ponto forte, e a rampa que inicialmente era pouco utilizada, agora funciona como um “fumódromo”. O público, composto por turmas grandes e pequenas, é embalado pela boa trilha sonora, e foram vistas no mínimo duas comemorações de aniversário.


Para beber fomos de cerveja Original, geladíssima e custando R$ 6,80 cada garrafa. Depois de 01h da madrugada só restou, na versão 600 ml, a Serramalte, que já não estava em boa temperatura. Como embalamos nas ampolas, deixei de experimentar os drinks, como a caipiabsolut com abacaxi (R$ 13,90), que me foi muito bem recomendada por um amigo. Além deste, há outras 13 opções.



Quando fomos beliscar, escolhemos o Enroladinho com frango (pão sírio recheado com requeijão, muçarela, molho pesto, tomate seco caseiro e frango, servida quente), que custa R$ 24,90, que não existia de fato. Os demais petiscos não fogem do trivial e, assim, optamos por uma porção de linguiça de pernil com mandioca (R$ 26,90). Por mais que as mandiocas processadas tenham sido fritas além do necessário, a linguiça é de boa qualidade, tendo agradado bastante.


Pela inexistência de itens do já enxuto cardápio, demora da reposição das bebidas, e preparo ainda mais lento do quitute, considero que o atendimento destoe negativamente dos demais aspectos. Muitos irão dizer que quem vai ao Entre Folhas não está preocupado com a comida, o que irei concordar.


Na hora de pagar a conta, o cliente deve se dirigir ao caixa de posse da sua comanda. Como neste posto só trabalha um funcionário, as filas demoram cerca de 10 minutos, e aí o atendimento perde mais um ponto. Inconveniente maior é a informação verbal sobre o valor a ser pago, sem que cálculo seja apresentado ao comensal. Sobre os itens consumidos acresce-se a entrada individual de R$ 5,00, mesmo com a inexistência de música ao vivo, e também os 10% de serviço, por mais que se tenha solicitado as bebidas diretamente no balcão. Por estes penduricalhos é que os valores do cardápio, a princípio justos, se tornam exagerados.


Notas:

Ambiente: 4
Atendimento: 2
Bebida: 3
Comida (peso 2): 3
Custo-benefício: 3

Média Final: 3 estrelas


Entre Folhas
Rua Major Lopes, 709 – São Pedro – Belo Horizonte – MG
Tel: (31) 3281-4166
Pagamento: Cartão de crédito ou débito
Preço médio por pessoa: R$ 60,00

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas, serviço e couvert/entrada, quando houver. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Elvis King Pub - 31/07/2013

O Elvis King Pub, aberto no início do ano no bairro Funcionários, é um bar de contrastes. Sob alguns aspectos se destaca perante seus pares, como é o caso do interessante ambiente, com meia luz e remetendo ao country americano. Já em outros, como o atendimento, bons ajustes se mostram necessários. Entre altos e baixos, que detalharemos aqui, ao menos uma primeira visita vale a pena.


Foi o que fizemos, no final de julho, quando lá chegamos depois de um dia de expediente. O horário de happy hour, a partir das 18h, é muito vazio por ali, e talvez tenha sido este o motivador das promoções oferecidas de terça a sexta, até às 20h. O principal atrativo é a rodada dupla de bebidas, excetuando-se as listadas na carta de cervejas especiais, e ainda um prato criado exclusivamente para o horário, composto de três frituras (Buffalo Wings, Fried Mozzarela e Onion Rings) e três molhos (blue cheese, marinara e thousand island), batizado de “The Elvis Sampler” (R$ 28,00).


Aproveitando esta oferta, fui de Stela Artois 275 ml, cujo preço de cardápio é R$ 6,00, enquanto a Vivian optou por uma Presley Lemonade no sabor blueberry (R$ 10,00). Estranho, para não dizer cômico, é que a segunda bebida da rodada dupla chega no exato momento da primeira. Para comprovar que não era piada do Elvis King Pub, eis abaixo uma foto de nossas quatro bebidas, todas elas cheias.




Além das cervejas convencionais e especiais, cuja carta é restrita aos rótulos das cervejarias Baden Baden, Eisenbahn e Devassa, há também 10 variedades de drinks, com o preço variando entre R$ 14 e R$ 20.


Na quarta-feira quando lá estivemos não havia música ao vivo, que aparentemente se restringe a sextas e sábados. Porém houve a transmissão simultânea dos jogos de Atlético e Cruzeiro, com as LCD’s no mudo, a fim de não incomodar quem preferia relaxar ao som da música ambiente. A trilha sonora, vale dizer, é quase exclusiva do rei do Rock, e quem não for apreciador do mesmo é bom passar longe da casa.

Para petiscar, uma boa dica é a Steak Quesadilla (R$ 29,00), que são “tortilhas artesanais de trigo recheadas com tiras de alcatra grelhada, queijo prato, bacon e cebola caramelizada, acompanhadas de guacamole e molho ranch”. Servidas em porção pra lá de caprichada, trata-se de um delicioso quitute, e é certamente a melhor quesadilla que já comi em BH.


Depois de algumas rodadas de long neck e limonada, partimos então para o nosso desafio maior, que seria o hambúrguer Double Trouble (R$ 29,00). Montado com duas carnes não especificadas de 180 gramas, é servido com “queijo prato, cheddar derretido, tiras de bacon, cebola roxa, alface americana, tomate e molho thousand island.” As batatas escoltam qualquer dos sanduíches, e foi por elas que iniciamos.

Fritas há bastante tempo, as fracas batatinhas eram industrializadas, e foram desprezadas na sua totalidade. Comprovando que o Elvis King Pub é um bar de contrastes, e indo na contramão da quesadilla, o hambúrguer também não convenceu. As carnes, insossas, demonstravam ter sido descongeladas há pouquíssimo tempo. O bacon era mal fatiado e exageradamente tostado, e o molho rosado que vai no sanduíche é exatamente o mesmo que acompanha as fritas. Cabe dizer, ainda, que este pedido levou 50 minutos para chegar à mesa.


Saímos do Elvis King Pub com a intenção de retornar em breve, porém mediante duas condições: ir com uma turma maior no horário de rodada dupla, para não ter de beber cerveja quentes ou drink aguado, e ficar nas quesadillas ou petiscos, já que no quesito hambúrguer o bar deixou a desejar.


Notas:

Ambiente: 4
Atendimento: 1
Bebida: 3
Comida (peso 2): 3
Custo-benefício: 2

Média final: 2,5 estrelas


Evis King Pub
Rua Santa Rita Durão, 309 – Funcionários – Belo Horizonte – MG
Tel: (31) 9251-5355
Pagamento: Cartão de crédito ou débito
Preço médio por pessoa: R$ 75,00

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas, serviço e couvert/entrada, quando houver. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

André Caldos - 26/07/2013

Conhecemos o André Caldos a convite de parentes que moram no Salgado Filho, há uns quatro anos atrás. Desde então foram várias visitas, através das quais pudemos acompanhar o aumento das mesas e a evolução do cardápio. Já me esqueci da última vez que não se viu uma fila à porta, e o sucesso alcançado pela casa se explica, principalmente, pela ótima qualidade da cozinha.


Como de outras vezes, chegamos ao bar motivados pelo seu carro chefe, que afirmo sem medo de errar, são os melhores caldos de BH. Já estivemos em outros bares especializados, como o Petiskaldos, o Verdim e o Nonô, e também provamos ótimos caldos em bares com expertise no assunto, tal qual o Bar da Cida, o Silvio’s Bar, a Mercearia Lili e o Bar do Ciro. Acredito que, além do bom tempero e do preparo caprichado, seja o cozimento no fogão de lenha o seu maior trunfo.


Antes de tomar o caldo, porém, bebericamos algumas garrafas de Original (R$ 6,30), que é a única opção às clássicas Itaipava (R$ 5,00), Brahma e Skol (R$ 5,90 cada). Como alternativa à cerveja, o cardápio lista somente a caipirinha e a caipivodka, mas eventualmente são ofertados coquetéis a base de frutas no quadro, como o de abacaxi (R$ 10,00).


Para petiscar, a grande novidade é o bufê de tira-gostos, que ao preço de R$ 32,90 o quilo, dispõe vinte opções de itens quentes. Para conhecê-lo, fiz um prato com torresmo de barriga, batata ao alho, linguiça defumada e mandioca frita.


Mesmo que o último item estivesse ligeiramente murcho, por culpa do banho-maria onde se conservam quentes os petiscos, tudo estava muito saboroso. Nosso prato, que custou R$ 10,00, recebeu ainda boas gotas da interessante malagueta disponível à mesa. Língua ao molho, moela, almôndega, pescoço de peru e medalhão de frango, dentre outros, ficaram para oportunidades futuras.


Caso prefira petiscos feitos na hora, há opções mais triviais, como o contra filé com fritas (R$ 29,90), a linguiça com mandioca (R$ 26,90) e o frango a passarinho (R$ 27,90), todas elas atendendo de três a quatro pessoas. Além dos itens listados no cardápio, também a sugestão do quadro, que no dia era língua gratinada, ao preço de R$ 34,90. Se a fome apertar, peça o famoso “arroz ximicano”, que é o arroz com bacon, calabresa, carne de sol e ovo (R$ 12,90), ou então o risoto de camarão, que além do crustáceo leva palmito, arroz e azeitona (R$ 19,90).


Voltando ao quitute que dá nome ao bar, foi com um caldo mexicano e outro de mandioca que fechamos a nossa estada. O primeiro é o meu favorito, mas vale um alerta aos tradicionalistas quanto à sua receita, que foge do usual. Além do feijão roxinho inteiro e da carne moída, o mesmo recebe bacon, linguiça defumada, carne seca e pernil. Não bastasse essa abundância em carnes, o caldo é coberto por torresmo e cebolinha, que só são adicionados com o aval do cliente.


O de mandioca é igualmente farto em carnes, e há também a dobradinha, a canjiquinha e o caldo de mocotó, todos custando o mesmo preço (R$ 7,90). Depois de degustá-los no bar, levamos para casa um marmitex de caldo, que comporta quase duas tigelas, e custa R$ 12,00.


O atendimento da casa, que não cobra os 10% a título de gorjeta, tem no olhar atento do André um dos seus diferenciais. Saltando de mesa em mesa, apresentará sempre alguma boa sugestão para beliscar. Ingressaram na equipe do bar, recentemente, duas experientes garçonetes oriundas do Agosto Botequim, as quais contribuem para um serviço ainda melhor.


Encerro falando da rústica atmosfera, com mesas e cadeiras em madeira, e ornamentado por antiguidades diversas. O balcão onde funciona o caixa do boteco, com direito à balança e baleiro, remete aos armazéns de vilarejos interioranos. Em outro ambiente, mais ao fundo, fica exposta a coleção de vinis do dono.

Notas:
Atendimento: 4
Ambiente: 3
Bebidas: 3
Comida (peso 2): 4
Custo-benefício: 5
 
Média final: 4 estrelas

André Caldos
Av. Raul Mourão Guimarães, 370 – Palmeiras – Belo Horizonte – MG
Tel: (31) 3312-2588
Pagamento: Cartão de crédito ou débito
Preço médio por pessoa: R$ 30,00
 
*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas, serviço e couvert/entrada, quando houver. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.