Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Espetáculo Espeteria - 21/09/2013

Voltando àquele que é hoje o pólo gastroetílico da região Nordeste, qual seja a Rua Alberto Cintra, no bairro União, dessa sorte estivemos em outro novo bar, este o representante dos espetinhos. Inaugurado há menos de um ano, a casa segue os exatos moldes dos Churrasquinhos do Luizinho, precursor dos botecos com troca dos petiscos e cervejas por fichas. Como característica exclusiva dessa espeteria, batizada de Espetáculo, somente a disposição de mesas e cadeiras convencionais na porção externa do boteco, que destoa do restante e, aparentemente, só é ocupada quando lotam as banquetas de frente ao bar.


Uma surpresa na aquisição das fichas foi o preço mais elevado que o do Luizinho, tanto o da long neck quanto o do espeto. Iniciamos muito bem, com churrasquinhos de alcatra e de contra filé (R$ 4,50 cada) que cumprem o que prometem. Suculentos e de bom tamanho, foram responsáveis por uma ótima primeira impressão. 


Experimentamos também o espetinho de frango com queijo, que não agradou tanto quanto os bovinos. Acompanhado de um pequeno pedaço de muçarela em fatia, a combinação não deu liga, e o quitute se mostrou menos saboroso e criativo do que o afamado “Show do milhão”, que lhe serviu de molde. Pior seria o espetinho “gourmet” do dia (ficha diferenciada, de R$ 5,50), que no sábado é a batatinha calabresa com queijo. Sem a crocante camada de bacon e parmesão lhes envolvendo, tal como é vista no Luizinho, torna-se insosso, e de forma alguma se justifica como gourmet.


Nunca é demais explicar as nossas recorrentes comparações entre os novos espetinhos e o Luizinho, mais do que justas, afinal é óbvia a inspiração. Além disso, comparamos para ter um parâmetro, haja vista o sem número de churrasquinhos que já abrem as portas cobrando o mesmo preço por produtos eventualmente inferiores. Este é, em parte, o caso da Espetáculo Espeteria, que apesar dos bons ingredientes dos seus espetos e da cerveja gelada, não apresenta nenhum diferencial que justifique ser mais caro do que os já consagrados concorrentes de segmento.


Notas:

Ambiente: 3
Atendimento: 3
Bebida: 3
Comida (peso 2): 3
Custo-benefício: 2

Média final: 3 estrelas


Espetáculo Espeteria
Rua Alberto Cintra, 102 – União – Belo Horizonte
Tel: (31) 3267-2013
Preço médio por pessoa: R$ 30,00*

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas, serviço e couvert/entrada, quando houver. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Jhones Peixes e Pizzaria - 15/09/2013

Por maiores que sejam os obstáculos impostos pela – necessária, porém exagerada – lei seca, procuramos sempre escrever sobre bares de todas as regiões de BH. Reconhecemos a nossa pequena presença em algumas delas, como é o caso do Barreiro, para a qual aproveitamos e pedimos palpites de bares interessantes aos leitores. Desconhecemos, porém, outro site que gaste tanta condução ou gasolina para estar presente em cada canto da capital mineira.
 
Chegamos, através das sempre bem vindas sugestões, ao Jhones Bar, cuja placa o atualizou para Jhones Peixes e Pizzaria. Como o prato indicado foi a traíra sem espinhos, optamos por conhecer o lugar em um domingo, para almoçar. Ao chegar, uma surpresa quanto à presença do “serve-serve”, talvez por termos esperado estabelecimento semelhante ao Bar do Careca, o Pescador, famoso por servir o mesmo peixe. Além disso, nenhuma mesa na calçada, que torna ainda mais clara a falta de vocação boêmia do estabelecimento.


Já assentados em um dos agrupamentos de mesas, recebemos da garçonete o cardápio, que revelou existir somente três rótulos de cerveja: Skol e Brahma a R$ 6,00, e Bohemia a R$ 7,00. Afora o bufê, há outros peixes e carnes, tal qual a picanha completa, pelo preço de R$ 55,00 com 600 gramas de carne. A traíra, por sua vez, varia entre 40 e 70 pratas, dependendo do seu tamanho, e para três pessoas foi sugerida uma de R$ 50,00, que aceitamos.


O peixe vai à mesa coberto por tomates e acompanhado de arroz ao alho, somente. Não é possível aproveitar a alface, que acaba por cozer debaixo da traíra, e o alho que vai no arroz é do tipo triturado, que se compra em potinhos no supermercado. Acompanhamentos como fritas ou tropeiro – este solicitado pelo companheiro de mesa, que minha esposa disse ser sofrível – custam em torno de R$ 10,00 cada.


Resumindo a conversa, o peixe é muito bom, quase tão interessante como o do Careca, mas é só. As guarnições não convencem e as bebidas são limitadas, porém o mais desinteressante é o ambiente. Abafado, por ter todas as janelas fechadas, e com o desagradável som da Rede Globo propagando pela deficiente acústica do salão, mostra-se o menos convidativo possível. Com a traíra devidamente traçada, o desejo geral foi o de uma sorveteria com mesas ao ar livre.

Notas:
Ambiente: 1
Atendimento: 3
Bebida: 2
Comida (peso 2): 3
Custo-benefício: 2
Média final: 2,5 estrelas

Jhones Peixes e Pizzaria
Av. Saramenha, 765 – Tupi – Belo Horizonte – MG
Tel: (31) 3433-0495
Preço médio por pessoa: R$ 55,00
 
*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas, serviço e couvert/entrada, quando houver. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Hiper Frios - 06/09/2013

A abertura de um bar do – antes somente empório – Hiper Frios me foi sinalizada pela minha prima, habitante dos arredores, há uns três meses. Ciente da boa variedade e dos bons preços encontrados na loja que funciona na Feira dos Produtores, era com boa expectativa que eu aguardava a oportunidade de conhecer a cervejaria do bairro União. Foi na última sexta-feira, para encontro breve com um amigo que mora fora, que a visita se concretizou.


Vale destacar, antes de falar da casa, a surpresa que tive ao chegar à galeria onde a mesma funciona. Com não menos de cinco estabelecimentos gastronômicos, que variam de japa a espetinho, o recuo do prédio estava completamente tomado de mesas e clientes. Na oportunidade única em que já estive ali, para comer o bom hambúrguer de costela do Nick Prime Sandwiches, cheguei ao final de um domingo e, assim, não percebi que estava em meio ao novo point da Região Nordeste.


A noite da sexta passada estava fria, mas conseguimos a última mesa sob o toldo do bar, na área externa. São três lojas ocupadas pela cervejaria, uma delas com as torneiras de chope rodeadas por um balcão e suas banquetas, além dos banheiros ao fundo, a segunda com mesas altas e mais banquetas, e a última com refrigeradores, cozinha e balcão. Nele é disposto o sem número de produtos comercializados para quem passa e quem fica, dentre castanhas, frios, patês e saladas.


Para beber começamos com a Backer Pilsen (R$ 8,90), mudando depois para a Backer Pale Ale (R$ 10,90) e novamente para a Backer Capitão Senra (R$ 13,90). Todas bastante geladas, e bem servidas pelos garçons, que trocavam as taças a cada mudança. Somente na carta de cervejas contei mais de 150 rótulos, e esta, apesar de considerável, não ultrapassa a carta de vinhos em quantidade. Aos bebedores contumazes de AMBEV, cabe alertar que no Hiper Frios as mesmas só são comercializadas em long neck.


Tudo muito interessante, mas na hora de petiscar é que o trem descarrilha. Demos início pelo provolone crocante (R$ 7,00 cada 100 gramas), que é tal qual o vendido pelo Verdemar, ou seja, industrializado.


Em seguida pedimos a porção de moela ao molho (R$ 22,00), cujos miúdos eram submersos em molho de tomate nitidamente industrializado, e poderiam ser mais bem cozidos. Vai à mesa acompanhada por um pão de sal e cebolinha, e o diminuto tamanho do prato acabou sendo providencial.


Mais tarde voltei a sugerir qualquer porção composta por frios, que imagino ser a especialidade da casa, mas fui novamente voto vencido pelas raízes butequeiras do amigo de mesa. Pedimos então uma porção de língua ao molho madeira (R$ 22,00), que tinha a carne melhor cozida. Contudo, também neste petisco o molho deixou a desejar, e nele era nítida a presença de creme de cebola ou algo que o valha. O pão que acompanhou não estava fresco como o primeiro, e a impressão que tivemos, das duas porções, é que as iguarias não são cozidas no próprio caldo.


Não bastasse a frustrante experiência propiciada pela cozinha, tão logo chegou o último prato, fomos inconvenientemente alertados pelo garçom de que a casa estaria fechando em poucos minutos. Este, em companhia dos seus colegas, passou a recolher freneticamente todas as mesas ao nosso redor. Por sorte eu ainda pude, depois de comer rapidamente e pagar a conta, ir ao banheiro.

 
Notas:
Ambiente: 4
Atendimento: 2
Bebida: 5
Comida (peso 2): 1
Custo-benefício: 2

Média final: 2,5 estrelas


Hiper Frios
Rua Alberto Cintra, 32 - União - Belo Horizonte - MG
Tel: (31)3466-1693
Preço médio por pessoa: R$ 65,00
 
*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas, serviço e couvert/entrada, quando houver. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

CCCP - 15/08/2013

Em funcionamento há um ano, este lugar logo se tornou verdadeira sensação na cidade. Isso se comprova inclusive por meio dos números, tal qual as 12 mil pessoas que seguem a fan page do bar, mostrando que o espaço ora ocupado pelo Cine Savassi tem sido muito bem aproveitado. Bilheteria, à entrada, e pipoqueira em pleno funcionamento, à saída, matam a saudade da pequena sala de cinema.
 

Já havia visitado a casa logo que lançaram o almoço executivo, e retornei depois, à noite, para conhecer mais das suas recomendadas atrações musicais. Era dia de Leandro Ferrari Band, que mandou um blues de primeira qualidade, e tornou a entrada de R$ 15,00 bem paga.
 

Entrando no que considero o ponto alto do bar, a carta de chopes é ótima! São quinze torneiras balcão adentro, despejando chopes de diversas origens, como Guiness, Honey Dew, Colorado, Erdinger Weiss e Carol Weiss. Os preços de um pint (copo de 568 ml) partem de R$ 10,50, enquanto para o half pint (278 ml) se paga de R$ 6,70 em diante. Eventualmente há rodadas duplas de alguma das variedades de chopp.
 

Os petiscos também não fazem feio, e a nossa sugestão são as Batatinhas Kamaradas, que podem receber diversos temperos. Experimentamos primeiro as que levam fonduta de catupiry (R$ 21,00), deliciosas.
 

Depois beliscamos as batatinhas temperadas com alho e alecrim (R$ 15,00), também interessantes.
 

Apesar da cara de poucos amigos do funcionário do caixa, no interior do bar a coisa muda de figura. Os balconistas são muito simpáticos e a garçonete é esforçada, fazendo do atendimento no mínimo bom. Por mais que os cartões magnéticos de consumo impeçam o acompanhamento das despesas, o encerramento da conta foi transparente.
 
 
Notas:
 
Ambiente: 4
Atendimento: 4
Bebida: 5
Comida: 4
Custo-benefício: 3
 
Média final: 4 estrelas

 
CCCP – Cult Club Cine Savassi
Rua Levindo Lopes, 385 – Savassi – Belo Horizonte – MG
Tel: (31) 3582-5628
Preço médio por pessoa: R$ 80,00
 
*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas, serviço e couvert/entrada, quando houver. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.