Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

La Tosqueria - 08/11/2013

La Tosqueria é um bar muito bem recomendado pela sua fiel clientela, mas que eu ainda não conhecia. Até que fizesse o “serviço de campo”, imaginava que fosse um barzinho maior e mais incrementado. Ao contrário, é um boteco, constatação esta que pode decepcionar a muitos, mas não a mim.


O mesmo endereço já abrigou redutos boêmios de outrora, como o Gibi e o Panorama. Hoje, o encerramento da cozinha é anunciado à meia noite, tal como acontece na grande maioria dos botequins da cidade. Isso parece não incomodar os clientes mais descolados, vários deles em clara preparação para a noitada.
 
Ainda que exista a opção de mesas ao ar livre, estas as minhas favoritas, nos acomodamos no ambiente interno, que é decorado com variados anúncios de bebidas.

 
Dentre as cervejas de 600 ml, a Heineken e a Serramalte são as melhores pedidas, a R$ 8,60 cada. Em formato long neck há outras opções, incluindo algumas especiais, como a Backer Pale Ale (R$ 6,50). Já os coquetéis não ficam de fora do cardápio, que oferece 15 opções.


Por engano meu, pedi um “Big Lebowiski a.k.a. White Russian” (R$ 10,90), quando na verdade pretendia experimentar o “Caipi La Tosca”, logo abaixo no cardápio. Preparada com vodca, licor de café e creme de leite, trata-se de bebida saborosa e bem apresentada, porém tenho preferência por drinks que não sejam tão doces quanto este.


Para quem não bebe, há alguma variedade de suco natural, como o de frutas vermelhas.


Quando fomos petiscar, já sabíamos o que pedir: pastéis abertos (R$ 17,90 com 12 unidades). Degustados todos os sabores, foram os recheados com gorgonzola, damasco e bacon aqueles que mais nos encantaram. Originais e deliciosos, são seguidos de perto pelos de alho-poró com catupiry.


Experimentamos também as iscas de frango TRETAS ao molho curry (R$ 28,90), cuja textura exageradamente cremosa deveria ser corrigida por algum acompanhamento crocante.


As garotas da mesa reclamaram, em coro, sobre a limpeza do banheiro feminino. Foi este o único grande pecado do boteco, que consegue satisfazer a sua freguesia com bom atendimento e aconchego.
 
 
Notas:
 
Ambiente: 2
Atendimento: 4
Bebida: 4
Comida (peso 2): 3
Custo-benefício: 3
 
Média final: 3 estrelas
 
 
La Tosqueria
Rua Cláudio Manoel, 329 – Funcionários – Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 2516-8680
Pagamento: aceita cartão de crédito e de débito
Preço médio por pessoa: R$ 55,00*
 
*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas e, quando houver, serviço e couvert/entrada. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

sábado, 16 de novembro de 2013

Nosso Botequim - 27/10/2013

Por mais que no papel a localização seja interessante, os empreendimentos anteriores pouco duraram. A Devassa Lourdes abriu em junho de 2011, mas em julho do ano seguinte o imóvel já abrigava o Empório Serafina. Este durou ainda menos que o antecessor, tendo fechado as portas em maio de 2013. Desde julho do ano presente, é o Nosso Botequim que ali funciona.


Ainda que a carta de drinks, as grandes mesas e os televisores juntos das paredes passem a impressão de um bar exclusivo da galera, o cardápio dá dicas de que todos são bem vindos. Tanto que não nos sentimos deslocados por ser o único casal presente naquele dia, e acredito que o vizinho de mesa também se sentiu confortável estando sozinho. Gostei de ter visto, ainda, duas grandes turmas de cinquentões, o que acaba por comprovar a frequência plural do bar.


Antes de falar da atmosfera, chamo a atenção para a escorregadia rampa de deficientes, muito usada pela clientela por ser mais facilmente avistada do que as escadas. Ao longo da noite, não foram dois ou três escorregões que assistimos, e o alerta é ainda mais necessário ao público feminino.

Assim como os demais bares da Marília de Dirceu, é a varanda do Nosso Botequim o primeiro ambiente a lotar. Da mesa onde ficamos, no interior do bar, tínhamos uma vista interessante do balcão onde trabalha o barman, porém o serviço pecou em não aproveitar melhor os aparelhos de ar condicionado.


Para beber, comecei pelo bem recomendado mojito, que custa R$ 14,90 no copo de 300 ml, e o considerei apenas razoável. Talvez fique melhor na versão de um (R$ 28,90) ou dois litros (R$ 36,90), chamados de “Nosso Mojitão”.


Se preferir a tradicional cerveja de garrafa, há opções de diversas fabricantes, como Austria Pilsen (R$ 8,50), Heineken (R$ 8,20) e Original (R$ 7,90), esta menos gelada que o ideal. Já o chopp, da Krug Bier, sai a R$ 5,60.

Dentre os petiscos, começamos com uma porção “pro cê” de bolinhos de feijoada, com 4 unidades. Achei caros os R$ 15,00 cobrados pelas diminutas unidades, mas trata-se de um quitute bem executado.


Na verdade a sua massa se assemelha à do tutu, e cada um deles vai recheado com um pequenino pedaço de calabresa. Na versão “pra nós”, com 8 bolinhos, custa R$ 27,00, e na “pra galera”, com 16 unidades, vale R$ 42,00.


Pedimos também a maçã de peito assada, na versão de 300 gramas (R$ 22,00), que ao chegar à mesa mais se pareceu com a carne cozida, também listada no cardápio. Não nos importaríamos caso estivesse saborosa, mas infelizmente não conseguimos comê-la em razão do excesso de sal.


Para a nossa sorte, o garçom se disponibilizou a trocá-lo por outro petisco, e optamos então pelo filé da casa (R$ 32,00). Trata-se de bifes de filé à milanesa acompanhados por encorpado – porém ácido – molho de tomates, e cobertos por queijo prato. Atende, no tamanho, muito bem a duas pessoas quando em meia porção (400 gramas).


O atendimento agradou, porém falta que a cozinha entre em melhor sintonia com os garçons. Esta se encerra às 21 horas no domingo, mas o bom movimento justifica um avanço de mais duas horas no horário de funcionamento, assim como fazem, não muito distantes dali, o Tizé e a Choperia Maria de Lourdes.


Notas:

Ambiente: 3
Atendimento: 4
Bebida: 3
Comida (peso 2): 2
Custo-benefício: 2

Média final: 2,5 estrelas


Nosso Botequim
Rua Marília de Dirceu, 192 - Lourdes - Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 3234-0262
Pagamento: aceita cartão de crédito e débito
Preço médio por pessoa: R$ 60,00*

*= Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas e, quando houver, serviço e couvert/entrada. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Bartiquim - 11/10/2013

Voltamos ao Bartiquim, tido por muitos belo-horizontinos como o melhor boteco da cidade, para uma happy hour de sexta. Cheguei às 18:30h e, até que o ponteiro dos minutos desse volta completa, era eu o único cliente no passeio do bar. Enquanto os parceiros de mesa não chegavam, tive como companhias a brisa agradável e o silêncio, este só interrompido pelo apito do trem. Trata-se de esquina privilegiada da cidade, como tantas outras do deleitável bairro de Santa Teresa.


Para me ajudar nos pensamentos, fui de Serramalte, a R$ 7,20 cada garrafa. Tive vontade de pedir uma das 15 ou 20 cachaças que o bar oferece, para acompanhar as azeitonas verdes (R$ 3,50), mas me lembrei dos compromissos do dia seguinte, e fiquei apenas nas rechonchudas.


Mais tarde, com o time já completo, experimentamos a porção de fritas com linguiça de frango (R$ 22,90). Foi uma boa recomendação do Bolinha, até porque há dias em que as trivialidades já satisfazem o paladar.


Depois quisemos nos reencontrar com nosso velho conhecido Boi molhado (R$ 27,40), que é a carne de panela ao molho Bartiquim. Bem mais miúdo que no passado, quando o delicioso molho recebia quantidade generosa de carne, restou-nos pedir um pãozinho extra (R$ 0,80) para aproveitar o caldo. Como carne de panela é coisa frequente na farta mesa do mineiro, tive dó de quem já deixou vinte pratas pela meia porção.

Ao longo da nossa estada, vimos o Bolinha recebendo vários fregueses pelo nome, demonstrando a fidelização da clientela. Por mais que o bar feche as portas pontualmente à meia noite, muita gente ainda chegava às dez e tantas, horário quando pedimos a saideira e a conta.



Notas:

Ambiente: 3
Atendimento: 3
Bebida: 4
Comida (peso 2): 3
Custo-benefício: 2

Média final: 3 estrelas

 
Bartiquim

Rua Silvianópolis, 74 – Santa Teresa – Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 3466-8263
Formas de pagamento: aceita cartão de crédito e de débito
Preço médio por pessoa: R$ 50,00*

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas e, quando houver, serviço e couvert/entrada. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Nova Capela - Rio de Janeiro - 15/11/2012

Conheci o bar motivado pelo guia “101 iguarias cariocas para comer antes de morrer”, listado por boêmios e gastrônomos a pedido da Veja Rio. Já no local, soube se tratar de um restaurante histórico, cuja casa foi tombada como patrimônio cultural há dois anos. Aos belo-horizontinos como eu, é impossível não compará-lo à Cantina do Lucas e ao Bolão, dois redutos boêmios similares da capital mineira, também especializados em comida farta e pesada.

Voltando ao prato que ocupa a posição número 1 das melhores iguarias cariocas, com 22% dos votos, falo do famoso cabrito assado, que vai à mesa escoltado por arroz de brócolis e batatas coradas (R$ 93 para duas pessoas). Comemos razoavelmente bem, minha esposa e eu, com meia porção, que custa de 60 a 70% do valor do prato. Trata-se da paleta do cabrito marinada por um dia, em vinho e temperos, antes de ir ao forno, processo que a deixa saborosa e muito macia. O verdíssimo arroz poderia ser melhor não fosse do tipo parboilizado, mas as batatas cozidas e fritas são um tiro certeiro!


 Na ocasião, algumas das companhias de mesa experimentaram o filé mignon, saboroso apesar de ligeiramente passado. Coberto por apetitoso alho frito, é guarnecido com arroz branco e batatas portuguesas, estas encharcadas.


Outros amigos preferiram não fugir do trivial, e foram de espaguete à bolonhesa.

O atendimento do restaurante Nova Capela não é diferente das outras casas do gênero, com muitos garçons que executam o mesmo serviço há décadas, sendo objetivos e eventualmente secos. Na condição de nos atenderem a contento, sem demoras ou insistências, a simpatia de garçom pouco irá me importar.


Para beber há chopp, na faixa das seis pratas, e algumas opções de vinho. O ambiente é simples, nos remetendo ao passado, e o horário de funcionamento, como manda o figurino, avança madrugada adentro!


Notas:

Ambiente: 3
Atendimento:3
Bebida: 3
Comida (peso 2): 3
Custo-benefício: 2

Média final: 3 estrelas

Nova Capela
Av. Mem de Sá, 96 - Centro (Lapa) - Rio de Janeiro - RJ
Tel: (21) 2252-6228
Pagamento: Aceita cartão de crédito e de débito.
Preço médio por pessoa: R$ 70,00

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas, serviço e couvert/entrada, quando houver. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.