Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Pavão Azul - Rio de Janeiro - 25/01/2014

O Rio de Janeiro continua lindo e, além disso, uma verdadeira perdição aos butequeiros de plantão. Prova disso é a existência de bares como o Pavão Azul, em Copacabana, que além de excelente "pós-praia", é atualmente o melhor boteco da cidade pelo juri da Veja Rio, escolha esta mais do que justa.


Situado na Rua Hilário de Gouveia, 71, quase esquina com Barata Ribeiro, o botequim alcançou tamanho sucesso que foi necessário abrir um anexo, logo em frente à matriz, apelidado pela clientela de Pavãozinho. Nesta nossa primeira visita permanecemos no ponto original e, logo ao chegar, encontramos duas banquetas disponíveis, estas utilizadas como mesas improvisadas até que surgissem vagas no movimentado bar.


Para beber, cerveja Original a R$ 7,50, ou o tradicional chopp da Brahma, que é vendido a preço bem honesto, custando R$ 4,50 cada tulipa de 300 ml. Tirado por um funcionário especializado no assunto, que trabalha dentro do balcão, a bebida chega cremosa e refrescante para o cliente.


É bom dizer que não apenas este empregado se destaca, mas também os ágeis e simpáticos garçons, e ainda a proprietária do bar, que está sempre atenta ao que acontece no Pavão Azul. Impossível não falar também das cozinheiras, que preparam belos pratos - inclusive refeições executivas de segunda a sexta - e os excelentes quitutes que fizeram a fama do bar.


Falando em petiscar, já demos início pelas recomendadíssimas pataniscas de bacalhau, que custam R$ 2,30 a unidade, e são servidas em quantidade mínima de quatro unidades. Explicando, são bolinhos de bacalhau sem a batata, mas com muito, muito sabor!


Sendo fritos na hora, chegam à mesa quetinhos. Sua casquinha é crocante, mas o interior é macio e suculento. Neles é possível notar que o bacalhau desfiado é temperado com cebola e cebolinha, tornando cada mordida um enorme prazer!


Além das maravilhosas pataniscas, experimentamos também pastéis de queijo com tomate seco, a R$ 2,00 cada unidade, e também a porção de bolinhos de feijoada, que vai com 5 unidades e custa R$ 10,00.



Todos as opções de tira-gosto, pelo que notamos, são muito bem executadas. De um lado um cliente sugeria um belíssimo bife a milanesa e, um pouco mais à frente, um gringo destrinchava uma rabada com agrião e batatas pra lá de convidativa!


Encerro esta resenha expressando a minha satisfação por ter conhecido este bar, que é lugar de gente boa, preços honestos, e uma cozinha de dar inveja! Cada boa recomendação que recebi foi confirmada, e que o mesmo aconteça com os nossos leitores.


Notas:

Ambiente: 3
Atendimento: 4
Bebida: 4
Comida (peso 2): 5
Custo-benefício: 5

Média final: 4,5 estrelas


Pavão Azul
Rua Hilário de Gouveia, 71 - Copacabana - Rio de Janeiro - RJ
Tel: (21) 2236-2381
Pagamento: aceita cartão de crédito e débito
Preço médio por pessoa: R$ 40,00*

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas e, quando houver, serviço e couvert/entrada. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Boi Lourdes - 03/12/2013

Ainda que o bar ocupe a esquina de Curitiba com Alvarenga Peixoto há mais de uma década, eu ainda não havia comparecido ao Boi Lourdes, e fui resolver este problema em dezembro último.


Por mais movimentado que estivesse, como em todas as vezes que passei defronte ao botequim, conseguimos uma boa mesa no passeio. Bebemos Serramalte a preço de Zona Sul (R$ 8,20), porém bem gelada.


O provolone com abacaxi (R$ 22,60) foi o escolhido para primeiro petisco. O queijo era razoável, mas do abacaxi só se via o miolo, causando desagrado à mesa. Informado da insatisfação, o garçom nada fez.
 

Como segunda porção, optamos pela linguiça aberta com mandioca na manteiga de garrafa (R$ 25,70). Com a linguiça no ponto correto e a mandioca bem macia, foi o prato que mais agradou.
 

Finalizamos com a afamada picanha argentina maturada (R$ 11,00 por 100 gramas), que é preparada na chapa, e chegou ao ponto, conforme solicitamos. Ainda que o sabor da mesma não tenha decepcionado, nos desapontamos com a quantidade, que pareceu inferior ao meio quilo de carne pago (R$ 55,00).
 

Com outras duas unidades em BH, na Savassi e no Anchieta, o Boi Lourdes não supriu as nossas expectativas, já que cobra alto pelo padrão dos produtos e serviços oferecidos.
 
 
Notas:
 
Ambiente: 3
Atendimento: 1
Bebida: 3
Comida (peso 2): 3
Custo-benefício: 2
 
Média final: 2,5 estrelas
 
 
Boi Lourdes
Rua Curitiba, 2069 – Lourdes – Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 3292-4372
Pagamento: aceita cartão de crédito e de débito
Preço médio por pessoa: R$ 70,00*
 
*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas e, quando houver, serviço e couvert/entrada. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

O contra-ataque aos preços surreais

Por mais que estivéssemos de férias em janeiro, conseguimos observar algumas das movimentações referentes ao assunto bares e restaurantes, e foi com alegria que soubemos da criação da página  Rio $urreal - NÃO PAGUE, hoje seguida por aproximadamente 150 mil pessoas. Esta serviu de inspiração para que outras pessoas criassem páginas semelhantes em várias cidades do país, como é o caso de Belo Horizonte, que conta com a BH $urreal - NÃO PAGUE.


Tendo como objetivo a denúncia de produtos e serviços cujo preço fuja do razoável, as páginas selecionam e publicam situações encaminhadas pelos seguidores, se atendo àquelas que possam ser evidenciadas (através de foto ou por outra forma). Como este blog e o Grupo Comida di Buteco BHZ compartilham há quase 10 anos os abusos encontrados em bares da capital mineira, ficamos satisfeitos ao notar que são muitos os butequeiros dispostos a botarem a boca no trombone!

Como os resultados não dependem apenas das reclamações, tiveram início, também à reboque da página carioca, as movimentações batizadas como "isoporzaços" ou "isoporzinhos". Organizados através das redes sociais, o primeiro deles acontecerá às 14h do dia 22/02/14, na praça Duque de Caxias, em Santa Tereza.


Obviamente que consumir cervejas de seu próprio recipiente térmico não é uma prática nova. O mais interessante a ser observado, neste caso, é a aceitação e o incentivo de um hábito discriminado até bem pouco tempo. Como se sabe, aquele que carrega sua cerveja e sua comida para parques, praças ou praias é conhecido, no Brasil, como farofeiro. Que esta onda se torne uma regra por aqui, pois além da "farofa" ser uma interessante forma de convívio entre amigos, ela ajuda a regular o mercado e os seus preços.
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