Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Expresso 500 - 11/12/2014

A curiosidade em conhecer o Expresso 500, aberto no início do ano, se deu por este funcionar somente às quintas-feiras, particularidade que eu jamais havia visto. Outro aspecto singular do mesmo, notada ao se chegar á casa, é a porta fechada, sendo preciso anunciar a sua presença pelo interfone do local.

Ao subir o primeiro lance de escadas, o dono do estabelecimento recebe pessoalmente os clientes, fazendo uma breve explicação sobre o conceito do bar, que pretende ser uma empresa sustentável, e apresentando ao cliente a horta, cuja produção é aproveitada na cozinha. Para se chegar ao botequim propriamente dito, é necessário subir mais um lance de escadas, e finalmente poder desfrutar de seu belíssimo e aconchegante ambiente.


Outras duas características anunciadas pelo anfitrião, que bem poderiam ser copiadas por outros estabelecimentos, são a oferta gratuita de água filtrada, e a não cobrança dos 10% de serviço, seja na conta ou verbalmente.


Entrando na parte alcoólica, é com as cervejas mineiras que o bar abastece seus congeladores. Dela saem rótulos da Backer, da Wäls e da Cervejaria Inconfidentes, como a Grimor 21, que é uma herb beer desta última. Outra bebida muito presente no Expresso 500 é a cachaça, exposta em coleção invejável nas prateleiras da casa, mas com oferta de doses restrita a algumas dezenas delas, uma das quais de fabricação própria.


Ainda que o botequim não tenha pares no quesito ambiente e ofereça um bom atendimento – exagerando no serviço vez por outra -  o mesmo não foi observado em relação à cozinha, aspecto este de maior importância nas nossas avaliações. A porção de bolinhos de carne seca com requeijão de raspa, que pedimos como entrada, é saborosa, mas nada que chegue perto dos melhores bolinhos da cidade maravilhosa, por exemplo. Custando R$ 35,00 e com os quitutes em tamanho pra lá de acanhado, não conseguiu reduzir a ansiedade dos presentes à mesa – éramos três.




Antes de escolhermos a próxima iguaria, decidimos consultar o garçom, para que nos fosse servido um prato de fato, se é que me entendem. Como é de praxe em 99% dos estabelecimentos, ele indicou a mais cara das porções, no caso a carne de sol com mandioca (R$ 53,00), garantindo que desta vez seríamos bem servidos.


Quando esta chegou à mesa, vimos um prato realmente maior, porém longe de ser caprichado. O desapontamento se tornou maior pelo ponto de cozimento da mandioca, cuja textura se aproximava a de um purê. Reclamamos, e nos foi levada uma porção à parte de mandioca no ponto correto, quando já não mais havia carne de sol. Sobre esta, que é produzida pelo próprio chef, entendo que poderia ter sido mais bem dessalgada. É bom dizer, aliás, que a presença de um chef de cozinha foi o que aumentou a nossa expectativa e exigência. De toda forma, a atmosfera e a vista, irretocáveis, fazem valer no mínimo uma visita ao Expresso 500. Vai depender do que se busca em um bar.




Notas:

Ambiente: 5
Atendimento: 3
Bebida: 3
Comida (peso 2): 2
Custo-benefício: 3

Média final: 3 estrelas


Expresso 500
Rua Frei Orlando, 500 - Caiçara - Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 8847-0804
Pagamento: aceita cartão de crédito e débito
Preço médio por pessoa: R$ 75,00*

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas e, quando houver, serviço e couvert/entrada. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Bistecão - 10/12/2014

O Bistecão é um daqueles bares cujos frequentadores assíduos fazem questão de escondê-lo dos jornais e dos sites especializados. O próprio dono, conforme reza a lenda, já recusou convites para integrar concursos de boteco, por certo querendo privilegiar os costumes da clientela habitual. Há quem irá discordar de tanto tradicionalismo, mas a realidade é que o botequim anda muito bem (e requisitado), obrigado.


A primeira visita feita ali, uma década atrás, já tornaria o Bistecão inesquecível, e o motivo disso foi a deliciosa língua ao molho madeira (R$ 27,00, com opção de meia porção). Dez anos depois, o aspecto do bar se mantém o mesmo, mas a cozinha é tal como vinho: melhora com o passar do tempo.


A intenção desta resenha era falar sobre a picanha servida na chapa, sem sombra de dúvidas a de melhor custo-benefício em BH (R$ 25,00 por 300 gramas, ou R$ 39,00 por 500, com vinagrete e cebola). No dia da visita, porém, faltou companhia à mesa, e tivemos de optar pelo espeto de filé mignon (R$ 8,90), menos substancioso, mas igualmente saboroso!


Tudo bem que o segredo da carne pode estar justamente no corte da mesma, vá lá. Mas a farofa de ovos, que acompanha fartamente os espetos, é seguramente a melhor da cidade!


É notório que em outras capitais, como no Rio de Janeiro, os cozinheiros preparam essa iguaria de mãos amarradas. Em Belo Horizonte, ao contrário, vêm predominando as sofríveis farofas prontas, que geralmente são sequer tocadas pelos comensais. No caso do Bistecão, onde a farofa é feita com manteiga e pedaços generosos de ovos mexidos, essa recusa dos clientes jamais será vista. Ao contrário, ela é solicitada também em porção à parte (R$ 9,00 a porção) para acompanhar qualquer das carnes na chapa.


Além dos itens já mencionados, o cardápio lista mais de 60 opções de comes, todos eles a preços pra lá de honestos, como o do pão de alho (R$ 2,80) e o da porção de peixe frito com molho tártaro (R$ 19,00).

Para beber, as opções são menos variadas, mas os preços permanecem bons, como é o caso dos R$ 7,50 cobrados pela esbranquiçada garrafa de Serramalte. A Salinas, de R$ 4,50, é uma das poucas cachaças oferecidas.

O atendimento, gentil, costuma se perder nos dias mais cheios, mas isso parece pouco incomodar os frequentadores.


À descontraída turma da mureta, improviso este que tão bem retrata o espírito botequeiro de BH, os eventuais deslizem afligem menos ainda. E sempre cabe mais um!



Notas:

Ambiente: 3
Atendimento: 3
Bebida: 3
Comida (peso 2): 5
Custo-benefício: 4

Média final: 4 estrelas


Cervejaria Bistecão
Rua Jacarina, 61 - Padre Eustáquio - Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 3464-2313
Pagamento: aceita cartão de crédito e débito
Preço médio por pessoa: R$ 35,00*

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas e, quando houver, serviço e couvert/entrada. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Botequim do Demerval - 05/12/2014

Pode parecer apenas mais um bar universitário, mas não... mil vezes não!


Antes de falar mais sobre o bar, já vou me desculpando por ter esquecido de levar a câmera no dia da visita, restando-nos o celular.

Em um bairro onde predominam bares sem alma e pouco aconchegantes, o Botequim do Demerval é um verdadeiro oásis!



É surpreendente, ainda, como saem quitutes tão apetitosos de uma cozinha tão diminuta, e o petisco experimentado nesta sexta foi a porção de bolinhos de arroz, que atende três pessoas e custa quinze pratas.



Com fartura de queijo e cheiro verde, os bolinhos vão à mesa com geléia de pimenta, que por ser deliciosa, pedimos bis!


A ala das bebidas também guarda ótimas surpresas, com cervejas de boa qualidade a preços atraentes! Fui de Heineken geladaça (7,50 a garrafa de 600 ml), mas a Paulistânia de nove barões também merece menção. Além destas, algumas mais elaboradas, como a Erdinger e a Petra.

É claro que sempre haverá alguma turma mais empolgada fazendo batucada nas mesas, afinal a faculdade é logo ali. Porém o pequeno salão tem o seu charme, começando pelas tradicionalíssimas mesas de lata, e merecendo destaque os quadros negros com todas as comidas e bebidas (sim, por ali nada de cardápio).



De qualquer ponto do bar se enxerga a boa lista de rangos, que tem o croquete como outra convidativa opção de entrada (R$ 18,00 com 12 unidades).

Dentre os pratos mais substanciosos, que não conseguiríamos comer depois dos bolinhos de arroz, os cubos de lombo com anéis de cebola ao barbecue (R$ 33,00) e o filé mignon com fritas, acompanhado de molho de gorgonzola (R$ 30,00).

Ao final deste quadro, alguns drinks e até chup-chup (R$ 0,75), que é tradição nos bairros de BH, e de frente a este, outra lousa com meia dúzia dos convidativos shots da casa (R$ 6,00 em média).

O atendimento do Botequim do Demerval é muito atencioso e pessoal, tal como no almoço servido de segunda a sexta, e nem por isso cobram os famigerados 10% (que em alguns lugares metidos a besta já viraram 13%). Por 12 pratas é possível fugir do serve-serve e comer um honesto prato feito, sempre em duas opções, que são informadas previamente na página do bar. Meses atrás conheci o picadinho de carne com farofa da casa.

A única notícia triste desta resenha é que o Demerval está entrando de férias, até 2015, mas não sem antes fazer a despedida do ano, que coincidirá com a data do segundo aniversário da casa. Vai ser no feriado de oito de dezembro, com apresentação de chorinho a partir das 14h, ritmo este que é um dos favoritos dos donos e da clientela.


Notas:

Ambiente: 3
Atendimento: 4
Bebida: 4
Comida (peso 2): 3
Custo-benefício: 5

Média final: 3,5 estrelas


Botequim do Demerval
Rua Padre Demerval Gomes, 380 - Coração Eucarístico - BH - MG
Tel: 31.8861-8881
Pagamento: aceita cartão de crédito e débito

Preço médio por pessoa: R$ 30,00*


*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas e, quando houver, serviço e couvert/entrada. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.