Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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sábado, 22 de agosto de 2015

CHARUTO - Bar Nova Suíça

Fui ao Bar Nova Suíça, tradicional boteco do bairro de mesmo nome, e experimentei o charuto de repolho. O garçom, gente boa, nos atendeu durante anos no finado Clube de Quem Bebe. Voltarei em breve, para conhecer todas as belezuras das panelas e da estufa, e escrever uma resenha com mais detalhes. Por hora, digo que o charuto custa $ 5, e é uma janta para os menos famintos.


Vida longa a este petisco, cada dia mais sumido destes bares pasteurizados, que se travestem de mercearias, mas só servem rangos moderninhos como hambúrguer vegano, tartar de salmão e cia.



Bar Nova Suíça
Rua Joaquim Nabuco, 183 – Nova Suíça – Belo Horizonte, MG
Tel: (31) 9546-2420

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Empório Viação Cipó - 31/05/2015

Ainda que sejamos pouco "novidadeiros", a expectativa ao aterrissar em Santa Tereza era a de conhecer um bar recém-inaugurado. O que vimos, no entanto, foi uma mera continuidade do finado Bartiquim Santa Tereza, já que o Empório Viação Cipó copia inclusive os seus preços cada dia mais absurdos, a exemplo das trinta e poucas pratas cobradas pela porção de moela ao molho, e dos nove contos pedidos na Original. O que fiz, diante disso, foi pedir uma só cerveja, e experimentar aquela porção que me pareceu ser a novidade – no caso a de palitos de tapioca com queijo coalho e molho de mexerica.


O sabor do coalho pouco se distinguiu, porém os dadinhos são saborosos, e em quantidade que justifica o seu preço de $ 21. Deu para segurar a ansiedade até encontrarmos outro lugar para almoçar.


O atendimento do bar foi muito bom, a equipe era treinada e chegou a fazer algumas sugestões. O ambiente, praticamente idêntico ao do estabelecimento anterior, permanece tendo nas mesas do passeio o seu maior atrativo. Abreviando uma resenha já curta, é mais um lugar com cozinha de boteco e preços de restaurante.


Notas:

Ambiente: 3
Atendimento: 4
Bebida: 3
Comida (peso 2): 3
Custo-benefício: 2

Média final: 3 estrelas


Empório Viação Cipó
Rua Silvianópolis, 74 – Santa Tereza - Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 3466-8263
Pagamento: aceita cartão de crédito e débito
Preço médio por pessoa: R$ 60,00*

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas e, quando houver, serviço e couvert/entrada. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Comida di Buteco 2015: Por onde começar?

Nesta semana foi o concurso Comida di Buteco quem liberou a sua lista de bares e pratos, o que aconteceu ontem. Como nos últimos anos, serão 45 os botecos participantes, que estipularam preços variando entre $ 17,9 e $ 24,5, este o teto determinado pela produção. A grande maioria deles escolheu justamente o valor do teto para seus petiscos, os quais podem ser compartilhados entre duas pessoas (alguns entre três). Mantendo o costume, liberou essa lista às vésperas do evento, o que é sempre motivo de grande suspense entre os frequentadores.
 
Por mais que eu me baseie tão somente nas fotos e descrições dos pratos, afirmo que estes superaram em muito as minhas expectativas. No ano em que as frutas são o tema, supunha que as miscelâneas fossem predominar, porém isso pouco foi visto. Ainda que os bares julguem necessário utilizar mais de uma fruta em cada prato – não sei por qual motivo – as criações evoluíram bastante em relação ao ano passado.
 
Dentre os poucos pontos fora da curva, há que se jogar luz em dois destaques pra lá de negativos. Falo do Chalé da Costela, que descaradamente participa com o mesmo prato do ano passado, e do São Tomilho, que apesar de ter uma chef de cozinha à sua frente, ingressa com um petisco de causar vergonha a quem só faz ovo frito. Que o público, quando for votar, consiga separar o joio do trigo, assim como o júri, que tem a obrigação de fazê-lo.
 
A lista de criações interessantes, por outro lado, é muito mais extensa. Não foi tarefa fácil chegar àqueles 10 que mais aguçaram o meu paladar, mas apesar disso, arrisco sugerir os seguintes bares: Amigos & Memórias, André Caldos, Bar do Louro, Café Bahia, Dona Suica, Bar do Beto, Estúdio da Carne, Já tô Inno, João da Carne e Mulão. Um deles, inclusive, é marinheiro de primeira viagem – falo do Bar do Louro, primeiro participante do histórico Edifício Maletta.
 
Agora é começar a experimentar os pratos e ver como se revelam na prática, tanto estes quanto os outros trinta e cinco. Até porque os botecos precisarão se sair bem também em outros quesitos, como atendimento, higiene e temperatura da bebida. Como são muitos, o jeito é fazer a velha e boa listinha. E você, amigo leitor, já se decidiu por onde vai começar?

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Bitaca da Leste - 28/03/2015

Interessante por demais a proposta da Bitaca da Leste, que tem o casal de donos á frente do negócio, ela somente nos dias em que a abençoada cozinha funciona (terças, quintas e sábados), e ele também às quartas e sextas, quando fecham mais cedo, no final da tarde. Funcionando na penúltima esquina da rua Salinas, no tranquilo encontro desta com a Rua Capitão Bragança, o misto de bar e armazém aproveitou uma pequenina loja, cujo interior é circundado por prateleiras cheias de as, doces, biscoitos, e por aí vai.


Dentre banquetas e balcões internos, o casal guarda também algumas mesinhas de lata, que são dispostas para a clientela no passeio depois de cada meio dia de sábado, quando o sol já seguiu para o Oeste. É muito prazeroso observar a rua de uma destas mesinhas, ainda mais com a boa companhia do ótimo chopp Inconfidentes, cuja tulipa de 300 ml é vendida a $ 6.

Se quiser comer, não espere cardápio ou quadro visível: são os próprios donos quem irão informar os petiscos e os preços. Mas não tenha medo de se confundir, pois conforme nos foi dito, estes são sempre quatro, dois dos quais fixos, e os outros dois variáveis.


No dia da nossa visita tinha torresmo ($ 8 a unidade, ou $ 35 a porção), escondidinho de jiló ($ 6), pão de queijo com carne de lata ($ 10 a unidade) e carne de sereno, de boi ou de porco, com farofa de ovos e mandioca na manteiga de garrafa ($ 38).

Pedimos, pra começar, um torresmo – e que torresmo! Carnudo e com uma pele pra lá de crocante, chega com meio limão capeta. Uma maravilha, nota 10!


Depois fomos de carne de sereno suína com farofa de ovos e mandioca na manteiga de garrafa, que é outra pedida dos deuses! A inusitada carne de porco serenada é suculenta e deliciosa, e casa-se bem tanto com a maciíssima mandioca quanto com a apetitosa farofa de ovos, cuja textura é simplesmente perfeita. Uma verdadeira explosão de sabor em nossa mesa!


Ao final, e como somos farofeiros assumidos, levamos meio quilo da excelente farinha da região de Bocaiúva utilizada na farofa ($ 6) que, inclusive, já testamos e aprovamos em outra farofa feita em casa, de couve. Esta é a proposta da Bitaca da Leste: que o cliente vá, coma, beba e faça compras. Não tenho dúvidas de que a mesma nos fisgou.



Notas:

Ambiente: 3
Atendimento: 3
Bebida: 3
Comida (peso 2): 5
Custo-benefício: 3

Média final: 3,5 estrelas

Bitaca da Leste
Rua Salinas, – Santa Tereza - Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 3789-3784
Pagamento: aceita cartão de crédito e débito
Preço médio por pessoa: R$ 60,00*

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas e, quando houver, serviço e couvert/entrada. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Botecar 2015: Por onde começar?

A lista de pratos do Botecar 2015, concurso de gastronomia de boteco que acontece em BH desde o ano passado, foi liberada ontem. Com a participação de 55 bares, que concorrem com petiscos cujo preço orbita entre $ 15,9 e $ 29,9, o evento divulga com antecedência record o que veremos na presente edição, e ainda informa quantas pessoas se servem de cada um dos tira-gostos.


Avaliando as fotos e descrições presentes no site oficial, podemos dizer que a nossa primeira impressão foi bastante satisfatória. Há porções feitas com os mais variados ingredientes, bem como servidas em tamanhos diversos, de modo a agradar gregos e troianos. Se a grande maioria consegue empolgar pela apresentação e pela variedade, dois dos bares derraparam feio ao repetirem quitutes já oferecidos em edições remotas do Comida di Buteco, demonstrando pouco se importarem com o novo concurso e, menos ainda, com o público que percorre os bares ano a ano. Um deles, o Bartiquim – agora Bartiquim Gonzaga – o faz pela segunda vez, e neste ano foi acompanhado pelo Bar da Cida. Episódios como este demonstram ser essencial uma avaliação mais rigorosa, atribuindo maior peso à criatividade dos bares, e forçando uma rotatividade mínima dos disputantes.

Voltemos os holofotes a quem merece, afinal a grande maioria se esmera nos seus inventos, e procura honrar não apenas o evento, como a cidade de Belo Horizonte enquanto capital dos bares. Penso que seria difícil indicar “aquela” receita que mais me atraiu, afinal foram muitas, e somente será possível experimentá-las a partir do dia 08/04. Vale dizer, contudo, que tive uma boa primeira impressão dos pratos que serão oferecidos pela maioria dos estreantes – parece que os mesmos já chegaram querendo incomodar. Além destes, botecos com tradição em boas criações voltam a ser parada obrigatória, dentre os quais Bar do Rei, Escritório da Cerveja, Família Paulista, Köbes e Silvio’s Bar.

O Botecar terá início dentro de vinte dias e, como diferencial, oferecerá a “carona Botecar”. Como são muitos os participantes, e o concurso volta a acontecer no mesmo período em que o Comida di Buteco, não há outro jeito: é fazer a sua listinha de bares a partir de fotos, descrições e críticas. E você, caro leitor, já se decidiu por qual prato irá começar?
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Oratório - 15/01/2015

Já tem alguns anos que este quarteirão, com início no Brasil 41 e término no Oratório Bar, é um dos mais disputados do carnaval de BH. Nossa última passada por ali, contudo, aconteceu um pouco antes da festa, ainda em janeiro.

Era um final de tarde da mais encalorada semana que se tem notícia, quando julgamos que o amplo e descoberto passeio do Oratório nos seria uma das mais refrescantes opções. Como chegamos poucos minutos depois da abertura do bar, pudemos escolher a mesa com tranquilidade.


É engraçado observar como a minha noção de tempo se perde vez por outra, pois apesar do Oratório constar em meus registros mentais como um bar novo, o mesmo já caminha para o seu sétimo aniversário.  Pode se dizer, portanto, que o boteco já está mais do que consolidado no cenário gastronômico da cidade.


O casarão onde o mesmo funciona é um capítulo à parte. Com a fachada bem conservada, e situado de frente à igreja de Santa Efigênia dos militares, é capaz de transmitir ao cliente uma sensação de nostalgia que, particularmente, muito aprecio.


No dia desta última visita, bebi cerveja Austria Beer ($ 8,90), mas também experimentei duas de suas “CaipFrutas Smirnoff” (R 11,90). A primeira delas, deliciosa e refrescante, foi preparada com Kiwi.


A outra, igualmente interessante, recebia maracujá. São muito bem feitas e, para quem não deseja consumir álcool, podem ser preparadas sem a adição da vodca, e a preço de suco ($ 4,50).


Para comer, a nossa primeira escolha foi uma porção de frios, porém a mesma não estava disponível. Pedimos então o Mercado Central, que nada mais é do que fígado com jiló, mas também não tinha. Na terceira tentativa, quisemos o Bão pra caramba (R$ 33,90), que é a maçã de peito reservada na lata, acompanhada de mandioca cozida, e novamente recebemos uma negativa, sempre seguida da sugestão de um dos “especiais”, que são mais caros. Já estávamos decididos a pedir a conta e ir para outro bar, quando a garçonete voltou dizendo que era possível servir a nossa última alternativa.


O que ela não disse é que se trata de uma senhora porção, não apenas saborosa, como também generosa. A carne de lata, muito bem temperada, se desmanchava, enquanto a mandioca cozida, bastante macia, leva equilíbrio ao prato.


O nosso veredicto sobre o Oratório, por fim, só não será completamente favorável em razão do serviço. Não falo apenas dos garçons, vez por outra desatentos, mas também da cozinha, que deixou de nos servir duas porções por falta de ingredientes em estoque. Se estiver em um dia de bom humor, com paciência para relevar o que foi relatado, vá e se delicie!


Notas:

Ambiente: 4
Atendimento: 2
Bebida: 4
Comida (peso 2): 4
Custo-benefício: 3

Média final: 3,5 estrelas


Oratório
Av. Brasil, 161 – Santa Efigênia - Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 3241-7112
Pagamento: aceita cartão de crédito e débito
Preço médio por pessoa: R$ 60,00*

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas e, quando houver, serviço e couvert/entrada. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Birosca S2 - 13/01/2014

A inauguração da Birosca S2, em 2013, causou certo alvoroço à época. Em um bairro dominado por botecos, era o primeiro estabelecimento com proposta de bistrô surgido por ali. Funcionando em uma casa anteriormente residencial, foi neste janeiro que pudemos, finalmente, conhece-lo.


A visita aconteceu em uma terça-feira, dia em que acharíamos mesas disponíveis, e foi exatamente o que encontramos. Era uma noite quente, e sentimos um verdadeiro choque térmico ao transpassarmos o portão. O lugar, de pé direito baixo, não conta sequer com umidificadores, tampouco com ar condicionado ou similares.


Dado ao desconforto causado ao cliente, de cara percebemos que o bar está longe de ser um local romântico. Sorte dos fumantes, que tem à sua disposição mesas altas, daquelas com banquetas, no passeio, única área descoberta.

É notável, desde que se entra no bar, o capricho dos proprietários com os pequenos detalhes, que vão do cardápio à decoração das paredes, e buscam levar ao comensal uma atmosfera retrô.


Assim que se assenta à mesa, o garçom chega com a já conhecida jarra de água fria filtrada, que é cortesia da casa.


A primeira bebida que experimentei foi uma caipirinha de maracujá ($ 15), boa sugestão dada pelo garçom.


Mesmo vindo com um picolé da mesma fruta, a bebida não se tornou doce ou enjoativa, e contribui bastante para que nos refrescássemos.


Mais tarde experimentaríamos também o mojito ($ 15), que é o melhor que já bebi em BH! Veio muito a calhar, pois era ainda mais refrescante que a caipirinha.


Além dos drinques, há cervejas em garrafa de 600 ml ($ 8,5 a Original) e vinho da casa, a preço mais convidativo que os em garrafas fechadas.

Por mais que o garçom tivesse nos sugerido o peixe no papilote, refeição esta que seria preparada pela chef da casa em um programa da Globo, preferimos petiscar. Escolhemos a porção de pastéis de vento com frango e espinafre ($ 32), para começar.


Nela, os pequeninos pastéis são fritos sem recheio. Cabe ao cliente abri-los e recheá-los com o creme, que além de frango e espinafre, leva também castanhas de caju.




Outro quitute que ficamos conhecendo foi o escondidinho de cogumelos ($ 19), descrito no cardápio como entrada, mas que encerra bem a noite daqueles que têm menor apetite. Trata-se de uma porção individual, onde o purê de batatas esconde o fundo de cogumelo paris, funghi e shimeji.


Fizemos este último pedido cinco minutos antes do encerramento da cozinha, que aconteceria às 22:30h. Ocorre que quando o escondidinho chegou, dez minutos após, os garçons já estavam recolhendo as mesas, e isso causou uma tremedeira horrorosa no chão da varanda, o que fez do simples ato de comer uma difícil tarefa. Encerrado o prato, às 22:50h, só nos restou tomar o caminho da roça. Tive muita pena do único casal que ali permaneceu, o qual ainda tinha mais meia garrafa de espumante por degustar. Nada romântico, volto a dizer, e sequer hospitaleiro.



Notas:

Ambiente: 2
Atendimento: 2
Bebida: 4
Comida (peso 2): 3
Custo-benefício: 2

Média final: 2,5 estrelas


Birosca s2
Rua Silvianópolis, 483 – Santa Tereza - Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 2551-8310
Pagamento: aceita cartão de débito
Preço médio por pessoa: R$ 70,00*

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas e, quando houver, serviço e couvert/entrada. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Koqueiro's Bar- 10/01/2015

Havia experimentado o prato Três de Minas em uma das caravanas de bares em 2014, e gostei muito do que comi! Nada de muito inventivo, é bem verdade, mas um petisco que convenceu pelo bom tempero e pelas possibilidades de se combinar o doce com o salgado. Aliás, ao incluir no prato as bananas fritas e a geléia de abacaxi, estaria o Koqueiro’s prevendo o tema do Comida di Buteco 2015?




Explicando melhor o tira-gosto, trata-se de um combinado de três das mais mineiras comidas de boteco: carne de panela, língua ao molho e moela ensopada. Escoltando as vasilhas que recebem os petiscos, bananas perfeitamente fritas, e uma geléia de abacaxi picante que, de tão interessante, levamos para a casa (cobram $ 10 por um pote de 300 ml). O prato, por sua vez, atende duas pessoas com fartura, e custa $ 27,9.





Uma nota triste, informada pelo prestativo garçom, é que o Três de Minas não mais será servido a partir de maio. Contudo, cada um dos três itens será oferecido individualmente, como já acontece hoje, com “pãozinho pra moiá” e a preços razoáveis, que vão de treze a dezenove pratas.

Para ajudar na comilança, o freguês deve pedir uma Original bem gelada ($ 8) ou alguma das cachaças em dose (a partir de $ 4). O bar, simples e pequeno, costuma reproduzir DVD’s de Pop-Rock na TV. Exceção feita aos dias de jogos de futebol, ou às datas em que há um samba ao vivo, quando fica muito cheio e, portanto, menos recomendável aos que buscam aconchego.


Uma última dica é a dos pratos do dia, tal qual nos bares mais tradicionais da cidade. De terça a sexta são encontrados petiscos exclusivos, a exemplo do joelho de porco com feijão tropeiro, feito às quintas-feiras. Ótima desculpa para voltar lá qualquer dia destes.


Notas:

Ambiente: 3
Atendimento: 4
Bebida: 3
Comida (peso 2): 4
Custo-benefício: 4

Média final: 3,5 estrelas


Koqueiro’s Bar
Av. Silviano Brandão, 1293 - Sagrada Família - Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 2510-7025
Pagamento: aceita cartão de crédito e débito
Preço médio por pessoa: R$ 45,00*

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas e, quando houver, serviço e couvert/entrada. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.